MP-BA pede desaprovação das contas da campanha de Marão; 10 carros consumiram 8 mil litros de combustíveis em 7 dias

Foto: Reprodução.

O Ministério Público Eleitoral, por meio da promotora Maria Amélia Sampaio Góes, pediu a desaprovação das contas eleitorais do prefeito de Ilhéus, Marão, relacionadas à eleição municipal de 2020. Após minuciosa análise o MP encontrou diversas irregularidades nas contas do então candidato.

Dentre elas, a que mais chamou atenção deste blog foi o fato de a campanha ter realizado despesas que somam R$ 39.525,00 com três fornecedores diferentes, cujos sócios ou administradores estão inscritos em programas sociais (auxílio emergencial). Segundo a promotora, isso pode indicar falta de capacidade operacional para prestar o serviço ou fornecer o material contratado para a campanha.

Outra irregularidade relata que a campanha de Marão pagou assessorias contábil e jurídica para candidatos a vereador que não estavam ligados ao partido do prefeito (PSD). A legislação eleitoral proíbe a coligação entre partidos na disputa por vagas no legislativo, portanto, a campanha de Mário Alexandre não poderia pagar tais assessorias.

A promotora encontrou inconsistência também na comprovação de gastos com combustíveis financiados pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A legislação obriga que sejam informados relatórios semanais com a quantidade de combustível utilizado e que sejam também descritos os veículos.

Segundo o relatório fornecido pela campanha, apenas 10 carros gastaram oito mil litros entre os dias 08/11 e 14/11, ou seja, durante 7 dias, o que gera inconsistência de acordo com a promotora.

A decisão da promotora é de quarta-feira (20) e ainda traz outras irregularidades como a falta de comprovação de gastos com o impulsionamento de conteúdos da campanha nas mídias sociais.

O caso será julgado pela Justiça Eleitoral.

Clique para ler o relatório.



One response to “MP-BA pede desaprovação das contas da campanha de Marão; 10 carros consumiram 8 mil litros de combustíveis em 7 dias

  1. Se irregularidades como essas, fossem de forma rápida, consideradas no trâmite judicial é certo que além do candidato muita gente seria penalmente punidos.

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