Exclusivo. Secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, é acusado de aplicar um “golpe” numa idosa de 73 anos

O Blog do Gusmão valoriza textos curtos e objetivos, porém, a história que contaremos a seguir é rica em detalhes tristes. Nos esforçamos para manter a atenção dos leitores e pedimos paciência, pois a leitura completa será um sinal de respeito ao sofrimento alheio.

Clarice de Cunto vai completar 74 anos em junho deste ano. Ex-empresária, durante muitos anos foi dona de uma distribuidora de produtos descartáveis e de limpeza em São Paulo. Depois das muitas voltas que a vida deu, hoje ela divide um apartamento com Idália, sua ex-sócia e amiga de longa data. As duas residem na capital paulista e pagam pelo aluguel do pequeno imóvel R$ 1.340 por mês.

Clarice nunca foi casada e não teve filhos. Seus parentes mais próximos residem no interior do estado de São Paulo. Típica aposentada brasileira de baixo poder aquisitivo, não tem funcionária ou cuidadora. Problemas de saúde sérios afirma que não tem. “Sinto apenas alguns tremores, mas não costumo ir ao médico”. Sobre o orçamento apertado explica: “tive que tomar uma decisão: ou pagava aluguel ou pagava plano de saúde. Fui obrigada a escolher as despesas do apartamento para não ficar sem um teto”.

Com a pandemia do novo coronavírus, Clarice tem seguido as recomendações do isolamento social e está confinada em casa. Para adquirir produtos de primeira necessidade, tem ligado para um supermercado próximo que entrega em domicílio.

O maior receio de Clarice neste momento é a Covid-19. Idosa e pertencente ao grupo de risco, ela teme não estar viva para ver a Justiça definir uma questão que lhe envolve diretamente. Em 2013, ela afirma ter sido seriamente prejudicada por um homem que “adquiriu” o único imóvel que lhe pertencia. Esse fato mudou completamente a sua vida.

Clarice comprou uma casa em Olivença em 1999 e seu objetivo era morar perto de uma irmã. Depois de um tempo, a parente mudou-se para São Paulo e ela foi junto. O imóvel passou a ser alugado, mas os problemas com a conservação tornaram-se comuns.

Em 2013 Clarice vendeu a casa para Geraldo Magela Ribeiro, atual secretário de saúde de Ilhéus. Os detalhes da transação ao longo de dois anos, segundo relato da idosa, colocam o caráter do comprador em dúvida.

Geraldo Magela.

Clarice e Magela acordaram o valor do imóvel em R$ 350 mil. O comprador daria R$ 50 mil à vista e o restante seria financiado pela Caixa Econômica Federal. No ato da assinatura do contrato de compra e venda, Magela pagou apenas R$ 15 mil e se comprometeu a pagar o restante (R$ 35 mil) em até 60 dias.

Clarice acreditou em Magela e retornou a São Paulo. Seu objetivo era acompanhar de perto o drama vivido por um sobrinho muito próximo que estava em tratamento devido a um câncer.

Enquanto ela estava em São Paulo ao lado do sobrinho que definhava, Magela não pagou o restante da entrada. Por motivos que desconhecemos, ele colocou uma de suas filhas, que é médica, como a compradora oficial. O financiamento da Caixa Econômica (em nome da filha) só foi liberado seis meses depois, mas com valor abaixo do acordado (R$ 256 mil) que foi depositado numa conta bancária de Clarice. Daí em diante, conforme consta no processo judicial, o caso ganhou características de um típico “golpe” aplicado numa pessoa indefesa.

Clarice estava abalada com o sofrimento do sobrinho e essa situação a deixou vulnerável. Ao mesmo tempo, conforme relato da senhora, Magela começou a dizer que não tinha como pagar o valor que faltava da entrada. Disse que possuía um apartamento em Itabuna cuja documentação não estava regularizada. A única saída era contrair empréstimo junto a um banco. O imóvel seria dado como garantia, mas para isso, era necessário providenciar os documentos. A regularização tinha um custo, mas ele não tinha o recurso. Magela pediu a Clarice que lhe emprestasse parte do dinheiro pago pela Caixa. Na esperança de receber tudo que ele lhe devia, a aposentada disse sim, várias vezes.

No processo que tramita na 4ª Vara de Feitos de Relação de Consumo Cíveis e Comerciais de Ilhéus (clique aqui), Clarice afirma que emprestou R$ 161 mil a Geraldo Magela. Parte do dinheiro que a Caixa Econômica pagou à aposentada, cuja origem é o financiamento realizado em nome da filha de Magela, foi parar, aos poucos, nas mãos do pai.

A advogada de Clarice, Lara Kauark, afirma que Magela agiu de má-fé nos vários pedidos de empréstimo que fez. O suposto recurso contraído junto a um banco para quitar a entrada jamais foi viabilizado. A dívida do comprador com a vendedora mais do que triplicou. Antes era de R$ 79 mil e depois saltou para R$ 240 mil.

Clarice relatou a Lara Kauark que Magela fazia pressão por mais dinheiro emprestado, dando garantias de que o recurso para quitação da entrada estava para ser liberado. “Certa vez, ele ligou para pedir mais dinheiro e recomendou que ela fosse rapidamente ao banco fazer a transferência. Na pressa de pegar o ônibus em Olivença, dona Clarice tomou uma queda”, contou Lara Kauark ao BG.

Clarice de Cunto, a vítima. Foto enviada por amigos.

O sobrinho, que era advogado e auxiliava Clarice a resolver muitos problemas, não resistiu ao câncer e faleceu. O irmão de Clarice (pai do rapaz) vivia em cadeira de rodas por ser paraplégico. Após a morte do filho o abalo foi tão forte que ele também morreu pouco tempo depois. “Os órgãos dele foram parando aos poucos”, explica Clarice.

A morte dos parentes deixou Clarice muito abalada e ainda mais vulnerável aos pedidos de Magela. Por não ter recebido todo o dinheiro, Clarice voltou a residir na casa junto com os novos “donos”. Como a situação não foi resolvida, o relacionamento debaixo do mesmo teto ficou difícil e ela disse que foi hostilizada algumas vezes, revela o casal Georgia Couto e Saulo Guimarães. Os dois foram vizinhos de Clarice em Olivença e tornaram-se amigos. Depois de um tempo decidiram morar na zona sul de Ilhéus, mas a amizade foi mantida. Quando perceberam que Clarice corria riscos, Georgia e Saulo pediram que ela saísse da casa e fosse passar um tempo na residência deles.

“Clarice estava nervosa, muito abalada e não conseguia raciocinar direito, por isso decidimos tirá-la da casa”, explica Saulo Guimarães, que é testemunha da aposentada no processo que tramita no fórum de Ilhéus. “Clarice sempre foi dinâmica, participativa e gostava de ler. Com a venda da casa, que se arrastava há dois anos sem receber todo o dinheiro, ela mudou bastante e ficou completamente desorientada. A família dela só ficou sabendo do problema depois. Com a venda do único imóvel que possuía, Clarice queria comprar um pequeno apartamento em São Paulo, guardar um pouco do dinheiro e viver o resto da vida sem passar necessidade”, conta Georgia Couto.

Clarice admite ter ficado anestesiada e triste. Em sinal de gratidão, disse que teria sido pior se não fosse a ajuda de Georgia e Saulo. O casal amigo orientou que ela contratasse a advogada Lara Kauark, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Itabuna. Kauark disse ao BG que a aposentada estava em situação de risco e ressaltou traços marcantes na personalidade da cliente: “ela não mente, pois todas as vezes que lhe faço perguntas, o relato sempre é igual”.

Clarice tem documentos que provam os empréstimos feitos e após reunir todas as provas, o processo foi protocolado em março de 2015 contra Magela, a esposa e as filhas (uma é a compradora oficial e a outra proprietária do apartamento de Itabuna). O BG não vai revelar todos os nomes, pois só Magela é pessoa pública.

Nos pedidos feitos ao juiz Julio Gonçalves da Silva Junior, Clarice busca receber os R$ 240 mil devidos por Magela e uma indenização por danos morais e materiais.  A advogada também pediu uma liminar judicial que bloqueasse a matrícula em cartório do apartamento localizado em Itabuna, pertencente a Magela e uma de suas filhas.  A liminar foi negada.

Em agosto de 2018, a filha médica de Magela, que conseguiu o financiamento na Caixa Econômica Federal (cuja maior parte do dinheiro foi “emprestada ao pai”), propôs um acordo considerado indecoroso pela advogada Lara Kauark.  A filha se dispôs a pagar apenas o valor da entrada e um pouco mais (R$ 80 mil no total) nas seguintes condições: R$ 35 mil no momento da homologação do acordo; 3 parcelas de R$ 7 mil semestrais e 24 parcelas mensais de mil reais a contar da homologação.

Lara Kauark, advogada de Dona Clarice. Foto: Facebook.

O dinheiro que Magela tomou emprestado de Clarice (R$ 161 mil) não foi reconhecido pela filha como parte da dívida. Na proposta, ela afirma não ter participado do contrato do empréstimo, e que a responsabilidade pelo valor devido é dos seus pais.

Ao recusar o acordo, Lara Kauark afirmou que a filha de Magela esteve várias vezes na casa e presenciou conversas entre os pais e Clarice. Lembrou o fato da ex-proprietária ter permanecido no imóvel, justamente por não ter recebido todo o valor. A advogada encarou a proposta como um “disparate” e disse que os devedores demonstraram “falta de caráter” ao não honrar os compromissos.

Segundo Lara Kauark, três endereços diferentes de Geraldo Magela foram informados à justiça, mas ele nunca foi intimado. Após inúmeras tentativas dos oficiais de justiça, Magela foi convocado para a audiência de conciliação por meio de um edital público, mas não compareceu na data marcada, no dia 02 de fevereiro deste ano.  Segundo a advogada, a ausência de Magela vai propiciar que ele seja julgado à revelia, ou seja, sem no mínimo ter contestado as acusações.

Lara Kauark afirma que Dona Clarice foi engambelada e é vítima de um estelionato afetivo. “Ela foi mantida sob erro por dois anos”, ressalta. Também contou ao BG que Geraldo Magela responde a outros processos na justiça trabalhista e já não possui nenhum bem em nome dele. A advogada acha que sua cliente vai ganhar a causa, só que Magela, a esposa e as filhas ainda poderão recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia. Além disso, quando o processo tiver um desfecho, o judiciário terá dificuldades para encontrar dinheiro e propriedades em nome do réu. Segundo Lara Kauark, Magela disse a Clarice que não acionasse a justiça, pois ele tem muitos “acessos”.

O BG perguntou a Lara Kauark por quais motivos Geraldo Magela não responde uma ação criminal pela prática de estelionato. Ela explicou que Dona Clarice tem medo de possíveis represálias e atentados contra a sua vida, por isso, resolveu entrar com uma ação apenas na vara cível. Apesar de uma lei estabelecer direito à prioridade para os idosos, a causa de Clarice tramita há cinco anos no fórum Epaminondas Berbert de Castro. Lara Kauark acredita que a causa será julgada logo após o retorno dos prazos processuais, paralisados devido à pandemia do novo coronavírus. O BG apurou que a Defensoria Pública do Estado da Bahia passou a acompanhar o caso devido à demora.

“Eu tenho 10 anos na advocacia. Faço parte da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bahia e fui presidente da comissão dessa mesma área na OAB/Itabuna. Essa é a história mais triste que eu já me deparei como advogada. Dona Clarice tem 73 anos. É uma mulher indefesa e idosa, sem filhos e marido. Ela tem medo de morrer e não receber o dinheiro. Para se fazer presente nas audiências, é obrigada a comprar passagens de avião. Aconteceu uma vez de a audiência ser desmarcada, e ela ter que arcar com os custos do cancelamento das passagens. Tudo isso me deixa muito sensibilizada e eu sei que Magela fez tudo de propósito, após ter pedido que Dona Clarice acreditasse em sua palavra. Vale lembrar que ele e a filha trabalham na área de saúde”, disse Lara Kauark à reportagem do BG.

Dona Clarice recebe R$ 1.544 de aposentadoria. Ela acredita que existe uma justiça muito acima desse mundo. “Dessa ninguém consegue se safar. Se eu tive que passar por isso, Deus é capaz de resolver”, afirma com fé. Ela assume os aborrecimentos com o processo e se diz injustiçada, pois em sua vida, garante que nunca teve um protesto judicial. “Nunca paguei juros e nunca atrasei contas, devido à formação que meu pai me deu”.

No dia 22 de abril, o Blog do Gusmão tentou ouvir Geraldo Magela sobre as acusações feitas por Dona Clarice. Enviamos mensagens via Whatsaap e e-mail, mas ele não deu retorno. No dia 25 de maio, tentamos falar com o secretário de saúde por meio da secretaria municipal de comunicação. Pedimos que uma jornalista da SECOM intermediasse o contato. Também não recebemos resposta. Vale lembrar que Geraldo Magela reside na casa que pertenceu a Dona Clarice. Neste momento de combate ao novo coronavírus, ele é um dos responsáveis pela gestão dos recursos da saúde que atendem o povo de Ilhéus, incluindo milhares de idosos.

A casa que pertenceu a Dona Clarice, hoje habitada por Geraldo Magela, localizada na rua Marechal Castelo Branco (conhecida como rua do meio), em Olivença. Foto: Blog do Gusmão.

No dia 04 de maio deste ano, o ator Flavio Migliaccio, 85, foi encontrado morto em seu sítio localizado em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro. Migliaccio deixou uma carta aos familiares com a seguinte afirmação: “a humanidade não deu certo”. A forma como a morte do artista aconteceu deixou muitas pessoas chocadas. Consagrado no teatro, cinema e televisão, ele esperava há mais de 20 anos o pagamento de uma indenização devida pela TVE. Este motivo e outros cansaram Flavio Migliaccio.

Dona Clarice espera há 7 anos pelo fim do seu problema. Ela assume que foi ingênua. “Nunca fui tontinha. Vivi a circunstância de ter sido enganada por um homem voltado para si e desonesto. Certa vez ele chorou para mim e me deu certeza de que me pagaria, pois o sonho dele era ter uma casa em Olivença. Fui enganada, não consigo explicar por que emprestei dinheiro para ele, mas não posso me desesperar e ficar doente. Sou dizimista e Deus é a minha religião”.

Emocionada ela afirma: “o golpe que me aplicaram não pode acabar com a minha vida. Deverei honrar até o fim a vida que Deus me deu”.

Magela e os dribles na verdade

Notinhas.

Magela: o craque dos dribles.

Se a verdade fosse um quarto zagueiro, o atual secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, seria um Neymar da vida.

Magela foi secretário de saúde de Teixeira de Freitas e quando deixou a pasta, em setembro de 2010, foi denunciado por deixar uma dívida de R$ 10 milhões. O então prefeito da cidade, Padre Aparecido, o chamou de mentiroso publicamente.

Como secretário de saúde de Itabuna, no final do governo do Capitão Azevedo (2009-2012), teve passagem muito contestada, não deixou saudade e foi acusado de agredir uma sindicalista.

Como competência não é critério para o prefeito Mário Alexandre, Magela assumiu o comando da saúde de Ilhéus em julho de 2018.

Pessoas que trabalharam com Magela afirmam que ele tem o costume da “palavra flácida” e gosta de “pregar peças”. No dia 05 de abril deste ano, disse que desconhecia o contrato firmado com uma “bodega” de Coaraci para o fornecimento de R$ 500 mil convertidos em álcool gel. O Diário Oficial do Município o desmentiu, pois no dia 24 de março publicou a homologação do contrato assinada pelo próprio secretário de saúde.

A mais nova “meia verdade” de Magela diz respeito à Covid-19. Na última quinta-feira, 7, ele afirmou que Ilhéus tinha 267 casos confirmados da doença (123 pessoas em isolamento domiciliar e 144 altas médicas). A soma do secretário passaria pela “prova dos nove” se não fosse por um detalhe. E o número de 11 mortos?

Na pressa de inflar o total de altas médicas e espalhar notícia positiva, Magela excluiu a quantidade de óbitos da relação de casos confirmados.

Especialistas em Vigilância Epidemiológica ouvidos pelo BG disseram que o número de mortos é parte do total de casos confirmados.

Sendo assim, concluímos que, mais uma vez, Magela faltou com a verdade.

Ouça essa notinha narrada por Emilio Gusmão.

Vídeo de festa postado na quarta-feira (06) traz uma voz bem parecida com a de Marão

Notinhas.

Postagem de Suelen Valiense com Fábio Junior publicada no Instagram na quarta-feira, 6.

Ilhéus vive dias tensos e de bastante sofrimento.

Comércio fechado, muitos desempregados e a morte rondando corações e mentes.

A cidade tem 13 óbitos e a maior taxa de contaminação por Covid-19 na Bahia.

Em paralelo, o secretário municipal de turismo, Fábio Junior, e o prefeito Mário Alexandre foram denunciados por promoverem festas no Condomínio Aldeia Atlântida, no privilegiado litoral sul do município.

As supostas festas, se realmente aconteceram, desrespeitam o isolamento social e afrontam a preocupação de todos que moram em Ilhéus com o novo coronavírus. Inegavelmente, não é tempo de alegria.

No vídeo abaixo, publicado na noite da última quarta-feira, 6, no Instagram da “digital influencer” Suelen Valiense, uma voz bem parecida com a de Marão, e embargada pelo álcool, se destaca ao pronunciar uma frase de conteúdo escatológico.

Na mesma data, Suelen Valiense também publicou uma foto ao lado do secretário Fábio Junior.

Veja e, principalmente, ouça.

Cadelas desapareceram perto de Canavieiras

Zarah e Mel

Duas cadelas fugiram na noite da última quinta-feira, 30, da Fazenda Eldorado no Km 8 da BA-001, trecho Una-Canavieiras.

Zarah (raça American Bully) e Mel (Pit Bull) foram bem criadas e são dóceis.

O desaparecimento trouxe muita tristeza para duas crianças.

Caso alguém tenha encontrado as cadelas, favor ligar para Paulo, número (71) 99964 2303.

O dono vai dar uma gratificação.

Quadro de saúde do médico Antonio Carlos Rabat segue estável

Antonio Carlos Rabat.

O quadro clínico do médico cirurgião Antonio Carlos Rabat segue estável e sem “intercorrências” (anormalidades), informam familiares e amigos.

Internado na UTI do Hospital São José desde o último sábado, 25, Rabat após quatro exames foi diagnosticado com Covid-19.

Familiares esperam que na próxima semana o médico melhore ainda mais, ao ponto de não necessitar da respiração mecânica.

Governo Marão não divulga informações sobre 5ª morte por Covid-19 e omite taxa de ocupação de leitos de UTI

Notinhas.

Marão não sabe usar a máscara e não é transparente. Imagem extraída de vídeo.

O governo Mário Alexandre não é transparente com os dados da pandemia da Covid-19. Ilhéus registrou nesta sexta-feira, 1, o 5º óbito devido à doença, mas a secretaria municipal de comunicação tentou omitir o fato.

Tudo indica que a missão da Secom está longe da comunicação institucional. O objetivo  é tentar manter as chances mínimas (e cada vez mais improváveis) de reeleição do prefeito.

A secretaria municipal de saúde, comandada por Geraldo Magela (chamado de mentiroso pelo finado Padre Aparecido, ex-prefeito de Teixeira de Freitas), também não informa a taxa de ocupação dos leitos de UTI. Magela afirma que Ilhéus é a cidade que mais realizou exames, mas não diz a quantidade.

Nesta sexta-feira, a Secom-Ilhéus informou a surpresa de Marão ao saber que o secretário estadual de saúde, Fábio Vilas-Boas, mandou interditar a Central de Abastecimento do Malhado.

A agência de publicidade (ops!), ou melhor, o órgão oficial tentou jogar no colo de Vilas-Boas o desgaste com os feirantes.

Bahia: taxa de ocupação de leitos de UTI sobe de 48% para 50%

Imagem ilustrativa.

A Bahia possui 318 leitos de UTI exclusivos para a Covid-19. Deste total, 158 estão com pacientes internados, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia publicado nesta sexta-feira, 1º de maio.

Em relação à estrutura necessária para os casos mais graves, o estado está com 50% dos leitos de UTI ocupados. Ontem, dia 30, a taxa era de 48% com 153 pessoas internadas.

A Secretaria Estadual de Saúde afirma que novos leitos serão abertos de acordo com a elevação da necessidade.

Antonio Carlos Rabat, ex-secretário de saúde de Ilhéus, está internado na UTI do Hospital São José

Antonio Carlos Rabat.

O médico cirurgião Antonio Carlos Rabat está internado na UTI do Hospital São José com suspeita de Covid-19.

Rabat deu entrada ontem (sábado, 25) na emergência do hospital e foi intubado.

Profissional da medicina e personalidade bem-quista em Ilhéus, Rabat foi secretário municipal de saúde durante um período do governo do prefeito Newton Lima (2009-2012).

Atualizado às 14h32min.

Rabat já foi submetido a três exames para detecção do coronavírus. Todos deram negativo apesar dos sintomas serem bem parecidos.

Covid-19 mata uma senhora de 82 anos de Gongogi

Gongogi. Imagem copiada do site da AMURC.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que registrou, neste sábado (18), o 40º óbito pelo novo coronavírus (Covid-19) no estado.

O óbito foi de uma mulher de 82 anos, residente no município de Gongogi, com histórico de hipertensão e diabetes. Ela estava internada num hospital filantrópico de Itabuna, teve os primeiros sintomas no dia 13 e faleceu na mesma data. Ela teve contato com o primeiro caso de Covid-19 confirmado no município.

O resultado o exame laboratorial para Covid-19 foi confirmado hoje.

Lixo: situação de emergência que possibilitou contratação da CTA foi “fabricada”, afirma procurador da Prefeitura de Ilhéus em parecer

Caminhão da CTA e a dupla Mário Alexandre e Bento Lima.

Com exclusividade a reportagem do BG teve acesso ao parecer do advogado Pedro Vinicius Catarino, procurador jurídico da Prefeitura de Ilhéus, que analisou a “situação de emergência” decretada pelo prefeito Mário Alexandre em março de 2019.

A excepcionalidade administrativa no âmbito da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos fundamentou a contratação, sem processo licitatório, da empresa CTA Empreendimentos Eireli, responsável há mais de um ano pela coleta de resíduos sólidos (lixo) no município de Ilhéus.

O contrato é alvo de investigação iniciada pela promotora Mayanna Floriano, do Ministério Público do Estado da Bahia, após denúncia do advogado Mesaque Soares.

Emergência fabricada.

O parecer de Pedro Vinicius Catarino revela que a “situação de emergência” foi fabricada “dolosa ou culposamente”, ou seja, o governo violou a lei, com ou sem intenção, quando deixou de fazer novo processo licitatório, uma vez que o contrato anterior com a empresa Solar Ambiental estava para ser encerrado.

O documento pode complicar o governo Mário Alexandre quando chegar ao conhecimento do MP-BA, pois mostra que a contratação da CTA não ocorreu em circunstâncias que surgiram de repente, muito pelo contrário, o governo de maneira proposital ou não, forçou o aparecimento da “situação de emergência”.

O procurador pediu apuração, “de forma satisfatória, da existência ou não, de responsabilidades dos agentes que não adotaram as providências cabíveis para evitar” a situação de emergência.

Neste caso, as possíveis responsabilidades podem recair sobre a Secretaria de Serviços Urbanos (comandada por Hermano Fahning) e na Secretaria de Gestão (cujo responsável é Bento Lima).

Fora do parecer também há uma informação, muito divulgada pela imprensa, de que a empresa anterior, a Solar Ambiental, foi sufocada financeiramente pelo atual governo, que atrasava constantemente os pagamentos.

Pagar mais para ter menos.

Pedro Catarino também questionou o custo mensal do novo contrato (no valor de R$ 1.284 milhão) e o comparou ao valor pago à Solar Ambiental (cerca de R$ 979 mil), que além da coleta domiciliar fazia outro serviço adicional, a remoção de resíduos infectantes (hospitalares), serviço não abarcado no contrato com a CTA.

O procurador considerou que os valores do novo contrato não se justificavam do ponto de vista legal e lembrou que o prazo máximo da contratação emergencial não poderia ultrapassar 180 dias (já passou de um ano).

Pedro Catarino, que chegou à procuradoria jurídica do município por meio de concurso público, opinou favorável à situação de emergência, ao perceber que a limpeza urbana poderia entrar em colapso. Porém, lembrou que a regra da administração pública “é a licitação, e não sua dispensa”.

Conheça o parecer na integra.

Às 18h46min., entramos em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação para ouvir o governo Mário Alexandre. Até a publicação da reportagem não recebemos resposta.

Atualizado às 8 horas de 16 de abril de 2020.

O procurador-geral do município, Jefferson Domingues, respondeu que já há uma licitação ocorrendo com esse objetivo. Alegou que o Tribunal de Contas do Município não apontou irregularidades nas contas de 2019. 

Covid-19: Ministério da Saúde manda R$ 3.2 milhões para a Prefeitura de Ilhéus

Print da Portaria 774.

Para combater a pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde destinou cerca  de R$ 3.2 milhões para o Fundo Municipal de Saúde de Ilhéus.

O valor está na Portaria 774 publicada ontem (quinta-feira, 9), no Diário Oficial da União, e poderá ser usado a partir da próxima segunda-feira, 13.

O governo do prefeito Mário Alexandre ainda não divulgou como pretende usar o recurso extra.

O Fundo Municipal de Saúde é gerido pelo superintendente, Kadu Castro, pré-candidato a prefeito de Coaraci.

Coaraci tem uma empresa que pode receber quase R$ 500 mil do Fundo Municipal pela venda de álcool gel.

Exclusivo. Mulher com Covid-19 afirma que foi abandonada pela Secretaria de Saúde de Ilhéus

Imagem ilustrativa.

Em primeira mão.

Nesta quinta-feira, 09, o BG ouviu o relato dramático de uma moradora da zona norte de Ilhéus que foi infectada pelo coronavírus.

O BG recebeu cópia do exame que deu positivo para Covid-19, feito pelo Laboratório Central da Bahia (Lacen).

A mulher é casada e tem filho (a) pequeno (a). Não informaremos identidade e endereço para manter a segurança da família e impedir possíveis agressões.

A mulher tem entre 18 e 27 anos, fez o exame no dia 4 de abril e recebeu o resultado três dias depois. Vive dias muito difíceis uma vez que ela e o esposo estão desempregados.

Reclama que o resultado do exame foi passado de maneira inoportuna por uma funcionária da Vigilância Epidemiológica de Ilhéus.  A equipe foi até a residência dela, mas preferiu não entrar.  Antes de comunicar que ela estava doente, a servidora não buscou condições que possibilitassem privacidade. Alguns vizinhos escutaram e a partir desse momento ela e o marido passaram a ser olhados com desconfiança. O impacto a deixou muito nervosa e trêmula. Sem dar justificativas, a Vigilância Epidemiológica não fez o exame no marido e no filho (a).

A paciente afirma não ter recebido máscaras, luvas, álcool gel e qualquer tipo de apoio da Secretaria de Saúde de Ilhéus. As máscaras que ela e o marido utilizam foram compradas com parte dos poucos recursos que ainda restam.

Ela questiona a Sesau por não ter viabilizado consulta com um infectologista. Afirma que está se sentindo muito mal, mas a secretaria lhe afirmou que não há infectologista disponível para atendimento em domicílio.

Nos áudios é possível perceber que a paciente também necessita de acompanhamento psicológico. A condição financeira precária e o receio de já ter contaminado o marido e o filho (a) abalam seu estado emocional.

Alguns parentes sensibilizados com a situação organizaram uma “vaquinha” para pagar uma consulta médica. Ela demonstra gratidão pela atitude dos familiares, mas lamenta o abandono do SUS.

A partir do relato dessa paciente, fica a desconfiança de que a Sesau-Ilhéus não apoia os pacientes contaminados que necessitam de alimentos e equipamentos de proteção individual.

Por voltas das 17h21min., tentamos falar com o secretário municipal de saúde, Geraldo Magela. Fizemos três tentativas, mas ele não atendeu nossas ligações.