Bahia: taxa de ocupação de leitos de UTI sobe de 48% para 50%

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A Bahia possui 318 leitos de UTI exclusivos para a Covid-19. Deste total, 158 estão com pacientes internados, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia publicado nesta sexta-feira, 1º de maio.

Em relação à estrutura necessária para os casos mais graves, o estado está com 50% dos leitos de UTI ocupados. Ontem, dia 30, a taxa era de 48% com 153 pessoas internadas.

A Secretaria Estadual de Saúde afirma que novos leitos serão abertos de acordo com a elevação da necessidade.

Antonio Carlos Rabat, ex-secretário de saúde de Ilhéus, está internado na UTI do Hospital São José

Antonio Carlos Rabat.

O médico cirurgião Antonio Carlos Rabat está internado na UTI do Hospital São José com suspeita de Covid-19.

Rabat deu entrada ontem (sábado, 25) na emergência do hospital e foi intubado.

Profissional da medicina e personalidade bem-quista em Ilhéus, Rabat foi secretário municipal de saúde durante um período do governo do prefeito Newton Lima (2009-2012).

Atualizado às 14h32min.

Rabat já foi submetido a três exames para detecção do coronavírus. Todos deram negativo apesar dos sintomas serem bem parecidos.

Covid-19 mata uma senhora de 82 anos de Gongogi

Gongogi. Imagem copiada do site da AMURC.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que registrou, neste sábado (18), o 40º óbito pelo novo coronavírus (Covid-19) no estado.

O óbito foi de uma mulher de 82 anos, residente no município de Gongogi, com histórico de hipertensão e diabetes. Ela estava internada num hospital filantrópico de Itabuna, teve os primeiros sintomas no dia 13 e faleceu na mesma data. Ela teve contato com o primeiro caso de Covid-19 confirmado no município.

O resultado o exame laboratorial para Covid-19 foi confirmado hoje.

Lixo: situação de emergência que possibilitou contratação da CTA foi “fabricada”, afirma procurador da Prefeitura de Ilhéus em parecer

Caminhão da CTA e a dupla Mário Alexandre e Bento Lima.

Com exclusividade a reportagem do BG teve acesso ao parecer do advogado Pedro Vinicius Catarino, procurador jurídico da Prefeitura de Ilhéus, que analisou a “situação de emergência” decretada pelo prefeito Mário Alexandre em março de 2019.

A excepcionalidade administrativa no âmbito da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos fundamentou a contratação, sem processo licitatório, da empresa CTA Empreendimentos Eireli, responsável há mais de um ano pela coleta de resíduos sólidos (lixo) no município de Ilhéus.

O contrato é alvo de investigação iniciada pela promotora Mayanna Floriano, do Ministério Público do Estado da Bahia, após denúncia do advogado Mesaque Soares.

Emergência fabricada.

O parecer de Pedro Vinicius Catarino revela que a “situação de emergência” foi fabricada “dolosa ou culposamente”, ou seja, o governo violou a lei, com ou sem intenção, quando deixou de fazer novo processo licitatório, uma vez que o contrato anterior com a empresa Solar Ambiental estava para ser encerrado.

O documento pode complicar o governo Mário Alexandre quando chegar ao conhecimento do MP-BA, pois mostra que a contratação da CTA não ocorreu em circunstâncias que surgiram de repente, muito pelo contrário, o governo de maneira proposital ou não, forçou o aparecimento da “situação de emergência”.

O procurador pediu apuração, “de forma satisfatória, da existência ou não, de responsabilidades dos agentes que não adotaram as providências cabíveis para evitar” a situação de emergência.

Neste caso, as possíveis responsabilidades podem recair sobre a Secretaria de Serviços Urbanos (comandada por Hermano Fahning) e na Secretaria de Gestão (cujo responsável é Bento Lima).

Fora do parecer também há uma informação, muito divulgada pela imprensa, de que a empresa anterior, a Solar Ambiental, foi sufocada financeiramente pelo atual governo, que atrasava constantemente os pagamentos.

Pagar mais para ter menos.

Pedro Catarino também questionou o custo mensal do novo contrato (no valor de R$ 1.284 milhão) e o comparou ao valor pago à Solar Ambiental (cerca de R$ 979 mil), que além da coleta domiciliar fazia outro serviço adicional, a remoção de resíduos infectantes (hospitalares), serviço não abarcado no contrato com a CTA.

O procurador considerou que os valores do novo contrato não se justificavam do ponto de vista legal e lembrou que o prazo máximo da contratação emergencial não poderia ultrapassar 180 dias (já passou de um ano).

Pedro Catarino, que chegou à procuradoria jurídica do município por meio de concurso público, opinou favorável à situação de emergência, ao perceber que a limpeza urbana poderia entrar em colapso. Porém, lembrou que a regra da administração pública “é a licitação, e não sua dispensa”.

Conheça o parecer na integra.

Às 18h46min., entramos em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação para ouvir o governo Mário Alexandre. Até a publicação da reportagem não recebemos resposta.

Atualizado às 8 horas de 16 de abril de 2020.

O procurador-geral do município, Jefferson Domingues, respondeu que já há uma licitação ocorrendo com esse objetivo. Alegou que o Tribunal de Contas do Município não apontou irregularidades nas contas de 2019. 

Covid-19: Ministério da Saúde manda R$ 3.2 milhões para a Prefeitura de Ilhéus

Print da Portaria 774.

Para combater a pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde destinou cerca  de R$ 3.2 milhões para o Fundo Municipal de Saúde de Ilhéus.

O valor está na Portaria 774 publicada ontem (quinta-feira, 9), no Diário Oficial da União, e poderá ser usado a partir da próxima segunda-feira, 13.

O governo do prefeito Mário Alexandre ainda não divulgou como pretende usar o recurso extra.

O Fundo Municipal de Saúde é gerido pelo superintendente, Kadu Castro, pré-candidato a prefeito de Coaraci.

Coaraci tem uma empresa que pode receber quase R$ 500 mil do Fundo Municipal pela venda de álcool gel.

Exclusivo. Mulher com Covid-19 afirma que foi abandonada pela Secretaria de Saúde de Ilhéus

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Em primeira mão.

Nesta quinta-feira, 09, o BG ouviu o relato dramático de uma moradora da zona norte de Ilhéus que foi infectada pelo coronavírus.

O BG recebeu cópia do exame que deu positivo para Covid-19, feito pelo Laboratório Central da Bahia (Lacen).

A mulher é casada e tem filho (a) pequeno (a). Não informaremos identidade e endereço para manter a segurança da família e impedir possíveis agressões.

A mulher tem entre 18 e 27 anos, fez o exame no dia 4 de abril e recebeu o resultado três dias depois. Vive dias muito difíceis uma vez que ela e o esposo estão desempregados.

Reclama que o resultado do exame foi passado de maneira inoportuna por uma funcionária da Vigilância Epidemiológica de Ilhéus.  A equipe foi até a residência dela, mas preferiu não entrar.  Antes de comunicar que ela estava doente, a servidora não buscou condições que possibilitassem privacidade. Alguns vizinhos escutaram e a partir desse momento ela e o marido passaram a ser olhados com desconfiança. O impacto a deixou muito nervosa e trêmula. Sem dar justificativas, a Vigilância Epidemiológica não fez o exame no marido e no filho (a).

A paciente afirma não ter recebido máscaras, luvas, álcool gel e qualquer tipo de apoio da Secretaria de Saúde de Ilhéus. As máscaras que ela e o marido utilizam foram compradas com parte dos poucos recursos que ainda restam.

Ela questiona a Sesau por não ter viabilizado consulta com um infectologista. Afirma que está se sentindo muito mal, mas a secretaria lhe afirmou que não há infectologista disponível para atendimento em domicílio.

Nos áudios é possível perceber que a paciente também necessita de acompanhamento psicológico. A condição financeira precária e o receio de já ter contaminado o marido e o filho (a) abalam seu estado emocional.

Alguns parentes sensibilizados com a situação organizaram uma “vaquinha” para pagar uma consulta médica. Ela demonstra gratidão pela atitude dos familiares, mas lamenta o abandono do SUS.

A partir do relato dessa paciente, fica a desconfiança de que a Sesau-Ilhéus não apoia os pacientes contaminados que necessitam de alimentos e equipamentos de proteção individual.

Por voltas das 17h21min., tentamos falar com o secretário municipal de saúde, Geraldo Magela. Fizemos três tentativas, mas ele não atendeu nossas ligações.

Antropóloga diz que imagem de “meninão” do prefeito Mário Alexandre estimula desobediência na quarentena

Imagem desenvolvida por Marão não ajuda na crise da Covid-19.

Na última terça-feira, 7, o prefeito Mário Alexandre lançou um vídeo nas redes sociais em que tentou, pela primeira vez, expressar sua autoridade. Apesar do tom duro e taxativo em defesa do isolamento social, muitas pessoas não levaram a sério a mensagem. O aborrecimento demonstrado com a desobediência aos decretos municipais gerou vários comentários irônicos.

Esse fato motivou o BG a entrevistar a professora e antropóloga Georgia Couto. O tema principal da conversa, gravada nesta quarta-feira, 8, foi o comportamento de grande parte da população de Ilhéus diante da autoridade do prefeito Mário Alexandre.

Assim como muitos leitores deste blog, Georgia Couto também ficou surpresa com o grande movimento nas ruas, apesar da quarentena e dos decretos do prefeito que determinam o fechamento temporário do comércio e a suspensão do transporte coletivo.

Georgia Couto. Foto do arquivo pessoal.

Demora em ouvir a OMS.

Georgia Couto considera o governo federal fluido e inquieto. Não tem sustentação para “dominar” a sociedade. “Dominar” com base no conceito de Max Weber, que passa pela legitimidade conferida pelas leis, e sobretudo, pelo voto. O governo federal está enfraquecido. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, monta ações e o presidente Bolsonaro desmonta.

Ao não ouvir as medidas sugeridas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o governo Bolsonaro gera inconsistência e medo na população. Ilhéus é um reflexo disso no momento em que muitas pessoas decidem ir às ruas em desobediência às determinações municipais.

Na opinião da professora, o prefeito Mário Alexandre demorou a agir. Ilhéus é uma cidade turística com aeroporto, porto e rodovias, com fluxo de passantes intenso no verão. Por ter essas características, as ações de combate ao coronavirus na cidade deveriam ter acontecido mais cedo. O fato de o prefeito ser médico e não ter tomado as providências adequadas sugeridas pela OMS incentivou mais incertezas.

Representação “líquida”.

Segundo Geórgia Couto, Ilhéus possui um gestor com representação escorregadia, ou como disse Zygmunt Bauman, “líquida”. A percepção geral da população é de insegurança em relação a ele.

Além da luta contra o coronavírus, travamos também uma luta política, na qual ninguém compreende muito bem o que está acontecendo. Lembrando Émile Durkheim, há um estado de “anomia” (ausência de leis). No momento ocorre desrespeito às leis existentes, situação que torna a vida em sociedade desregrada e deixa a população de Ilhéus confusa.

O comportamento do prefeito de Ilhéus é caricato. Ele faz jus às expressões “boa gente” e “meio malandro”. Ao não impor a autoridade que o cargo requer, sua representação fica deslegitimada. A aparência de “meninão” confunde o povo. As pessoas questionam quem devem respeitar. Diante da representação do “moleque” que dança nos palcos das festas, e das incertezas passadas por ele, as pessoas não percebem a gravidade da pandemia e seguem lotando feiras e o comércio.

O gestor e o “menino/malandro”.

Georgia Couto afirma que falta ao prefeito a capacidade de impor a vontade do gestor aos demais, em nome do interesse público. A população percebe que as determinações feitas por ele, seguem o protocolo, mas não expressam a sua própria vontade. Desta forma, ele não consegue ter a obediência, pois a dominação legal não se consolida de forma plena. A representação do “menino/malandro” se sobrepõe à do gestor.

Bares desrespeitam decreto de Marão e funcionam normalmente

Até o “Bar do Zequinha”, do marido da secretária de educação, funcionou. Foto enviada por um leitor via Whatsaap.

Muitos comerciantes insistem na teimosia e falta autoridade à Prefeitura de Ilhéus, administrada por Marão.

No último final de semana, vários bares da cidade funcionaram normalmente em total afronta à necessidade de isolamento social, medida mais eficaz (até o momento) contra a pandemia da Covid-19.

No bairro Nelson Costa o movimento foi intenso, com muitos estabelecimentos lotados.

Segundo leitores do BG, até o “Bar do Zequinha”, que pertence ao marido da secretária municipal de educação (Eliane Oliveira), abriu suas portas para os clientes da Avenida Lindolfo Collor e imediações do bairro Malhado.

Ouvida pela nossa reportagem, a secretária Eliane Oliveira disse que o “Bar do Zequinha” não funciona hoje, e ontem esteve aberto apenas para limpeza.

Os leitores afirmam o contrário.

Paciente de Uruçuca contaminada pelo coronavírus estava internada no Costa do Cacau

O Núcleo Regional de Saúde Sul confirmou no sábado, 4, a segunda paciente com a Covid-19 em Uruçuca.

A mulher estava internada no Hospital Regional Costa de Cacau desde o dia 01/04, com uma dor abdominal. Ao realizar exames de imagem, levantou-se a suspeita, e foi realizada a coleta para a Covid-19. O resultado positivo foi emitido, pelo Laboratório Central da Bahia – Lacen.

A paciente recebeu alta hospitalar, já está em casa e em isolamento domiciliar junto com seus familiares.

A Vigilância Epidemiológica de Uruçuca já adotou todos os protocolos necessários para a situação. A recomendação é que todos continuem adotando todas as medidas de precaução e que monitorem possíveis sintomas da doença.

Este é o primeiro caso divulgado de Covid-19 tratado devidamente pelo Costa do Cacau. As informações são da Prefeitura Municipal de Uruçuca.

Jovem com 18 anos é o 12º caso de Covid-19 em Ilhéus.

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A secretaria de saúde de Ilhéus anunciou no início da tarde deste domingo (5) o 12º caso de Covid-19 na cidade. Um jovem de 18 anos, morador da zona norte, teve contato com pessoa infectada e contraiu a doença.

“A transmissão em Ilhéus é comunitária, inclusive nas comunidades carentes. O coronavírus está circulante em todo lugar. A pessoa que não respeita o distanciamento social, coloca a vida de outras pessoas em risco. Ficar em casa é a única arma que temos hoje contra a Covid-19”, enfatizou o secretário de saúde, Geraldo Magela.

Ilhéus: funerária está com medo de remover corpo de idosa que morreu de parada respiratória

 

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Funcionários do Hospital Sâo José entraram em contato com o BG para reclamar da funerária CAFI. A empresa não está disposta a remover o corpo de uma senhora de 74 anos, falecida ontem (sábado, 4), após uma parada respiratória.

O serviço funerário teria um acordo com a direção do hospital para remover os corpos, mas por temer que a idosa tenha falecido em decorrência da Covid-19, se recusa a fazer a remoção. Até o momento, não há certeza sobre a causa da morte, pois o resultado do exame não ficou pronto.

Os familiares da senhora estão revoltados com o tratamento e os funcionários do São José estão em estado de alerta com medo de contaminação. O corpo aguarda o devido preparo desde às 14 horas de ontem.

O BG tentou ouvir a funerária CAFI por meio do número 73 3633 6911, mas não conseguimos contato.

Homem de 53 anos que mora no Centro é o 11º caso de Covid-19 em Ilhéus

A secretaria de saúde de Ilhéus confirmou o 11º caso de Covid-19 na cidade. Trata-se de um homem de 53 anos, residente no Centro.

A confirmação aconteceu por volta das 20 horas do sábado, após a divulgação do boletim diário da Central de Atendimento da Sesau.

A secretaria de saúde do Estado da Bahia (Sesab) já foi comunicada da atualização do boletim de Ilhéus, que no momento conta com 11 casos confirmados de coronavírus (Covid-19), 100 casos descartados e 56 suspeitos.

Neste momento 142 pessoas são monitoradas. Neste sábado, 4, foram realizados 16 atendimentos.

Central Covid-19 Sesau: (73) 9995-4010, (73) 98862-6206 ou (73) 98126-8856.