LUK REI NA GELADEIRA II

Fontes palacianas contaram a este Blog uma nova versão para o afastamento do radialista Luk Rei, do microfone da Rádio Baiana de Ilhéus.

A direção da emissora estaria tentando um novo contrato com a prefeitura local, que sinalizou a possibilidade impondo condições, a principal: tirar Luk Rei e Fábio Roberto da programação.

A exigência teria sido feito por Marcos Corrêa, assessor de imprensa da administração Newton Lima, que segundo a fonte, gosta de submeter cabeças críticas à guilhotina do poder financeiro.

Os “donos” da rádio teriam aceitado parcialmente a imposição, mas, não contavam com um problema muito sério: o prefeito não assinou o contrato, alegando que não aceita chantagens, uma vez que a estação, nos últimos dias, critica ferozmente o seu governo, para depois propor um “jabá”.

Caso a versão seja verdadeira, o mais lamentável dessa “estória” é que a rádio dirige e utiliza os apresentadores da forma que bem entende, para depois oferecê-los numa bandeija, com as cabeças cortadas.

Em contato com o Blog do Gusmão, Corrêa negou enfaticamente a informação, afirmando que jamais, durante a sua longa carreira, pediu a cabeça de um colega. O assessor classificou esse tipo de atitude como nefasta à liberdade de imprensa. Ele também negou a existência do contrato, salientando que Newton sequer conhece o assunto.

SECRETÁRIO EXPLICA GASTO DE OITENTA MIL COM AS “QUENTINHAS”

quentinhas copyO secretário de ação social, de Ilhéus, Augusto Macedo, explicou ao Blog do Gusmão como são gastos os oitenta mil reais com a compra de “quentinhas” e lanches para os participantes dos programa PETI e Pró-Jovem.

A explicação responde a duvida gerada pelo vereador Paulo Carqueija (PT), que considerou dispendioso o custo com as refeições.

Augusto Macedo.
Augusto Macedo.

Macedo afirmou que o processo licitatório teve a responsabilidade da secretaria de administração. Quem faz os pagamentos para a empresa vencedora (Serve Mais) é o secretário Gilvan Tavares, titular da pasta de finanças.

A situação do PETI (programa de erradicação do trabalho infantil) no bairro Teotônio Vilela, que há tempos foi desativado, também foi explicada pelo secretário.

Ouça agora na Rádio Gusmão.

Duração 10 minutos.

QUANDO A VIDA NÃO TEM RAZÃO!

Por Gustavo Pestana.

gustavoSemana passada, a atriz Leila Lopes, foi encontrada em sua casa, morta, sem uma possível explicação para o seu falecimento, até a família divulgar trechos da sua carta de despedida, com teores de um suicida.

Mas, por que retirar a própria vida? Por que algumas pessoas em situações de extrema dificuldade continuam lutando pela vida e, outras cometem suicídio?

O sociólogo francês, Émile Durkheim, faz uma análise sobre o suicídio em artigo publicado em 1897, e constata a grande relação de fatores sociais com este fato. Já Freud, compreende o suicídio como um desajuste no funcionamento normal do aparelho psíquico.

O suicida não “deseja” se matar. Ele só comente este ato, pois não encontra uma outra solução para os seus problemas. Quando este comete o suicídio, ele pensa que assim, poderá aniquilar o mal que o faz sofrer. O qual pode ser uma divida no banco, um amor perdido, dentre outros problemas. O que o suicida mais quer é viver. Já, o depressivo, este não quer viver, ele não tem nenhum investimento na vida, nada lhe alegra ou lhe motiva. A vida não tem sentido algum para o depressivo. A relação suicídio depressão é extremamente forte e requer uma explicação mais complexa.

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ARRUDA: A FASE DO AUTISMO

Por Leandro Fortes.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.
Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.

Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

O trauma do afastamento (o impeachment só seria votado, dois meses depois, em novembro) havia tornado a personalidade de Collor ainda mais estranha. Diariamente, ele acordava cedo, se vestia impecavelmente de paletó e gravata, se fazia acompanhar de assessores e seguranças e, então, atravessava a rua para ir à biblioteca. Isso mesmo: o cômodo não ficava na Casa da Dinda, mas numa casa menor, em frente à residência do presidente. Todo santo dia, um Collor soturno, com olhar vidrado e andar robótico, fazia aquela travessia surreal em direção a um poder imaginário.

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TÁ LÁ (MAIS UM) CORPO ESTENDIDO NO CHÃO

daniel2Por Daniel Thame.

Cai a noite no São Judas, bairro de classe média alta em Itabuna, onde as mansões lembram os tempos áureos do cacau.

Cai a noite no São Pedro, bairro da periferia de Itabuna, onde casas simples se misturam aos barracos, lembrando que em tempos de apogeu ou em tempos de crise, sempre há um fosso a separar pobres e ricos.

Separar?

Apenas no sentido metafórico, já que na geografia, os bairros São Judas e o São Pedro, feito os santos que lhes emprestam os nomes, estão juntos, colados um no outubro.

O bairro hipoteticamente rico e o bairro comprovadamente pobre estão ali, lado a lado, a explicitar o abismo da desigualdade social.

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SECRETARIA GASTA 80 MIL COM “QUENTINHAS”

Com informações do blog O Sarrafo.

quentinhas copyEste Blog não está querendo acusar ninguém gratuitamente, mas, o questionamento levantado pelo vereador Paulo Carqueija (PT), sobre um possível gasto excessivo por parte da secretaria de ação social do município, com a compra de refeições embaladas para viagem, as chamadas “quentinhas”, merece toda a atenção da câmara de vereadores.

Oitenta mil reais estão sendo gastos com o “rango” dos beneficiados pelos programas PETI (programa de erradicação do trabalho infantil) e Pró-Jovem.

O parlamentar pediu explicações à secretaria no dia 18 de novembro, porém, até agora, não recebeu as devidas justificativas.

Durante este final de semana, tentaremos manter contato com o secretário Augusto Macedo, responsável pela pasta.

LUK REI NA GELADEIRA

O radialista Luk Rei, apresentador do programa “Primeiras Notícias”, na Rádio Baiana de Ilhéus, foi colocado na geladeira pela direção da emissora.

O âncora teria dito que os políticos só querem assumir o poder para se dar bem, para se locupletar. A afirmação não agradou os donos da estação, já que pretendem projetar o vereador Jailson Nascimento, como prefeiturável em 2012.

Completados 7 dias afastado do microfone, existe a possibilidade de que Luk retorne na próxima segunda-feira (14).

NOTÍCIA RUIM PARA QUEM ESTÁ ESPERANDO A GRANA DOS PRECATÓRIOS. ILHÉUS DEVE MAIS DE 30 MILHÕES

Do blog do Professor Israel Nunes.

O “emendão do calote”

Os credores presentes e futuros de precatórios judiciais já podem ficar de cabelo em pé. A Emenda Constitucional nº 62/2009 foi publicada ontem. Ela altera o regime dos precatórios, fixado no artigo 100 da Constituição Federal.

Entre outras coisas, o Emendão diz que será possível adotar um “regime especial”, num prazo fixado em lei complementar.

Até que essa Lei Complementar venha, a própria Emenda já disciplinou a matéria, afirmando que os Estados, o DF e os Municípios que estejam em mora na quitação de débitos vencidos, por sismples ato do Chefe do Poder Executivo (os Prefeitos , para os Municípios), poderão adotar o “regime especial” pelo prazo de até 15 (quinze) anos.

Leia mais.

ITABUNA RECEBE 14 MILHÕES PARA MELHORIAS HABITACIONAIS. ILHÉUS NÃO APRESENTOU PROJETO E FICOU DE FORA

No dia 27 de agosto deste ano (2009), o Blog do Gusmão publicou uma matéria, informando que a prefeitura de Ilhéus deixou a cidade fora do FNHIS (fundo nacional de habitação de interesse social), que aplica recursos do Orçamento Geral da União e do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social – FAS, na aquisição, construção, conclusão, melhoria, reforma, locação social e arrendamento de unidades habitacionais (clique aqui).

A prefeitura de Itabuna apresentou um projeto reivindicando 54 milhões de reais, aprovado pelo governo federal, que já liberou 14 milhões, o que não deixa de ser uma grande conquista, ao contrário de Ilhéus que nem sequer enviou proposta.

Segundo o blog Pimenta na Muqueca (clique aqui), os recursos serão aplicados em habitação e urbanização dos bairros Daniel Gomes, Pedro Jerônimo, São Pedro, Maria Pinheiro, Zizo, Fonseca e Novo Fonseca.

Enquanto isso, o atual governo de Ilhéus, mais uma vez, perdeu uma boa oportunidade de melhorar a situação de muitos ilheenses que vivem em habitações paupérrimas, a exemplo dos inúmeros barracos que costumam desabar quando as fortes chuvas caem nos morros da cidade.