Combate ao trabalho escravo na Bahia é tema de seminário nesta quarta

Entre 2014 e 2019, 238 trabalhadores foram resgatados em situação de trabalho análogo ao escravo no estado. Este dado é da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo na Bahia (Coetrae-BA), que celebrou dez anos de atuação com um seminário internacional realizado nesta quarta-feira (18), no Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), em Salvador. O encontro promoveu debates e reuniu parceiros da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS).

“Temos que refletir que, em pleno século XXI, nós ainda encontramos este tipo de condição e por isso é fundamental que todos os órgãos envolvidos continuem trabalhando de forma integrada e conjunta. Foram dez anos de muita luta, muito trabalho, mas de fluxos muito proveitosos e, acima de tudo, de conscientizar a sociedade e empresários que este tipo de prática é muito nociva, danosa ao ser humano e ao ambiente de negócio”, afirmou o titular da SJDHDS, Carlos Martins.

Além de membros do MPT-BA, participaram representantes da Organização Internacional do Trabalho, Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

De acordo com a procuradora do MPT-BA, Manuella Gideon, a necessidade de trabalhar torna o trabalhador vulnerável aos abusos e o meio rural é onde se registra o maior número de casos. “Não é uma mera irregularidade trabalhista que faz com que haja um resgate ou a identificação do trabalho escravo. O Código Penal, artigo 149, prevê as hipóteses. Trabalho em condições degradantes, sem um mínimo de dignidade, jornada exaustiva, condições precárias de alojamento, ausência de banheiro, água potável, cama. É uma série de fatores que levam ao entendimento de que aquilo é um trabalho degradante”, explicou.

Um lavrador, que preferiu não ser identificado, foi submetido a condições de trabalho análogas ao trabalho escravo em uma fazenda na região de Vitória da Conquista. Ele trabalhava na lavoura, recebia o salário mensalmente, mas dormia em um curral sem qualquer estrutura. Ele não identificou a situação como trabalho escravo, mas a Polícia Rodoviária Federal resgatou o trabalhador em uma Força Tarefa do Coetrae-BA. “Eu não cheguei à conclusão [de que tinha alguma coisa errada] porque já tinha dois anos que eu estava lá, mas a Polícia Federal chegou, achou que tava tudo errado e parou o serviço”, contou. “Agora a gente está correndo atrás do objetivo para não acontecer mais”, completou o trabalhador.

Correios: funcionários suspendem greve

Após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidir ontem (17) que 70% dos empregados dos Correios mantivessem as atividades da empresa, os funcionários suspenderam a paralisação. Com a decisão dos empregados, os Correios vão manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio pelo tribunal.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados. Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que, ao longo dos dois meses de negociação, buscaram construir uma proposta de acordo coletivo dentro das condições financeiras suportadas pelo caixa da empresa. Para os Correios, as federações reivindicam vantagens impossíveis de serem concedidas no atual momento. Ainda na nota, os Correios afirmam que, por meio do julgamento do dissídio, esperam chegar a um entendimento razoável sobre o acordo coletivo. Informações da Agência Brasil.

Serra Grande sedia etapa do I Campeonato de Pesca em Terra Firme

Acontece nos dias 21 e 22 de Setembro em Serra Grande – Uruçuca, a segunda etapa do I Campeonato Baiano de Pesca em Terra Firme. A etapa acontece em Serra Grande após a Prefeitura firmar parceria com a Federação Baiana de Pesca e Atividades Subaquáticas para que o evento ocorresse no distrito praieiro.

“Serra Grande tem crescido muito nos últimos anos e o nosso intuito é fazer deste lugar, o melhor destino turístico da região. A etapa do Campeonato de Pesca acontecerá na praia do Pé de Serra, ambiente perfeito para sediar a competição e entrar definitivamente no Circuito Baiano de Pesca”, disse o prefeito Moacyr Leite JR.

O torneio está aberto a comunidade em geral e as inscrições custam R$ 50 reais por atleta + 1kg de alimento não perecível que serão doados às famílias carentes da região

Inscrições no local, das 9h às 11h;
Início da competição: Sábado: 13 às 17 / Domingo 7h às 11h.

Assassinatos, ameaças e milícias: desmatamento é crime em larga escala, diz HRW

Indígenas sobre troncos que, segundo eles, foram abandonados por madeireiros perto de Novo Progresso, no Pará. (Amanda Perobelli / Reuters)

Lisandra Paraguassu | Reuters:

O desmatamento ilegal no Brasil é uma operação criminal em larga escala, liderada por grandes grupos que têm capacidade para extrair, processar e vender a madeira no Brasil e no exterior, e não fruto do trabalho de pessoas que tentam apenas sobreviver na Amazônia, e já levou à morte de mais de 300 pessoas na última década, segundo relatório da Human Rights Watch.

O relatório “Máfias do Ipê: Como a Violência e a Impunidade Agravam o Desmatamento na Amazônia Brasileira”, divulgado nesta terça-feira, aponta que o desmatamento da Amazônia segue uma lógica criminosa que envolve milícias, assassinatos, ameaças e corrupção.

“O desmatamento ilegal na Amazônia brasileira é tocado basicamente por redes criminosas que tem a capacidade logística para coordenar extração, processamento e venda de madeira em larga escala, ao mesmo tempo que usam homens armados para proteger seus interesses”, diz o documento.

O nome “máfias do Ipê” é dado por policiais, fiscais e promotores que tentam controlar o desmatamento na região. O Ipê, com suas flores roxas, rosas, amarelas e brancas, se destaca no meio da floresta e é o principal alvo dos desmatadores. Apenas um tronco da sua madeira resistente, segundo o relatório, pode chegar a 6 mil reais.

Para chegar à madeira nobre da região, desmatadores invadem assentamentos e terras indígenas, expulsam pequenos produtores, ameaçam e matam, de acordo com a HRW. O relatório aponta mais de 300 mortes ligadas à indústria do desmatamento e invasões de terra na Amazônia na última década, em dados compilados pela Comissão Pastoral da Terra — única organização no Brasil que levanta esses números, usados até mesmo pelo Ministério Público Federal.

O relatório detalha 28 assassinatos, 4 tentativas de assassinato e mais de 40 ameaças sobre as quais seus próprios pesquisadores conseguiram levantar evidências. Os casos envolvem lideranças indígenas, líderes de assentados, pequenos agricultores, policiais e outros agentes públicos. Pouquíssimos casos sequer chegaram aos tribunais.

O levantamento do HRW mostra que, de 230 ataques que resultaram em mais de 300 vítimas fatais, menos de 4% —apenas nove— chegaram aos tribunais. Normalmente, caso de repercussão nacional em que o envolvimento da Polícia Federal e de promotores federais levaram o caso adiante.

“A principal razão para que esses criminosos não sejam levados à Justiça, de acordo com autoridades federais e estaduais que conversaram com a HRW, é que a polícia não conduz investigações adequadas”, diz o relatório.

Um promotor federal ouvido pela ONG, Paulo Oliveira, afirma que o aparato investigativo das polícias “não funciona” para esse tipo de crime. Já um policial federal da região afirmou, sob a condição de se manter no anonimato, que a impunidade acontece pelas polícias locais fazerem muito pouco e não usarem nem mesmo métodos básicos de investigação, segundo a HRW.

Na maior parte dos casos, não são feitas autopsias ou preservação do local do crime ou mesmo testemunhas são ouvidas corretamente. Ameaças anteriores aos crimes não são investigadas e, em alguns casos, a polícia até mesmo se recusa a registrar o crime. Várias ameaças se concretizaram depois em assassinatos.

“A impunidade em torno dessas ameaças e ataques também mina a luta contra a exploração ilegal de madeira. Ibama, ICMBio e policiais federais ressaltam a importância de dicas de indígenas e da população local para lutar contra o desmatamento, mas as ameaças os deixa com medo de falar com as autoridades”, diz o relatório.

“As pessoas estão com medo. Cada um que foi ameaçado pelos madeireiros foi embora. Nós ficamos porque acreditamos na Justiça, mas temos certeza que eles vão nos matar”, disse aos pesquisadores do HRW Daniel Alves Pereira, um pequeno produtora no assentamento de Areia (PA).

Entre as recomendações apontadas no relatório para lidar com a impunidade na região, a HRW recomenda que Executivo, Judiciário e Legislativo tornem a questão dos crimes na região uma prioridade, com a formação de uma Força-Tarefa do Ministério Público Federal para investigar os casos sem apuração, uma Comissão Parlamentar de Inquérito para examinar as redes criminosas na Amazônia e um plano de ação preparado pelo Ministério da Justiça e os estados para desmantelar as redes criminosas e tratar da investigação das mortes e ameaças na região.

O relatório do HRW foi preparado entre o final de 2017 e o primeiro semestre de 2019, com mais de 170 pessoas entrevistas, entre agentes públicos, policiais, membros de comunidades locais e comunidades indígenas, pesquisadores e ONGs que atuam na região, além de analisar estudos, documentos e processos relacionados com os casos citados no relatório.

Procurado pela Reuters, o ministro do Meio Ambiente informou na noite de segunda-feira que ainda não havia tido acesso ao relatório da HRW. Também procurado, o Palácio do Planalto não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

MP aponta déficit de agentes de endemias e alta infestação de mosquito da dengue

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou a Prefeitura de Ilhéus após identificar um acentuadedo déficit de agentes de endemias que trabalham em campo. A cidade tem registrado um alto índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Segundo ação civil pública ajuizada na última sexta-feira (13), o município tem 77 agentes a menos do que necessita para atender ao mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde no Manual de Instruções para Pessoal de Combate ao Vetor da Dengue.

Enquanto isso, o índice registrado para a cidade no Levantamento Rápido de Infestação Predial por Aedes Aegypti (Liraa) chegou a 14% em maio deste ano, colocando Ilhéus em situação de alto risco de surto ou epidemia (acima de 3,9%),conforme tabela de classificação do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

De acordo com o promotor de Justiça Pedro Nogueira Coelho, autor da ação, o Município contava, em julho deste ano, com 53 agentes em efetiva atuação para realização de visitas em aproximadamente 103 mil imóveis cadastrados.

O Ministério da Saúde preconiza o mínimo de um agente de saúde para cada 800 imóveis. Assim, seriam necessários pelo menos 130 agentes em campo no Município.

O promotor destaca que o déficit vem se agravando nos últimos oito anos em paralelo ao aumento do índice de infestação, que praticamente dobrou no período. Em 2012, quando havia 90 agentes para 90,4 mil imóveis, o índice era de 7,3%, chegando a 14% em 2019.

Pedro Nogueira solicita à Justiça que, em decisão liminar, determine ao Município a realização, no prazo de 30 dias, de concurso público ou processo seletivo equivalente para nomeação de pelo menos 77 agentes de endemias, devidamente equipados com material de trabalho necessário para as visitas aos imóveis, a exemplo de pesca-larvas, inseticida, mapas e localizador.

“O quantitativo de agentes em desproporção com o número de imóveis municipais acaba por causar o preocupante aumento do índice de infestação predial e o aumento na contaminação de pessoas”, disse o magistrado. Informações do bahia.ba.

Salvador terá voos diretos para aeroporto Santos Dumont a partir de sábado

Aeroporto Santos Dumont.

Com tarifas a partir de R$ 505, ida e volta, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes vai lançar uma nova rota entre Salvador e Rio de Janeiro a partir do próximo sábado (21). A empresa vai operar voos diretos de Salvador para o aeroporto Santos Dumont, que fica no centro da capital carioca.

A saída de Salvador será sempre às 4h30 e previsão de chegada ao Rio às 6h40. O trajeto contrário sai do Aeroporto Santos Dumont às 22h e deve estar em Salvador às 23h59.

“A novidade nas operações entre as cidades é um facilitador não apenas para os viajantes a negócios, em função dos horários, mas também para os turistas baianos e cariocas que conseguirão desfrutar de mais tempo nas cidades”, pontua o secretário do Turismo, Fausto Franco.

A iniciativa faz parte do pacote de incentivos lançado pelo Governo do Estado para ampliar a malha aérea, com o ICMS do combustível de aviação podendo chegar até 3%.

Desenbahia amplia para R$ 21 mil o limite do microcrédito

A Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) adotou novas condições para o Programa Estadual de Microcrédito (CrediBahia), que teve o limite de contratação ampliado de R$ 10 mil para R$ 21 mil. Com essa iniciativa, a Desenbahia aumenta a oferta de crédito para pequenos negócios com foco em inclusão socioprodutiva, permitindo a manutenção e a ampliação das alternativas de trabalho para a parcela da população que tem dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo a gerente de Microfinanças da Desenbahia, Márcia Fonseca, o aumento foi realizado para dar maior estímulo ao empreendedorismo, por meio da concessão de crédito a milhares de empreendedores para potencializar suas capacidades, gerando assim renda e oportunidade de trabalho. “O CrediBahia está disponível em 248 municípios da Bahia, através da atuação direta via prefeituras ou repasses a outras instituições também operadoras de microcrédito, fomentando o desenvolvimento com o fortalecimento da nossa base econômica. O crédito é concedido de modo escalonado, em que há um crescimento gradativo dos valores baseado na pontualidade dos pagamentos das operações anteriores”, explicou Fonseca.

Atualmente, o CrediBahia mantém na carteira ativa 12.500 contratos e já liberou, desde 2002, mais de R$ 500 milhões. O programa de microcrédito financia capital de giro para compra de mercadorias e matérias-primas; investimentos fixos para aquisição ou conserto de máquinas ou equipamentos; reforma ou ampliação de instalações. A taxa de juros é de 2% ao mês, com prazo de até 24 meses para investimentos fixo ou misto.

A contratação pode ser feita nos postos de atendimento do CrediBahia. A expectativa da Agência de Fomento é, até o final de 2019, aplicar R$ 56 milhões em volume de empréstimos na modalidade.

O Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (Credibahia) é referência nacional pelo pioneirismo das parcerias institucionais entre a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Prefeituras Municipais e a Desenbahia, com apoio do Sebrae.

Varejo tem melhor julho em 6 anos, mas crescimento consistente ainda é dúvida

As vendas no varejo brasileiro surpreenderam ao registrarem o melhor julho em seis anos, puxadas por crescimento generalizado nos setores pesquisados, num sinal de algum ganho de tração na economia no começo do terceiro trimestre.

O resultado de junho foi revisado para cima, numa indicação de que a atividade acelerou o ritmo já no fim do segundo trimestre, quando a economia surpreendeu com crescimento mais forte e escapou de uma recessão técnica.

O volume de vendas no varejo cresceu 1,0% em julho sobre junho, com ajuste sazonal, mostraram nesta quarta-feira dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o melhor desempenho para o mês desde 2013. Em julho daquele ano, as vendas haviam aumentado 2,7%.

Para qualquer mês, a alta é a mais forte desde novembro de 2018 (+3,2%).

É a terceira alta mensal consecutiva, período em que as vendas acumularam elevação de 1,6%. Os números do varejo em junho foram revisados para mostrarem crescimento de 0,5%, contra acréscimo de 0,1% divulgado anteriormente.

“(O crescimento) tem a ver com mais gente no mercado de trabalho, mais oferta de crédito e queda nos juros. Tivemos uma melhora nas condições econômicas em julho”, afirmou a economista e gerente da pesquisa mensal de comércio, Isabella Nunes.

A economista ressalvou, porém, que o perfil da inserção de pessoas no mercado de trabalho —com trabalhadores por conta própria ou na informalidade— ainda não garante um crescimento consistente no varejo.

“Para ganharem um novo patamar as vendas precisam que a renda do trabalhador aumente mais. E ela (a renda) se encontra estável nos últimos meses”, completou.

Com o resultado de julho, o patamar de vendas no setor varejista voltou a ficar próximo do de junho de 2015, mas ainda está 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.
SETORES

Sete das oito atividades pesquisadas cresceram em julho. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,3%) —setor de maior peso—, Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (+1,6%) exerceram as maiores influências positivas.

Apenas o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%) teve queda em julho.

A média móvel do trimestre encerrada em julho (+0,5%) mostrou aceleração no ritmo das vendas ante o trimestre encerrado em junho (+0,1%).

Sobre julho do ano passado, as vendas no varejo subiram 4,3% —maior taxa para essa comparação desde novembro de 2018 (+4,5%), na quarta alta seguida.

“Julho deste ano teve um dia útil a mais que julho de 2018. Sem esse dia útil a mais o crescimento ante julho de 2018 seria de 3,2% em vez de 4,3%”, disse Nunes.

Para meses de julho, o resultado da comparação anual é o mais forte desde 2013 (+6,1%).

Em 12 meses, as vendas subiram 1,6% até julho, ante crescimento de 1,2% no período até junho.

Em um ano, incidência da dengue no país aumenta 600%

O Ministério da Saúde informou ontem (11) que, de 30 de dezembro a 24 de agosto, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

Minas Gerais é, até o momento, o estado com o maior número de ocorrências, com um total de 471.165. Um ano antes, os municípios mineiros registravam 23.290 casos.

São Paulo (437.047) aparece em segundo lugar, sendo, ainda, a unidade federativa em que a incidência da doença mais cresceu (3.712%), no intervalo de análise. Em 2018, foram reportados 11.465 casos.

Também são destaque negativo no balanço Goiás (108.079 casos), Espírito Santo (59.318) e Bahia (58.956). Quando o critério é a variação por região do país, o quadro mais crítico se encontra no Sul (3.224,9%), que contrasta com o do Centro-Oeste (131,8%). Além disso, nota-se que apenas dois estados apresentaram queda na prevalência da dengue: Amazonas, que diminuiu o total de 1.962 para 1.384 (-29,5%), e Amapá, onde houve redução de 608 para 141 (-76,8%).

Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.
Chikungunya e zika

O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até o final de agosto deste ano, 110.627 casos, contra 76.742 do mesmo período em 2018.

Segundo a pasta, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 53,1 casos a cada 100 mil habitantes. Como estados com alta concentração da doença destacam-se o Rio de Janeiro (76.776) e o Rio Grande do Norte (8.899).

Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas laboratorialmente 57 mortes provocadas pela chikungunya. Em âmbito nacional, a variação de um ano para o outro foi 44,2%, sendo que na região Norte do país o recuo foi 32% e no Centro-Oeste, de 92,7%.

O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. Nesse caso, somente o Centro-Oeste apresentou queda nas transmissões (-35,4%).

De 2018 para 2019, o total de casos de zika saltou de 6.669 para 9.813, gerando uma diferença de 47,1% e alterando a taxa de incidência de 3,2 para 4,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de duas pessoas.

Recomendações

O ministério aconselha que, durante o período de seca, a população mantenha ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno. Informações da Agência Brasil.

Trinta quilos de maconha são apreendidos em Itapetinga

Trinta tabletes de maconha, pesando um quilo cada, foram apreendidos com os traficantes Richard Caio da Silva Pontes, de 18 anos, a companheira Jéssica Souza Santos, de 23, e Brenda Correia da Silva, 19, na noite de terça-feira (10), em Itapetinga.

O trio, que já vinha sendo investigado, foi abordado no interior de um ônibus, que saiu de Porto Seguro para Vitória da Conquista, por equipes da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga), da Delegacia Territorial (DT/Itambé), com o apoio da Guarda Municipal, daquele município.

A investigação aponta que a droga, já encaminhada para a perícia, no Departamento de Polícia Técnica (DPT), seria distribuída em Itapetinga e Itambé. Onze tabletes foram encontrados com Brenda e os outros 19 estavam dentro de uma de propriedade do casal.

Brenda, Jéssica e Richard foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e estão à disposição da Justiça. O trio vai passar por audiência de custódia.

Rotary Club de Itabuna premia vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury

O Rotary Club de Itabuna entregou, na noite de ontem terça-feira (10), em noite festiva em sua sede no bairro São Judas, as premiações dos estudantes vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury Silveira. Organizado pelo Rotary Club com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Itabuna e do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), o concurso de redação contou com a participação de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de 10 instituições da rede municipal de ensino.

A premiação foi idealizada com o objetivo de estimular a leitura e produção literária entre o público jovem e teve início em março deste ano. Ao todo, foram produzidas mais de 340 redações com o tema “A preservação da água e o Rio Cachoeira”, das quais foram selecionadas as 3 grandes vencedoras pela comissão organizadora do projeto.

Para a secretária de Educação de Itabuna, Nilmecy Gonçalves, a escolha do tema da redação foi uma assertiva do Rotary Club, por envolver o meio ambiente no âmbito da cidade de Itabuna e o seu símbolo natural maior, que é o Rio Cachoeira. “Estamos convictos de que esse concurso literário provocará um importante diferencial nas atividades letivas, sobretudo em Língua Portuguesa, na nossa rede”, completou.

Os três alunos autores das redações classificadas como vencedoras do concurso foram Shawanna Elane Santos e Hellen de Souza Silva, ambas alunas do Instituto de Educação Aziz Maron, e Gabriel Moreira Leite, do Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC). O primeiro colocado ganha uma bolsa integral em curso de livre escolha no Cebrac. Já o segundo, levará um notebook. O terceiro colocado será presenteado com 1 tablet.

De acordo com o calendário rotário 2019-2020, setembro é o mês que simboliza a educação básica e alfabetização. Membro da comissão organizadora do concurso literário, o rotariano Fernando Lopes lembrou que o trabalho era realizado de maneira restrita em algumas escolas e que, neste ano, o Rotary Club Itabuna decidiu ampliar para um número maior de instituições de ensino, o que foi possível com o apoio total da Secretaria de Educação. “Esse incentivo é fundamental para contribuir na formação dos alunos. Desejamos que as escolas públicas sejam cada vez mais um espaço atrativo para os jovens e esse é um desafio que toda a sociedade pode ajudar a vencer, concluiu.

Adelindo Kfoury

O prêmio homenageou a memória do escritor e historiador itabunense, que também foi rotariano, como reconhecimento pela sua contribuição à educação e à cultura. Autor de 12 livros e de mais de mil crônicas e contos publicados em todo o Brasil e no exterior, Kfoury ocupou também a direção de emissoras de rádio e de jornais em Itabuna.

Vencedor de prêmios literários e brilhante historiador, escreveu Itabuna, Minha Terra, a obra mais completa sobre a história do município, que passou a ser, inclusive, inserida na grade curricular das escolas da cidade. Adelindo faleceu em 8 de setembro de 2012, de falência múltipla dos órgãos. Com informações do Pimenta.

Uruçuca: casamento coletivo oficializa união de 12 casais em Serra Grande

O 1º Casamento Coletivo de Serra Grande aconteceu no último domingo, 8, através de uma parceria entre Prefeitura de Uruçuca e o Cartório de Serra Grande. O casamento proporcionou a 12 casais a realização do sonho do matrimônio.

Alguns casais já viviam juntos há algum tempo, mas ainda não tinham tido chance de oficializar a união. Sebastião e Dona Ardênia, primeiro casal a dizer o “sim” no domingo, têm uma história de vidas juntos há 30 anos, e só agora puderam realizar este lindo sonho. ” Eu sempre quis casar, mas nunca consegui realizar a cerimônia normal, ou mesmo no cartório.”. “Agora aproveitamos essa oportunidade, é muito bom e estamos muito felizes”, disse Dona Ardênia.

Foi uma cerimônia muito emocionante e levou o público às lágrimas em vários momentos.

A estrutura montada pela prefeitura na Pça Pedro Gomes chamou muita atenção dos noivos e convidados, pelo bom gosto que envolvia simplicidade e elegância.

O prefeito Moacyr Leite Jr e Dra Carolina Nishiwaki, responsável pelo Cartório de Serra Grande, foram padrinhos dos 12 casais e ficaram muito satisfeitos com a parceria e a oportunidade de proporcionar aos noivos esse momento tão especial. “Casar em Serra Grande é certeza de felicidade infinita. Desejamos a todos os casais muitas felicidades e que o amor e a união estejam sempre presentes na vida de cada um.”, disse o prefeito.

A cerimônia contou também com as presenças do vice-prefeito Marcelo Dantas, do Major Hosannah Rocha, a Dra Gracielle Veloso, do cartório de Uruçuca e Gringo, juiz de paz.

Desde rompimento de barragem, Brumadinho tem alta em suicídios e prescrição de remédios

Desde o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, a cidade mineira registrou crescimento de suicídios e tentativas, principalmente entre mulheres. Segundo reportagem do Estadão, a situação reflete a deterioração na saúde mental da população, comprovada pelo também crescimento no número de prescrições de antidepressivos e ansiolíticos (medicamentos para controlar ansiedade e tensão).

A cidade mineira contabilizou durante os primeiros seis meses deste ano 39 tentativas de suicídio, sendo 11 entre homens e 28 entre mulheres, 9 casos a mais do que no mesmo período de 2018. Em relação aos suicídios, o número passou de um, em 2018, para 3 este ano, conforme apurado pelo Estadão.

“São mulheres que perderam filhos e marido. A sensação de perda para elas é maior para ressignificar a vida”, disse o secretário municipal de Saúde de Brumadinho, Junio Araújo Alves. “Essa é uma face do adoecimento mental da população. Estamos trabalhando para evitar um quadro ainda pior.”

Quanto a prescrição e utilização de remédios antidepressivos os dados da prefeitura obtidos pelo Estadão revelaram que o uso de antidepressivos por pacientes da rede pública de saúde foi, em agosto de 2019, 60% maior que no mesmo período do ano passado. Em relação aos ansiolíticos, o crescimento foi ainda maior: de 80%. Informações do Bahia Notícias.

Estudante baiano cria bebida que auxilia no tratamento de diabetes

Poucas pessoas tem um olhar para enxergar um desafio e buscar uma solução inovadora. Esse é o caso de Diogo Regis, 17 anos, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Grande (Cetep), em Barreiras, no oeste da Bahia, que desenvolveu, em seu trabalho de iniciação científica, uma bebida nutricional à base de um fruto típico da região, o jatobá.

A bebida pode ajudar na alimentação de pessoas que possuem anemia, diabetes, e outras doenças, por conta do baixo teor de açúcar e do alto teor de nutrientes como ferro e magnésio. De acordo com o jovem pesquisador, a ideia surgiu como uma possível solução para o desperdício que há na região em relação ao jatobá. “Como o jatobá é uma fruta típica aqui de Barreiras, é comum que, em algumas épocas do ano, uma parte seja descartada”, afirma.

Com a matéria-prima abundante e a vontade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, Diogo pensou, inicialmente, em submeter a ideia à Feira de Ciências e Tecnologia realizada no Cetep. “Procurei a professora Wilka Miranda, que me ajudou a elaborar o projeto. Após alguns estudos, descobrimos que o jatobá pode atuar na hemoglobina, prevenindo e curando a anemia e na diminuição do açúcar no sangue, prevenindo e controlando a diabetes”.

A iniciativa está em fase de desenvolvimento, através da realização de testes para aperfeiçoamento, mas Diogo já adianta que, quando concluída a fase de testes, os benefícios serão muitos. “Além do apoio na alimentação para a população em geral, a bebida trará benefícios para as comunidades extrativistas que poderão comercializar o fruto, tornando a prática uma fonte de renda”, explica.

A orientadora do projeto, Wilka Miranda, que é engenheira agrônoma, chama atenção para a importância de apoiar iniciativas científicas desde o ensino médio. “Incentivar a pesquisa entre os jovens é fundamental na formação não apenas de profissionais, mas de cidadãos conscientes e preocupados em buscar soluções para melhorar a vida das pessoas e do meio ambiente de forma geral”. Entre os apoiadores que ajudaram na concepção do projeto estão a Faculdade São Francisco de Barreiras (Fasb) e o próprio Cetep BRG. Informações da Secom\Ba.

Estupro bate recorde e maioria das vítimas são meninas de até 13 anos

O 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado hoje (10), registrou recorde da violência sexual. Foram 66 mil vítimas de estupro no Brasil em 2018, maior índice desde que o estudo começou a ser feito em 2007.

A maioria das vítimas (53,8%) foram meninas de até 13 anos. Conforme a estatística, apurada em microdados das secretarias de Segurança Pública de todos os estados e do Distrito Federal, quatro meninas até essa idade são estupradas por hora no país. Ocorrem em média 180 estupros por dia no Brasil, 4,1% acima do verificado em 2017 pelo anuário.

De acordo com a pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Cristina Neme, “o perfil do agressor é de uma pessoa muito próxima da vítima, muitas vezes seu familiar”, como pai, avô e padrasto conforme identificado em outras edições do anuário. O fórum é o órgão responsável pela publicação do anuário.

Para a pesquisadora, a reincidência do perfil indica que “tem algo estrutural nesse fenômeno”. Ela avalia que a mudança de comportamento dependerá de campanhas de educação sexual e que o dano exige mais assistência e atendimento integral a vítimas e famílias.

De cada dez estupros, oito ocorrem contra meninas e mulheres e dois contra meninos e homens. A maioria das mulheres violadas (50,9%) são negras.

Feminicídio

Além do crescimento da violência sexual, o anuário contabiliza alta dos homicídios contra mulheres em razão de gênero, o chamado feminicídio descrito no Código Penal, após alteração feita pela Lei nº 13.104.

Em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, alta de 4% em relação ao ano anterior. De cada dez mulheres mortas seis eram negras. A faixa etária das vítimas é mais diluída, 28,2% tem entre 20 e 29 anos, 29,8% entre 30 e 39 anos. E 18,5% entre 40 e 49 anos. Nove em cada dez assassinos de mulheres são companheiros ou ex-companheiros.