Mourão na Presidência, já!

Não se pede aqui novas eleições, nem que se descumpra a Constituição Federal, que determina que nos casos de vacância da Presidência deve, de imediato, assumir o Vice-Presidente.

Por Julio Gomes.

Todo o Brasil assistiu, estarrecido, aos atos de profunda irresponsabilidade do Presidente Jair Bolsonaro ontem, em Brasília, quando circulou pelas ruas sem máscaras, sem qualquer tipo de proteção, tirando selfies e agindo de forma totalmente contrária a tudo aquilo que o Ministério da Saúde e a OMS – Organização Mundial de Saúde, recomendam com relação à prevenção do contágio pelo Corona Vírus.

Falando besteiras ao afirmar que existe perspectiva de tratamento eficaz para o Covid-19 – fato já negado por todos os profissionais que atuam na área de saúde – o Presidente ainda encontrou tempo para bater boca com repórteres, se comportando como um adolescente de 12 anos que não consegue sair das redes sociais e posta coisas tão imbecis que o Twitter tem de excluí-las, agindo como candidato a super-herói que foi às ruas para trocar murros com o Vírus, em atitude totalmente ridícula e insana.

Neste momento grave em que vivemos o Presidente da República deveria estar mobilizando recursos financeiros, materiais e humanos para o enfrentamento do Vírus; deveria estar agilizando a criação de mecanismos para a distribuição do auxílio emergencial às pessoas carentes, já aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado; deveria estar montando hospitais de campanha, como estão fazendo os governadores da Bahia, de São Paulo e de outros estados; deveria estar em contato com autoridades de outros países, para saber como melhor proceder em harmonia internacional, deveria, enfim, estar liderando o país em torno da luta contra o Covid-19.

Porém, nosso atual Presidente – e digo isso com todo respeito à pessoa humana de Jair Bolsonaro – simplesmente demonstra em todos os momentos que não tem capacidade mental para isso. Mostra-se totalmente incapaz de compreender a extrema gravidade do que está acontecendo no mundo e no Brasil e, portanto, mais incapaz ainda de tomar qualquer iniciativa que seja, nesse sentido, em favor do povo brasileiro.

Não há mais o que esperar de Bolsonaro, exceto bravatas, bate bocas inúteis, imaturidade e vergonhosos constrangimentos.

Chega!

É necessário que o Vice-Presidente da República – que foi eleito com o mesmo número de votos do Presidente e que também representa a opção política expressa pelo povo brasileiro nas últimas eleições presidenciais – assuma as rédeas do país, para que tenhamos uma liderança capaz de agir, de aglutinar, de decidir, de implementar, de harmonizar e conduzir o Brasil, juntamente com os demais Poderes da República (Legislativo e Judiciário) e com o apoio de prefeitos e governadores, de forma a evitar o desastre total, que resultaria na morte, talvez, de dezenas de milhares de brasileiros, pelo Corona Vírus.

Não se pede aqui novas eleições, nem que se descumpra a Constituição Federal, que determina que nos casos de vacância da Presidência deve, de imediato, assumir o Vice-Presidente.

O que se pede é que uma pessoa que se mostra, todos os dias, visivelmente incapaz, seja substituída por outra, legitimamente eleita, que possa tirar o Brasil da escabrosa situação em que se encontra, abrindo perspectivas para que o país enfrente a pandemia que já está aqui instalada, e que tenha condições de conduzir, com equilíbrio, os destinos do Brasil.

Mourão na Presidência, já!

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.

Retorno ao trabalho para quem?

E como trabalharão essas pessoas ao reassumirem seus postos de serviço? Para muitas delas manter isolamento ou distanciamento será absolutamente impossível, pois terão de atender no comércio, de compartilhar a operação de uma máquina, de ocupar um mesmo cômodo na construção civil ou na fábrica, de prestar um serviço diretamente a uma pessoa ou a domicílio.

 

Por Julio Gomes.

Todos nós temos assistido aos pedidos de alguns setores da sociedade para que as pessoas retornem ao trabalho, de forma quase normal, e temos visto, inclusive, carreatas em alguns lugares do Brasil reivindicando que isto ocorra de imediato.

Ao assistir os vídeos de algumas dessas carreatas, certos fatos me chamaram a atenção, e o principal deles foi que muitos desses veículos trafegavam com os vidros fechados e, naturalmente, com o ar condicionado ligado, com seus ocupantes convenientemente isolados do ambiente exterior, seguros dentro dos veículos, que não raro era um modelo top de linha do mercado automobilístico.

Fiquei a pensar: sendo atendido o pleito dessas pessoas, elas irão, certamente, se deslocar para o trabalho em seus próprios veículos. Isso se forem se deslocar até lá, pois parecendo ser pessoas de uma condição social mais alta, muitas delas poderão trabalhar em regime de home office, ou até controlar de casa o trabalho que voltou a ser realizado em suas empresas, escritórios, fábricas, sem precisar estar fisicamente presentes.

E seus empregados, como irão para o trabalho? Decerto que em ônibus urbanos, no trem suburbano ou no metrô lotado, dividindo o mesmo vão com dezenas de pessoas desconhecidas, durante cerca de uma hora na ida, mais uma hora no retorno para casa.

E como trabalharão essas pessoas ao reassumirem seus postos de serviço? Para muitas delas manter isolamento ou distanciamento será absolutamente impossível, pois terão de atender no comércio, de compartilhar a operação de uma máquina, de ocupar um mesmo cômodo na construção civil ou na fábrica, de prestar um serviço diretamente a uma pessoa ou a domicílio.

(mais…)

Confesso que vivi

Foi-se a juventude, e ouvir músicas não é mais a mesma coisa. Foram-se as festas, em sua grande maioria. Beber nem pensar, senão no dia seguinte se acorda todo quebrado, com um mal-estar pra lá de indesejável.

Por Julio Gomes.

Ultimamente, ou melhor, de alguns anos para cá, tenho sentido muita falta de algumas coisas que antes eram fundamentais, essenciais, quase que o centro de uma outrora despreocupada e jovem existência.

Exemplos? Ouvir música! Quando se é jovem, como são importantes as músicas que ouvimos, como nos marcam, como servem de compasso para nossos amores e aventuras, como se associam às descobertas do mundo que vamos fazendo, ficando gravadas em nossos sentidos, em nosso subconsciente, em nossas almas…

Como é importante também estar com a turma, com aqueles que cresceram junto com a gente, fazendo as mesmas brincadeiras, frequentando a mesma escola, assistindo aos mesmos programas, na TV ou no computador, tendo os mesmos ídolos. Isso nos dá o sentimento de pertencermos a uma determinada geração, e de que ela fará tudo novo, tudo melhor, tudo diferente e mais prazeroso…

Como é desafiador conseguir entrar no cinema quando o filme é censurado para menores de 18 anos? E como é a ânsia de querer entrar em uma boate de adultos, quem sabe até mesmo dirigir um carro, pagar suas próprias despesas e – isto é o principal – ser livre para poder namorar…

Até no paladar a Coca-Cola tem um sabor mais vivo, o acarajé um dendê mais ativo, as comidas um sabor mais irresistível, e as bebidas alcoólicas só têm lado bom, pois seu efeito deletério ainda é somente um papo chato dos mais velhos. (mais…)

O capitão Bolsonaro e a tempestade viral: quem será jogado ao mar?

São 200 milhões de brasileiros, que, independentemente das suas predileções políticas e ideológicas, esperam que o navio no qual estão transladando seja comandado com competência. Para isso, se faz necessário um capitão capaz de mobilizar todos os instrumentais disponíveis, do inverso, dificilmente conseguiremos ultrapassar esse mar revolta no qual tenderemos a imergir sem esperança de um dia emergir.

Por Caio Pinheiro.

Sim, vivemos uma pandemia; e por mais que muitos não queiram reconhecer, nosso sistema de saúde é inepto para agir com a celeridade demandada por uma crise sanitária dessa magnitude. Essa convicção é atestada pela corrida de gestores estaduais e municipais no intuito de reduzir a curva de contaminação da população pela Covid-19. Todos têm consciência da precariedade da rede de atenção básica, daí projetaram a catástrofe que será ter uma população demandando eficiência de um sistema de saúde pública precário há décadas, quer seja em função de gestões ineficientes e fraudulentas, ou mesmo das limitações orçamentárias agravadas pela PEC dos gastos.

Nesse momento em que o caos nos espreita a cada esquina, florescem narrativas destinadas ao descortinamento das causas da crise. Cientistas, políticos e religiosos assumem a dianteira na peregrinação rumo à verdade. Esse é um comportamento esperado, dado a gravidade da situação. Entretanto, responsabilidade e cautela se fazem necessárias. É hora de exercitarmos a temperança e fortalecermos as redes colaborativas. Toda ação de combate ao vírus é salutar. Ciência, religião e política precisam sem arrogância demarcar seus nichos de atuação, prevalecendo entre as mesmas a cooperação, do contrário, sucumbiremos aprisionados no ego das vaidades.

São 200 milhões de brasileiros, que, independentemente das suas predileções políticas e ideológicas, esperam que o navio no qual estão transladando seja comandado com competência. Para isso, se faz necessário um capitão capaz de mobilizar todos os instrumentais disponíveis, do inverso, dificilmente conseguiremos ultrapassar esse mar revolta no qual tenderemos a imergir sem esperança de um dia emergir.

Infelizmente, a catástrofe espraia-se a olhos vistos. Estamos num navio robusto, que, como registra sua história, conseguiu superar tempestades intermitentes, mas seu atual capitão, do alto de sua arrogância, insiste na subestimação da tempestade, e, pior, menospreza a opinião de alguns dos seus mais experientes comandados. Estes, municiados de evidências científicas, apontam para a uma solução menos traumáticas em benefícios dos tripulantes, sem, ademais, desconsiderar as avarias que o navio (Brasil) sofrerá. (mais…)

O vírus do golpe

Fica complicado para países dependentes, como o Brasil, contar com a ajuda externa. Especialmente com o desprestígio internacional que marca o atual governo. A gestão confusa e pouco eficiente das finanças nacionais (controle fiscal desequilibrado, câmbio desfavorável e esvaziamento dos ativos) mostra que o país não está preparado para enfrentar os graves eventos que se avultam. Não tem muito fôlego para sair do sufoco.

Por Ramayana Vargens.

Diante de um paciente na UTI, o médico avalia: a chance de sobrevivência é de 0,02 %. O mesmo percentual previsto para o crescimento do PIB nacional em 2020. O número expressa que o doente tem poucas possibilidades de escapar do pior. Caso idêntico ao da economia do Brasil, se o governo não mudar, rápida e radicalmente, suas formas de tratamento à situação crítica do país. Infelizmente, o Executivo tem demonstrado que a ambição do poder não permite correções de rumo nas equivocadas e danosas estratégias governamentais. A prioridade continua sendo usar a máquina estatal para manter-se no comando da nação. Seguindo esse objetivo, o presidente tenta creditar aos inevitáveis prejuízos causados pelo Convid-19 o fracasso de sua política econômica.

A economia é a única (e mais poderosa) trincheira que sobra ao presidente para defender o que resta de sua popularidade e garantir o apoio institucional que ainda o sustenta. O rigoroso discurso de combate à corrupção, durante a campanha, foi sendo diluído por fatos e denúncias. No ambiente virtual que criou a torcida organizada eleitoral do presidente é fundamental manter um tom veemente de incitação e enfrentamento. Provocação, desafio e ânimos exaltados são alimentos indispensáveis para a unidade de um contingente formado a partir da paixão exacerbada (ódio a Lula e repúdio ao PT). O presidente fala e age para seus seguidores – grupo que não se mobilizou em torno de propostas políticas fundamentadas. O papel do líder alfa é estimular o comportamento combativo para transformar qualquer contrariedade em confronto e porrada. Assim, quando o jogo republicano e os meios legais não legitimarem suas decisões, há a possibilidade de rebelar seus apoiadores para criar um clima de conturbação social e tomar medidas de exceção. (mais…)

E se o presidente fosse Mourão?

Sinceramente, é difícil saber qual seria o melhor caminho para o Brasil em um momento tão grave como este que vivemos.

Por Julio Gomes.

No início destas linhas quero, desde já, expressar o máximo respeito pelas leis de nosso país, pelo resultado da última eleição para Presidente da República e pela pessoa do Sr. Jair Bolsonaro. Mas respeitar não significa fechar os olhos para a realidade, nem deixar de sonhar com um Brasil melhor.

Toda a nação brasileira assistiu, na noite de ontem, ao pronunciamento do Presidente Bolsonaro, no qual ele defendeu o fim da quarentena e o retorno ao trabalho e às aulas, culpando a imprensa e os governadores dos estados pelo que considera alarmismo e minimizando a pandemia que está matando milhares de pessoas pelo mundo, ao chama-la de “gripezinha” e “resfriadinho”.

As palavras do Presidente contrariam frontalmente tudo o que a ciência diz e o que foi aprendido no enfrentamento do Covid-19 até então. Somente as políticas de isolamento têm se mostrado eficazes no sentido de frear o altíssimo índice de contágio da doença e a rapidez impressionante de sua propagação, o que se torna crucial ante a inexistência de vacinas, de medicamentos eficazes e, sobretudo, de leitos e pessoal em quantidade suficiente para atender aos casos mais graves, o que aumenta demasiadamente as chances de morte entre estes últimos casos.

O Presidente não anunciou a destinação de verbas para enfrentar a pandemia, nem de mais leitos de UTI, nem de compra de ventiladores pulmonares, nem de contratações emergenciais de pessoal especializado, nem de montagem de hospitais de campanha, nem nada associado à prevenção ou tratamento da doença e de seus efeitos gravíssimos, que era o que a nação esperava e precisava, de forma urgente. Em lugar disso, apenas fanfarronices, como se ainda estivéssemos na campanha eleitoral. (mais…)

O que o Dia Mundial da Água tem a ver com o novo coronavírus?

Lavar corretamente as mãos é um dos atos mais importantes para combater a disseminação do novo coronavírus e frear seus efeitos nefastos: superlotação em hospitais, redução da atividade econômica e, principalmente, perda de vidas.

Por Felipe Madureira.

Os serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário se somam aos de drenagem de água pluviais e coleta e manejo de resíduos sólidos e compõem, conforme a Política Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007), os quatro serviços públicos essenciais que esse instrumento regulamenta.

São serviços básicos, porque seu acesso pleno dignifica e garante saúde, mobilidade e qualidade de vida. Investir no setor é reduzir gastos em unidades de atendimento à saúde e demonstrar compromisso com o meio ambiente e com a sustentabilidade.

O Dia Mundial da Água, celebrado domingo, 22 de março, não serve apenas para alertar sobre a esgotabilidade de um recurso fundamental à vida, que é a água; mas também sobre a responsabilidade que todos nós temos, como cidadãos, em usar adequadamente esse recurso. O uso responsável passa pelo consumo moderado de água tratada nas rotinas diárias; por processos de otimização e de reaproveitamento das indústrias e lavouras; e pela ocupação e uso do solo, respeitando a importância das matas ciliares e da conservação de rios, lagos e nascentes. E também pelo uso adequado das redes de esgotamento sanitário, que são fundamentais para o ciclo da água para abastecimento, pois se devolve à natureza um efluente tradado com mínima carga poluidora. (mais…)

Corona vírus em Ilhéus: e os trabalhadores das indústrias?

Forçar os trabalhadores das indústrias a trabalhar a partir de amanhã, quando quase todos os demais ficarão em suas casas, contraria diretamente as determinações do Ministro da Saúde do Governo Federal.

Por Julio Gomes.

Sem dúvida, houve avanços nas últimas horas em Ilhéus, com relação ao combate à disseminação do Corona Vírus, e isto começou a acontecer com mais visibilidade hoje, quando o comércio fechou às 15:00 horas para não reabrir amanhã nem nos próximos quinze dias, ressalvadas as atividades essenciais; fato acompanhado pela suspensão do serviço de transporte coletivo urbano, que ocorrerá a partir da meia-noite de segunda para terça-feira, tudo em obediência ao Decreto nº 20, de 22/03/2020, publicado pelo poder Executivo do Município de Ilhéus.

Outras medidas importantes também constam do mesmo Decreto acima, e constituem passos importantes para o enfrentamento da crise gerada pelo Covid-19, porém, obviamente, não esgotam todas as questões relacionadas à prevenção da disseminação do Vírus.

Há setores de nossa sociedade que parecem ser dotados de invisibilidade, ou que, aparentemente, podem ser ignorados quanto à biossegurança e respeito à vida que lhes é devido, mesmo se tratando de trabalhadores que contribuem ativamente para a geração de renda e sobrevivência econômica de nosso Município. (mais…)

A prática do isolamento

É lamentável quando médicos que atuam na política (e com poder de decisão) deem importância pouco significativa para uma situação drástica que tem tirado vidas de forma tão rápida e dramática. É constrangedor testemunhar a falta de prontidão humanitária dos recursos públicos para conter um desastre vultuoso que ameaça a comunidade.

Por Ramayana Vargens.

Ilhéus conta com bons médicos. Nomes de comprovada competência (em todas as áreas) que há algum tempo atendem a comunidade e que conquistaram a confiança das famílias. Esse time tem sido reforçado e renovado com bons profissionais que vieram de outras partes para morar e trabalhar na região. Ilhéus tem um dedicado corpo de enfermagem, excelentes psicólogos, boas equipes de assistência social e socorristas tarimbados. Contamos com bons cursos de medicina e de outras áreas da saúde. Não falta material humano, disposto e habilitado, para enfrentar o COVID-19. Esta é uma certeza. Mas e a estrutura hospitalar e a capacidade de gestão em momentos de crise?

São muitas as dúvidas. Em relação aos hospitais, temos ilhas de excelência- não uma boa estrutura geral capaz de atender todas as demandas de saúde da população (principalmente das comunidades mais carentes). Convivemos com um quadro de dificuldades, sacrifícios e deficiências nos diversos níveis de atendimento básico. As inúmeras falhas no sistema mostram um quadro preocupante muito anterior ao coronavírus. Numa situação de acirramento da pandemia, quais são as reais condições do município?

Quantos leitos estão preparados para receber os casos mais graves? Quantos respiradores (indispensáveis para sobrevivência dos pacientes) nós dispomos? Quais as providências para capacitar um maior número de profissionais na operação e monitoramento dos equipamentos especializados? Quais as medidas em andamento para ampliar a capacidade de atendimento? Existem estratégias para melhorar as precárias condições sanitárias do município e minimizar seus efeitos nocivos? Como frear a proliferação acelerada do vírus que pode ocorrer nas áreas desassistidas dos altos, das periferias e da abandonada zona rural? (mais…)

A Política espantou o presidente

O que a Política pode fazer contra a pandemia? Investir nas soluções apontadas por quem estuda cada área envolvida no complexo esforço de compreensão do comportamento do vírus e dos meios de enfrentá-lo. Essas pessoas são conhecidas por aí como Cientistas. E o que dizem os Cientistas à Política? Em resumo, dizem que o isolamento social é o melhor meio que temos para enfrentar o vírus.

 

Por Thiago Dias.

A palavra política é usada há muito tempo. É natural que as palavras nessa condição ganhem muitos sentidos.

Hoje política significa um monte de coisa. Um desses sentidos é especialmente usado. Refiro-me ao que a associa às piores coisas da vida pública. É comum ouvir por aí, em tom negativo: “Fulano está fazendo política”.

O comportamento de grande parte dos políticos contribui para o uso corrente da palavra nesse sentido. E o que nos indica o predomínio desse significado? O tamanho do desprestígio da política.

Aqui não cabem discussões sobre a história do entulhamento semântico da palavra política. Cito-o apenas para contrapor essa conotação negativa à emergência da Política, esse patrimônio das civilizações. A ameaça do novo coronavírus nos expõe ao óbvio: a Política é o único caminho para evitar uma catástrofe.

O que a Política pode fazer contra a pandemia? Investir nas soluções apontadas por quem estuda cada área envolvida no complexo esforço de compreensão do comportamento do vírus e dos meios de enfrentá-lo. Essas pessoas são conhecidas por aí como Cientistas. E o que dizem os Cientistas à Política? Em resumo, dizem que o isolamento social é o melhor meio que temos para enfrentar o vírus.

Entrevista do ministro da Saúde. A ausência de Bolsonaro é um alívio que o combate do coronavírus exige. Foto: Renato Strauss/Ministério da Saúde.

Nesse contexto, não se trata de endeusar a Ciência. Trata-se de reconhecer seu papel e permitir que ela atue. Para isso, ela precisa da Política, que, por sua vez, depende de mulheres e homens capazes de fazer justiça aos poderes que lhes foram confiados.

A crise provoca o chamado à Política. Não à política em que as pessoas não confiam. Esse chamado expressa a confiança que fundamenta, mesmo sob todo o entulho semântico, nosso pacto social. E o que os princípios desse pacto protegem em primeiro lugar? A vida.

A crise provoca um chamado dos instintos coletivos de sobrevivência à Política. Isso espanta muita gente, sobretudo os políticos, porque sua responsabilidade é maior.

A imagem da entrevista coletiva do ministro da Saúde neste domingo ilustra o que quero dizer. Mandetta está no centro da tela – e das atenções. Ao seu lado, dois membros do Ministério. Jornalistas mandaram perguntas pela internet. Ele respondeu com o decoro e discernimento que o cargo lhe exige.

A ausência notável de Bolsonaro na coletiva é o alívio que o combate à crise exige. Ufa! Podemos respirar e discutir o destino das nossas vidas com o mínimo de responsabilidade. A Política espantou o presidente.

Thiago Dias é repórter e redator.

Por que Ilhéus ainda não parou tudo?

Por isso, repito, é aterrorizante andar por Ilhéus como andamos na quinta, sexta e neste sábado e vermos tudo funcionando quase normalmente, com grande fluxo de pessoas nas ruas, dando toda a oportunidade para que o vírus, silenciosamente, contamine a todos, sem que haja praticamente mais nada a fazer em favor das pessoas contaminadas depois disso.

 

Por Julio Gomes.

Muitos de nós estamos acompanhando, com a maior preocupação, o avanço avassalador da epidemia de Corona Vírus no mundo, e aquilo que começou na distante China, matando milhares, já se transferiu para a Europa, onde somente neste sábado, dia 21/03/2020, eu um único país, a Itália, matou 793 pessoas, em uma tragédia que aumenta a cada dia.

O Vírus, como todos sabem, já está no Brasil desde 26 de fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso, e no momento em que escrevo este texto temos no Brasil 1.128 casos, com 18 óbitos, e na Bahia 41 casos confirmados. Isso oficialmente, pois sabemos que estes números devem ser apenas a ponta do iceberg, já que os números reais tendem a ser muito, muito maiores. E isso apenas 25 dias após o registro do primeiro caso no Brasil.

Em Itabuna a vida seguia aparentemente normal até que, no dia 19 de março, foi oficialmente notificado o primeiro caso, e o Prefeito daquele município imediatamente decretou o fechamento do comércio e a cessação da imensa maioria das atividades, recomendando expressamente que a população permanecesse em casa; e na pequena Itacaré o Prefeito também adotou medidas administrativas drásticas, além de alertar de forma veemente, por meio de áudios de WhatsApp,  que todos permanecessem em casa ante as gravíssimas ameaças à vida de todos, sem exceções.

Enquanto isso, aqui em Ilhéus, a vida segue quase normal. Excetuado o necessário fechamento de escolas e Igrejas, e mais umas poucas medidas administrativas ineficazes, tais como a simples restrição do funcionamento do comércio das 9:00 às 15:00 horas (Decreto nº 19, de 20/03/2020) – o que na prática é uma autorização para que ele continue aberto – quase nada foi feito, de maneira absolutamente assustadora, aterrorizante!

Afirmo isso porque não há remédio nem tratamento eficaz contra o Corona Vírus, e já foi dito pelo Governo Federal que o Sistema de Saúde Pública entrará em colapso, assim como que a única coisa que podemos fazer é permanecer em casa para diminuir a velocidade de disseminação do Vírus e, portanto, a mortalidade que ele trará.

Por isso, repito, é aterrorizante andar por Ilhéus como andamos na quinta, sexta e neste sábado e vermos tudo funcionando quase normalmente, com grande fluxo de pessoas nas ruas, dando toda a oportunidade para que o Vírus, silenciosamente, contamine a todos, sem que haja praticamente mais nada a fazer em favor das pessoas contaminadas depois disso.

Ando pelas ruas e vejo os pobres trabalhadores se espremendo em ônibus lotados e fechados no mesmo ar condicionado, e lojas e mercados cheios de potenciais doentes e de possíveis vítimas fatais do terrível Vírus.

Brasília Parou. Salvador parou. Itabuna parou. Itacaré parou. Mas em Ilhéus tudo continua funcionando quase normalmente, e todos se preparam para lotar ônibus, lojas, canteiros de obras, fábricas e toda a espécie de estabelecimento onde se trabalha, na segunda-feira, como se Ilhéus estivesse situada em Marte, fora do planeta Terra, ou como se isso não pudesse custar, em futuro mais do que próximo, a vida de dezenas ou centenas de ilheenses, já que o Corona Vírus não é suscetível de tratamento eficaz, nem haverá leito nos hospitais para todos.

Passo nas ruas, olho o rosto dos pobres comerciários, dos ambulantes e das donas de casa, e fico pensando no rastro de dor e morte que o não fechamento do Comércio e atividades que não sejam absolutamente essenciais deverá causar. Não dormi na noite passada pensando nisso, e também em minha família, porque não moro em Saturno, nem estou cego.

Finalizo este texto com um apelo veemente, cheio de urgência, onde clamo para que as autoridades de nosso Município determinem, pelo amor de Deus, a paralisação de todas as atividades que não sejam estritamente essenciais, para que não venhamos a pagar, com um número cada vez maior de mortos, por cada minuto de atraso na determinação do fechamento total e absoluto das atividades não essenciais em nossa cidade.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Solidariedade brasileira ainda é insignificante

As imagens mais comum que vemos da falta de solidariedade são os saques às cargas de caminhões virados nas estradas, em que os “sabidos” sequer olham para o agonizante motorista, sem se interessar saber se precisa de cuidados. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Por Walmir Rosário.

O jornalista e dramaturgo Nélson Rodrigues atribuiu ao jornalista mineiro Otto Lara Resende a frase “o mineiro só é solidário no câncer”, e ainda inseriu-a com todo o destaque na sua peça e filme “Bonitinha mas ordinária”. O amigo Otto sempre desmentiu a autoria, mas, aqui pra nós, o irreverente Nélson Rodrigues deveria tê-la cunhado assim: “O brasileiro não é solidário nem no câncer”.

Penso eu que os brasileiros foram educados para serem “sabidos” e que não faria mal ou pecado algum levar sempre vantagem. Mais uma vez essa insossa teoria foi comprovada durante o anúncio da pandemia do Coronavírus no Brasil, a começar pelos quais deveriam dar o exemplo, por se tratar de uma questão de vida ou morte: os comerciantes dos ramos de farmácia, mercados e congêneres.

Assim que foi feito o anúncio e os cuidados preventivos que deveriam ser tomados, a exemplo da desinfecção das mãos com álcool em gel e alguns medicamentos, para que os preços subissem de forma astronômica nesses estabelecimentos. Outros, de forma desavisada, ou para levar vantagem, partiram para os supermercados e atacadões para esvaziar o estoque. Como não consumiriam tudo, prejudicariam os próximos.

A solidariedade – ou a falta dela – é determinante na sociedade, pois vai de um pequeno gesto de gentileza a salvar uma vida. As imagens mais comum que vemos da falta de solidariedade são os saques às cargas de caminhões virados nas estradas, em que os “sabidos” sequer olham para o agonizante motorista, sem se interessar saber se precisa de cuidados. Farinha pouca, meu pirão primeiro. (mais…)

O legado de Jorge Amado continua vivo nas ruas da Bahia e nas telas de TV

Jorge Amado. Imagem: internet.

O Brasil já nasceu sendo abençoado por várias maravilhas naturais que por si só mantêm o país como uma das nações mais importantes do mundo em âmbito geopolítico. Além desse privilégio, contamos também com uma rica cultura que nunca teve medo de absorver influências de vários cantos do mundo para criar produtos que se tornariam clássicos da música, do cinema e da literatura.

Boa parte dessas criações vêm do Nordeste. A literatura de cordel, por exemplo, inspirou a peça teatral O Auto da Compadecida, do autor paraibano Ariano Suassuna, que posteriormente se transformou em um filme de grande sucesso. O axé, ritmo que nasceu em Salvador na década de 1980, embala até hoje as festas de Carnaval em boa parte do país.

Da Bahia, também saíram autores de obras que são celebradas dentro do mundo literário pela qualidade de suas histórias e da sua prosa. Esse é o caso dos livros escritos por Jorge Amado. Desde seu nascimento em Itabuna, em 1912, quando a cidade ainda era um distrito que fazia parte de Ilhéus, ele teve contato com as adversidades encontradas na vida diária do nordestino. Tais questões foram refletidas em obras incomparáveis, que mesclam personagens marcantes, cenários inesquecíveis e uma fluidez de escrita que é raramente encontrada não apenas no Brasil, mas também no resto do mundo.

Muitas vezes acabamos marcando a importância de um autor por meio de seu sucesso comercial, e Jorge Amado certamente ultrapassou esse parâmetro ao ter seus mais de 30 livros traduzidos para 50 idiomas diferentes. Para além disso, seus legados literário e cultural continuam firmes e fortes graças a instituições como a Casa de Cultura Jorge Amado, em Ilhéus.

 

As casas de Jorge

Indo contra a corrente de tantos autores brasileiros que depois do sucesso acabaram deixando o país, Jorge Amado foi fiel ao Brasil durante boa parte da sua vida. Para além de seus exílios durante as décadas de 1940 e 1950, devido a associações políticas, o autor fez da Bahia não só o cenário de boa parte das suas obras, mas também a sua residência, mesmo após seu grande sucesso.

Não é por menos que o acervo original das obras de Jorge Amado ainda estejam na Bahia, mais especificamente na Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. O autor e sua família resistiram às pressões internas e externas e evitaram que seus escritos fossem espalhados mundo afora para serem preservados. Na época, não se tinha confiança nas instituições brasileiras para que essa manutenção fosse feita, o que tornava essa pressão bastante grande. Entretanto, desde 1987, a Fundação vem provando exatamente o contrário. No prédio azul com típica arquitetura baiana localizado no famoso Largo do Pelourinho, estão contidos não só os originais de Jorge Amado, mas também arquivos de fotos, artigos, medalhas e muitos outros objetos da sua ilustre carreira.

As homenagens à Jorge Amado não param por aí. O autor se considerava originário de São Jorge De Ilhéus, cidade pela qual tinha grande afeto, e ganhou, nessa localidade, a supracitada Casa de Cultura Jorge Amado. A casa foi construída pelo pai de Jorge, João Amado Faria, na década de 1920, e foi lá que o então adolescente Jorge esboçou o que se tornariam livros como O País do Carnaval e Cacau. Hoje, a Casa de Cultura Jorge Amado expõe itens pessoais do autor e de seus pais, como fotos e roupas da família, além de vídeos sobre clássicos como Gabriela, Cravo e Canela.

Tanto a Fundação em Salvador quanto a Casa em Ilhéus servem de monumentos às obras de Jorge Amado, além de também serem grandes atrativos turísticos para as cidades e para o estado da Bahia. Ambos os locais fazem parte do roteiro acadêmico de estudiosos das obras do autor – que pesquisam sobre sua vida e carreira – e de entusiastas de seu vasto repertório literário.

 

Personagens icônicos, cenários marcantes

Muitos dos grandes autores mundiais levam certo tempo para encontrar de vez sua voz literária. Jorge Amado, porém, era tão talentoso que levou pouco tempo para mostrar sua proficiência. Em seu segundo livro, que leva o nome de Cacau, Jorge Amado ilustra de forma magistral, por meio da sofrida vida do imigrante sergipano José Cordeiro, a vida árdua dos trabalhadores nas fazendas de cacau no sul da Bahia. A obra, cuja adaptação audiovisual pela Globo está sendo produzida desde 2018, foi escrita pelo autor quando tinha apenas 22 anos de idade e o projetou como talento em ascensão nos círculos literários da época.

Quatro anos mais tarde, em 1937, o livro Capitães da Areia firmaria Jorge Amado como um dos grandes nomes da literatura brasileira. As artimanhas de Pedro Bala e seus companheiros, que ocupavam as ruas de Salvador, são hoje leitura quase obrigatória em instituições de ensino brasileiras, visto que ilustra de forma acessível a dura realidade das ruas na época.

Mais tarde, na década de 1960, Jorge Amado iria estremecer as bases da moralidade social brasileira com mais um clássico: Dona Flor e Seus Dois Maridos. A obra não tem qualquer restrição em expor os prazeres de personagens como Vadinho. Marido da personagem que dá nome à obra, Vadinho é assíduo jogador de bacará, modalidade que consiste, conforme é possível verificar na plataforma Betway cassino online, em tirar três cartas de um baralho e apostar se o resultado irá favorecer você, o crupiê – que também tira cartas – ou ambos, terminando em empate. Entretanto, os deleites expostos em Dona Flor e Seus Dois Maridos não se limitam aos jogos de Vadinho. Assim como em Gabriela, Cravo e Canela, que pode ser encontrado no Submarino, a rica culinária baiana e o romance são partes integrais da trama.

Jorge vive

Em muitos aspectos da vida pessoal e profissional, Jorge Amado foi uma pessoa ímpar. Suas obras não só deram continuidade ao movimento do neorrealismo literário brasileiro, que relatava de forma nua e crua a realidade das camadas mais pobres da população por meio de obras ficcionais, como também representaram um marco da história cultural brasileira, dando frutos até hoje.

Enquanto as bibliotecas e livrarias têm em suas estantes várias obras de Jorge Amado que a cada ano conquistam novos leitores e fãs, a tela da televisão é também outro meio em que se pode encontrar as histórias do autor baiano. Tieta, Porto dos Milagres e Gabriela viraram novelas da Rede Globo, tendo a última ganhado três adaptações: em 1960, 1975 e 2012. Além disso, algumas das obras de Jorge Amado também já viraram filme. Além de Dona Flor, Gabriela e Tieta, entraram no rol de adaptações audiovisuais Jubiabá, Tenda dos Milagres e Capitães da Areia.

As obras de Jorge Amado, mesmo tendo sido escritas entre as décadas de 1930 e 1970, se recusam a ficar datadas. Em parte, isso acontece por conta do fato de muitas das aflições que atingem os personagens e os cenários descritos pelo autor ainda não terem sido solucionadas em nosso país, mas também – e principalmente – por conta da habilidade do autor de escrever clássicos desde os seus primeiros passos no mundo literário.

Marão, o proselitista

Mas essa imprensa não perde por esperar! A da Prefeitura ele já tomou satisfações e mandou embora dois secretários e não custa demitir o terceiro, já na marca do pênalti e com outro em vista. E Marão está certo, pois cansou de ler nos jornais e blogs os muitos erros e troca-troca de releases.

Por: Walmir Rosário

De proselitismo em proselitismo o cidadão ilheense vai sendo engambelado pelas elucubrações mal-ajambradas ditas e repetidas pelo alcaide, sobre fatos que mereceriam ser levados a sério. Mas esse não é o forte de Marão, que prometeu durante a campanha política cuidar dos ilheenses, o que não deixou de ser apenas mais um apelo fabricado pelos marqueteiros de plantão.

Não é de agora que os ilheenses vêm fazendo um apelo patético ao alcaide, cobrando sua promessa de campanha: “Marão, cuida de mim!”. Em que pese a necessidade dos cuidados não apenas na saúde, Marão, o médico, não se sensibiliza. E não é pra menos, sua ocupação é monumental, tem de participar de reuniões em cima de reuniões, para prometer resolver todos os problemas de Ilhéus. Mas que eles serão amplamente solucionados no segundo mandato, como sem falta, como anuncia.

Porém os ilheenses não pensem que Marão não está atento às questões mais prementes da cidade, e agora mesmo, com a ajuda da competente equipe de assessores, colocou em prática um projeto que vai dar o que falar pelo Brasil afora. Embora tenha se sentido exausto pelo grande número de reuniões nas casas dos colaboradores mais leais, valeu o esforço e já está em prática um projeto social da maior grandeza: o “Me Ajuda, Rui”.

Num desses dias estafantes, reunidos na casa de um habilidoso secretário, Marão não suportou o cansaço e resolveu tirar uma rápida pestana. Enquanto o suave repouso restabelecia as energias, os secretários trabalhavam incessantemente para mostrar serviço quando Marão acordasse. Nesse interregno, os fiéis servis resolveram fazer um joguinho para ver quem seria o mais inteligente, e entre um sou, não é você, resolveram disputar na mão grande. (mais…)

Política, políticos, fatos consumados

Há também uma síndrome grave em que se constata acometida nossa paciente cidade: ela é soropositiva da síndrome da deficiência imunológica contra maus políticos! Ilhéus não possui anticorpos que possam defendê-la das graves infecções recorrentes por infestações vetorizadas por votos em maus políticos, oportunistas, proxenetas, preguiçosos e suas corriolas de lactentes e parasíticas de todos os tipos e subtipos.

Por: Mohammad Jamal.

Vendendo lote de Bitcoins baratinhos! Pelo que estamos vendo passivos e estarrecidos, a política liderar a lista restrita dos bons negócios em nosso país? Ressalvados, é claro, uma diversificada segmentação de negócios arriscados ainda relativamente lucrativos como tráfico de armas, de drogas, as grandes milícias, etc. não obstante os altos riscos que envolvem os “empresários” que optarem por investir nesses segmentos de atividades tidas ao revés das leis. E a corrupção na política, porque não inclui-la; Mas fica uma dúvida cruel: em qual classificação a colocaríamos?

Mártires da nossa história. Não vamos ocultar ou ignorar os reconhecidos sacrifícios a que se submetem os postulantes para adentrarem a esse rentabilíssimo negócio onde, se observarmos superficialmente, o povo representa o seu principal insumo e mercadoria. Não estão ocultos da visão crítica dos eleitores, os sacrifícios à custa da auto martirisação para ascender nesse ramo de negócios. É de se destacar alguns méritos. Nunca se mencionou a venda de filhos ou aluguel de esposa, mas as mortes de candidatos inadimplentes por dívidas contraídas com financiadores ciganos, essas são inúmeras. No vale tudo para fazer capital financeiro para arcar com os elevados custos de campanhas, vendem o único imóvel onde reside, o carro, lançam-se ávidos a empréstimos impagáveis na rede bancária, claro, quando encontram algum incauto avalista de boa fé; descontam cheques insolúveis de fundos, vendem sítios, bicicletas, patinetes e as poucas joias heranças de família se ainda existentes, porque se eleitos, vão recuperar todo o capital investido com correção monetária e lucros farisaicos de usura, mas vale tudo, desde que pelo bem do polvo, esse octópode que vota. (mais…)