Psicólogo afirma não ter visto surto psicótico no soldado Wesley e cita a possibilidade de síndrome de Burnout

Imagem extraída de vídeo.

Em artigo publicado no Instagram e enviado também ao BG, o psicólogo Gustavo Pestana discorda de que o soldado Wesley Góes, morto no último domingo (28) no Farol da Barra, estava sob surto psicótico.

A análise de Pestana não diz respeito ao acirramento político que divide o país. Leia. (mais…)

A comemoração do golpe de 1964 e as mortes por Covid

Definitivamente, a loucura chegou ao poder, e parece não ter mais limites.

Por Julio Gomes.

Com os militares ocupando cada vez mais cargos na estrutura governamental brasileira e encontrando-se na presidência e na vice-presidência da república, respectivamente, um capitão e um general do Exército, ganha importância ainda maior o que ocorre nos meios militares, por sua influência direta sobre a sociedade brasileira como um todo. (mais…)

Zito Baú deixa um exemplo de vida

No time de Zito Baú, aos jogadores não bastavam saber defender, construir, atacar e fazer gols. Eles tinham que saber driblar as adversidades da vida, aprender a construir uma vida sólida.

Por Walmir Rosário.

A ninguém é dado ao direito de desconhecer as mudanças em nossas vidas, por mais que possamos rejeitá-las, pois, na esmagadora maioria das vezes, elas não depende ou ocorrem da nossa finita vontade. As que não nos dizem respeito, apenas acompanhamos pela leitura dos meios de comunicação; outras, as que nos atingem, sejam no plano físico ou espiritual, nos regozijamos ou choramos. É da vida.

E é justamente quando essa mudança extingue a vida que não nos conformamos, embora tenhamos plena consciência de que nada poderemos fazer para mudar o evento morte, restando, no entanto, consolar a família e os amigos com orações. E foi justamente o que fizemos nesta quarta-feira (31), na celebração da Santa Missa de 7º Dia em homenagem à alma do amigo José de Oliveira Santana, na Igreja de N. S. da Conceição, em Itabuna. (mais…)

Será que teria mesmo de ser desse jeito?

Talvez a vontade de Deus – que ninguém conhece – seja a de que, em contato com a Covid, venhamos a modificar nossos valores, nossas atitudes e nossas vidas para melhor.

Por Julio Gomes.

Tenho visto muitas pessoas dizerem, acerca das pessoas que temos perdido vitimadas pela Covid-19, que se elas se foram isso foi a vontade de Deus, e que nada poderia mudar isso. Mas cabe aqui uma pergunta: quem conhece qual é a vontade de Deus?

Pode ser que o Altíssimo tenha colocado em seus desígnios que uma pessoa venha a morrer de uma determinada forma? Sim, pode.

Pode ser também que seja da vontade do Senhor que passemos por determinada dificuldade ou prova e que, a partir da forma como venhamos a lidar com isto, o resultado final dependa de nossas atitudes? Também pode! (mais…)

O Haroldo Lima que eu conheci: da estadualização da FESPI à criação da UESC

E quando tudo isso passar haveremos de fazer uma grande homenagem a este homem público imprescindível.

Por Élvio Magalhães.

Para José Junseira e Adnaelson Amparo, “emarquianos uesquianos”.

Numa madrugada de inverno de 1986, a pequena célula “emarquiana” do PCdoB iria fazer sua primeira ação eleitoral: colar nos alojamentos masculinos a propaganda de Haroldo Lima para deputado federal. Balde, soda cáustica, farinha de trigo, vassoura. Ainda guardo no rosto respingo da cola e a cicatriz da ferida e no coração os tempos idos de descoberta e rebeldia.

Na EMARC-UR me fiz comunista, entre leituras amadianas e artigos de Haroldo, àquele deputado, líder do PCdoB, que emergia da clandestinidade, como fêix, após vinte anos de arbítrio de uma ditadura militar feroz e implacável, que espancou, torturou, assassinou, prendeu e baniu. (mais…)

Fé e ação positiva

Ter fé não pode significar largar nas mãos de Deus aquilo que cabe a nós fazer.

Por Julio Gomes.

Pessoa sempre muito alegre, extrovertido, que conheci ainda em minha juventude, há cerca de 30 anos atrás, ele seguiu um caminho que se parece com o de muitas pessoas: arrumou um emprego, casou-se, teve filhos (não necessariamente nesta ordem), os criou e, após vivenciar as boas e más experiências que a vida coloca diante de todos nós, tornou-se cristão, já na idade mais madura, após cruzar a fronteira dos cinquenta anos.

Aposentou-se e, seguindo o ritmo das mudanças que a biologia provoca em nosso organismo, aquietou-se quanto às aventuras amorosas, voltando-se para o casamento e, talvez um pouco tardiamente, para os filhos, que sempre proveu materialmente, mas a quem sempre achamos que deveríamos ter dado mais atenção, mais presença, mais amor.

Foi nesse ínterim de sua vida que a pandemia chegou no Brasil, preocupante para uns, uma gripezinha para outros. (mais…)

Covid-19: o que é necessário fazer, mesmo que não agrade

Não é o que gostaríamos, mas é, neste momento, simplesmente imprescindível.

Por Julio Gomes.

Nesta semana do mês de março, no espaço de apenas 24 horas, ocorreram três mortes por Covid-19 que, pelo simbolismo que carregam, nos remetem a reflexões mais amplas sobre o que está acontecendo no Brasil atual.

Antes de entrar no tema principal deste texto, faço um esclarecimento necessário: lamento profunda e sinceramente os três falecimentos que comentarei, que ocorreram em famílias de pessoas que não conheço pessoalmente, mas que poderiam ter acontecido em minha própria família, e também por isso tratarei desta questão com o máximo respeito. (mais…)

A morte e os mortos

 

Sem considerar a questão meramente biológica, que nascemos para viver e morrer, temos que levar em conta que é da natureza humana respeitar e se emocionar com a morte.

Por Ramiro Aquino.

Desculpem se trato de assunto tão desagradável. Afinal, a morte, representada por aquela figura tão fantasmagórica de uma pessoa sem rosto, com uma capa e uma foice, não só foge ao lugar-comum dos artigos jornalísticos como é extremamente fúnebre. Meses atrás, quando ainda frequentava cemitérios, comentei com um amigo, contumaz figura carimbada em enterros: “Estamos nos encontrando muito nos enterros e uma hora dessas será um de nós”. Não deu outra. Na semana seguinte morreu esse amigo e a partir daí tenho evitado voltar a um cemitério, com raríssimas exceções.

Em artigo recente falei, positivamente, sobre assunto tão mórbido, por conta de enterro que fui de uma amiga e errei o horário chegando uma hora mais cedo ao sepultamento. O meu adiantamento rendeu uma crônica. Escrevi sobre a história de Itabuna visitando túmulos de autoridades, amigos, parentes e famílias conhecidas. (mais…)

O insensato

Nada de atividade física, nada de trabalhos pesados – nem de trabalho nenhum

Por Julio Gomes.

Nascido em Ilhéus, onde sempre morou e de onde nunca saiu, viveu desde a infância nas áreas mais pobres e insalubres da cidade, nos altos marcados pela alegria de sua gente, mas também pela tristeza fatal do destino de muitos de seus moradores.

O estudo em escola pública não lhe deu ânimo para ir adiante. Afastado das letras e dos números, escolheu tentar suprir com o uso da esperteza aquilo que talvez pudesse ter resolvido com o uso de sua capacidade de raciocínio. A rua o atraía bem mais do que a escola e, assim, não passou muito além das séries iniciais do ensino básico. (mais…)

Laroyê Exu: Ungido por Exu, Lula lembra que só se mata jararaca com porrada na cabeça!

Por Caio Pinheiro.

Dizem que picada de jararaca é mortal. Quando menino, sempre que ia pegar passarinho no mato, minha mãe dizia: cuidado, soube que nesse lugar que você vai tem muita jararaca! Eu, do meu lado de menino teimoso, mas que medo tinha, cresci respeitando as serpentes. Hoje, vejo que o respeito era menos pela picada venenosa, e mais pelo comportamento imprevisível das serpentes, que, como reza o falatório popular, quase nunca deixam de inocular seu veneno naqueles que insistem em lhes acuar.

Em 2016, logo após ter sido conduzido coercitivamente para um interrogatório, sem, contudo, nunca receber uma intimação, Lula, com sua rara sensibilidade política, falou à militância na sede nacional do PT em São Paulo sobre o ocorrido, disse que “se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo, porque a jararaca está viva”. Parece que naqueles idos já previa o desfecho do espetáculo de absurdos judiciais protagonizado pela lava jato, a despeito das suas ações positivas no enfretamento da corrupção. (mais…)

Covid-19: um alerta em primeira pessoa

Mesmo com os cuidados com a saúde que a maturidade me levou a ter, vi em poucos dias uma pneumonia viral tomar quase 50% de meus pulmões. Fui feliz, dei sorte, estou aqui convalescendo e compartilhando experiências com as demais pessoas. Mas para muitos, para milhares, não houve final feliz.

Por Julio Gomes.

Desde algum tempo nossos artigos têm abordado, entre seus temas, a necessidade de enfrentarmos adequadamente as gravíssimas consequências da instalação da Covid-19 no Brasil, com enfoque tanto em ações institucionais quanto pessoais, aquelas que não cabem propriamente aos governos, mas a cada um de nós, de forma intransferível.

Porém, o que este escriba sinceramente não esperava era ver-se envolvido como paciente neste drama. Preferimos pensar sempre que os raios só cairão sobre as casas alheias…

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A carteirada de Manuel Leal

Por Walmir Rosário

Manuel Leal de Oliveira foi uma figura ímpar do Sul da Bahia. Eclético e desinibido, sempre esteve presente nas mais diversas ocasiões relevantes da política e da economia regional. Morou um tempo na Guanabara e São Paulo. Na capital carioca, trabalhou nos jornais Última Hora e Jornal do Commércio.  Após tirar a “sorte grande” na Loteria Federal, volta a Itabuna.

Já em terras grapiúna, Manuel Leal adquire, com os recursos da premiação, uma fazenda em Firmino Alves (ex-Itamirim), onde por muito tempo ocupou cargos e a presidência do Sindicato Rural. Como sindicalista patronal rural, demonstrou prestígio e fez parte da diretoria do outrora Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau-CCPC), chegando a ocupar cargos importantes, como a Secretaria. (mais…)

Idoso com mais de 80 anos, já se vacinou contra a Covid-19?

Você fará o bem a outra pessoa e acabará colhendo sobre si mesmo, como divina benção, o benefício estendeu ao próximo.

Por Julio Gomes.

Na primeira fase da vacinação contra a Covid-19 em Ilhéus, que acontece nos dias 25 e 26 de janeiro, estão incluídos os idosos com 80 anos ou mais, que podem procurar os locais públicos credenciados pela Prefeitura e, mediante apresentação de documento que comprove a idade, tomar a vacina.

Entretanto, chamou a atenção de diversas pessoas – inclusive deste escriba – a timidez com que foi anunciada a tão esperada Primeira Fase de aplicação da vacina para esta parcela da população, que além dos idosos maiores de 80 anos inclui trabalhadores da área de saúde, indígenas e pessoas com mais de 60 anos, desde que estas últimas se encontrem em abrigo de idosos ou instituições congêneres. (mais…)

O início da vacinação contra a Covid-19 e cada um de nós

Afinal – raciocinarão os incautos – se a vacina contra a Covid-19 não presta, sendo apresentada como tão perigosa, por que motivo as demais vacinas haverão de prestar?

Por Julio Gomes.

Causou preocupação o fato de ter ouvido de um idoso daqui de Ilhéus, ontem, que não iria tomar a vacina contra a Covid-19, que será disponibilizada para os idosos com 80 anos ou mais na próxima segunda e terça-feira, dias 25 e 26/01, conforme está sendo amplamente noticiado por diversos veículos de imprensa de nossa cidade.

Sem intimidade para atalhar a conversa de desconhecidos e precisando retornar ao trabalho, apenas escutei e nada disse, me retirando com sombrias reflexões a rondar na mente, projetando pesares para o futuro. (mais…)

A diferença entre falta de instrução e ignorância

A verdadeira ignorância se refere àqueles que fazem questão de ignorar algo, fazendo-o muito mais por opção pessoal do que por falta de oportunidade de aprender.

Por Julio Gomes.

Frequentemente vemos alguém se referir a outra pessoa que não teve oportunidade de estudar, ou que cresceu na roça ou em outro ambiente mais rude, como sendo uma pessoa ignorante. Porém este raciocínio pode ser tremendamente equivocado e injusto. Vejamos:

Sem instrução formal, sem escolarização ou mesmo sem alfabetização são aquelas pessoas que não puderam frequentar a escola, ou que lá ficaram por bem pouco tempo, sem ter a condição de avançar nos estudos. Obviamente as letras fornecidas pela escola fazem uma falta enorme, mas não tornam uma pessoa, necessariamente, ignorante. (mais…)