ERA JESUS SOCIALISTA?

Por José Luís Teixeira para o Terra Magazine.

Em quase todos os seus sermões, Jesus Cristo pontifica a base de uma sociedade na qual os seres humanos não explorem uns aos outros.

Muita gente considera Jesus Cristo socialista. Concordo, em parte.

Acredito que se todos seguissem suas palavras ao pé de letra, não teríamos uma sociedade tal qual do socialismo tradicional. Mas seria bem mais igualitária e humanista do que temos no Brasil, por exemplo.

Deixando de lado o misticismo – que é uma questão de crença de cada um – e filtrando a mensagem cristã dos dogmas religiosos, temos a proposta clara de um mundo sem opressores e oprimidos e com uma distribuição de renda mais justa.

Quero pedir perdão aos sete ou oito leitores desta coluna se venho piorar sua ressaca pós-ceia natalina, mas considero pertinente lembrar um pouco do legado daquele que, no final das contas, é a razão de tanta festa.

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O TIC-TAC DO RELÓGIO

Por: Gustavo Pestana

Posso lhe fazer uma pergunta? Se você pensou ou disse sim, pode seguir, caso não possa responder, pare por aqui!

Algum dia você já ouviu o tic-tac do relógio? Na sua casa tem relógio de parede? Aquele que emite o som tic-tac! Você sabe pra que serve esse som? Você deve ter pensado “Pra marcar a passagem dos segundos, é claro!” Eu lhe diria que você está certo, mas é pra algo, além disso!

Conselhos. Sério! O “Tic” marca um primeiro momento e o “Tac” um segundo momento, o qual se chama presente. O Presente, literalmente é um presente, pois nele podemos fazer tudo que é impossível de ser feito ontem. Como afirma o seguinte provérbio chinês

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É NATAL. E DAÍ?

Por Daniel Thame.

Um menino chamado Jesus passou pelo centro da cidade, entre calçadas, lojas e gente, muita gente.

Olhou vitrines, sonhou com brinquedos que provavelmente nunca terá.

Disputou restos de comida com cachorros em latas de lixo espalhadas pelas esquinas.

Dormiu sob marquises de lojas recém-inauguradas, com o luxo refletindo em seu corpo coberto com pedaços de jornais que anunciam escândalos políticos que não vão dar em nada, violência e mais violência e veleidades nas colunas sociais.

Um menino chamado Jesus pediu esmolas nas sinaleiras, uma camisa velha nas casas de família.

Não pediu, porque já não espera receber, gestos de carinho e atenção.

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JAILSON NASCIMENTO: “CHEFE DE JAGUNÇOS”

Por Emílio Gusmão.

Aos poucos o vereador e presidente do legislativo ilheense, Jailson Nascimento, vai se configurando como um “chefe de jagunços”, não no estilo clássico, caracterizado pela literatura regionalista, e sim, completamente adequado à realidade, ao tempo presente.

Os “jagunços” de Jailson, que agem sob o seu mando, não são pessoas iletradas, na verdade possuem qualificação. As armas são outras, já que “atiram” através de palavras, e se concentram no direito e na comunicação, sobretudo no rádio.

Os “rábulas” de Jailson “Sarney” Nascimento, os “jagunços” do direito, tentaram de maneira ridícula ressuscitar contra este blogueiro, a lei nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, derrubada pelo supremo tribunal federal em abril deste ano, por ser incompatível com a democracia e a constituição federal.

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O NAZAL DE HOJE E O NAZAL DE ONTEM

Na época do governo Valderico, o fotógrafo José Nazal não perdia a oportunidade de minar o prefeito, com sua lente hábil, precisa e carregada de criticidade.

Com sua máquina implacável, “revelou” para os ilheenses as imagens de uma administração mentecapta, que foi expulsa do Palácio, depois que a população colocou os vereadores contra a parede.

Hoje, o Nazal dos tempos do jornalismo investigativo, se esconde nos gabinetes, sentado nos sofás macios e maravilhosos do gabinete de Newton Lima, tentando manter um pouco do prestígio que ainda lhe resta, nas estruturas do poder.

O mesmo Nazal, defensor do patrimônio histórico do município, que viu passivo a demolição da Usina Vitória, ao lado do Terminal João Mangabeira, e mesmo assim permaneceu calado, porque a situação lhe convinha.

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TELEANÁLISE: NA BAHIA DA TV, AS TROMBETAS DO PARAÍSO

Por Malu Fontes.

Quem é minimamente crítico condena os anúncios publicitários ancorados na família feliz de margarina, nos quais tudo é lindo, colorido, iluminado, nunca chove e não só a família é branca e loura como os cachorros quase sempre são labradores amarelos de olhos azuis e não apenas sorriem, mas também argumentam, embora com o rabo. Ou seja, é praticamente consenso entre as pessoas normais que as famílias de propaganda de margarina só existem no intervalo comercial da TV. Coitadas das famílias de margarina. Além de condenadas à não existência, são caricaturizadas por gato e cachorro só porque seus integrantes são lindos, ricos, e nórdicos, têm cachorros que gargalham e moram na Casa Cor.

É consenso que, tratando-se de televisão, tudo parece e aparece exagerado. Há quem ache que tudo o que é veiculado na TV é mentira, até mesmo as verdades, de tão exageradas que aparecem no mundo das imagens. Outro dia, numa edição do Profissão Repórter, uma velhinha do sertão nordestino, disse que não queria dar entrevista nenhuma a Caco Barcelos, pois, segundo ela, na televisão tudo é mentira. Argumentou: mora naquele torrão há décadas e nunca viu ali um carro pegando fogo com todo mundo saindo vivo de dentro, muito menos um carro que passasse com as rodas fora do chão. Já na TV, o carro explode e não mata ninguém e alguns ainda avoam (sic).

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A DECISÃO DE AÉCIO NEVES

Por Mauro Santayana.

CONGRESSO/PSDBQuando, instado por importantes personalidades da sociedade brasileira, entre elas líderes políticos regionais, a candidatar-se à sucessão presidencial, Aécio Neves sugeriu consultas prévias às bases partidárias. Seria a forma mais democrática de escolha. Não deveria o partido, que surgiu da dissidência do PMDB, em oposição ao mando do governador de São Paulo, Orestes Quércia, ficar submetido à vontade de duas ou três personalidades paulistas, como vinha ocorrendo desde a Presidência de Fernando Henrique.

Em uma Federação, os diretórios regionais devem ter o direito de expor suas ideias e suas preferências, de acordo com as condições políticas locais. Não podem transformar-se em caudatários resignados de um diretório em particular. O problema não houve em 1995, porque o PSDB não elegeu o sociólogo; quem o elegeu foi Itamar Franco. O PSDB não o elegeria, sem o claro apoio do presidente da República, que dispunha de prestígio equivalente ao do atual chefe de Estado.

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A GANÂNCIA DE ALFREDO LANDIM

Landim, como diria a mestre Luiz Gonzaga :"Uma pra mim, uma pra mim, uma pra tú, outra pra mim. Uma pra mim, outra prá tú, uma prá mim, Outra pra mim".
Landim, como diria a mestre Luiz Gonzaga :"Uma pra mim, uma pra mim, uma pra tú, outra pra mim. Uma pra mim, outra prá tú, uma prá mim, Outra pra mim".

Por Emílio Gusmão.

O secretário de desenvolvimento econômico de Ilhéus, Alfredo Landim, pelo tudo indica, perdeu a compostura, deixou de lado o bom senso.

Landim insiste em misturar seus interesses pessoais, de empresário do ramo turístico, com os interesses públicos da sociedade ilheense.

Vamos aos fatos:

Landim determinou que os passeios oferecidos por sua empresa (Encantur) aos turistas que chegam em Ilhéus, através dos navios da MSC, concluam o trajeto em frente ao Bataclan, na avenida Dois de Julho. A mudança tem prejudicado o trânsito na área. O grande número de ônibus vem causando transtornos aos moradores do local, que não se cansam de reclamar.

A empresa LR, da empresária Avanir Duran, encerra o trajeto dos seus passeios na avenida Soares Lopes, local onde há muito espaço, não comprometendo o tráfego veicular.

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ETERNO E INFINITO. ATÉ QUE ACABE!

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Por Daniel Thame.

Os olhos do planeta Terra, essa bolinha perdida na complexidade do Universo composto de galáxias, constelações e sistemas solares, e em que por obra do acaso ou por ação divina, brotou a vida em forma exuberante; estão voltados para Copenhague, a capital da gelada Dinamarca.

É lá que líderes e negociadores de mais de 190 países estão reunidos para discutir o futuro de um planeta cujos recursos naturais estão sendo sugados à exaustão.

Melhor seria dizer que eles estão decidindo se haverá futuro para a Terra e seus bilhões de habitantes. Um futuro que só será viável caso haja um freio na devastação, na emissão de gases poluentes, na exploração irracional dos recursos naturais e na explosão demográfica.

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TELEANÁLISE: OS FILHOS DO AXÉ

Por Malu Fontes.

malu fontesNasceu o filho da brasileira mais famosa em todo o mundo e em todos os tempos, afinal, nunca na história deste país houve mulher tão globalizada. Na última quarta-feira, notinhas curtas em sites anunciavam de forma lacônica que Gisele Bündchen havia parido um bebê do sexo masculino. E ponto. E pronto. Nada sobre detalhes, nenhuma imagem, nenhum texto meloso de parentes, nenhuma carta aberta de puxa saco, nenhuma imagem de visita famosa acenando da janela do hospital, em Boston (EUA). E olha que no departamento paparazzi os americanos estão anos luz à frente dos brasileiros. O diagnóstico é óbvio: perto da trajetória midiática dos filhos do axé (leia-se o filho de Cláudia Leite, o filho de Ivete Sangalo e a neta de Daniela Mercury), o nascimento do filho de Gisele, que antes de nascer nem o sexo ninguém sabia (nem mesmo a mãe), que no dia em que nasceu nem nome tinha, passou em brancas nuvens.

Certamente não se pode dizer que nesse filete de discrição da mãe de primeira viagem mais cobiçada do mundo por tablóides, sites e paparazzi não haja um dedinho da própria Gisele. Fale-se tudo da modelo gaúcha, mas ninguém nunca a viu escornada numa banheira na capa da revista Caras ou enfiada num ofurô de leite de cabra numa ilha tropical ou num castelo alugado numa roça européia. Já na província, mesmo que os paparazzi inexistam para fotografar as celebrities tomando sorvete na Ribeira, o babado midiático em torno de suas crias é fortíssimo. Como exemplo textual, visual e pontual do quanto as referências aos filhos do axé são onipresentes na mídia, basta adotar como amostra o último domingo televisivo.

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QUANDO A VIDA NÃO TEM RAZÃO!

Por Gustavo Pestana.

gustavoSemana passada, a atriz Leila Lopes, foi encontrada em sua casa, morta, sem uma possível explicação para o seu falecimento, até a família divulgar trechos da sua carta de despedida, com teores de um suicida.

Mas, por que retirar a própria vida? Por que algumas pessoas em situações de extrema dificuldade continuam lutando pela vida e, outras cometem suicídio?

O sociólogo francês, Émile Durkheim, faz uma análise sobre o suicídio em artigo publicado em 1897, e constata a grande relação de fatores sociais com este fato. Já Freud, compreende o suicídio como um desajuste no funcionamento normal do aparelho psíquico.

O suicida não “deseja” se matar. Ele só comente este ato, pois não encontra uma outra solução para os seus problemas. Quando este comete o suicídio, ele pensa que assim, poderá aniquilar o mal que o faz sofrer. O qual pode ser uma divida no banco, um amor perdido, dentre outros problemas. O que o suicida mais quer é viver. Já, o depressivo, este não quer viver, ele não tem nenhum investimento na vida, nada lhe alegra ou lhe motiva. A vida não tem sentido algum para o depressivo. A relação suicídio depressão é extremamente forte e requer uma explicação mais complexa.

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ARRUDA: A FASE DO AUTISMO

Por Leandro Fortes.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.
Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.

Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

O trauma do afastamento (o impeachment só seria votado, dois meses depois, em novembro) havia tornado a personalidade de Collor ainda mais estranha. Diariamente, ele acordava cedo, se vestia impecavelmente de paletó e gravata, se fazia acompanhar de assessores e seguranças e, então, atravessava a rua para ir à biblioteca. Isso mesmo: o cômodo não ficava na Casa da Dinda, mas numa casa menor, em frente à residência do presidente. Todo santo dia, um Collor soturno, com olhar vidrado e andar robótico, fazia aquela travessia surreal em direção a um poder imaginário.

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TÁ LÁ (MAIS UM) CORPO ESTENDIDO NO CHÃO

daniel2Por Daniel Thame.

Cai a noite no São Judas, bairro de classe média alta em Itabuna, onde as mansões lembram os tempos áureos do cacau.

Cai a noite no São Pedro, bairro da periferia de Itabuna, onde casas simples se misturam aos barracos, lembrando que em tempos de apogeu ou em tempos de crise, sempre há um fosso a separar pobres e ricos.

Separar?

Apenas no sentido metafórico, já que na geografia, os bairros São Judas e o São Pedro, feito os santos que lhes emprestam os nomes, estão juntos, colados um no outubro.

O bairro hipoteticamente rico e o bairro comprovadamente pobre estão ali, lado a lado, a explicitar o abismo da desigualdade social.

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E DONA MARIA ANTONIA VIROU SEM-TERRA…

Por Daniel Thame

daniel2Nos últimos dez anos, dona Maria Antonia Conceição, o marido José Antonio Felipe Santos e os oito filhos do casal levaram uma vida sofrida, mas digna, de agricultores na região da Sapucaieira, em Olivença, no Sul da Bahia.

A família cultivava cacau, mandioca, feijão, melancia, cana de açúcar e piaçava numa propriedade de 40 hectares.

Há vinte dias, dona Maria Antonia e sua família foram transformadas, técnica e literalmente, em sem-terras.

Para não ficar na rua, estão morando na casa de parentes.

A família de dona Maria Antonia é um dos muitos exemplos produzidos pelo absurdo perpetrado pelos burocratas da Fundação Nacional do Índio, que sob a justificativa de reparar erros históricos criou um monstrengo jurídico que colocou indígenas e agricultores familiares sob um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento, tamanho o nível de tensão reinante na área em disputa.

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QUEM É MAIS CRISTÃO, JABES OU ÂNGELA?

O ódio quase mortal que a deputada Ângela Sousa guarda em seu coração, dedicado ao ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, coloca em xeque um traço importante da identidade da parlamentar, a sua fé cristã.

O cristianismo estabelece o perdão como um princípio extremamente necessário para “a vida em Jesus”, os protestantes são mais enfáticos e definem: “perdoar é um dos atos básicos da fé cristã, pois, a nossa entrada na vida que Jesus Cristo nos ofereceu, só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Ele nos perdoou, mediante a obra de seu Filho feita na cruz, em nosso favor. Amor e perdão sempre caminham juntos”.

Os católicos também priorizam o perdão, nas igrejas é comum faixas com a frase “o perdão é cura e elemento para a salvação”.

No caso da deputada Ângela Sousa, o sentimento nocivo, causado por Jabes, é mais do que visível e já virou motivo de piada, já que o ex-prefeito, sabendo dessa fraqueza, a utiliza com frequência, procurando irritar a sua ex-vice-prefeita.

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PAPAI NOEL E POLÍTICOS HONESTOS EXISTEM?

Por Daniel Thame.

daniel2Quando a gente pensa que já viu tudo na política, sempre aparece mais alguma coisa para ser vista,

Quando se acha que chegamos ao limite do lamaçal, aparece ainda mais lama.

As cenas do governador de Brasília, José Roberto Arruada, do DEM, recebendo dinheiro desviado dos cofres públicos são uma daquelas coisas que causam asco.

Nas imagens, Arruda recebe um pacote de notas que somam cerca de 100 mil reais. Gato escaldado, diz ao homem que lhe entregara o dinheiro que era melhor que o pacote fosse entregue em outro local.

Sabe como é, alguém poderia estranhar vê-lo saindo com aquele embrulho e…

Depois, escaldado, mas faminto, pede que o assessor arrume uma sacola de compras para colocar o dinheiro.

Gatuno, chega a se afundar no sofá, enquanto espera a sacola providencial, que segundos depois a imagem flagra sendo discretamente levada por outro assessor.

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