SCHOPENHAUER E A CONDIÇÃO HUMANA

Arthur Schopenhauer
Arthur Schopenhauer

Para encerrar o feriadão.

“Mas assim como nosso corpo explodiria se lhe fosse subtraída a pressão da atmosfera, assim também se a pressão da necessidade, dificuldade, contrariedade e frustração das pretensões fossem afastadas da vida dos homens, sua petulância cresceria, se bem que não até estourar, contudo até as manifestações desenfreadas da loucura mesmo do delírio.

Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem durante toda a vida a sorte da maioria das pessoas. Porém se todos os desejos, apenas originados já estivessem resolvidos, o que preencheria então a vida humana, com que se gastaria o tempo?

Que se transfira o homem a um país utópico, em que tudo crescesse sem ser plantado, as pombas revoassem já assadas, e cada um encontrasse logo e sem dificuldade sua bem amada. Ali em parte os homens morrerão de tédio, ou se enforcarão, em parte promoverão guerras, massacres e assassinatos, para assim se proporcionar mais sofrimento do que o posto pela natureza. Portanto para uma tal espécie, como a humana, nenhum outro palco se presta, nenhuma outra existência”.

De Arthur Schopenhauer, extraído do capítulo XII (contribuições à doutrina do sofrimento do mundo), da obra “Parerga e Paralipomena”.

PAI CIDÃO, MARIA LUIZA HEINE E HITLER

Por mais estranha que pareça esta relação, os três têm um discurso em comum.

Hitler pregava a pureza dos arianos, Maria Luiza e Cidão “acham” que o caboclo é um índio “impuro”.

Tal como o “Fuhrer”, ambos fazem apologia do conceito de “raça pura”, que se baseia nas características fenotípicas, ou seja, da aparência, desconsiderando a genética e a cultura.

Digamos que o filho de um alemão e uma negra brasileira, nasça com as características do pai, branco, de olhos azuis. A criança não é negra? Em relação a aparência, ela não tem a pele da mãe, mas, se pensarmos em sua genética, com certeza o cidadão germano-brasileiro é também um negro, e isto é o que interessa para a antropologia moderna, praticada e estudada por profissionais sérios.

Acredito que a professora Maria Luiza Heine tenha cometido erros conceituais graves, pois é evidente que ela não é nazista, sendo pelo que tudo indica, apenas despreparada para debater o tema.

No caso de Pai Cidão, notável por falar besteiras, trata-se de um fanfarão, um “antropólogo mambembe” que fala bonito e com garbo, mas que, na verdade, não diz nada, absolutamente nada.

O assunto será motivo de uma publicação esclarecedora, tratada com muito cuidado por este Blog.

É so aguardar.

TELEANÁLISE: PROVA NA CUECA E ABERRAÇÃO LOCAL

Por Malu Fontes.

malu fontesDiante da notícia de que mais de quatro milhões de estudantes de todo o Brasil seriam prejudicados e impedidos de realizar, no último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pelo fato de as provas terem sido vazadas, o raciocínio do telespectador e do leitor de informação tendia a ser óbvia: ladrões certamente muito bem informados, articulados, de posse de informações estratégicas e privilegiadas teriam conseguido furar o bloqueio de um esquema de segurança poderoso do Ministério da Educação nos locais de processamento das provas para conseguir surrupiar material tão valioso. O roubo provocou uma bola de neve na agenda não só dos 4,1 milhões de estudantes e suas famílias, mas principalmente no calendário de vestibulares de todas as universidades do país, sobretudo as públicas, uma vez que falar em vestibular quando associado a boa parte das faculdades privadas tende a soar hoje como piada.

No entanto, com o avanço das investigações policiais e da cobertura massiva do caso pela imprensa, o que se viu foram revelações inacreditáveis de tão toscas e primárias acerca do cenário e da modalidade da ação dos criminosos. No lugar de ladrões espertos e articulados que tentaram ganhar 500 mil reais vendendo as provas a jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo, apareceram três patetas mais para ladrões de galinhas, tão limitados quanto uma porta. Para roubar a prova mais importante do país só precisaram enfiar umas folhas de papel na cueca e outras embaixo de um casaco, enquanto trabalhavam no espaço da gráfica onde eram impressas as provas. Saíram pela porta da frente tranquilamente.

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A BALA PERDIDA ENCONTROU MARIA EDUARDA

Por Daniel Thame.

daniel2Na mesma semana em que um infarto fulminante impediu Ferreirinha de chegar aos 100 anos, uma bala perdida impediu a pequena Maria Eduarda Ribeiro Dias de ultrapassar seu primeiro ano de vida.

O quase um século de Ferreirinha, morto no domingo; e o apenas um aninho de Maria Eduarda, assassinada com um tiro no peito na segunda-feira, formam o contraste de uma cidade capaz de garantir a longevidade de uns, mas incapaz de impedir a morte mais do que precoce de outros.

O fazendeiro Ferreirinha, morava na Zildolândia, um bairro classe média de Itabuna. Viveu o suficiente para, aos 85 anos, casar-se com a estudante Iolanda, então com 16 anos, uma paixão arrebatadora e ao mesmo tempo inusitada, que lhe rendeu fama internacional e o título de “Garanhão de Itabuna”, que ostentava com indisfarçável orgulho.

Ao morrer, após lutar bravamente contra uma seqüência de enfermidades, Ferreirinha já tinha seu nome inscrito na história de Itabuna. Seu sepultamento reuniu centenas de pessoas, entre familiares, amigos ou simples curiosos, que o conheciam apenas por conta da fama.

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A VIDA SEXUAL DA PERERECA

De Malu Fontes.

malu fontesPor mais que um indivíduo de bom senso se esforce, jamais entenderá como funcionam, ou melhor, como não funcionam, determinadas engrenagens burocráticas governamentais brasileiras. Tudo bem que o planeta corre risco, o aquecimento global está aí com suas tragédias, a vida na terra está ameaçada, a água pode acabar, os animais precisam ser protegidos da ação predatória humana e a televisão ensina com uma musiquinha que todo mundo deve fazer xixi durante o banho para salvar o mundo.

Tudo isso o cidadão esclarecido é capaz de entender. Já o mesmo não ocorre quando este mesmo indivíduo se põe a pensar por que raios, mesmo com a reunião de todos os esforços dos governos federais, estaduais e municipais não se consegue não apenas erradicar o analfabetismo no Brasil, como, ao contrário, ele cresce até mesmo em regiões estratégicas, como São Paulo e Brasília. Esse mesmo cidadão é mais incapaz ainda de entender como o poder público, pensado de novo como sinônimo das três esferas, é incapaz de retirar das ruas das grandes cidades o imenso exército de crianças miseráveis que equivalem a um celeiro de vidas sem futuro, condenadas que estão a serem incorporadas aos exércitos urbanos do tráfico e a serem soterrados em cemitérios antes de atingir a maioridade.

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SEXO VIRTUAL É TRAIÇÃO?

CAROLINA DINIZ

Por Carolina Diniz.

São vários os fatores que levam à traição: questões culturais, carências, insatisfação em relação a desejos e expectativas com o (a) parceiro (a), vingança, a busca pelo novo, o estímulo provocado pela sensação de perigo, ou mesmo de poder.

“A idéia de posse existe em quase todas as relações estáveis e as cobranças de fidelidade são normais e aceitas pela sociedade.”

Segundo o Aurélio:

Traição. (do lat. traditione,entrega)1.Ato ou efeito de trair (se). 2. Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo. 3. Perfidia, deslealdade, aleivosia. 4. Infidelidade no amor.

Os avanços da internet trouxeram consigo uma novidade nos relacionamentos, o sexo virtual.

Isso é traição?

Este assunto tem duas vertentes bem distintas. Para algumas pessoas, a traição é só consumada quando existe um contato de pele entre os interessados. Para outras, traição é o simples – ou não – fato de ter qualquer interesse físico e/ou envolvimento sexual por outra pessoa que não seja você. Não faz diferença se o envolvimento acontece através de uma webcam ou no quarto de um motel. Relacionou-se com outra pessoa que não seja o parceiro, TRAIU!

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CAPITÃO AZEVEDO TRABALHA, NEWTON LIMA SE ESCONDE NO PALÁCIO

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O vice de Fernando Gomes dá aula no vice de Valderico Reis.

Quando Capitão Azevedo, prefeito de Itabuna, venceu as eleições do ano passado, este blogueiro pensou que a cidade cortada pelo Rio Cachoeira viveria um período “Valderico Reis”.

O populismo exacerbado e o estilo “do povão”, presentes na campanha, indicavam um desastre administrativo.

Felizmente não. Azevedo montou uma boa equipe, e está surpreendendo.

Os funcionários públicos de Itabuna estão recebendo 50 % do décimo terceiro, na data de aniversário. Este é um pequeno exemplo da organização da máquina.

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REALIDADES E ABERRAÇÕES

Por Elias Reis.

Elias ReisTRAUMATIZADA POR ABUSOS SEXUAIS SOFRIDOS NA INFÂNCIA, MARINA MAGESSI, DESABAFA: “Meu tio me pedia que sentasse nua no colo dele, também nu. Eu tinha apenas 5 anos de idade. Me fazia mexer em cima do pênis dele…)”.

Hoje, aos 50 anos, eleita deputada pelo PPS do Rio, Marina fez de sua experiência uma bandeira. Ela é autora de um projeto de lei que busca coibir a ação de pedófilos por meio de castração química, inibindo a libido masculina. A droga injetada na corrente sanguínea do pedófilo causa-lhe, imediatamente, perda da ereção e desejo.

Das perversões sexuais que conhecemos, a mais revoltante é a pedofilia. O pedófilo abusa de um ser sem consciência do que está sendo vitima. A pedofilia é algo inaceitável, é uma violação a dignidade humana, é algo que extrapola a pior das barbaridades. Toco neste tema em função de recentes acontecimentos ocorridos pelo país e pelo Mundo. Quem não se lembra do monstro Josef Fritzl, da Áustria? Semana passada, um senhor de 72 anos foi preso em São Paulo. Vinha abusando de uma garotinha de 7 anos, inclusive já com penetrações. Esse sujeito era o seu avô. Em Mato Grosso, na cidade de Sinop, um pai de 42 anos foi denunciado por manter relações sexuais com o filho de 5 anos. Além de fazer sexo anal com o filho, forçava a criança a fazer sexo oral e a engolir o sêmen. Já em Belém/PA, um rapaz de 19 anos foi pego acariciando e beijando a vagina de uma criancinha de dois anos. Este monstrinho era vizinho e amigo dos pais da criança.

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“TIA, ME DÁ O LÁPIS AÍ”

Por Daniel Thame.

daniel2Lá pelos idos de 1995, durante uma viagem à Cuba, país que nas décadas de 60 e 70 do século passado alimentou a fantasia revolucionária e socialista de uma geração oprimida pela ditadura militar brasileira, deparei-me com vários estudantes que, em vez de pedir dinheiro, apontavam para o bolso da camisa e pediam lápis e canetas.

Isso mesmo, lápis e canetas!

À época, com a derrocada da União Soviética e do esfacelamento do bloco socialista na Europa, Cuba vivia o chamado “período especial”, com racionamento de alimentos, energia elétrica e de combustíveis. Produtos banais como sabonetes, absorventes, pasta de dentes, lápis, canetas e cadernos se transformaram em “artigos de luxo” para os cubanos.

Era de cortar o coração observar meninos e meninas que, graças ao eficiente e gratuito sistema educacional cubano, já falavam dois ou três idiomas e que seriam futuros médicos, engenheiros, arquitetos, físicos, etc., abordarem os turistas para pedir material escolar.

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MÁCULAS E ESPINHOS

Elias ReisJá dizia minha avó Isaura, que a inveja mata. Creio que ela era criancinha lá em Mocambo (Frei Paulo), no estado de Sergipe, quando ouviu isso, possivelmente da sua avó. Assim deve ter sido desde o começo dos tempos. E não é de hoje que a inveja é uma praga no jardim da humanidade. Caim Matou Abel por quê? Inveja! Se há milênios os irmãos já se matavam por tal motivo, não é de estranhar que num mundo competitivo a situação seja diferente. Tem gente que se mata por não suportar ver o outro de bem com a vida e se relacionar bem com as pessoas. Esquece até de suas virtudes. Eis aí a questão. Ao contrário do que muitos pensam, a inveja não se caracteriza por alguém querer ser melhor do que o outro, mas em não querer que o outro seja melhor. Como se vê, a inveja é cega e egoísta.

Querer ser como o outro não pode sempre ser classificado como inveja. Os bons exemplos estão aí para serem seguidos, sem eles a humanidade ficaria engessada. E a humanidade vive se superando, o que é necessário para sua sobrevivência. Quando vemos alguém sendo reconhecido devido ao seu empenho, trabalho ou estudo, devemos seguir esse exemplo. Espelhar-nos nas pessoas que são modelos é um passo para sermos melhores. Se eles, tão humanos como nós, conseguiram atingir um estado avançado em determinada área, nós também poderemos fazer o mesmo. Lógico que é preciso ir à luta! Não chamaria isso de competição, mas evolução. Como se costuma dizer, o discípulo um dia supera o mestre. Todos esperam isso, a começar pelo próprio mestre.

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AS MENINAS DO VIADUTO PAULO SOUTO

Primoroso artigo de Daniel Thame.

as meninas do viadutoUma foto, às vezes, “fala” mais do que mil, milhões de palavras.

Em sendo assim, o que acrescentar à foto do repórter Oziel Aragão, que mostra duas adolescentes, de 14 e 16 anos, se prostituindo no viaduto Paulo Souto, no trevo entre a BR 101 e a BA 415?

Tirando essa maldita mania bajulatória de se dar nome de políticos vivos pontes, viadutos, prédios públicos e quetais, verdadeira praga nacional, a foto revela justamente a ausência do poder público, a histórica inoperância dos nossos governantes para combater essa outra praga: a exclusão social.

Pode parecer ingênuo ou piegas, mas se houvesse menos investimentos em viadutos, pontes e prédios faraônicos que alimentam a vaidade de quem lhes empresta o nome e, não raro, engorda dos bolsos de quem patrocina a obra; e fossem injetados mais recursos em educação, saúde, esporte e geração de empregos, muito provavelmente essas duas jovenzinhas não estariam ali, sob o viaduto, comercializando o corpo e a alma.

As duas meninas captadas pelas lentes de Oziel Aragão, se prostituindo em troco de 5 ou 10 reais, submetidas a humilhações, constrangimentos e muitas vezes agressões físicas; se multiplicam em viadutos, postos de gasolina e restaurantes ao longo da BR 101 e em outras rodovias brasileiras.

São centenas, milhares delas, num desfile de corpos desde cedo marcados pela brutalidade. Meninas-moças precocemente transformadas em mulheres sofridas, sem presente e sem perspectiva de futuro.

Jovenzinhas que deveriam estar na escola ou em atividades de esporte e lazer, lançadas à incerteza das estradas da vida.

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A PARADA GAY E O DEDO QUEBRADO DE SAPHO

foto 3Estão dizendo que Ilhéus não é conservadora, já que tem em sua praça mais conhecida, uma estátua da poetisa grega Sapho, referência literária importante, não só pelo lirismo irretocável dos seus poemas, como também, pela coragem de assumir o amor por Átis, sua amada companheira.

Já que Sapho justifica “A Parada Gay”, sugiro aos seus organizadores que desenvolvam uma campanha para a recuperação do monumento.

Movimentos sociais efetivos promovem a conscientização dos valores através de ações.

Homens musculosos dançando em cima de trios elétricos, podem até servir para a quebra de paradigmas e preconceitos, mas, na modesta opinião deste blogueiro, ficam mais caracterizados pela ruborização que provocam aos que se sentem tentados ou afrontados.

Sinceramente, ouso dizer que prefiro os poemas de Sapho à histeria ‘rebolante” que só acontece uma vez por ano, causando risos.

É a minha opinião, aberta para discussões.

Ao invés do rebolado repetitivo, porque não a recuperação da estátua?
Ao invés do rebolado repetitivo, porque não a recuperação da estátua?

CLASSE MÉDIA, PENSAMENTO PEQUENO

De Maria José Moreno.

cao+limpando+a+merdaÉ uma lástima circular no meu bairro, Hernani Sá, que tem características de classe média baixa em Ilhéus, suas ruas são cheias de “fezes” de cachorro. Precisamos andar com muito cuidado pra não pisar nessas verdadeiras “minas” terrestres.

Normalmente o incômodo mais lembrado quanto a esse desleixo geral, é do mau cheiro que fica no sapato quando as pisamos acidentalmente. Mas esse é dos males o menor, o pior é acreditar que levar seu animal à rua para defecar seja algo correto, sinceramente esse não deveria ser um pensamento da classe média, pois é “Medieval”, nos remonta ao tempo em que o ser humano deixava seus próprios “excrementos” à toa.

Não agravando a todos, visto que creio que toda unanimidade é burra, mas infelizmente a maioria da população de nossa cidade independente da classe social sente nojo de recolher o “cocô” de seu cão com um saco plástico como é feito em locais mais civilizados a exemplo do Sul do nosso país, ou da Europa. Aqui se faz de conta que a “merda” do cachorro é mais limpa que a nossa.

Precisamos enquanto coletividade rever nossos conceitos acerca do ambiente público. As ruas por serem públicas são tratadas como área de ninguém, sendo que são de todos nós, veja você que aquela mosca que lambuza as patinhas na “bosta” lá de fora é a mesma que pousou em sua sopa.

E viva Raul!

A ÚLTIMA VÍTIMA

manuel leal

Artigo de Daniel Thame.

A Bahia viverá na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, um momento único por aquilo que traz de simbolismo.

Neste dia, que já pode ser qualificado como histórico, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo da Bahia realiza um ato de reparação, reconhecendo a responsabilidade do estado no assassinato do jornalista Manuel Leal, por não garantir sua segurança e liberdade de expressão.

Trata-se da primeira vez que um estado brasileiro acata uma recomendação do Comitê Interamericano de Direitos Humanos, entidade que solicitou a reparação.

Manuel Leal, diretor do semanário A Região, foi assassinado em janeiro de 1998, numa emboscada em frente à sua residência no Jardim Primavera, bairro da periferia de Itabuna, a poucos metros das sedes da Polícia Civil e do Batalhão da Polícia Militar.

Na época, o jornal vinha fazendo denuncias fartamente comprovadas contra autoridades municipais e estaduais.

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NOVELA DA VIDA IR(REAL)

daniel2

Artigo de Daniel Thame.

São 20;45 minutos numa sala de aula de uma faculdade em Itabuna. Os alunos estão impacientes. Nada a ver com a complexidade do assunto abordado ou com a prova difícil na próxima aula.

A impaciência é em função do início da novela, que está nos capítulos finais. Na impossibilidade de se chegar em casa, a televisão da cantina será proverbial.

O mocinho da novela, que morreu mas não morreu na explosão de um trem, após descobrir que seu filho não era seu filho, vai continuar com a mocinha sofredora, que começou a novela amando um intocável e depois se tocou que o melhor era amar alguém que poderia tocá-la todos os dias?

A vilã da novela, tão má quanto bonitinha, vai pagar pelos seus incontáveis crimes ou dará um jeitinho de se safar da cadeia para aplicar novos golpes?

O empresário que também morreu mas não morreu para poder fugir para Dubai e ficar com a grana que desviou da empresa da família e depois se arrependeu, receberá o perdão dos que lesou?

São 13;30 minutos num restaurante de Cruz das Almas. Um grupo de cinco pessoas, todos servidores do estado, almoça e conversa animadamente. O assunto não é a greve dos professores nem a explosão de violência em Salvador.

É o final da novela.

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A INTERNET E A LIBERDADE

Cláudio LemboArtigo do ex-governador de São Paulo e professor universitário Cláudio Lembo.

Fonte: Terra Magazine.

Liberdade para o novo espaço público

Uma revisão da legislação eleitoral encontra-se em curso no Parlamento. Após aprovação na Câmara Federal, a proposta legislativa foi encaminhada ao Senado Federal.

Essa Casa de revisão, na última quarta-feira, por sua Comissão de Constituição e Justiça, elaborou o relatório final. Este foi enviado ao plenário para deliberação dos senadores.

O texto a ser colocado em votação entrará em pauta no próximo dia 9 deste mês de setembro. Ele, apesar de sua pobreza, aborda assuntos relevantes na evolução da próxima campanha eleitoral.

Entre os temas causadores de maiores polêmicas, encontra-se a internet, um instrumento de comunicação que, ao somar internautas, criou a praça pública comum a todos os cidadãos.

Nunca os velhos tratadistas de ciências sociais poderiam imaginar que um dia toda a cidadania estaria reunida frente a uma tela iluminada, onde idéias e candidatos são expostos sem o alarido dos antigos comícios.

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