TELEANÁLISE: NOTÍCIAS DO INFERNO

malu fontesPor Malu Fontes.

No rastro deixado pela onda de violência extrema que varre a zona norte do Rio de Janeiro, nunca a televisão abordou tanto um tema que hoje é dos mais assustadores da realidade brasileira: o tráfico de drogas. Incluiu-se no agendamento os tentáculos e os fenômenos satélites do tráfico, como o comércio internacional de armas, a contribuição militar nas fronteiras, a corrupção policial em torno do fenômeno e, como não poderia deixar de ser, o ponto nevrálgico do assunto: o consumidor.

Como a imprensa brasileira não é muito dada a abordar sem pudor o consumo social e esporádico de drogas pesadas, como a cocaína, até porque esse universo, muitas vezes, está literalmente embaixo do seu próprio nariz, nada mais apropriado e chocante que trazer à tona o que todo mundo já sabia mas nunca se tinha dito com tamanha clareza: a virulência com que o crack já se alastrou pelas mais diversas classes sociais no país, escapulindo das fronteiras da dependência e tornando-se um dos mais inabordáveis desafios para as famílias, as políticas de assistência à saúde e a segurança pública.

CELA – Para ilustrar à perfeição o tumor intratável em que o consumo do crack se tornou nos últimos 10 anos, um rapaz de 26 anos, sob o efeito da droga, assassinou no final de semana a namorada na zona sul do Rio, pelo simples fato de esta tentar demovê-lo do vício. E haja notícias produzidas diretamente do inferno das cracolândias domésticas país afora. Viu-se nos telejornais uma mãe em Aracaju que entregou os filhos de 10 e 14 anos ao Ministério Público por não mais saber o que fazer com ambos, dependentes. Em Pelotas (RS), uma família construiu dentro de casa uma cela para o filho descontrolado, com o afeto e o humor desmodulados a ponto de representar risco para toda a família e quem mais dele se aproxime.

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DONA MARLENE, NOS BRAÇOS DE JESUS

daniel2Por Daniel Thame.

Nos tempos de antanho, Buererema, Itajuipe, Coaraci, Ibicaraí, Jussari, etc., sempre que eram citadas, recebiam a indicação de pacatas cidades.

A pacata Buararema, a pacata Itajuipe, a pacata Coaraci…

Era uma espécie de contraponto às agitadas cidades de Itabuna e Ilhéus, metrópoles regiões, com o ônus e o bônus que o crescimento oferece e impõe.

Era também a confirmação de que se tratava de cidades tranqüilas, onde os moradores se conheciam e se respeitavam e em que a violência era quase uma abstração, de tão insignificante, reduzida a ocorrências, do tipo brigas, furtos e pequenos assaltos.

Assassinato, quando havia, era um acontecimento a ser lembrado por meses a fio.

Assim como a palavra “antanho”, caída em desuso, vão longe esses tempos de paz e tranqüilidade.

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A SEGUNDA MORTE DO PROFESSOR ÁLVARO

daniel2Por Daniel Thame.

Mais de quarenta dias se passaram desde que o professor Álvaro Henrique Santos, dirigente da APLB-Sindicato em Porto Seguro foi barbaramente assassinado, num típico crime de mando. Na mesma emboscada, ficou ferido o também professor Elisnei Pereira.

Álvaro Henrique vinha liderando uma grande mobilização em defesa da categoria, numa campanha salarial acirrada, o que levanta suspeitas, não comprovadas, de que sua morte tenha ligação direta com a militância sindical.

Após sua morte, os colegas fizeram várias manifestações para exigir uma investigação rigorosa, no sentido de prender e punir os responsáveis.

Chegaram, inclusive, a encaminhar um documento ao Governo do Estado, na expectativa de que um crime tão brutal não fique impune.

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TELEANÁLISE: GUERRA OLÍMPICA

malu fontes

Por Malu Fontes.

Há pouco mais de 20 dias, no dia 02 de outubro e nos dias próximos, imagens aéreas e deslumbrantes da cidade do Rio de Janeiro correram as emissoras de TV de todo o mundo, quando o Comitê Olímpico Internacional escolheu a capital fluminense para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. As imagens, encomendadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro ao cineasta Fernando Meirelles, encantaram o mundo, deram um empurrão e tanto para a decisão do COI e fizeram a comitiva brasileira ir às lágrimas quando da sua exibição na Dinamarca. Meirelles, louvado aqui e alhures pela belezura das cenas que mostravam o Rio como a cidade maravilhosa e irretocável que é, cantada e decantada no cancioneiro popular, reagia com modéstia aos elogios. Dizia que não fez nada demais, que não fez ficção, não criou efeito especial algum, apenas mostrou uma cidade linda, como de fato o Rio é e continuará sendo.

O país, quase inteiro, mimetizou a reação de explosão de euforia encabeçada pelo choro do presidente Lula, pelos pulos, lágrimas e berros do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes, de Pelé, que de tão tonto e embevecido confundiu Michael Jordan com Michael Jackson, Hortência, Paulo Coelho e trocentos papagaios de pirata. Quem não euforizou junto foi imediatamente guindado à condição de urubu, corvo ou qualquer coisa agourenta. Onde já se viu contrargumentar falta de dinheiro para tanto, problemas estruturais urgentes do país, risco em potencial de empreiteiros devorarem metade dos recursos das obras? Tudo coisa de gente pessimista, sabe-se.

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JESUS, JUDAS E LULA

judas beija jesus

Por Daniel Thame.

É de causar estranheza da reação de alguns setores, Igreja Católica à frente, a uma frase bobinha do presidente Lula, acerca de uma hipotética aliança de Jesus com Judas, caso o Redentor retornasse a Terra e, em vez de redimir os homens do pecado, separar os bons dos maus, levar os bons para o Reino dos Céus e encaminhar os maus para o fogo eterno dos infernos; resolvesse exercer algum cargo público de relevância, presidente da República, por exemplo.

Useiro e vezeiro em usar metáforas, geralmente com o futebol, Lula justificou alguns acordos que faz para manter a governabilidade dizendo mais ou menos o seguinte:

-Se Jesus fosse presidente, teria que fazer acordo até com Judas…

Judas Iscariotes, como todos sabem, foi o discípulo que, segundo os Evangelhos, traiu Jesus e, com um singelo beijo, entregou-o aos romanos.

A traição de Judas talvez ficasse em segundo plano na História caso o povo, já naquele tempo com uma vocação inacreditável para votar errado, instado por Pôncio Pilatos a escolher entre Jesus e Barrabás (um ladrão, precursor de uma considerável parcela de políticos), não tivesse optado por Barrabás.

Escolheu o ladrão!

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FILHA EXPULSA, MÃE DEMITIDA

Do Política Et Cetera.

Do Blog do Gusmão: siglas diferentes, práticas idênticas.
Do Blog do Gusmão: siglas diferentes, práticas idênticas.

Infelizmente, não é mais possível separar os políticos em função dos partidos. Seria mais fácil se existissem o Partido dos Bons e o Partido dos Salafrários, pois a identificação seria clara e objetiva. Mas não é assim…

A itabunense Cristiane Bittencourt sempre foi apaixonada pelo PT e, por convicção, militou sem ser filiada durante anos. Como já estava mesmo envolvida com a legenda, decidiu “assinar a ficha” em 2006, para desempenhar sua militância sem qualquer restrição.

Cristiane tinha paixão pelo partido. Participava das campanhas, ia às caminhadas e até costurava bandeiras em sua casa no bairro Mangabinha, trabalho que era dirigido por sua mãe, Dona Genália Araújo Santos, uma sexagenária que se contagiou pela paixão da filha.

Vieram as eleições, o PT conquistou o poder estadual em 2006. Naturalmente, lembraram de Cristiane, que é professora de educação física, enfermeira e tem pós-graduação em auditoria. Mas lhe arranjaram um cargo qualquer, de pouco mais de um salário mínimo, na Direc 7, onde seus estudos e conhecimentos eram subaproveitados. A mãe, Dona Genália, virou secretária de uma escola estadual.

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LULA, O FILME: A CAMPANHA ESTÁ NO AR

lula o filho do Brasil

Por Vitor Hugo Soares para o Terra Magazine.

Está prontinho da silva o que deverá ser uma das pedras de toque da campanha presidencial de 2010. Falo do filme “Lula, o filho do Brasil”, que abrirá o 42º Festival de Cinema de Brasília, mês que vem. Em janeiro de 2010 entrará no circuito das casas exibidora do país, a superprodução dirigida por Fabio “Quatrilho” Barreto.

Um “trailer oficial”, porém, já está disponibilizado pelo You Tube e começa a invadir sites, blogs e portais da Web. Um aperitivo e tanto para a grita e polêmica que seguramente virão ainda antes do longa metragem chegar à telona e às telinhas.

A oposição, aparentemente, ainda não teve tempo de dar uma olhada no trailer. Perde tempo, mais uma vez. Demora a perceber que o estrago que a “odisséia” filmada de Lula irá provocar nos planos do PSDB, DEM e aliados de emplacar o sucessor do atual ocupante do Palácio do Planalto, deverá ser maior que o causado pelo recente périplo presidencial ao longo de três estados (MG, BA, PE), ao longo das barrancas do Velho Chico.

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COMPETÊNCIA RELACIONAL

Elias ReisPor Elias Reis.

O QI (Quociente de Inteligência) não é um fator isolado para o sucesso de uma pessoa na vida profissional e na vida privada ou familiar. Hoje, alguém que almeja ser feliz de modo pleno precisa contar com um conjunto de qualidades aplicadas. Trocando em miúdos: deve ser bem preparado intelectual e afetivamente. Precisa ser dotado do chamado QE (Quociente Emocional), que nada mais é do que o jogo de cintura ou a capacidade de se relacionar bem com as pessoas: saber falar, ouvir e argumentar e, sempre olhando direto nos olhos, sem esquivar. Isso parece simples, mas muitas pessoas não equilibram esses fatores em suas vidas. Aquele que fala muito é um chato de galocha, quem só ouve é um mudo e quem não fundamenta seus argumentos não estabelece um diálogo nem expõe as idéias com clareza. E, mesmo fundamentado, é preciso respeitar a opinião do outro, suas limitações.

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MESSIANISMO A DOENÇA INFANTIL DO ECO-LOGISMO

gerson marques

Por Gerson Marques.

As manifestações de alguns ambientalistas de Ilhéus contrárias à realização aqui de um evento internacional de surf, somente porque este tem o patrocínio da Bahia Mineração, confirma os maiores temores que tenho em relação a esta campanha anti-Porto Sul.

Há bem da verdade, já estava difícil entender uma associação de grupos tão diferentes em torno de um só objetivo: Barrar a construção do Porto Sul em Ilhéus.

Nesta campanha existe uma maquiavélica aliança do movimento ambientalista de Ilhéus com especuladores imobiliários que fatiam e loteiam a Praia do Norte há anos, hoteleiros estrangeiros e seus mega resorts construídos com madeira ilegal retirada da Mata Atlântica e um grupo de origem britânica, que por sinal esta envolvido até o pescoço em crimes internacionais de lavagem de dinheiro e outras mazelas mais, pelas quais inclusive respondiam a processos criminais em seis países, antes de desaparecerem de forma misteriosa em um avião que nunca foi achado, episódio, aliás, sobre o qual pairam diversas dúvidas inclusiv e na polícia.

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A TÍTULO DE INFORMAÇÃO POR MARCOS PENNHA

Marcos_Pennha[1]Exercendo o meu direito de resposta, diante da repercussão causada pela publicação da charge envolvendo minha pessoa, venho aqui prestar alguns esclarecimentos aos internautas-leitores, amigos e conhecidos, que me ligaram ou enviaram mensagens, querendo saber do que se tratava a historia. Sinto a necessidade de responder a todos e informar aos meus 3 mil contatos de e-mail, pois pretendo nunca mais tocar nesse assunto, que considero nefasto.

Eu, na minha coluna de humor no jornal FOCO – o qual sou repórter, redator e editor – escrevi uma historia fictícia, com um personagem identicamente ficticio. O personagem atende pelos apelidos Barganha e Gagá de Ouro. Barganha, porque ele vivia da troca tipo “você me dá um dinheiro e eu falo bem de ti”. Gagá de Ouro, porque ele, aos 70 anos não se encontra mais lúcido, e por ser natural de Ouro Preto (MG). Gagá entrou na escolinha “Iniciozinho de Vida” e, com menos de dois meses, já alardeava que já sabia fazer o ‘ó’ sem usar o copo. Desempregado, dependente das finanças da mulher, pediu dinheiro a ela para investir na compra de uma máquina digital. Comprou e lançou um jornal. Por ser um jornal com 80 % de foto e por amar a Bahia, batizou o jornal com o nome de Foto Bahia. O slogan: “Um folhetim pra florear a vaidade”.

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TELEANÁLISE: VIVER A VIDA EM CÍRCULOS

malu fontes

Por Malu Fontes.

Há cerca de um mês no ar, é fato que ‘Viver a Vida’, o novelão das nove da vez, sob a responsabilidade de ‘Maneco’, como os telenoveleiros ditos descolados preferem chamar o novelista Manoel Carlos, ainda não disse a que veio. Sem uma estrutura dramática mínima, mesmo que multifacetada em diversos núcleos, como é a marca registrada do autor, Viver a Vida tem chamado mais atenção por suas características extrínsecas à trama do que por suas qualidades dramatúrgicas. Se o aferidor de qualidade da novela for a quantidade de pautas e teminhas descartáveis que ela consegue agendar na imprensa cor de rosa, então é um sucesso.

Onze entre 10 revistas de moda e de fofocas e suas versões televisivas ressaltam dia sim e outro também a elevação do crespo que caracteriza os cabelos de Thaís Araújo à condição de proposta fashion e de novo hit das cabeças femininas. Mesmo que de natural o cabelo da heroína tenha pouco ou quase nada, resultado que é de um aplique chiquérrimo produzido por cabeleireiros hypados do Leblon e do Projac. Além de ser objeto de notícia pela beleza dos seus cachinhos volumosos, Thaís também é citada como a primeira protagonista negra do horário nobre em onze a cada 10 textos desses que ninguém perde nada não lendo. Anuncia-se o fato com tons de conquista a ser celebrada pelos movimentos afirmativos dos negros.

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TORCENDO PARA O INIMIGO

argentinaPor José Luiz Teixeira para o site Terra Magazine.

Bem sei que posso me expor ao desprezo de todos vocês, meus sete ou oito leitores, mas confesso:

Torci para a Argentina vencer o Uruguai, na última quarta-feira, e se classificar para a Copa do Mundo na África do Sul.

De todas as manifestações que ouvi no rádio e na televisão, fico com a simplicidade do nosso centroavante canarinho Luís Fabiano:

“Eles tem um grande time; sem eles, a Copa perderia um pouco seu brilho”, afirmou, aparentando sinceridade, a uma emissora de rádio.

Concordo. Nunca fui bom em nenhum esporte, mas nunca gostei de competir com adversários piores do que eu – se bem que sempre foi difícil encontrá-los.

Não gosto do Maradona, nunca tive vontade de conhecer Buenos Aires, não entendo como um povo alfabetizado pode idolatrar Isabelita (se fosse a dos patins, vá lá!) e o seu o sotaque “castejano” dói nos meus ouvidos.

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UM PEQUENO MODELO DAS PARCERIAS DE JAILSON NASCIMENTO COM A IMPRENSA

emilio1Um político de Ilhéus extremamente conhecido e combativo foi convidado a dar entrevista em um determinado programa de rádio.

Antes de iniciar o bate-papo, o apresentador (a) advertiu: “Amigo! Não bata na saúde. Jailson “ajuda” o programa e tem quebrado uns galhos pra mim dentro da secretaria”.

Desta forma, o presidente da câmara de vereadores de Ilhéus vem montando uma blindagem em torno do seu nome.

Grande parte da imprensa cobriu as denúncias do conselho municipal de saúde, sobre possíveis irregularidades na gestão dos recursos do SUS, mas, infelizmente, ninguém citou o nome do vereador do Malhado, personalidade tida nos meios político e jornalístico, como “aquele que manda” na saúde de Ilhéus.

Chamo atenção dos meus colegas que prezam pela seriedade, que não se curvem diante das mesadas distribuídas pelo vereador Jailson Nascimento. O dinheiro não é dele, além do mais, o poder legislativo tem o dever de incentivar os meios de comunicação, através da compra de espaços, porém, isto não significa que devemos ficar calados diante dos  erros cometidos contra a população. Acima de tudo, devemos cumprir o nosso papel social com independência, mantendo sempre uma distância necessária das “estruturas sedutoras” do poder.

REGRAS, PARTIDOS E CANDIDATOS. MUITOS CANDIDATOS!

Elias Reis

Por Elias Reis.

Além de nós ilheenses termos que eleger governador e senador, escolheremos, em outubro próximo, precisamente daqui a doze meses, nosso candidato a deputado estadual e federal. E, se ao fazermos essa escolha não considerarmos o seu partido ou coligação, corremos o risco de votar em pessoas decentes e, no entanto, ajudarmos a eleger os piores políticos do nosso estado.

Diferentemente das eleições majoritárias – governador e senador -, nas quais os candidatos disputarão uma única vaga, nas proporcionais os candidatos disputarão várias vagas. O estado da Bahia, por exemplo, tem aproximadamente 9.1 milhões de eleitores e 39 vagas na Câmara Federal. Presumindo que 15% dos eleitores deixem de votar ou votem nulo, serão 7,4 milhão de votos válidos para eleger os 39 deputados federais: 190 mil votos por vaga (este número, que varia de um estado para outro, é o que se chama quociente eleitoral). Para entender por que tantas pessoas entram numa eleição que é tão difícil ganhar, é preciso conhecer as suas regras.

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OS SEM TERRA, OS SEM JUÍZO E OS SEM ESCRÚPULOS

Por Daniel Thame.

daniel2As avaliações sobre a depredação de uma fazenda que produzia laranjas no interior de São Paulo, comandada por irresponsáveis travestidos liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras, o MST, estão meio fora de foco.

Tudo bem que algumas lideranças do MST, como João Pedro Stedile e José Rainha, mereciam estar bem trancados numa camisa de força em um hospício, mas jogar a culpa pelos recentes atos de vandalismo no presidente Lula, acusando-o de, no mínimo, ser conivente com os ataques a propriedades rurais, é de um primarismo tolo, uma tentativa nada sutil de provocar estragos na imagem do presidente e, por tabela, afetar a candidatura de Dilma Roussef em 2010.

A associação a que pertencem os lunáticos que destruíram máquinas, casas e laranjais em São Paulo, recebe recursos do Governo Federal assim como centenas de outras ONGs ligadas aos sem-terra recebem.. Não é por isso que todo mundo vai sair por aí destruindo o patrimônio público ou privado.

Os atos de vandalismo cometidos sob a vasta bandeira do MST devem ser condenados com veemência, incluindo punição para os responsáveis, mas não se pode, por conta da eleição que se avizinha, tentar transformar em regra o que é exceção.

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O CLIMA E A PAZ

Artigo da senadora Marina Silva para o Terra Magazine.

Marina SilvaNa última sexta-feira, o Comitê Nobel anunciou a escolha do presidente dos Estados Unidos Barack Obama como o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2009, em reconhecimento “pelos seus extraordinários esforços para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.

Com apenas nove meses no cargo, a escolha surpreendeu a muitos, inclusive o próprio Obama, que o recebeu com humildade, ou, em suas palavras, como “um chamado”. Ele precisa mesmo ser muito incentivado.

Para obter sucesso em seus esforços pela paz, Obama não poderá esquecer da questão ambiental. Comprometer-se em preservar o meio ambiente e reduzir a emissão de gases de efeito estufa também é buscar a paz. Especialistas apontam o colapso ambiental como provável causador de guerras e conflitos em um futuro sombrio no qual o mundo lutará por recursos naturais imprescindíveis, a começar pela água.

Projeções já feitas pelos serviços de defesa americanos mostram que as mudanças no clima representam grande desafio à segurança – não só em território americano como ao redor do mundo – diante da perspectiva de aumento de tempestades e secas, da ocorrência de migração maciça, de pandemias e de outros desastres naturais.

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