Curso inédito da Faculdade Madre Thaís marca presença no Festival do Chocolate

Curso de Tecnologia em Produção de Cacau e Chocolate é destaque em festival. Foto: Daniel Thame.

O curso superior de Tecnologia em Produção de Cacau e Chocolate oferecido pela Faculdade Madre Thaís (FMT-Ilhéus) é um marco na formação de profissionais por ser o primeiro e único curso de graduação no Brasil. Foi criado com o objetivo de atender o mercado de trabalho existente com a formação de profissionais capacitados para contribuir de forma específica no desenvolvimento técnico e socioeconômico das regiões cacaueira da Bahia e outros estados.

Esse é um dos itens que vai estará disponibilizado no 11º Chocolat Festival juntamente com os demais cursos de graduação e de graduação tecnológica ofertados pela FMT-Ilhéus tais como: Administração, Enfermagem, Biomedicina, Direito, Logística (Tecnológico), Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Fisioterapia, Gestão de Recursos Humanos (Tecnológico), Serviço Social, Farmácia, Gastronomia, Arquitetura e Urbanismo.

A Faculdade Madre Thaís é uma das principais instituições de ensino superior da região e está disponibilizando vagas para todos seus cursos com entrada neste segundo semestre de 2019. As provas, uma de conhecimentos gerais contemporâneos e outra de redação, serão aplicadas no dia 21 de julho (domingo), das 09 às 13 horas, na sede da Faculdade à Avenida Itabuna, 1491, Gabriela Center, Ilhéus. As inscrições podem ser feitas, durante o Festival, no estande da Faculdade, no Centro de Convenções.

Realizado desde 2009, em Ilheús, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau, principal encontro sobre o tema no País, entre os dias 18 e 21 de julho, o Centro de Convenções de Ilhéus recebe produtores de toda a cadeia, do cacau ao chocolate, além de especialistas da área para cursos e palestras, workshops e uma grande feira com exposição de chocolate, derivados de cacau e produtos da cadeia.

Cacauicultores baianos poderão quitar dívidas com até 80% de desconto

Reunião discutiu saneamento das dívidas dos cacauicultores. Foto: Ascom/Eduardo Salles.

O deputado estadual Eduardo Salles (PP) articulou reunião, na segunda-feira, 29, com o presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Francisco Miranda, o superintendente do Banco do Nordeste, José Gomes, o consultor de Relações Institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Fraga, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, e técnicos dessas instituições financeiras. 

“O objetivo foi resolver um imbróglio de interpretação jurídica, que perdura há anos, e prejudica o desenvolvimento da região cacaueira, uma vez que os produtores não podem quitar suas dívidas com as premissas da Lei 13.340, que permitiria a eles receberem descontos de até 80%, retirando juros de mora e outros encargos, e na sequência a possibilidade de concessão de novo crédito”, explica Eduardo Salles. 

“Atualmente, temos 1.800 produtores da região do cacau na Bahia que estão impossibilitados de acesso ao crédito em função de uma burocracia com essa interpretação equivocada”, acrescentou o deputado, que recorreu ao Desenbahia para que a instituição permita a liquidação das dívidas desses produtores. 

“O Desenbahia alega que como essas operações já foram lançadas em prejuízo, o BNB  não permite ao produtor quitar essas dívidas, mas explicamos que, como são operações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), banco repassador, contratadas antes de 2000, o risco é do próprio Fundo. Então estamos tentando levar essa interpretação para que os produtores possam liquidar suas dívidas, oferecendo maior desconto e com novos financiamentos, e quem não puder, que renegocie. Tudo de forma flexível”, explicou o consultor Nelson Fraga aos técnicos do Desenbahia e do Bando Nordeste, também presentes à reunião. 

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Chocolate de origem do Sul da Bahia conquista consumidores de São Paulo

Foto: Daniel Thame.

Reportagem: Daniel Thame/Secom-BA.

Na semana que antecede a Páscoa, com a tradição dos ovos de chocolate, São Paulo recebeu o Chocolat Festival, realizado de sexta a domingo na Bienal do Ibirapuera.  O evento que teve o apoio do Governo da Bahia, recebeu cerca de 20 mil pessoas e gerou R$ 5 milhões  em negócios, abrindo um novo e importante mercado para o chocolate de origem produzido no Sul do Estado. O setor cresce 30% ao ano, com uma enorme demanda, em função da qualidade e com teores de amêndoas que variam de 50% até 100% de cacau, num produto de grande valor agregado.

 “A avaliação é altamente positiva. Passamos três anos planejando o festival e como o cacaueiro também frutifica em três anos, chegou o momento de expandir e consolidar o chocolate de origem afirmou o coordenador do evento Marco Lessa”. “As marcas chegam a São Paulo de forma madura, com qualidade, embalagens atraentes”. “O resultado disso é que muitos consumidores disseram que não precisam mais comprar produtos premium da Europa, o que demostra a potencialidade dos nossos produtos como negócio sustentável”, disse.

Marco Lessa. Foto: Daniel Thame.

Durante três dias, além da Feira do Chocolate, com mais de 40 marcas de origem do Sul da Bahia, o festival teve atividades como o Fórum do Cacau, Biofábrica de Cacau, Cozinha Show, Bean to Bar (da amendoa ao chocolate), ChocoDay, Ateliê do Chocolate e Cozinha Kids, um espaço especial para degustação e elaboração de chocolates, que fez a alegria das crianças.

Gerson Marques, que produz  o Chocolate Yrerê e também atua no setor de turismo rural, destaca que” Como primeiro festival em São Paulo do chocolate de origem da Bahia, ele cria condições para futuros eventos. Os produtores  estão muito satisfeitos com a exposição e as vendas realizadas e as perspectivas de novos negócios”. “Um sucesso de público e de negócios. Estamos chegando com força onde sonhamos e trabalhamos pra isso, que é o mercado paulista, que também pode ser a porta de acesso ao mercado internacional”, disse Henrique Almeida, do Chocolate Sagarana.

Gerson Marques. Foto: Daniel Thame.

Marly Brito, que produz um mix  de café, cacau e chocolate, destacou “recebemos muita visitação durante os três dias e comercializamos a totalidade dos produtos, além de garantir vendas futuras”. “Essa é uma oportunidade de aproximar o chocolate de qualidade do público paulista, que passa a perceber de um produto de origem com alto teor de cacau para o chocolate comum”.  Helen Schaly, da Conschá Chocolate, que é produzido numa unidade na própria fazenda, em Itacaré.  Já Leo Maia, do Chocolate Maia,  afirmou  que “foi  muito proveitoso, com um ótima aceitação para nossos produtos, especialmente o mel de cacau, que é o nosso carro chefe”.

Em junho, acontece em Ilhéus, o Festival Internacional do Cacau e Chocolat, o Chocolat Bahia, considerado o maior evento do gênero no país, que movimenta os setores de agroindústria, comércio, lazer, serviços e turismo.

Chocolat Festival em São Paulo vai ter expositores de 40 marcas do Sul da Bahia

Foto: Secom/BA.

O chocolate de origem do Sul da Bahia, produzido com algumas das melhores amêndoas do mundo, chega a São Paulo com a realização do Chocolat Festival São Paulo, que acontece entre os dias 12 e 14 de abril, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera. O evento, que tem o apoio do Governo do Estado, reunirá 72 expositores, entre eles 40 marcas do chocolate da Região Cacaueira, no Sul do Estado. Entre as marcas, chocolates produzidos pela agricultura familiar, a exemplo do Bahia Cacau, que tem investimentos do Bahia Produtiva, programa que incentiva a qualificação, aumento da produtividade, capacitação de mão de obra e comercialização.

Além da exposição e venda de chocolates, o festival terá uma ampla programação com experiências sensoriais, uma série de atividades culturais, exposição A História do Chocolate, cursos e palestras como ChocoDay, Cozinha Show, Espaço Kids e Fórum do Cacau, com chocolatiers e palestrantes do Brasil e do Exterior.

Marco Lessa, coordenador do Chocolat Festival São Paulo. Foto: Secom/BA.

De acordo com o coordenador do Chocolat Festival São Paulo, Marco Lessa, “o desafio é muito grande e nossa expectativa é de que o evento abra espaço para o chocolate de origem do Sul da Bahia no maior mercado consumidor do país”.

“O evento vai alinhar duas áreas importantes, a produção de cacau e chocolate e o turismo. A Bahia precisa acelerar o processo de expansão e consolidação do polo chocolateiro, com profissionalização do setor e um trabalho permanente de promoção no Brasil e no Exterior”, disse.

Comercialização do chocolate produzido por agricultores familiares cresce no mercado brasileiro

Produtos Bahia Cacau são produzidos em Ibicaraí. Foto: Ascom/Incra.

Bombons originais com recheios de jaca, umbu, goiaba, cupuaçu e abacaxi, além de barras de chocolate com concentrações de cacau variadas é o carro chefe da Bahia Cacau, marca da agricultura familiar que vem conquistando o mercado baiano e de outros estados. O sele envolve a produção cacaueira de 118 agricultores familiares, entre eles, 58 assentados baianos. Atualmente, o mix de produtos com o selo Bahia Cacau fatura uma média de R$ 150 mil ao mês.

Na quinta e na sexta-feira, 14 e 15, com um caminhãozinho baú refrigerado, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária e Adjacentes (Coopfesba), detentora da marca, está levando as iguarias da cadeia do cacau para serem comercializadas em venda direta aos consumidores, em bairros da capital baiana, como Ondina, Pituba e Barra, além da Superintendência Regional do Incra na Bahia, que fica no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os valores dos produtos variam de R$ 2 a R$ 15.

Metade dos produtos da marca é comercializada em Salvador. Há pontos em shopping centers e delicatessens que revendem as variações de chocolates e bombons. O restante da produção vai para estabelecimentos localizados em Pelotas (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e São Paulo (SP), como também, para outras cidades baianas, entre elas, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus e Juazeiro.

Situada no município de Ibicaraí, a Coopfesba envolve agricultores cooperados de 16 municípios do Território de Identidade do Litoral Sul, inclusive, dos assentamentos Etevaldo Barreto, Vila Isabel e Loreta Valadares, implantados pelo Incra, que ficam no mesmo município.

Segundo o presidente da Coopfesba, Osaná Crisostomo do Nascimento, que é assentado na área de reforma agrária Etevaldo Barreto, a cooperativa compra a arroba da amêndoa do cacau por R$ 220, enquanto no mercado o valor é de R$ 140. “Queremos chegar a R$ 300 por arroba para cooperados fidelizados”, planeja Nascimento.

Criada em 2010, a agroindústria surgiu da necessidade de fortalecer a produção cacaueira e da cadeia do cacau para assentados e pequenos agricultores. A cooperativa atualmente trabalha com 22 famílias de agricultores que estão sendo incentivadas a produzir um cacau diferenciado, adotando novas técnicas de cultivo e cuidados específicos.

Foto: Ascom/Incra.

Nascimento frisa que o Crédito Instalação do Incra e a assistência técnica foram importantes para o desenvolvimento da cooperativa. “Fomos beneficiados com os créditos Apoio e Fomento. Também recebemos o Pronaf. Boa parte desses recursos foi aplicada na melhoria das lavouras cacaueiras”, conta o presidente da cooperativa.

As famílias assentadas aguardam o recebimento do Crédito Cacau que será aplicado na implantação de seis hectares de lavoura cacaueira irrigada por família. Como também, as mulheres assentadas estão na expectativa de serem beneficiadas com o Fomento Mulher. “Elas pretendem investir na fabricação da amêndoa cacau cristalizada e de cocadas”, acrescenta Nascimento.

Além dos derivados do cacau, a cooperativa produz também leite, aipim, banana e geleias. As barras de chocolate são comercializadas nas versões de 70%, 60%, 50% e 35% de concentração do cacau. Também são manufaturados mel de cacau, amêndoas caramelizadas, bombons e nibs.

Explorando novos caminhos, a cooperativa está começando a investir na linha orgânica. “O mercado está pedindo por isso e já estamos pesquisando formas de cultivo para atender essa demanda. Atualmente, parte do cacau que adquirimos é orgânica”, conta Nascimento.

Os produtos da marca Bahia Cacau podem ser adquiridos através do site www.bahiacacau.com.br. A Coopfesba recebe encomendas pelo endereço eletrônico: [email protected] De acordo com Ozaná Nascimento, a cooperativa tem parcerias comerciais com uma empresa de ônibus e de viação aérea para a entrega de produtos da marca em outras cidades e estados.

Representantes do Banco Mundial visitam plantação de Cacau Cabruca em assentamento de Arataca

Foto: Karol Meira/ASCOM SDR.

Projetos produtivos voltados para o fortalecimento da cacauicultura no Território Litoral Sul da Bahia, que obtiveram investimentos do Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, receberam, na segunda-feira , 4, a visita de representantes do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial).

A visita integra a missão de supervisão do projeto Bahia Produtiva, que tem o objetivo de apresentar os avanços obtidos pelo projeto, nos três anos de execução, e os impactos na renda e na qualidade de vida das famílias beneficiadas.

O grupo, composto pelo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser,  a gerente do projeto e especialista sênior em desenvolvimento rural, Fátima Amazonas, foi acompanhado pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro, pelo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, e pelo coordenador do Bahia Produtiva, Fernando Cabral, suas respectivas equipes, e o diretor da AMMA Chocolates, Rafael Fernans.

A programação contou com visita ao Assentamento Terra Vista, em Arataca, onde o grupo visitou o plantio de cacau pelo método Cabruca. O assentamento, vinculado à Cooperativa Pau Brasil, foi um dos 53 empreendimentos contemplados no edital Alianças Produtivas Territoriais, que visa estimular o crescimento produtivo da agricultura familiar da Bahia, por meio de parcerias com o setor privado.

A expectativa com o edital é que o Terra Vista firme parceria comercial com a AMMA Chocolate, empresa localizada na região Metropolitana de Salvador, para fornecer amêndoas de qualidade à empresa.

Para Wilson Dias, a visita do Banco Mundial é mais uma oportunidade de avaliar e monitorar o estágio atual da execução do projeto: “É um momento para identificarmos os desafios e gargalos para realizarmos os investimentos necessários nos empreendimentos assistidos pelo Bahia Produtiva”. 

O representante do assentamento Terra Vista, Joelson Ferreira, apresentou o desenvolvimento que o local teve nos últimos anos: “Os investimentos do Governo do Estado foram importantes para que melhorássemos nossa produção e tivéssemos êxito em nossas ações. Hoje temos uma área reflorestada e produtiva”.

Fábrica de Chocolate

Em Ibicaraí, foi realizada uma visita à Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do país, administrada pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), onde foi apresentado o trabalho de melhoramento da amêndoa e da agroindustrialização do cacau, que levou o chocolate da fábrica a se destacar como um dos melhores da Bahia.

De acordo com o secretário da SDR, Jeandro Ribeiro, a secretaria, por meio da CAR, investiu mais de R$70 milhões em projetos produtivos nessa região: “Desse investimento, quase 50% foi na cadeia produtiva do cacau e a visita à fábrica representa esse investimento em um empreendimento já consolidado, que apresenta a variedade de produtos fabricados a partir do cacau”.

Foto: Karol Meira/ASCOM SDR.

O diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser, avaliou positivamente os locais visitados: “Fiquei impressionado com o assentamento, que foca no esforço comunitário e na educação dos jovens, e com a fábrica de chocolate que utiliza produtos dos agricultores da região. São bons exemplos dos esforços do Bahia Produtiva de integrar produtores rurais nas cadeias de valores até chegar aos mercados mais lucrativos e até exportação. Trabalhamos para construir cadeias em que produtores tenham mais renda, apliquem novas tecnologias em sua produção e que os consumidores tenham um produto melhor. Na cadeia do cacau, vejo que isso está dando certo”.

Nesta terça-feira, 5, em Ilhéus, o grupo visita o Instituto Biofábrica do Cacau – OSCIP, que tem como objetivo o cultivo e disseminação de mudas de frutas de espécies subtropicais.

Texto: Ascom SDR.

SETUR E CEPLAC FIRMAM PARCEIRA PARA PROMOVER A “TRILHA CIENTÍFICA DO CACAU”

Sede da Ceplac na Rodovia Ilhéus-Itabuna. Foto: Ascom Ceplac.

A Secretaria de Turismo e Esporte de Ilhéus (Setur) em parceria com a Ceplac formataram um novo produto turístico para a região cacaueira.  Trata-se da “Trilha Científica do Cacau”, um roteiro temático que engloba aspectos da cadeia produtiva do cacau, sob uma perspectiva científica.

Encontro realizado na sede da Ceplac, situada no Km 22 da BR 415, nesta semana, deu inicio ao projeto. A Ceplac, que recebe anualmente cerca de dez mil visitantes, por conta da crescente demanda, buscou a parceria da Setur com a finalidade de desenvolver soluções sustentáveis que reinsiram a instituição na diversificação da oferta turística da região. No novo formato, estão previstas a reabertura da hospedaria e restaurantes para turistas e visitantes.

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Alcides Krushewsky, a Ceplac já atrai milhares de pessoas, entre turistas, estudantes e profissionais das áreas de ciência e tecnologia, que buscam conhecimento em prol da conservação ambiental, visando ao desenvolvimento da atividade agroeconômica sustentável. “Formatar esse produto traz beneficio para nossa cidade e será mais uma opção de lazer para os turistas que visitarem Ilhéus” enfatiza.

Atualmente, já existe uma visita ao órgão, iniciada com um breve vídeo institucional, que mostra a história da instituição e as atividades desenvolvidas nas áreas de pesquisa biológica, extensão rural, atividade agronômica e educação. Após esse momento, os visitantes passam pelo setor de piscicultura, onde podem apreciar carpas, tilápias e tambaquis. Na roça de cacaueiros, dá para ver os clones resistentes à vassoura-de-bruxa, cuja tecnologia é gerada pela Ceplac.

Outros locais importantes fazem parte do roteiro, como o de beneficiamento, fermentação e secagem do cacau, laboratórios de Biotecnologia, Microbiologia, Fitopatologia Molecular, dentre outros, localizados no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec).

INCRA ESTIMULA PRODUÇÃO DE CACAU EM ASSENTAMENTOS

Assentados do Terra Vista. Foto: Ascom/Incra.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lança hoje (terça-feira, 13), uma nova linha do Crédito Instalação, na Bahia. Trata-se da modalidade Cacau, que tem a finalidade de estimular a produção cacaueira em áreas de reforma agrária.

O lançamento faz parte do Dia de Campo, que acontece no Assentamento Terra Vista, em Arataca, no Litoral Sul do estado, a partir das 11 horas. As famílias assentadas produtoras de cacau poderão acessar até R$ 18 mil em recursos.

Durante a cerimônia, haverá a assinatura de 70 contratos da modalidade Cacau. Um total de 42 desses contratos irá atender trabalhadores rurais do Terra Vista, que é uma área de reforma agrária referência na produção orgânica de cacau e  chocolate artesanal na Bahia e possui 55 famílias assentadas.

Ao todo, até o fim do ano, o Incra irá formalizar 300 contratos da modalidade Cacau do Crédito Instalação. A perspectiva é de que cinco mil famílias assentadas poderão ser atendidas por essa linha de crédito no futuro. Na Bahia, existem 118 assentamentos que somam 19 mil hectares destinados, exclusivamente, a cacauicultura.

GOVERNO DO ESTADO INVESTE NA PRODUÇÃO DE CACAU ALIADA À CONSERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA

A cultura do “cacau cabruca” ajuda a manter em pé várias espécies de árvores nativas da Mata Atlântica. Foto: Portal Sul da Bahia.

O Governo do Estado lançou nesta quinta-feira, 8, em parceria com Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC/MAPA, o Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018 – 2022. O lançamento aconteceu na sede regional da Ceplac, em Ilhéus, e contou com as presenças do vice-governador João Leão e dos secretários Jeronimo Rodrigues (Desenvolvimento Rural), José Alves (Turismo), e Geraldo Reis (Meio Ambiente).

O projeto, que atenderá cerca de 20 mil agricultores, prevê o desenvolvimento de ações estratégicas que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano até 2022, a consolidar a fabricação de chocolates finos, com certificado de origem no Sul da Bahia, através da instalação de 20 agroindústrias.

As ações incluem abertura de linha de crédito específica para a lavoura cacaueira, subsídios para produção de mudas e insumos, criação e indicação geográfica da produção do cacau, preservação da Mata Atlântica, prospecção de novos mercados, capacitação profissional, regularização fundiária e ambiental, difusão tecnológica, assistência técnica e extensão rural (ATER), capacitação, educação, gestão e empreendedorismo e infraestrutura rural. Os investimentos do Governo do Estado no plano devem atingir R$ 80 milhões.

Emprego, renda e inclusão social

Jerônimo Rodrigues, secretário de Desenvolvimento Rural, afirmou que ao incentivar o aumento da produção, a diversificação e a agroindústria, o governo estadual alavanca a inclusão social de assentados, indígenas, quilombolas e agricultores familiares, com foco na sustentabilidade: “O resgate do cacau, que também passa por investimentos em tecnologia, infraestrutura, somado a obras de infraestrutura, permitirá a retomada do desenvolvimento regional”.

Serão atendidos agricultores de 114 municípios nos territórios Litoral Sul, Médio Rio das Contas e Baixo Sul.

 “O cacau tem uma grande importância da conservação da Mata Nativa e estamos incentivando a produção do cacau cabruca, que concilia a atividade econômica com o respeito à natureza”, disse o secretário de Meio Ambiente, Geraldo Reis.

Vice-governador da Bahia, João Leão (centro da foto), exibe a autorização de início do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018 – 2022.

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CACAU: DIRETOR DA ICCO AFIRMA QUE O BRASIL PODE LIDERAR AUMENTO DA PRODUÇÃO NO MUNDO

Imagem: Suframa.

Michel Arrion, recém nomeado para a diretoria executiva da Organização Internacional do Cacau (ICCO, sigla em inglês), afirmou ao jornal Valor que o Brasil deve liderar o crescimento de produção de cacau em todo o mundo, ao menos pelas próximas cinco safras.

As safras de cacau do Brasil têm sofrido nos últimos anos com a longa seca que abateu o Nordeste e derrubou os índices de produtividade na Bahia. Ao mesmo tempo, a produção do Pará vem demonstrando franco crescimento, com o apoio da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A estimativa da ICCO é que a produção brasileira crescerá a uma taxa de 2,6% ao ano entre a safra atual (2018/19, iniciada neste mês) e a safra 2022/23.

Se estimativa for confirmada, o Brasil deve atingir quase 200 mil toneladas de cacau em cinco temporadas, ante a produção de 180 mil toneladas no ciclo recém-iniciado (2018/19), conforme estimativa da Associação Nacional da Indústria Processadora de Cacau (AIPC). O setor almeja alcançar 400 mil toneladas daqui dez anos.

A estratégia do país de utilizar a produção de cacau em conjunto com a floresta para atingir as metas de redução de emissões de gase-estufa estabelecidas pelo Acordo de Paris, é vista com otimismo por Michel Arrion. “No Brasil, o cacau é cultivado em conjunto com outras espécies, de forma a criar um sistema agrícola sustentável, conhecido como cabruca. E parece que o governo brasileiro pretende satisfazer parte de seus compromissos junto ao Acordo de Paris elevando a participação do sequestro de carbono pelo sistema agrícola da cabruca”, afirmou ele, em entrevista ao jornal Valor.

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GOVERNO DO ESTADO ENTREGA FÁBRICA-ESCOLA DE CHOCOLATE EM ARATACA

Foto: Secom/BA.

A Secretaria da Educação do Estado realizou, nesta quarta-feira, 12, a entrega da Fábrica-Escola de Chocolate, no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) da Floresta e Chocolate Milton Santos, localizado no Assentamento Terra Vista, em Arataca.

Montada com todos os equipamentos necessários para a produção do chocolate, a unidade vai capacitar estudantes para o mundo do trabalho por meio da prática e cultura da produção e comercialização do chocolate, além de servir de incubadora de projetos, contribuindo para a aceleração de empreendimentos e para o fomento criativo.

De acordo com o secretário estadual de educação, Walter Pinheiro, a inauguração da Fábrica de Chocolate é muito mais que um prédio com equipamentos. É a consagração de uma identidade territorial que foi construída por muito tempo. Essa iniciativa tem o objetivo de atender às gerações que vierem por meio de ensino e aprendizagens desenvolvidos de forma coletiva. E a criação de um projeto conjunto não tem uma assinatura, ele se perpetua de forma concreta, independente de quem esteja no Governo. Outra característica da Fábrica é não estar fechada apenas à produção do cacau, mas podemos agregar cursos de Design, para elaborar a marca e as embalagens, da Administração, pensando nos negócios e finanças, além das artes e cultura como a música, dança e teatro.

Esta é a quinta Fábrica-Escola entregue pelo Estado e a terceira voltada para o chocolate, como as unidades que já estão funcionando em Ilhéus e Gandu. Todas elas na região de abrangência do selo de Indicação Geográfica Cacau Sul da Bahia, conquistado neste ano, e que reconhece que a região possui características diferenciadas para comercialização de produtos à base de cacau.

INPI PUBLICA REGISTRO DO SELO DE ORIGEM DO CACAU SULBAIANO

Nessa terça-feira (24), o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) concedeu às amêndoas de cacau do sul da Bahia o registro de Indicação Geográfica (IG), na espécie Indicação de Procedência (IP). O registro foi publicado pela Revista de Propriedade Industrial (RPI) nº 2468.

A região cacaueira busca espera pelo selo desde 2014. O pedido de reconhecimento foi feito pela Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia (APC), que liderou um movimento em prol do cacau, formado por representantes do setor, governo do Estado e instituições ligadas à cadeia produtiva, como: a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), o Senar Bahia e os sindicatos dos produtores rurais da região.

A conquista do selo oferece a garantia de origem do cacau do sul da Bahia e agrega valor ao produto, posicionando-o como único no mercado. Além disso o estado baiano têm o reconhecimento de origem para as uvas de mesa e manga do Vale do Submédio São Francisco e a cachaça de Abaíra.

Segundo o presidente da Faeb, Humberto Miranda, essa é uma conquista principalmente dos produtores rurais, que vêm se preparando, buscando conhecimento e investindo fortemente em tecnologia. Para ele, o selo ajuda a elevar a autoestima do produtor de cacau.

MADRE THAÍS APRESENTA CURSO DE PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE

Novo curso da Faculdade Madre Thaís contempla atividade cacaueira.

Nessa quinta-feira (26), às 18h30min, a Faculdade Madre Thaís vai lançar o seu novo curso de ensino superior, a graduação tecnológica em produção de cacau e chocolate. O evento acontecerá no auditório da instituição, em Ilhéus.

O curso superior de tecnologia em produção de cacau e chocolate é inédito no Brasil e exclusivo da unidade de ensino.

Segundo a Madre Thaís, a graduação vai promover a formação de profissionais capacitados para a região, no campo da produção de chocolate e manejo do cacau.

A apresentação será aberta ao público e contará com um coquetel temático, produzido pela turma de gastronomia da faculdade.

COM NOVO CURSO, MADRE THAÍS ABRE INSCRIÇÕES PARA O VESTIBULAR 2018.2

 A Faculdade Madre Thaís abriu inscrições para o vestibular do segundo semestre de 2018.

Os interessados devem procurar a secretaria da faculdade, localizada na Avenida Itabuna nº1491, ou o estande montado no It’Art Center, no Calçadão D. Pedro II, em Ilhéus. As inscrições também podem ser feitas por meio do site da instituição.

A faculdade oferta vagas nos cursos de: administração, enfermagem, biomedicina, direito, logística, engenharia civil, engenharia elétrica fisioterapia, gestão de recursos humanos, serviço social, farmácia, gastronomia e arquitetura e urbanismo. Além desses, a Madre Thaís também abriu inscrições para a primeira turma do curso  superior de tecnologia de produção cacau e chocolate.

O curso de produção de cacau e chocolate visa atender as necessidades locais, contribuindo com a capacitação de profissionais a fim de suprir as demandas da região cacaueira da Bahia.

CACAU DO SUL DA BAHIA GANHA SELO DE ORIGEM

A Associação Cacau Sul da Bahia solicitou o Selo de Origem ao INPI.

Nessa terça-feira (30), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou a Indicação Geográfica (IG) do sul da Bahia no que se refere à produção da amêndoa de cacau.

Com a IG, a região passa a contar com o Selo de Origem, que permite aos produtores valorizarem o trabalho desenvolvido, assim como a produção de cacau e chocolate.

O secretário executivo da Associação Cacau Sul da Bahia, Cristiano Santana, destacou a importância do selo que reconhece a tradição do cacau da região. “É uma narrativa que fala de desenvolvimento regional e econômico através da agregação de valor ao produto amêndoa de cacau da qualidade e da origem”.

Santana também ressaltou a necessidade de melhorar os serviços. “Essa publicação marca o fim de uma etapa e o início de outra que é trabalhar, dentre outras coisas, a qualidade, o marketing e a comunicação em cima da região e seu produto”.

O secretário da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Vivaldo Mendonça, comemorou a conquista do selo. “É o reconhecimento que o sul da Bahia possui características diferenciadas e que nos colocam num patamar elevado para comercialização de nossos produtos”.

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concede o Selo de Origem a lugares que são conhecidos como tradicionais produtores de determinado produto ou serviço ou cujas características da peça são únicas.

INSTITUTO DE AGRICULTURA BUSCA REFORMULAR CEPLAC

Órgão busca desenvolver o setor.

No dia 15 de dezembro, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) publicou edital para contratar consultoria especializada com o objetivo de desenvolver um novo modelo de organização da CEPLAC.

A medida integra o Acordo de Cooperação Técnica com o IICA, que pretende modernizar a gestão e aperfeiçoar as políticas de promoção do desenvolvimento sustentável, da segurança alimentar e da competitividade do cacau.

Para o diretor da CEPLAC, Juvenal Maynart, o novo modelo vai fortalecer os setores de atuação e aumentar a quantidade de parceiros de pesquisa, extensão e inovação. As reformulações visam consolidar conquistas de mercado e promover o desenvolvimento do setor.

Maynart também destaca o poder de captação de recursos nacionais e internacionais para fortalecer os sistemas agroflorestais brasileiros.

O diretor pontua que o prazo de entrega de propostas acabou nessa quinta-feira (21). A expectativa é avançar com a iniciativa até junho de 2018.