GOVERNO MARÃO MENTE SOBRE REDE DE DRENAGEM

Alagamento refuta texto da Secom. Imagem extraída de vídeo enviado por leitor.

O respeitado jornalista Paixão Barbosa, que trabalhou 30 anos no jornal A Tarde, costuma dizer que as secretarias de comunicação social não podem de forma alguma perder a credibilidade. Toda e qualquer informação distribuída deve antes ser checada e verificada, mais vezes do que o habitual, para que o órgão de imprensa não seja desmentido.

Paixão Barbosa foi o primeiro secretário de comunicação social de Ilhéus. Exerceu o cargo no governo passado (de Jabes Ribeiro) de janeiro de 2013 a março de 2014. Atualmente, é assessor de imprensa do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.

Infelizmente, a Secom vem perdendo credibilidade, não por culpa de quem a dirige, muito menos de sua equipe. A culpa é do governo Marão como um todo, que caminha sem rumo. Política de comunicação não faz milagre em péssima gestão.

O próprio mandatário não inspira respeito. Quando dá entrevistas, solta risadas fora de hora e sequer consegue externar as poucas intervenções que conseguiu fazer. É simplesmente um brincalhão, inapto para a gestão pública.

No dia 29 de outubro, a Secom soltou um texto dando certeza de que “a convergência entre Avenida Itabuna e Rua Tiradentes, centro (próxima ao Posto Renascer)”, não mais teria alagamentos nos períodos chuvosos, graças à “eficácia dos serviços de recuperação das redes de drenagens realizados pela Prefeitura Municipal”.

Um leitor deste blog, processador ativo da informação, viu outra realidade ontem (quinta-feira, 08). O trecho continua com os velhos alagamentos de sempre, quando a chuva forte cai.

A água não escorreu a contento, mas a credibilidade desceu inteira pelo bueiro. Que tal um “erramos”?

O leitor mandou o vídeo abaixo. Confira.

A LIMPEZA DOS BUEIROS NÃO CHEGOU À AVENIDA ILHÉUS

Avenida Ilhéus após a chuva. Imagem: Gabriela Caldas/Blog do Gusmão
Avenida Ilhéus após a chuva.
Imagem: Gabriela Caldas/Blog do Gusmão

A chuva da manhã de hoje (20), em Itabuna, deixou muitas ruas alagadas. Esse é um problema antigo e mal resolvido na cidade, sempre motivo de queixas da população.

Na semana passada a prefeitura iniciou obras para limpar os bueiros e evitar os alagamentos no centro da cidade, mas a Avenida Ilhéus e ruas adjacentes, ficaram de fora, pois a rede continua obstruída causando problemas para quem trafega por lá.

João Carlos, que trabalha na Avenida, disse que há anos o local enfrenta esse problema. “Às vezes a gente fica preso na loja porque a água chega a tomar a rua e a calçada. Entra governo, sai governo, nada muda”, completa.

CHUVA DEIXA RUAS ALAGADAS EM ITABUNA

Avenida Ilhéus. Imagem: Gabriela Caldas
Avenida Ilhéus.
Imagem: Gabriela Caldas

Desde o início da manhã de hoje (29), não para de chover em Itabuna. As ruas do centro estão alagadas, o que dificulta o tráfego de pessoas e complica ainda mais o trânsito na cidade.

A chuva, apesar de contínua, não está forte, mas Itabuna enfrenta um problema antigo com as bocas de lobo entupidas, e qualquer chuva já é sinal de alagamento. Uma situação que pode ser evitada com uma manutenção frequente e conscientização da população.

Além dos bueiros, os buracos pelas ruas da cidade também são um problema.  Eles ficam encobertos pela água e podem provocar acidentes.

VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA

Por Marcos Pennha

A chuva cai torrencialmente, às vezes, deixando transparecer que não dará trégua. Quem mora em local seguro, por enquanto, tá tranquilo. O problema fica mais para quem reside nos altos. O perigo passado por esses moradores só é lembrado quando vem o toró.

Em Ilhéus, os cidadãos questionam onde e como estão aplicados os R$ 10 milhões repassados ao governo municipal, em 2010, pelo governo federal, quando Geddel Vieira Lima ainda ocupava a titularidade da pasta da Integração Nacional. Eis aí a questão. O povo brasileiro ainda engatinha na lição de democracia. Veja que alguns dos “fichas sujas” retornaram ao Congresso Nacional.

Votar é apenas um passo na caminhada do bom cidadão. E a gente brasileira não consegue fazer isso com eficiência. Os fatos comprovam. A sociedade civil precisa envolver-se mais na cobrança aos eleitos. Não é fácil, pois todos estão muito ocupados com seus problemas pessoais, sabemos disso; mas é extremamente necessário que se tome conhecimento e aja contra os maus políticos.

A falta de envolvimento da sociedade nas ações de governantes e parlamentares resulta em aumento do ônus à própria sociedade. Ilhéus, por exemplo, sofre com os desmandos nos diversos setores. Em que pé estão as investigações nas secretarias de Ação Social e Saúde? Houve investigação da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal, em 2008, com fortes suspeitas de malversação de verba pública, e até agora nada de resultados definitivos. Em que pese o indiciamento de algumas figuras públicas, todo mundo permanece calado, mudo. Os representantes legítimos do povo, os vereadores, não cumprem, à risca, seus deveres como fiscalizadores incisivos do executivo. Representantes de Lions, Rotary, Maçonaria, CDL, Associação Comercial assistem a tudo, passivamente. O Ministério Público (MP) tem que ser provocado para agir.

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DOAÇÕES AOS DESABRIGADOS DA CHUVA NA REGIÃO SERRANA DO RIO

Destruição causada pelas chuvas em Teresópolis, Rio de Janeiro (Foto: Antonio Lacerda/EF)

Na Região Serrana do Rio de Janeiro, o número de mortos subiu para 335 nesta quinta-feira (13). Em Nova Friburgo, o número de mortos subiu de 107 para 155. Durante toda a madrugada choveu forte nos acessos a Teresópolis.

A Prefeitura de Teresópolis abriu uma conta exclusiva para receber as doações. Com o nome de “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente está disponível na Agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9. Segundo a prefeitura, são aceitas ajudas de qualquer valor.

Os desabrigados e desalojados precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável. No Rio de janeiro, as doações podem ser feitas em supermercados, postos rodoviários e abrigos.

Com informações do G1.