Governo garante transferência de R$ 98,6 milhões para artistas baianos via Lei Aldir Blanc

O Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult), teve, até o dia 31 de dezembro de 2020, cerca de 90% dos recursos referentes à execução dos incisos I e III da Lei Aldir Blanc (LAB), pagos ou empenhados para pagamento em 2021.

Cumprindo o Plano de Aplicação aprovado em setembro de 2020 pela Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo – MTur, a Secult lançou em 29 de setembro de 2020, o Programa Aldir Blanc Bahia. Foram abertos cinco editais de Premiação Aldir Blanc, dois de chamamento público e um de aquisição de bens (dezembro), em atendimento ao inciso III da LAB. Os certames estão sendo coordenados pela Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult) da Secult, pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e pelas unidades vinculadas: Fundação Pedro Calmon (FPC); Fundação Cultural do Estado da Bahia e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Todos os recursos são via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal. (mais…)

Distribuição de recursos da Lei Aldir Blanc gera descontentamento em Ilhéus; “esculhambação total” e “troca de favores” acusa professor

O BG recebeu e-mail do professor Edson Ramos, que é integrante dos coletivos “Prumo” e “Guela”, grupos ligados ao fomento de manifestações culturais.

Ramos externou insatisfação com o resultado preliminar do edital Arte Livre, que divulgou os grupos e espaços culturais abrangidos pela Lei Aldir Blanc. Na opinião dele, membros do comitê gestor ou da comissão de implementação julgaram em causa própria ou a favor de parentes.

Edson Ramos também questiona a contemplação de grupos artísticos conhecidos que já recebem financiamento de outros projetos culturais. No e-mail ele cita a Associação Comunitária Tia Marita (na figura de Pawlo Cidade), o Teatro Popular de Ilhéus (representado por Romualdo Lisboa e o Grupo Cultural Dilazenze (representado Mestre Nei). Os grupos citados, segundo o professor, foram selecionados para receber R$ 30 mil.

Segundo o denunciante, em Ilhéus o processo seletivo organizado pela Secretaria Municipal de Cultural ignora critérios estabelecidos na Lei que impedem o favorecimento de pessoas físicas e jurídicas já beneficiadas com recursos oriundos de outros entes federativos.

Abaixo, reproduzimos na integra o e-mail de Edson Ramos enviado no último sábado (19). O espaço está aberto para que as entidades citadas possam se explicar.

(mais…)

Prefeitura de Ilhéus é acusada de retirar dinheiro do Fundo de Cultura sem autorização do Conselho Municipal

A retirada irregular de R$ 16 mil da conta bancária do Fundo de Cultura, no dia 22 de outubro deste ano, causou insatisfação em integrantes do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus. Conforme estatuto, o uso dos recursos só pode acontecer depois que os conselheiros aprovam a movimentação.

No dia 25 de novembro, o Conselho reuniu-se em assembleia virtual para ouvir explicações do secretário municipal da área, Fábio Junior. O representante do governo não compareceu e não justificou a ausência. Os demais integrantes ligados à prefeitura agiram da mesma forma, afirma um conselheiro (a) ouvido pelo BG.

Procurado pelo BG, Fábio Junior disse que a Secretaria de Cultura não controla a conta.

“Quem faz os pagamentos é a Secretaria da Fazenda e eu não acredito que tenha saído dinheiro sem autorização.  A presidente do Conselho [Janete Lainha] deve pedir um relatório para conferir as saídas”, recomendou o secretário.

Sobre a ausência na reunião, Junior disse que não participou pois no horário combinado estava em Olivença, onde o sinal de celular é ruim.

Veja o extrato bancário.

ONG Gongombira é reconhecida como Ponto de Cultura pelo Governo do Estado

Oficina de percussão, um dos projetos executados pela Gongombira. Foto: ASCOM.

Após 16 anos de fomento à cultura afro-brasileira, por meio do desenvolvimento de projetos socioculturais, a Organização Gongombira de Cultura e Cidadania foi reconhecida como Ponto de Cultura, na última segunda-feira (16) pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Fundada em 2004, a ONG Gongombira tem sede localizada na Avenida Brasil, Alto da Conquista e é uma das instituições que possui vínculo com o Terreiro Matamba Tombenci Neto. A instituição tem diversos projetos desenvolvidos nas mais diversas linguagens artísticas, como dança, música, artes plásticas, artesanato, entre outros.

O reconhecimento da ONG foi possível por atender aos critérios estabelecidos na Lei Cultura Viva 13.018, sancionada em 2014, pela ex-presidenta Dilma Roussef, considerada, para as entidades culturais, um marco histórico na evolução das políticas públicas para cultura.

Para o presidente da ONG, Marinho Rodrigues, o reconhecimento formal é muito importante num momento em que estamos assistindo o desmonte da cultura a nível nacional. “É importante esse reconhecimento formal, que reforça o nosso trabalho e compromisso com a sociedade, nesse momento de turbulência, é bom que isso seja reafirmado”, explicou Marinho.

Acompanhe a ONG Gongombira:

Facebook:https://www.facebook.com/gongombira.ong/

Instagram: https://www.instagram.com/gongombira.ong/

81 artistas de 15 países participaram do Festival Cultural Internacional de Iguaí

A edição virtual do 1º Festival Cultural Internacional de Iguaí, aconteceu entres os dias 08 e 15 de outubro e contou com a participação de 81 artistas de 15 países como Angola, Argentina, Brasil, Camarões, Chile, Colômbia, Espanha, Itália, México, Paraguai, Portugal, República Dominicana, Togo, Uruguai e Venezuela.

Durante oito dias aconteceram diversas atividades artísticas, entre as quase, dança, música e literatura, por meio de vídeos que foram postados na página Cultura Iguaí no Facebook.

O evento, que teve a curadoria do poeta e escritor iguaiense Cacau Novaes, aconteceu paralelamente à Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira de Iguaí.

Confira a lista dos artistas participantes e seus respectivos países:

(mais…)

Edital premia 200 pesquisadores na promoção e difusão da história da Bahia

Fonte: Ascom/Fundação Pedro Calmon.

Os pesquisadores do campo de memória têm até o próximo dia 27 para participar da seleção da Premiação Fundação Pedro Calmon, do Programa Aldir Blanc Bahia (PABB), gerido pela Secretaria de Cultura (SecultBA). Através da Fundação Pedro Calmon, a categoria vai receber mais de R$ 800 mil destinados as propostas dos pesquisadores de toda a Bahia.

Serão premiadas 200 iniciativas que receberão valor unitário de R$ 4.250, destinados aos pesquisadores associados – aqueles que possuem vinculação com alguma instituição de pesquisa e que não tenha vínculo empregatício ou remunerativo. Da mesma forma, os pesquisadores na categoria livre – que seguem pesquisando apesar de não estar cursando ou vinculado a instituições de pesquisa – também possuem 50 vagas reservadas nessa seleção.

De acordo com Walter Silva, diretor do Centro de Memória da Bahia (CMB) da FPC, a premiação se consolida como “de muita importância, não apenas pelo reconhecimento das produções dos pesquisadores que iremos premiar, mas pela relevância e contribuições à preservação, promoção e difusão da história e memória da Bahia. É o reconhecimento a um segmento que vive em função da cultura da Bahia”, afirma o gestor da área do setor de memória da FPC.

Inscrições – As inscrições seguem até o dia 27 de outubro e são 100% virtual no site da SecultBA www.cultura.ba.gov.br. Todas as dúvidas podem ser sanadas através do [email protected] e além disso, na próxima terça-feira (20), a FPC vai realizar uma live em suas páginas nas redes sociais (instagram e facebook) com técnicos de todas as diretorias, prestando informações sobre o processo de inscrições e auxiliando todos os proponentes.

Quem pode se inscrever? (mais…)

Setor cultural entrega “carta manifesto” ao prefeito de Ilhéus

Trabalhadores da cultura em ato de entrega de carta manifesto.

Na quinta-feira (08) trabalhadores da cultura foram à sede administrativa da Prefeitura de Ilhéus para protocolar uma carta manifesto. O documento foi uma construção coletiva pelo setor cultural e seu conteúdo repudia a democracia e transparência na implementação da Lei Aldir Blanc (LAB) pela Secretaria de Cultura e Turismo de Ilhéus.

Dentre diversas denúncias de ilegalidades indicadas pelos trabalhadores, a carta destaca a obrigatoriedade de eles apresentarem uma série de documentos formais para comprovar sua atuação na área cultural, sob a coação de terem negado o direito de acesso ao subsídio previsto na Lei Aldir Blanc.  Eles denunciam também a falta de representatividade da sociedade civil na Comissão de Implementação da Lei Aldir Blanc no município, sendo que o representante do Conselho Municipal de Cultura é um servidor público indicado.

A carta contou com assinaturas de muitos agentes e grupos culturais locais que se sentem desfavorecidos pelo rigor dos critérios publicados pela gestão pública municipal, através do Decreto nº 068/2020 de 25.09.2020.

A carta denuncia como ilegalidade também o favorecimento às ‘categorias’ e grupos que têm maior facilidade na apresentação de documentos formais excessivos, em detrimento à autodeclaração prevista na legislação federal. Eles denunciam também a ausência de qualquer consulta pública ao setor cultural e sociedade civil. Além de dezenas de erros formais e inconsistências no teor da regulamentação municipal que legisla quanto aos critérios de classificação para concessão do subsídio mensal.

Os participantes do Fórum Permanente de Cultura de Ilhéus, exigem uma audiência no prazo de 72 horas com o poder público, que seja publicado um novo decreto com critérios alinhados com a legislação federal e que seja realizada eleição da presidência do Conselho Municipal de Cultura.

FLISBA faz nascer uma Primavera Literária no Sul da Bahia

Os apresentadores Tácio Dê e Sheilla Shew.

O Festival Literário Sul – Bahia (FLISBA) ocorreu entre os dias 24 e 26 deste mês e inaugurou a estação das flores e veio promovendo uma “ Primavera Literária” como estampou em seu tema. Além das flores que chegaram, o FLISBA apresentou diversas discussões sobre literatura, o acesso ao livro e à leitura, bem como os desafios da produção literária no sul da Bahia. O evento vai se transformando em um movimento em defesa da literatura e do acesso à leitura.

O festival foi realizado por meio das redes sociais, especialmente, do canal do Youtube – Festival Literário Sul-Bahia. Foram seis mesas de discussões, além da mesa de abertura e de outros momentos que estabeleceram uma sintonia com diferentes linguagens artísticas, envolvendo artes plásticas, música, cinema e teatro.

O FLISBA foi organizado em tempo recorde, os preparativos foram iniciados em 31 de julho deste ano e em menos de dois meses o FLISBA estava ocorrendo nas redes sociais. Foi uma semente que rapidamente floresceu dando frutos. Os organizadores são pessoas que moram em diferentes cidades, mas todos e todas com origem no sul da Bahia. Algumas pessoas envolvidas na organização do evento estão morando fora do sul da Bahia, como o escritor Geraldo Lavigne de Lemos e Sophia Sá Barretto, que estão morando, respectivamente, em São Paulo e em Portugal.

A abertura do FLISBA (24/09) reuniu três academias de letras do sul da Bahia: Academia de Letras de Itabuna (ALITA), Academia de Letras de Ilhéus (ALI) e a Academia de Letras e Artes de Canavieiras. A presidente da ALITA, Silmara Oliveira, sintetizou e disse o que representava o evento como “o encontro da literatura em primeiro lugar, proporcionado pelo FLISBA, que representa o pensamento assim de muitas pessoas antenadas na arte, cultura e conhecimento. É vasto o mosaico de poetas, ficcionistas, contistas ensaístas da região sul da Bahia.”. (mais…)

Programa Aldir Blanc Bahia anuncia oito editais com recursos de mais de R$ 50,7 milhões para Cultura

 Imagem: Secult-BA.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, inicia a programação com lançamentos de oito editais divididos entre Seleções Simplificadas Emergenciais e Premiações por meio do Programa Aldir Blanc Bahia. O anúncio foi feito em transmissão realizada na terça-feira (29), e os primeiros certames, publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (30), são os do Prêmio das Artes Jorge Portugal, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Os outros terão publicação nos próximos dias. As seleções contemplam propostas das diversas linguagens artísticas, as manifestações populares, comunidades tradicionais e segmentos da cultura, além de patrimônio e salvaguarda, livro e leitura, memória e biblioteca. Trazendo um investimento de mais de R$ 50,7 milhões para a cultura na Bahia, as convocatórias são realizadas com recursos do Governo Federal, através da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, em cumprimento à Lei Federal Nº 14.017, de 29 de junho de 2020. As chamadas públicas para linguagens artísticas terão o percentual de 50% das cotas destinados à população negra.

“Tem sido meses de muito trabalho e de inúmeros diálogos para que enfim, pudéssemos chegar a este momento tão aguardado pela comunidade cultural baiana. Tudo isso é fruto da mobilização da classe cultural de todo o país, que foi fundamental e diretamente responsável pela concretização da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. As chamadas públicas lançadas por meio do Programa Aldir Blanc Bahia têm por objetivo serem simplificadas e abrangentes, visando uma rápida execução para cumprirmos os prazos da regulamentação federal, e contemplar ações e propostas que vão movimentar a cultura de todos os territórios de identidade do estado, premiar projetos e artistas, coletivos, mestres, griôs, que impactam as suas comunidades e os públicos com os quais lida”, explica a secretária estadual de cultura, Arany Santana.

Os valores das chamadas públicas correspondem a R$ 25.000.000,00 para os editais das linguagens artísticas; R$ 10.261.683,10 serão investidos nas áreas de Livro e Leitura, Bibliotecas, Arquivos e Memória; para as culturas populares e identitárias estão destinados R$ 6.500.000,00; na Salvaguarda para Patrimônio Imaterial o valor é de R$ 6.000.000,00, e Pontos de Cultura R$ 3.000.000,00, totalizando investimento de R$ 50.761.683,10.

Convocatórias (mais…)

Para memória curta, Teatro

O Teatro Popular de Ilhéus foi fundado há 25 anos, e o trabalho do grupo sempre teve como vocação a representação da classe trabalhadora e das minorias. Esse trabalho artístico, para além de buscar entreter o público, é também um trabalho de conscientização política e social. Um exemplo é o espetáculo “Teodorico Majestade: as últimas horas de um Prefeito”, que foi criado em 2006 como um posicionamento do TPI diante dos escândalos políticos ocorridos na cidade, e sua repercussão contribuiu para a mobilização da população ilheense contra o então prefeito. Tantos anos depois, a obra permanece atual, pois a fictícia Ilha Bela poderia muito bem representar muitas cidades brasileiras. Além disso, sua importância histórica não deixa de ser um refresco para a memória dos Ilheenses, que poderão relembrar o episódio que inspirou a montagem e assim manterem alerta sua consciência política.

Adaptada para uma versão inteiramente virtual, levando teatro ao público de forma remota durante a pandemia do Covid-19, a montagem “Teodorico Majestade: a última Live de um Prefeito” chega à sua última semana de apresentação da segunda temporada. Nesta sexta-feira (25), às 21 horas, “Teodorico” fará parte da programação do Festival Literário Sul-Bahia (FLISBA), e a inscrição pode ser feita no link www.sympla.com.br/flisba.

Já no sábado (26), o TPI faz a última transmissão ao vivo da temporada, às 20 horas. Após a apresentação, acontece ainda um bate-papo entre o grupo, o público e dois convidados especiais – a atriz e produtora teatral Tuca Moraes e o dramaturgo, ator e diretor teatral Luiz Fernando Lobo são da Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro (RJ), e vão falar sobre os encontros com o Teatro Popular de Ilhéus e sobre os modos de produção e processo de formação de novos públicos. Os ingressos são limitados, e estão à venda na plataforma Sympla por 10 e 20 reais. O público pode ainda ajudar o grupo com colaborações voluntárias de 50 e 100 reais, e dessa forma contribuir para a manutenção da Tenda TPI durante a pandemia. A transmissão acontecerá pelo Zoom, cujo link será enviado por e-mail, e o espectador deverá ter o programa instalado em seu smartphone ou computador para assistir ao espetáculo. Para realizar a compra dos ingressos, basta acessar o site www.sympla.com.br/teatropopulardeilheus. (mais…)

Brasileiros estão lendo menos e Bíblia segue sendo o livro mais lido, aponta pesquisa ‘Retratos da Leitura’

‘Retratos da Leitura’ mostra que brasileiros que mais leem têm entre cinco e treze anos de idade Foto: Ana Branco / Agência O Globo.

De O Globo.

Os brasileiros estão lendo menos, aponta a pesquisa “Retratos da Leitura”, divulgada nesta sexta-feira. Segundo o estudo, o país perdeu 4,6 milhões de leitores em quatro anos: em 2019, 100,1 milhões de pessoas — isto é, 52% da população — tinham o hábito de ler. Quatro anos antes, a leitura era praticada por 56% dos brasileiros. A pesquisa também apontou que as crianças de cinco a dez anos estão lendo mais, na contramão de todas as outras faixas etárias, e que a Bíblia ainda é o livro mais lido no país.

Realizado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, o estudo considera como leitores as pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores ao levantamento dos dados, realizado entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. Foram realizadas 8.076 entrevistas, em 208 municípios de 26 estados.

Cinco livros por ano

Apesar da queda no número de leitores, o brasileiro manteve a média de livros lidos por ano: são cerca de cinco obras por pessoa, sendo metade delas lidas integralmente e metade, de forma parcial. Dois em cada três brasileiros que leem costumam largar um livro sem terminá-lo, e 28% dos leitores leem mais de uma obra ao mesmo tempo.

No ano passado, 108,7 milhões de brasileiros — ou seja, 56% da população — disseram ter lido pelo menos um livro, inteiro ou em partes. O número é menor do que o registrado em 2015, quando 115,9 milhões de pessoas (62% do país) leram pelo menos uma obra. Em relação aos que leram pelo menos um livro de literatura, o índice é ainda mais baixo: apenas um a cada três brasileiros o tinham feito. (mais…)

Cadastro estadual do trabalhador da cultura permanece aberto

O cadastro estadual dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura, lançado em 14 de julho pelo Governo da Bahia, por meio das secretarias estaduais de Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), permanece aberto através de plataforma online. Além de traçar um panorama dos profissionais dos segmentos culturais nos 27 territórios de identidade baianos, fornecendo informações para a elaboração de políticas públicas no campo cultural, o cadastro servirá de base para o acesso ao auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc.

A plataforma está disponível neste link. Ao final do cadastramento, é possível solicitar o envio, para o e-mail informado, de cópia das respostas submetidas no formulário. É necessário selecionar a opção indicada na tela final do cadastramento para receber a cópia da inserção de informações. Em caso de dúvidas, o profissional pode entrar em contato pelo endereço [email protected], informando nome completo, CPF e e-mail para verificação.

Uesc concede o título de Doutor Honoris Causa ao Mestre Virgílio

Mestre Virgílio recebe título “Honoris Causa” da UESC.

Emoção é a palavra que melhor define a 53º reunião (online) extraordinária do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Santa Cruz (Consu/Uesc) realizada na tarde do dia 4 de agosto. Os conselheiros, como sempre, ouviam atentos e circunspectos a leitura do parecer pelo professor Sanqueilo de Lima Santos no rito e formalidade acadêmica. Desta vez, sem pronunciamentos ou apartes corrigindo ou acrescentando, concordado ou discordando. Numa raríssima exceção, o Consu outorga, por unanimidade, o título Doutor Honoris Causa para Sr. José Virgílio dos Santos, o Mestre Virgílio.

“Honoris Causa” é uma expressão latina que significa “por causa de honra” e utilizada quando uma universidade deseja conceder um título de honra para uma personalidade de grande destaque ou importância por seu trabalho.

– Mais que isso, – disse o presidente do Conselho e reitor da Universidade, Alessandro Fernandes de Santana – hoje nos sentimos grandes. Neste momento, em que no Brasil e no mundo, ressoam atitudes de intolerância, preconceitos, sufoca-se a cultura, tentam desconstruir tradições e, com isso, os valores materiais e imateriais, este Conselho, por unanimidade, autoriza a nossa Universidade a conceder o título Doutor Honoris Causa para o Mestre Virgílio. Mestre, porque fez do seu modus vivendi a sua tese e a defende na Academia da vida.

Mestre Virgílio.

O título foi proposto pela professora Camila Righetto Cassano (DCB), que foi convidada pelos Conselheiros a falar. Emocionada, ela emocionou ainda mais aos participantes da reunião, “esse título é o reconhecimento dos valores da cultura afro-brasileira e em especial o valor cultural da Capoeira. É o reconhecimento a uma pessoa que fez da sua vida um grande terreiro, onde pôde passar a todos, sem distinção, os seus conhecimentos. Por extensão, reconhece os muitos mestres de capoeira que continuam esquecidos e pouco valorizados enquanto mantenedores de uma cultura que atravessou séculos de resistência à escravidão e discriminação”.

No parecer, os autores reconhecem que “Virgílio figura entre os mestres de Capoeira Angola mais antigos permanecendo em atividade e é único por sua história desvinculada da região de Salvador e Recôncavo. A trajetória de vida e resistência, suas produções artísticas, o apoio e incentivo a grupos de capoeira e a manutenção da tradição da Capoeira Angola em sua linhagem demonstram o saber e o fazer de Mestre Virgílio em prol da cultura afro-brasileira, tendo a cidade de Ilhéus como ponto de origem. Tais atributos conferem a Mestre Virgílio, as qualidades que justificam a concessão do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz, o qual se destina à personalidade que se tenha distinguido pelo saber ou atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia, das Letras ou de melhor entendimento entre os povos”.

Teatro Popular de Ilhéus divulga programação de junho no TPIFLIX

Conteúdo semanal é disponibilizado no Youtube. (Foto: divulgação)

Para manter uma programação cultural para o seu público durante o período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, o Teatro Popular de Ilhéus criou o projeto TPIFLIX, com conteúdo semanal em seu canal no YouTube, convidando a todos a assistirem teatro sem sair de casa.

A página, que já possuía alguns vídeos de espetáculos na íntegra, documentários, trailers, entrevistas e cobertura de eventos, agora está disponibilizando materiais inéditos, produzidos pelo grupo de forma remota. E a programação do mês de junho possui 4 quadros periódicos que poderão ser conferidos pelo público através do link youtube.com/teatropopulardeilheus.

Nas três primeiras quintas-feiras do mês, dias 04, 11 e 18, vai ao ar a peça “Romeu e Julieta”, uma versão interpretada por Vânia Nogueira e Gilberto Morais. Com três episódios, a obra conta a história de Romeu Montéquio, dedicado agrônomo por formação, e Julieta Capuleto, sábia astrônoma de profissão. Juntos eles enfrentam a ira das desavenças de seus pais coronéis, inimigos jurados. A peça romântica, de classificação livre, é uma homenagem ao mês dos namorados.

Já às sextas-feiras continua acontecendo o quadro infantil “Recontando Histórias Populares”, que vem sendo postado desde o mês de abril. Interpretadas por Tânia Barbosa e com trilha sonora de Pablo Lisboa, as fábulas ganham versões com recursos especiais de filtros do instagram para dar vida aos personagens. Os vídeos têm classificação livre e traz importantes lições de moral.

Quinzenalmente, dias 06 e 20 de junho, o TPIFLIX posta vídeos e/ou músicas gravadas em 2013 durante o projeto “Sábado Sim” com bandas e artistas da nossa região. O projeto, que acontecia na Casa dos Artistas, antiga sede do Teatro Popular de Ilhéus, teve o intuito de valorizar e movimentar o cenário do rock ilheense e itabunense, e foi registrado pelo Núcleo de Audiovisual do TPI.

Por fim, aos domingos, Romualdo Lisboa continua montando o quadro “Letras de Nhoesembé: leituras de autores vivos de Ilhéus”. Com curadoria de Fabrício Brandão, editor da revista literária “Diversos Afins”, trata-se de uma tentativa de dar voz a uma geração de contistas, poetas e poetisas, romancistas, dramaturgos, escritores de diversos gêneros, que estão vivos, atuantes, escrevendo hoje, nesse contexto terrível de pandemia. Ilhéus possui uma cena muito produtiva no campo das letras. A Academia de Letras de Ilhéus é um espaço de grandes escritores do passado, mas essencialmente de escritores do presente. Uma geração de literatos que para além de dialogar com os legados de Adonias Filho, Jorge Amado, Telmo Padilha, Hélio Pólvora, dentre tantos, constroem um novo caminho, um novo universo da literatura Grapiúna.

(mais…)

Sesc lança projeto virtual como incentivo à produção artística nacional

Em função das mudanças de comportamento social causadas pela pandemia de Covid-19, a classe artística foi fortemente atingida, com o fechamento dos equipamentos culturais e a impossibilidade de apresentações presenciais. Esse cenário é agravado ainda pela imprevisibilidade da volta dos espetáculos.

É nesse contexto que o Sesc lança o projeto Sesc Cultura ConVIDA!, para incentivar a produção artística em todas as vertentes e levar as apresentações para dentro das casas da plateia.

De 3 a 7 de junho, artistas de todo o país poderão inscrever seus trabalhos por meio do site www.sesc.com.br/convida. Serão contemplados até 470 projetos de arte educação, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, biblioteca/literatura, música e patrimônio cultural, com investimento previsto de R$ 587.500,00.

Com foco em trabalhos não divulgados nos grandes meios de comunicação, o projeto inclui ainda oficinas, debates e podcasts com profissionais que integrem o sistema produtivo da cultura.

“O Sesc Cultura ConVIDA! é a manutenção do trabalho de fomento, difusão e incentivo à produção artística nacional, que o Sesc promove ao longo de mais de sete décadas. Com esta iniciativa pretendemos não só valorizar o trabalho dos artistas de todas as regiões e movimentar a economia criativa, como também contribuir para a qualidade de vida e bem-estar do público neste cenário de isolamento social”, disse a Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Lucia Prado.

Cada proponente poderá realizar apenas uma inscrição e as propostas apresentadas deverão respeitar as medidas de isolamento social que estejam em vigor no momento da sua execução.

As comissões de cada segmento são compostas por profissionais de Cultura do Sesc que atuam no planejamento e desenvolvimento da programação cultural da instituição.