Ilhéus está em alerta contra a dengue e chikungunya

Foto: Secom/Ilhéus.

Segundo dados obtidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o número de casos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cresceu 301,4% em 2019 na Bahia. O município de Ilhéus ainda não apresentou aumento significativo nos números de caso, porém o índice de infestação predial (IIP) do mosquito transmissor está alto, em 10%. O Ministério da Saúde preconiza meta de 1%.

A combinação de altas temperaturas e chuvas, características do período de primavera/verão, aumentam as chances de proliferação do vetor transmissor, já que os moradores acabam descuidando da limpeza dos quintais. O mosquito procria-se até mesmo em depósitos pequenos com água parada como tampinhas de garrafas e folhas secas.

Considerando o alto IIP e o período de chuvas, a secretaria municipal de Saúde (Sesau), por meio da vigilância em saúde, está intensificando as ações de controle das arboviroses (dengue, zika e chikungunya) realizando vistoria de rotina nos imóveis, bloqueio focal e perifocal de criadouros em situações de casos suspeitos e confirmados, pesquisa larvária em 1/3 dos imóveis e vistorias aos pontos estratégicos de 15 em 15 dias.

Além das ações de rotina, o Programa de Controle às Endemias conta com uma equipe de educação em saúde que realiza palestras principalmente nas escolas da rede pública e privada. De acordo com a Vigilância, não basta apenas um pequeno grupo combater a Dengue, precisa que cada morador se torne o agente de saúde da própria casa, identificando e eliminando os possíveis focos do mosquito.

Da Secom/Ilhéus.

Casos de dengue no Brasil aumentam 149% em janeiro; chikungunya diminui 51%

Mosquito Aedes aegypti. Foto: internet.

Da Agência Brasil.

O número de casos prováveis de dengue registrados no Brasil em janeiro deste ano mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2018. De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 2 de fevereiro, o aumento era de 149%, passando de 21.992 para 54.777 casos prováveis – uma incidência de 26,3 casos por 100 mil habitantes.

Ainda segundo a pasta, foram registradas, até o momento, cinco mortes provocadas pela doença, sendo uma no Tocantins, uma em São Paulo, duas em Goiás e uma no Distrito Federal. Em 2018, foram notificados 23 óbitos por dengue.

Por meio de nota, o ministério avaliou que os dados epidemiológicos alertam para a necessidade de intensificação das ações de eliminação de focos do Aedes aegypti em todas as regiões do país. “São ações que envolvem gestores estaduais, municipais, governo federal e a população”.

Regiões

De acordo com o boletim, a região Sudeste concentra 60% (32.821) do total de casos registrados no país em 2019. Em seguida estão as regiões Centro-Oeste, com 10.827 casos de dengue; Norte, com 5.224 casos; Nordeste, com 4.105 casos e Sul, com 1.800 casos.

Em relação à incidência, que considera a proporção de casos com o número de habitantes, Centro-Oeste e Sudeste apresentam os maiores dados: 67,3 casos por 100 mil habitantes e 37,4 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Quando comparados os dados entre 2018 e 2019, o Sul apresenta o maior índice de crescimento de casos, 597,7%, passando de 258 para 1.800 casos prováveis. O Sudeste teve aumento de 472,6%, saindo de 5.732 para 32.821 casos. O Norte tem índice de 233%, saindo de 1.569 para 5.224 casos. E o Nordeste registra crescimento de 37,6%, passando de 2.983 para 4.105 casos.

O Centro-Oeste, segundo o balanço, é a única região do país que apresentou redução nos números, de 5,4%, saindo de 11.450 para 10.827 casos prováveis de dengue.

Estados

O levantamento mostra que dois estados registraram aumento de mais de 1.000% no número de casos de dengue  – Tocantins, com crescimento de 1.369%, saindo de 210 para 3.085 casos prováveis; e São Paulo com aumento de 1.072%, passando de 1.450 para 17.004 casos prováveis.

Outros dois estados, segundo o ministério, apresentaram crescimento considerado significativo: Paraná, com aumento de 648,6%, saindo de 214 para 1.602 casos; e Santa Catarina, com 644%, passando de 18 para 134 casos.

Em relação à incidência, destacam-se Tocantins, com 198,4 casos por 100 mil habitantes; Acre, com 163,7 por 100 mil habitantes; Goiás, com 108,7 por 100 mil habitantes; Mato Grosso do Sul, com 79,7 por 100 mil habitantes; Espírito Santo, com 61,9 por 100 mil habitantes; e Minas Gerais, com 58,9 por 100 mil habitantes.

Zika

Ainda de acordo com o boletim, até 2 de fevereiro, foram notificados 630 casos de infecção pelo vírus Zika em todo o país – uma redução de 18% em relação ao mesmo período de 2018, quando haviam 776 casos. A taxa de incidência da doença no Brasil é de 0,3 casos por 100 mil habitantes.

O Norte apresentou o maior número de notificações, 410 casos. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com 119 casos; Nordeste, com 49 casos; Centro-Oeste, com 43 casos; e o Sul, com 9 casos.

Chikungunya

Já em relação ao chikungunya, o Brasil apresentou redução de 51% nos casos este ano em relação ao mesmo período de 2018. Até 2 de fevereiro, foram registrados 4.149 casos prováveis de infecção contra 8.508 casos notificados no ano passado.

A incidência, em 2019, está em 2 casos por 100 mil habitantes. Entre as regiões, o Norte do país apresentou o maior número de casos, 2.730. Em seguida, aparecem Centro-Oeste, com 789 casos; Nordeste, com 446 casos; Sul, com 94 casos; e Centro-Oeste, com 90 casos.

Belmonte, a capital do Guaiamum, vive estado de alerta em relação à dengue

O guaiamum de Belmonte tem a companhia do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Fotos: Google.

O Boletim Epidemiológico de Arboviroses da Bahia, edição 2018, informa que 44 municípios apresentaram índices relacionados à dengue que configuram estado de alerta.

Belmonte faz parte da lista por ter apresentado coeficiente de incidência (CI) acima de 100 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, foram registrados 250 casos de dengue em 2018 na “Capital do Guaiamum”.

Entre os 10 municípios que apresentaram maior CI para dengue na Bahia, 8 estão localizados na região oeste.

De acordo com o boletim da secretaria estadual de saúde, em 2018 ocorreram 3 óbitos devido à doença nos municípios de Bom Jesus da Lapa (01), Canápolis (01) e Casa Nova (01).

Veja a tabela publicada no boletim.

O boletim pode ser lido neste link.

INSTITUTO VITAL BRAZIL PESQUISA FITOTERÁPICO CONTRA O VÍRUS ZIKA

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Imagem ilustrativa do site Mais Equilíbrio.

Por fatos como esse, é sempre importante conservar o meio ambiente e a biodiversidade.

Da Agência Brasil

O Instituto Vital Brazil, vinculado ao governo do Rio de Janeiro, está pesquisando um fitoterápico contra o vírus Zika. O estudo está na fase laboratorial, in vitro, quando o produto é testado em cultivo celular. “A gente coloca o vírus e o produto e está observando uma inibição bem expressiva da replicação do vírus”, disse o infectologista Edimilson Migowski, presidente do instituto.

“A gente acredita que, na segunda quinzena de abril, já tenhamos esses resultados nas mãos para que possam ser apresentados à sociedade e à mídia como algo promissor”, adiantou.

A base do fitoterápico é uma planta e o princípio ativo foi encontrado nas sementes, no caule, nas folhas e flores. “É uma planta bem comum no nosso meio e que entra em algumas receitas da culinária brasileira”, disse o infectologista, sem revelar o nome do vegetal.

Os pesquisadores já testaram a ação do produto em vírus da dengue tipo 2 e do mayaro vírus – do mesmo grupo da chikungunya. Agora, estão sendo testados os tipos 1, 3 e 4 da dengue, além da chikungunya e do vírus Zika.

Testes

A segunda fase da pesquisa envolverá testes em animais para ver se o produto tem efeito teratogênico, ou seja, se pode provocar malformação nos filhotes quando for administrado em cobaias ou ratas prenhas. Outro teste em animais vai avaliar que dose do fitoterápico poderia ser letal.

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VÍDEO: CRIATÓRIO DO MOSQUITO AEDES EM FRENTE AO POSTO DE SAÚDE

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Canal do aedes. Imagem: Emilio Gusmão.

A denúncia é do aposentado Augusto Argolo morador do bairro Hernani Sá em Ilhéus.

O canal do Eixo Principal do bairro tem servido de criatório para o mosquito Aedes aegypti. Segundo Argolo, o governo Jabes Ribeiro e demais autoridades não tomam providências.

Preocupado, ele mostrou ao blog o suposto foco que fica próximo ao posto de saúde.

Assista o vídeo gravado hoje.

EXCLUSIVO: GOVERNO JABES “BRINCA” DE COMBATE À DENGUE. ITABUNA LEVA A SÉRIO

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Em Itabuna, Bicalho e equipe atuam com profissionalismo. Em Ilhéus, o governo Jabes segue na base do improviso.

Governo Jabes nega informações ao Blog do Gusmão

Decidimos preparar uma reportagem comparativa sobre o combate à dengue em Ilhéus e Itabuna. Temos dados que provam que na cidade vizinha o trabalho acontece com seriedade e profissionalismo, em Ilhéus, o serviço é realizado com amadorismo e improviso.

Por exemplo: Itabuna tem 183 agentes em campo. Ilhéus possui 51.

Na tarde dessa quarta-feira, 16, o secretário de saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, conversou com a nossa reportagem durante 24 minutos.

Bicalho, de maneira transparente e muito educado respondeu todas as nossas perguntas.

Já o chefe de vigilância à saúde da secretaria de Ilhéus, Antonio Firmo, prometeu nos responder ontem à noite, por e-mail. Perguntamos se podia designar outra pessoa para nos atender. Ele disse que informações técnicas sobre a dengue, só o próprio pode dar.

Ligamos novamente hoje pela manha. Antonio Firmo mais uma vez se recusou a prestar esclarecimentos por telefone, mas prometeu enviar por e-mail até as 16 horas. 

Ouça um resumo das nossas conversas por telefone com o responsável pelo combate à dengue no município. O amigo visitante vai constatar que fizemos duas perguntas simples sobre uma política pública. As mesmas indagações foram respondidas tranquilamente pelo secretário de saúde de Itabuna.

Listamos as principais ações praticadas em Itabuna.

Ministério da saúde está prestes a liberar R$ 1, 7 milhão, resultado da audiência do prefeito Vane com  o ministro Marcelo Castro, no início de março.

Itabuna tem 183 agentes de combate a endemias cobrindo 120.500 imóveis.

Ilhéus tem 51 agentes, segundo Antonio Firmo, chefe de vigilância à saúde da secretaria municipal. Perguntado sobre o número de imóveis de Ilhéus, preferiu não responder.

Itabuna promoveu a requalificação dos agentes por meio de um novo treinamento.

O “QG”  da dengue de Itabuna tem laboratório próprio. Os resultados dos exames saem rapidamente.

Perguntado se o Pronto Atendimento (PA) da dengue, localizado no bairro Cidade Nova, possui o mesmo equipamento, o senhor Firmo preferiu não responder.

Em Itabuna a metodologia de aplicação do larvicida foi alterada. Antes era aplicado apenas em locais com água e larvas. Hoje, como prevenção,  é colocado também em locais secos que podem acumular o líquido.

Itabuna tem três carros fumacê, mas são utilizados em bairros onde há comprovadamente grande infestação, pois a sua eficácia elimina apenas 10% dos mosquitos existentes.

A secretaria conseguiu 20 equipamentos de tratamento perifocal (em pontos estratégicos de difícil acesso).

431 agentes comunitários de saúde atuam no trabalho educativo quando visitam as casas. Eles distribuem material gráfico (panfletos).

Os imóveis fechados estão sendo visitados por meio de ordem judicial. A equipe da secretaria possui um chaveiro que evita o arrombamento das casas.

Itabuna decretou estado de emergência em novembro. Até 10 de março foram notificados 45 mil casos de dengue, febre chikungunya e  zika (ao todo). Segundo Paulo Bicalho não há óbito registrado por conta da “tríplice virose”.

A secretaria realiza “faxinaços” todas as quartas-feiras nos bairros, com minitrio, e, funcionários visitando residências numa ampla mobilização. Os bairros São Caetano, Pedro Gerônimo, Santo Antonio e Conceição já receberam os “faxinaços”.

Itabuna montou um painel de guerra e tem contado com o apoio de muitos voluntários. As semanas epidemiológicas são consideradas como mecanismo de apuração dos casos notificados, local onde ocorreram e posterior combate ao mosquito.

ESTUDANTES APRESENTAM REPELENTES E INSETICIDAS CONTRA AEDES AEGYPTI

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Da Agência Brasil

Experimentos de produtos que combatem o mosquito Aedes aegypti, desenvolvidos por estudantes, estão entre os destaques da 14ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorre na Universidade de São Paulo (USP).

As irmãs Danielle Matos e Isabelle Matos, alunas da Escola Status Jardim Paulista, de Campo Grande (MS), desenvolveram um óleo à base de folhas de pitangueira – Eugenia uniflora – capaz de, segundo testes iniciais, repelir e matar o mosquito.

“A nossa ideia surgiu a partir de uma observação feita em casa. De quatro pessoas, só três pegaram dengue. Minha irmã, eu e meu pai. A minha mãe foi a única que não pegou. Na mesma semana, ela tinha trocado o perfume e começado a usar um à base da pitanga. Aí surgiu a ideia”, contou Danielle.

O produto aplicado em água parada reduziu em 85% a presença de ovos, mostrando um efeito repelente à fêmea do mosquito. O óleo também foi capaz de matar de 50% a 62,5% as larvas que nasceram dos ovos.

“A gente encontra um pneu em terreno baldio e, quando chover, esse pneu vai ser um possível foco do mosquito. A gente pinga algumas gotas lá dentro e o mosquito vem e não deposita seus ovos. E se depositar, o óleo vai matar na fase de ovo de larva, não vai virar mosquito”.

Segundo as estudantes, não é possível fabricar o óleo em casa, já que para isso seriam necessários solventes e equipamentos apenas encontrados em laboratórios. O produto ainda não foi testado para uso na pele humana. De acordo com as alunas, ainda são necessários mais estudos para a produção em larga escala.

O aluno Leandro Rastelli, da Escola Afonso Cafaro, de Fernandópolis (SP), buscou desenvolver um larvicida à base da planta Dieffenbachia picta schott, conhecida popularmente como Comigo Ninguém Pode. Os testes iniciais comprovaram que a toxicidade da planta também tem efeito sobre a larva, a pupa e o mosquito Aedes aegypti.

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CASOS DE DENGUE DIMINUEM EM ITABUNA

dengueNo mês de setembro, Itabuna registrou apenas 13 casos de dengue, segundo a secretaria de saúde. Este número representa 68% menos casos que o mês passado e uma redução de 82,5% em relação ao mesmo período de 2012.

Apesar dos bons números, a secretaria alerta para a chegada da estação de altas temperaturas, que propiciam a proliferação do mosquito.

A orientação do Combate a Endemias é que a população mantenha os cuidados em sua residência, limpando os quintais, cobrindo reservatórios e evitando manter recipientes com água acumulada, por exemplo.

DENGUE JÁ ATINGIU MAIS DE 81 MIL PESSOAS NA BAHIA

dengueA dengue na Bahia já soma 81.282 casos nesse ano. O município com maior número de notificações é Feira de Santana, com 4.373. Em segundo aparece Teixeira de Freitas, extremo sul do estado, com 3.464.

No sul da Bahia foram feitas um total de 10.520 notificações. O município com maior quantidade de casos é Itabuna, com 2.649. Ilhéus aparece em seguida, com 2.402 notificações neste ano.

Em todo o estado foram notificadas 56 mortes. 

ITABUNA E ILHÉUS ENTRE AS 10 CIDADES COM MAIOR OCORRÊNCIA DE DENGUE NA BAHIA

dengue-11-07O número de casos de dengue na Bahia esse ano subiu para 78.257.  A quantidade  é superior a de todo o ano passado, quando foram feitas 74 mil notificações.

Nos primeiros oito meses desse ano, o município com maior incidência é Feira de Santana, com 4.192 ocorrências. Em segundo aparece Teixeira de Freitas, que fez 3.442 notificações.

Itabuna teve 2.590 ocorrências e Ilhéus, 2.381, ambas estão na lista dos 10 municípios baianos que mais notificaram casos da doença em 2013.

NÚMERO INSUFICIENTE DE AGENTES COMPROMETE O COMBATE À DENGUE

aedesO combate aos focos do mosquito da dengue é um trabalho realizado pelos agentes de endemias em todo o Brasil. Em Itabuna esse trabalho está comprometido devido ao número insuficiente de profissionais.

Segundo o Jornal Diário Bahia, há cinco anos o governo municipal não realiza concurso para a função. Hoje, apenas 107 pessoas trabalham para atender toda a cidade. Com isso, muitos bairros ficam sem as visitas, o que aumenta ainda mais o risco de epidemia.

700 CASOS DE DENGUE EM ILHÉUS

dengue alvoDesde o primeiro dia do ano até hoje foram registrados 700 casos de dengue em Ilhéus. É o que revela dados da Secretaria Estadual de Saúde.

No sul da Bahia, a situação é mais preocupante é de Una, que já fez 695 notificações. Durante todo o ano passado, o município informou 86 casos da doença.

No estado, os municípios com a maior quantidade de casos de dengue são Brumado, Feira de Santana, Guanambi, Jequié, Teixeira de Freitas. Cada município destes fez mais de 2 mil notificações. Na Bahia foram registrados 47.148 casos suspeitos de dengue.  Informações do A Região.

MORTES POR DENGUE CRESCEM

Do Jornal O Globo

dengueO número de mortes por dengue cresceu nas 12 primeiras semanas deste ano na comparação com o mesmo período de 2012. Dados apresentados ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mostraram que, até 23 de março, o total de óbitos pela doença passou de 102 para 108 no Brasil. Segundo o balanço preliminar, apresentado durante audiência pública na Câmara dos Deputados, foram registrados 635.161 casos suspeitos de dengue no país até o fim do último mês.

Padilha observou, porém, que a confirmação, após investigação de cada caso, tende a reduzir em cerca de 30% o total de ocorrências de dengue. Ainda assim, os dados mostram uma alta na quantidade de casos com relação aos anos anteriores. Em 2010, houve 570,8 mil vítimas; em 2011, 303,5 mil; e, em 2012, 167,2 mil. Em relação às mortes, foram 306, em 2010, e 236, em 2011.

– Deveremos chegar, em 2013, ao mesmo patamar de 2010 com relação aos casos de dengue – disse o ministro, que observou que, desde aquele ano, passou de dois para quatro o total de tipos de vírus em circulação no país.

Sobre os registros de casos de dengue considerados graves, com internação, houve um recuo. Nas 12 primeiras semanas, foram 1.243, ante 1.316 no mesmo período do ano passado. Padilha considerou que a associação entre o combate ao mosquito transmissor, o controle da forma de transmissão, e o cuidado com a saúde dos pacientes levou a esse resultado.

– Precisamos implementar cada vez mais isso (conjunto de medidas) – afirmou.

O ministro lembrou que o governo financia três projetos que buscam o desenvolvimento de uma vacina contra dengue. Outro desafio, afirmou, é reduzir as formas de transmissão do mosquito. Novos modelos já foram testados em cidades da Bahia, mas, para que eles sejam implementados em todo o país, é necessário um prazo que vai de quatro a cinco anos.

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EMPRESA ANUNCIA DESENVOLVIMENTO DE VACINA CONTRA DENGUE

Após estudos preliminares, a empresa Themis, de Viena, anunciou o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.

A fórmula é efetiva para quatro estereótipos conhecidos da doença.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) , a dengue multiplicou sua incidência por 30 nos últimos 50 anos, além de ser uma doença endêmica em 100 países do mundo, incluindo quase todos da América Latina.

O estudo da primeira fase clínica da vacina será iniciado antes do final desse ano.

VERBA PARA COMBATE À DENGUE

dengue alvoO Ministério da Saúde vai reforçar os caixas dos municípios baianos para ajudar no combate à dengue. Ao todo, serão R$ 13,2 milhões destinados a todas as cidades do estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Segundo o G1, a Salvador deve receber aproximadamente R$ 2 milhões do montante. Além da capital, as cidades de Itabuna, Feira de Santana, Ilhéus, Senhor do Bonfim, Serrinha, Guanambi, Jacobina, Jequié e Teixeira de Freitas, que registraram os maiores índices da doença no estado, serão priorizadas.

Itabuna, na região sul, tem a maior taxa de infestação do mosquito transmissor do Brasil.

Para comprovar a rigidez na aplicação dos recursos, os municípios terão de cumprir algumas metas estipuladas pelo Ministério da Saúde, como comprovar a quantidade suficiente de agentes de combates a endemias, garantir a cobertura das visitas domiciliares dos agentes, adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo, além de realizar o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) e notificar os casos graves suspeitos de dengue.

A FARRA DOS ATESTADOS MÉDICOS NA SECRETARIA DE SAÚDE DE ILHÉUS

O jornal A Região deste sábado (13) traz denúncia sobre a farra dos atestados médicos na secretaria de saúde de Ilhéus.

Segundo a publicação, a esperteza de um grupo de agentes de endemias vem comprometendo o combate à dengue na cidade. Muitos têm deixado de comparecer ao trabalho alegando que estão doentes ou foram acompanhar parentes ao médico.

Se somadas todas as faltas dos agentes no mês passado, dariam 300 dias sem trabalhar. Para engrossar o caldo, informações obtidas pelo jornal indicam que um dos funcionários trabalhou somente seis dias nos últimos seis meses.

A irresponsabilidade de muitos servidores pode agravar os casos de dengue na cidade. No início deste mês, a secretaria de saúde do estado colocou Ilhéus na lista dos dez municípios que podem ter epidemia de dengue no próximo verão (veja aqui).

A secretaria de Saúde abriu processo administrativo para investigar a farra de atestados médicos dos agentes de endemias de Ilhéus. Os preguiçosos podem ser punidos com a perda do emprego.