AÇÕES DA ENRC, PROPRIETÁRIA BA BAMIN, TIVERAM QUEDAS ACENTUADAS NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS

O gráfico é do jornal Financial Times, importante publicação sobre economia do Reino Unido.

http://markets.ft.com/research/Markets/Tearsheets/Summary?s=ENRC:LSE

A Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), empresa que toca a Bahia Mineração no Brasil, não está bem posicionada na bolsa de valores de Londres.

Nos últimos dois anos, quedas vertiginosas no valor das ações têm prejudicado o desempenho da empresa do Cazaquistão.

A ENRC lida com processamento de recursos naturais (extração de minérios). Mesmo com o cenário adverso imposto pela economia mundial, o Porto Sul, que vai escoar minério de ferro de Caetité via litoral norte de Ilhéus, é considerado pela Bahia Mineração como “a jóia da coroa”.

O governo da Bahia, entusiasta do empreendimento, prevê o início das obras no final do primeiro semestre de 2013. Já o presidente da Bamin, Francisco Viveiros, respondeu da seguinte forma ao site Bahia Econômica: “Nós temos ainda muitas etapas a cumprir, como a licença de implantação, autorização da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) para o porto, contrato com a Valec para o transporte ferroviário… A partir das liberações, em 36 meses deveremos ter tudo pronto, a mina e o porto. Porque não adianta ter um sem o outro”.

MINERAÇÃO: VALE REDUZ INVESTIMENTOS

Do Estadão

A gigante puxou o freio.

Desembolsos da mineradora no próximo ano devem ficar 7% abaixo do nível de investimento de 2012; queda chega a 24% se for levado em consideração o número que era estimado no início do ano, e que sofreu ajustes ao longo dos meses.

A Vale confirmou ontem que colocou o pé no freio e que investirá menos a partir de agora. Diante de uma plateia de investidores em Nova York, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, frisou que o movimento visa à adaptação da companhia ao novo momento da indústria da mineração. Para 2013, a Vale terá um orçamento de US$ 16,3 bilhões. A cifra é 7% inferior ao desembolso deste ano, que deve fechar em US$ 17,5 bilhões.

O tombo, porém, é ainda maior, de quase 24%, quando comparado aos US$ 21,4 bilhões da previsão inicial para 2012, que não será alcançada. “A Vale tem um histórico de aumentar o seu capex (investimento), mas esse não é o caso agora”, afirmou o diretor executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani. A empresa também deve ganhar novos sócios no ano que vem, em operações de logística e de óleo e gás.

Como uma das empresas de maior volume de negócios na Bolsa de Valores de Nova York, superando operações de grandes companhias americanas, e valor de mercado de US$ 100 bilhões, a empresa realizou ontem o “Vale Day”. Ferreira tocou o sino de abertura do pregão, que reuniu mais de cem investidores e analistas na sede da bolsa, em programação que incluiu sambas como música de fundo e um cardápio que contou com coxinhas e pão de queijo. Este é o décimo ano que a Vale faz apresentação para investidores na Nyse.

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QUEDA NA COTAÇÃO DO MINÉRIO DO FERRO FAZ LUCRO DA VALE DESPENCAR

Os adoradores do minério de ferro ficarão preocupados. Vale a pena investir? A necessidade de uma licença para a implantação do terminal portuário da Bamin não seria mera atividade especulativa?

Do Valor Econômico.

Lucro da Vale no 3º trimestre cai 57% em relação a 2011.

O resultado do balanço da Vale no terceiro trimestre do ano, divulgado ontem, ficou dentro das projeções levantadas pelo Valor em oito instituições financeiras. A receita somou R$ 21, 7 bilhões, o Ebitda, R$ 7,5 bilhões, e o lucro líquido, R$ 3,3 bilhões, que ficaram 18,7%, 51,7% e 56,7% abaixo dos valores alcançados pela empresa no terceiro trimestre de 2011. O lucro por ação foi de R$ 0,65 no período.

A fraca performance trimestral da mineradora deveu-se principalmente à forte queda de quase 50% do preço do minério de ferro, que levou à redução do peso dos ferrosos no total da receita da companhia no terceiro trimestre, o que impacta diretamente o caixa da empresa. Os minerais ferrosos – minério de ferro, pelotas, manganês e ferroligas – responderam por 66,9% da receita operacional da companhia, correspondente a R$ 14,889 bilhões entre julho e setembro. Em igual período do ano anterior, essa participação foi de 74,5%, equivalente a R$ 20,4 bilhões.

O valor médio realizado (faturado) do minério de ferro no terceiro trimestre caiu 44,67%, passando de US$ 151,26 a tonelada no mesmo período de 2011 para US$ 83,69 agora. Nas pelotas, o recuo foi de 31,49%, passando de US$ 205,79 para US$ 140,98 em período deste ano. De acordo com a Vale, a queda dos preços do minério respondeu por US$ 23,6 por tonelada no recuo do preço médio realizado. Além disso, o menor prêmio por teor de ferro contribuiu com uma queda de US$ 1,2 por tonelada no preço médio realizado.

Em compensação, contribuíram positivamente o efeito dos contratos de venda baseados no índice trimestral de preços (VRP), com US$ 2,8 por tonelada, o custo menor com frete (mais US$ 2 por tonelada) e a umidade mais baixa nos embarques de minério de ferro (com US$ 0,4 por tonelada).

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GOVERNO ZERA IPI PARA CARROS 1.0

O governo federal iniciou na noite de ontem (segunda, 21) mais ações de estímulo à economia. O ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou a redução nas taxas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para compra de carros e no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

As reduções no IPI valem até 31 de agosto de 2012 e as do IOF não têm data definida.

O IPI para carros nacionais de até mil cilindradas (1.0) cai de 7% para zero. Para carros importados, esses valores caem de 37% para 30%. Carros de mil a duas mil cilindradas que usem álcool e gasolina (flex) terão IPI passando de 11% para 6,5%.

Carros importados terão alíquota reduzida de 41% para 35,5%. Para utiliários, a queda será de 4% para 1%.

“A isenção atinge a maioria das montadoras instaladas no Brasil”, disse o ministro. Segundo o Correio, além da redução no imposto, bancos públicos e privados se comprometeram a aumentar o volume de crédito e de parcelas e a reduzir o valor de entrada para compra e os juros de financiamento.

UNIÃO CORTA R$ 50 BI. SAÚDE É A MAIS PREJUDICADA

O ministro da fazenda, Guido Mantega, anunciou o corte no orçamento.

O governo federal anunciou ontem (quarta-feira, 15) um corte de gastos de R$ 55 bilhões no orçamento de 2012, superando o bloqueio de verbas feito em 2011, que ficou em 50 bilhões.

Segundo os ministérios do planejamento e da fazenda, o corte é para equilibrar as contas.

Os programas sociais do governo federal estão com verba garantida. Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e o Brasil Sem Miséria não serão atingidos pelo bloqueio.

O ministério que mais sofreu com o contingenciamento de recursos deste ano foi o da Saúde, que terá redução de R$ 5,47 bilhões.

BRASILEIROS JÁ PAGARAM R$ 800 BILHÕES EM IMPOSTOS

De acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), um dos criadores do Impostômetro, mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o valor dos tributos pagos pelos brasileiros já chegou à marca de R$ 800 bilhões.

O registro foi realizado ontem (sexta-feira, 22). Este valor será atingido cerca de 31 dias antes do que no ano passado.

A expectativa do IBPT é que a arrecadação neste ano alcance R$ 1,4 trilhão, R$ 200 bilhões a mais que o ano passado.

CLASSE “C” COMEÇA A ATRASAR AS PRESTAÇÕES

Passados mais de seis meses desde que o governo começou a adotar medidas para restringir a oferta de crédito, os consumidores das classes C, D e E, que se tornaram o motor das vendas do comércio em todo o país, começam a perder o ímpeto de ir às compras. E o sinal mais visível é a inadimplência.

Mais endividados e com os ganhos corroídos pela inflação começam a atrasar as prestações. Em maio, a inadimplência medida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) cresceu pelo quarto mês seguido, avançando 8,21% em relação ao mesmo mês de 2010.

Com as prestações em atraso, o consumo, principalmente na classe C, ficou para depois. O que mostra sucesso nas medidas do governo. Mas não é um mau sinal para o comércio, porque mostra que esse consumidor está organizando melhor seu orçamento, para honrar os compromisso e voltar a comprar.

Informações do jornal O Globo.

ATENÇÃO ADORADORES DO MINÉRIO DE FERRO! ECONOMISTA PREVÊ O FIM DA FARRA DOS ALTOS PREÇOS DAS COMMODITIES

Wilson Cano.

Entrevista do economista Wilson Cano concedida ao jornal Folha de São Paulo, no último domingo (12/06).

A desindustrialização no Brasil avança. O país está regredindo. Não basta ter uma política industrial. É preciso mexer no câmbio e reduzir muito os juros. O diagnóstico é do economista Wilson Cano, 73.

Nacionalista e admirador de Celso Furtado, Cano tem sua vida acadêmica ligada à história da Unicamp.

Doutor e livre-docente em economia, hoje aposentado, ele é professor voluntário na Universidade. Autor de diversos livros sobre desenvolvimento industrial, Cano está pessimista. Sente falta de empresários com visão estratégica e critica o modelo que “está exterminando o futuro”, diz. Prevê o fim da farra dos altos preços das commodities, já que a China constrói novas fontes de abastecimento. Para ele, o Brasil erra como uma cigarra que canta com música chinesa.

Folha – Está ocorrendo desindustrialização?

Wilson Cano – O termo tem dois sentidos. No primeiro é um fenômeno que se vê com naturalidade: é a diminuição da proporção da renda e do produto gerado pela indústria no PIB geral. Isso ocorre em sociedades que já atingiram um padrão de produção e de consumo, onde a urbanização é praticamente total e a diversificação de serviços é extraordinária. Nesses locais é normal aceitar que o peso da indústria no PIB esteja reduzido a 20%, como se aplica aos países da Europa Ocidental e aos EUA. No mau sentido da palavra, desindustrialização significa uma precoce diminuição da presença da indústria num país em que ainda há muita coisa a fazer em termos de industrialização, como é o caso do Brasil. 

Como explicar isso?
Nos anos 1980 o peso da indústria de transformação no PIB era de 33%. Hoje é de 16%. Tínhamos toda uma frente por desenvolver: espacial, petroquímica, química fina, informática, eletrônica, fármacos. Entretanto estamos há 31 anos em crise. Nos 80 veio a crise da dívida. Depois o neoliberalismo com um crescimento medíocre, até 2003. De 2004 para cá estamos vivendo um processo ilusório, em parte, porque estamos crescendo sem investimento. Estamos crescendo pelo consumo, pelo crédito. E a situação no mercado internacional que é excepcional, com os elevados preços de produtos primários.

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CUSTO DA CESTA BÁSICA CAI EM ILHÉUS E SOBE EM ITABUNA

O custo da cesta básica em Ilhéus diminuiu 3,04%, de R$193,11 em abril, para R$187,25 em maio. Além da redução de 24,95% no preço da banana, o arroz,  a manteiga e o óleo também apresentaram queda.

Segundo boletim da UESC, o tomate, farinha, feijão e carne tiveram altas significativas.

Já em Itabuna o preço da cesta básica aumentou 2,83% em relação a abril, de R$186,67 para R$191,95 em maio. A elevação de 10,34% no valor do tomate foi o que mais influenciou na alta.

PRIMEIRO LOTE DO PRÉ-SAL SERÁ VENDIDO AO CHILE

A Petrobras anunciou ontem (terça, 19), em nota, que a primeira produção de petróleo do pré-sal será exportada para o Chile. O embarque para a estatal chilena Empresa Nacional de Petróleo (Enap) ocorrerá em maio. O volume contratado é de 1 milhão de barris, extraídos no Campo de Lula.

O Campo, batizado com o nome do ex-presidente, fica na Bacia de Santos e representa a antiga área de Tupi, rebatizada no final de 2010. A Petrobras detém 65% da concessão, juntamente com a BG Group, (25%) e a Galp Energia (10%).

REDE CHAME CHAME EM DIFICULDADES

Após o fechamento das lojas de Itabuna e Eunápolis, a rede de supermercados Chame Chame  fechou também sua loja em Itamarajú, que funcionava há 20 anos.

Segundo os administradores da rede, a forte concorrência, principalmente dos grupos Atacadão e Rondelli, ocasionou a diminuição das vendas, forçando a rede a fechar a unidade.

O Chame Chame, apesar dos problemas financeiros, continuará com suas lojas em Guaratinga, Porto Seguro e Eunápolis.

Com informações do Teixeira News.

AUMENTA NÚMERO DE DEMISSÕES EM ILHÉUS

Ilhéus apresentou números  negativos na geração de empregos no mês de fevereiro.  As empresas dos setores de comércio e serviços foram as que mais demitiram. No comércio foram eliminados 90 postos de trabalho, as empresas do setor de serviço tiveram saldo negativo de 50 vagas.

Quando computados os dados de janeiro e fevereiro, o comércio foi o setor com pior desempenho.

Foram registradas 321 contratações e 450 demissões, o que resultou em saldo negativo de 129 vagas. Apesar do maior número de desempregados, no acumulado do ano, o desempenho da economia de Ilhéus superou a de Itabuna, que demitiu 135 empregados.

 

VOLTA DA CPMF NÃO É UNANIMIDADE

Em Brasília e nos Estados há incontáveis defensores da volta da CPMF, mas eles são minoria na luta pela volta do imposto.

A julgar pelo que apurou o Ibope, a exumação do tributo morto não é propriamente uma causa popular: 72% são contra.

E se o novo tributo for 100% destinado à saúde? Ainda assim, 67% declaram-se contrários.

Para 87% dos entrevistados, o fardo tributário já é pesado demais. Pior: 79% acham que o peso está aumentando.

Informações Bastidores do Poder

 

5,91% DE REAJUSTE AOS SERVIDORES ESTADUAIS

Numa votação tranquila e com vitória folgada, o governo não teve nenhuma dificuldade para aprovar o reajuste de 5,91% para os servidores do Estado.

As bancadas da oposição e dos independentes apresentaram proposta de aumento de 10%, mas, a idéia não foi adiante.

O aumento dos servidores inclui  pagamentos retroativos referentes a janeiro e fevereiro, agora em março.

A REFLEXÃO DO DESENVOLVIMENTO

Por Paulo Paiva

O carnaval acabou, e desembocamos na quaresma, período de quarenta dias que antecedem aressureição de nosso senhor Jesus Cristo. É tempo de reflexão, e ela vem em boa hora, pois o país precisa refazer uma previsão de receitas superdimensionada para o progresso rápido, e o sul da Bahiaprecisa entender o maior pacote de promessas de sua história.

Boa hora que trás a Campanha da Fraternidade com o tema Fraternidade e a Vida do Planeta, uma reflexão que está no centro das questões do desenvolvimento nacional e regional.Se o sul da Bahia ficou tanto tempo esquecido, vivendo na “autônoma ditadura social do cacau”, ganhou do outro lado da moeda, uma inédita preservação de riquezas, tornou-se relíquia territorial, que agora vê-se redescoberta por gregos e troianos, e é colocada na trilha das ambições do progresso nacional. Assim vem atraindo todo tipo de investimentos, de industrias, tornou-se alvo de grandes especulações em todas as áreas, e podemos até dizer que o Sul da Bahia “está virando moda”.

É justamente nessa hora de tantos olhos sobre nós, que devemos se conhecer e pensar nosso destino com a benção da reflexão sobre o desenvolvimento fraterno, e cuidadoso com o planeta . Reflexão que o Bispo Dom Mauro Montagnoli nos chama com encontro marcado no próximo domingo na Catedral de São Sebastião.De uma coisa já sabemos: o sul da Bahia está encontrando a porta de saida da crise economica com suas próprias pernas, e prova disso são os investimentos privados no comércio, habitação e rede hoteleira, os milhares de turistas, etc. Mas existem muitas ideias vindas de fora que precisamos entender, e não são apenas ideias, são também interesses que precisamos conhecer a fundo.

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