PSDB fecha com Valderico Junior e Marcos Flávio deixa o partido

O tucano bateu asas rumo a Valderico Junior.

Nesta segunda-feira, 30, a reportagem do BG manteve contato com o presidente do PSDB-Ilhéus, Alan Marinho, para saber qual será a posição do partido nas eleições municipais deste ano.

Alan Marinho revelou que os tucanos vão caminhar com o empresário Valderico Junior, pré-candidato a prefeito pelo DEM. A composição ocorreu naturalmente após entendimento entre as direções municipal e estadual, uma vez que na Bahia DEM e PSDB estão juntos na oposição ao PT.

O deputado federal Adolfo Viana (presidente estadual do PSDB) e Alan Marinho concluíram ser impossível fazer aliança com o PSD do prefeito Mário Alexandre, partido que compõe a base de apoio do governador Rui Costa (PT).

Alan Marinho continua na presidência e Marcos Flávio deixa o partido.

O advogado e ex-vereador Marcos Flávio, integrante da procuradoria jurídica do governo Marão e nome de maior peso eleitoral que havia no ninho dos tucanos, deixou o partido e vai continuar entre os apoiadores do prefeito.

Também saíram o pastor Carlos Moraes, Roberto de Jesus (Corsário), Paulo Roberto Carmo (7 flechas) e o 1º suplente de vereador Jonilson Souza (que tem cargos no governo municipal). Permaneceram Alan Marinho, Adilson Souza, Ivan Benevides e Tyandrer Macedo.

A partir da aliança com Valderico Junior, o PSDB-Ilhéus vai receber ex-integrantes do Podemos, que deixaram a legenda por terem se recusado a apoiar Marão.

Congresso discute adiar eleições municipais por causa do coronavírus

Fonte: Folha de São Paulo

A crise provocada pelo coronavírus e a incerteza sobre a extensão e a duração da pandemia levaram congressistas a iniciar um movimento em defesa do adiamento das eleições municipais previstas para outubro de 2020. Estimativas do Ministério da Saúde apontam para aumento dos casos entre abril e junho. A situação só se estabilizaria a partir de julho.

O cenário traçado pelo ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) causou preocupação entre líderes de partidos na Câmara e de congressistas, que temem impacto nas campanhas eleitorais. Elas estão previstas para começar apenas no dia 16 de agosto, mas até lá parte do calendário eleitoral pode ser afetado.

Na terça-feira (17), alguns dirigentes partidários, entre eles o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), debateram a necessidade do Congresso discute adiar eleições municipais por causa do coronavírus de achar uma saída jurídica para o caso de a crise se estender até o início das campanhas.

De acordo com o dirigente, se até julho vigorar ainda a restrição para realização de eventos, as convenções partidárias estariam inviabilizadas. Pela lei eleitoral, o prazo para escolha dos candidatos é de 20 de julho até 5 de agosto.

“É uma avaliação antecipada, mas que tem de estar no nosso radar. Terça abrimos a discussão para saber o que é preciso juridicamente”, disse.

Uma das recomendações do ministério é evitar contato e aglomerações. Isso afetaria também um dos mais tradicionais recursos políticos, o corpo a corpo com eleitores.

O líder do PL, Wellington Roberto (PB), compartilha da preocupação de Paulinho. “Todas as agendas que a gente tinha nos estados foram canceladas por causa da concentração popular. O meu temor é que não se consiga realizar os eventos a tempo nem mesmo das convenções partidárias no prazo da lei”, diz.

Alguns, como o líder do Podemos na Câmara, deputado Léo Moraes (RO), já iniciaram consultas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Moraes afirmou que a ideia inicial era unificar, em uma PEC (proposta de emenda à Constituição), as eleições municipais de outubro deste ano com as eleições gerais de 2022. (mais…)

Jabes Ribeiro descarta possibilidade de Rui Costa apoiar exclusivamente Marão

O ex-prefeito Jabes Ribeiro, governador Rui Costa e o prefeito Mário Alexandre.

O bem informado site Políticos do Sul da Bahia, de João Matheus, publicou nesta quinta-feira, 19, que Rui Costa pode apoiar exclusivamente o prefeito Mário Alexandre nas eleições municipais deste ano.

Segundo o site, o governador começou a se articular visando a eleição de 2020, principalmente nas 80 maiores cidades. Ele já percebeu que será impossível unir a base aliada em Ilhéus, uma vez que os grupos de Marão e do ex-prefeito Jabes Ribeiro não se “misturam”.

O BG manteve contato com Jabes Ribeiro, que é aliado de primeira ordem do Governo do Estado, pois é secretário geral do PP, partido do vice-governador João Leão.

Segundo Jabes, “onde houver mais de uma candidatura da base aliada, o governador manterá a neutralidade”.

Adélia Pinheiro, ex-reitora da Uesc, pode compor chapa com Cacá Colchões

Notinhas.

Adélia Pinheiro e Cacá colchões podem formar chapa nas eleições municipais de 2020.

 

A ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), professora Adélia Pinheiro, disse em entrevista que estava disposta a enfrentar novos desafios. A declaração se referiu à possibilidade da ex-magnífica se candidatar ao comando da Prefeitura de Ilhéus.

O tempo passou e a reitora assumiu a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, a convite do governador Rui Costa, e, por isso, não teve condições de entrar no jogo político.

Adélia não se filiou a nenhum partido (ainda há tempo) e tampouco procurou lideranças para conversar.

Dessa forma, dificilmente terá condições de se candidatar, mesmo porque, não se sabe se ela ainda quer concorrer ao cargo.

Contudo, Adélia é um nome de muito prestígio junto ao governador Rui Costa, que admira sua capacidade técnica. Como se sabe, Rui tem predileção por quadros técnicos.

Adélia também é muito comentada nos bastidores da política como a personalidade que pode compor uma chapa tendo Cacá Colchões (PP) como candidato a prefeito.

A ideia de lançá-la como candidata a vice-prefeita é do agrado do deputado federal (licenciado) e secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes (PT), bem como do presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação.

Adélia nunca teve contato com a militância do PT de Ilhéus, fato que pode ser contornado com uma ou duas reuniões, uma vez que o partido carece de lideranças na cidade.