FUTURO MINISTRO DO TURISMO FOI FLAGRADO EM ESCUTAS DA POLÍCIA FEDERAL

Novais, indicado ao Ministério do Turismo pela bancada do PMDB da Câmara.

Pedro Novais (PMDB-MA), futuro ministro do Turismo, foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Eleitoral.

As conversas interceptadas mostram que Pedro Novais pediu ao empresário, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um favor ao prefeito de Bacuri (MA), que enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral por não ter participado da convenção que escolheu o candidato do PSB à prefeitura e, a seguir, fez própria reunião para ser aclamado como representante do partido para disputar o cargo.

Uma das ligações feitas pelo deputado e futuro ministro partiram do gabinete na Câmara, em Brasília. Na conversa ele pede a Fernando que interceda junto à desembargadora Nelma para ajudar o prefeito.

O deputado Pedro Novais repeliu as suspeitas de ter praticado tráfico de influência: “Não faço isso”.

Com informações da Folha.

DENÚNCIA CONTRA GEDDEL AQUECE A POLÍTICA BAIANA

Geddel teria prometido agir "por cima".

A edição deste domingo (24), do jornal A Tarde, publicou a transcrição de conversas telefônicas entre o advogado Carlos Barral, coordenador  do SETPS (sindicato das empresas de transporte coletivo de Salvador), e o ministro da integração nacional Geddel Vieira Lima.

O advogado e Geddel dialogam sobre como ajudar o SETPS a conquistar um projeto da prefeitura de Salvador, no valor de R$ 628 milhões, para a construção de vias exclusivas de ônibus. As grandes construtoras OAS e Odebrecht também disputam a obra.

As gravações demonstram que o ministro se predispôs a ajudar, se comprometendo a manter contatos com as duas construtoras, “por cima”, com o objetivo de fechar o “circuito”, para favorecer o SETPS.

Carlos Barral também pediu ajuda ao radialista Mário Kertész (ex-prefeito de Salvador), que, segundo as investigações da polícia civil, também deu sua contribuição, marcando reuniões com representantes da OAS e da Odebrecht.

Vale lembrar que Barral foi investigado na Operação Expresso por suspeita de envolvimento em um esquema de propinas na agência estadual de regulação (AGERBA), que apura o envolvimento de empresários do ramo de transportes na tentativa de subornar funcionários, para conseguir novas linhas.