TANCREDO NEVES, FERNANDO “CUMA” (QUEM DIRIA!), “PEDINHA” E SILVIO TENDLER

Por Emílio Gusmão

Ontem assisti pela segunda vez, no Canal Brasil,  o documentário “Tancredo, A Travessia”, de Silvio Tendler, lançado em 2011.

Os filmes de Tendler representam muito à memória nacional. Imagens raras, pesquisas bem encadeadas e narrativas que não permitem qualquer tipo de cochilo marcam seus documentários. Destaco: Jango (1984), Glauber o Filme (2003) e Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro (2001), os meus prediletos.

O filme sobre Tancredo permitiu-me retornar aos anos 80, quando a palavra “democracia” representava  o fim de todos os problemas sociais que atormentavam a nação. “Diretas Já”, “Muda Brasil  – Tancredo Presidente” e “Livrai-nos deste MAL…uf ” ficaram marcados como bordões da redemocratização, sinônimos de liberdade.

Com 10 anos, acompanhei na Casa do Sargento Arides o martírio de Tancredo (a Telefunken da minha casa pegou fogo dias antes da posse do Sarney, e o velho precisou de um tempo para comprar outra).

O presidente eleito, esperança dos brasileiros, sofreu durante 33 dias, vítima de cirurgias fracassadas e impedido de assumir o poder. Não pôde subir a rampa do Palácio do Planalto, pois faleceu em 21 de abril de 1985 (mesma data da morte de Tiradentes).

Reconheço que havia um romantismo exarcebado no retorno da democracia. Aquele momento histórico representou um rito de passagem carregado de esperança. A realidade e sua mania de causar decepções, anos depois revelou que muitas figuras notórias da redemocratização, na verdade eram aproveitadores e oportunistas sedentos. Mesmo assim, o filme de Tendler sobre o mineiro Tancredo Neves é válido, por nos remeter ao universo daquela doce utopia. Trata-se de uma síntese com muitos detalhes preciosos.

P.S.

No documentário, é possível ver Fernando Gomes – ex-prefeito de Itabuna (4 mandatos) e três vezes eleito deputado federal – como um ilustre “papagaio de pirata”, no ombro de Trancredo Neves.

Em outro trecho, ele aparece ao lado do deputado federal Fernando Lyra (PE), anotando os votos dados a Tancredo, no dia da eleição indireta.

Fernando Gomes (de óculos escuros) do lado direito de Tancredo. Imagem retirada do Filme “Tancredo, A Travessia” de Silvio Tendler.

Espelho meu. Charge de Marcos Maurício.

Os blogueiros de Itabuna, nos últimos dias, afirmam que Geraldo Simões (pedinha) se tranformou num Fernando Gomes, devido à truculência. A comparação não é totalmente justa.

Fernando no primeiro mandato como deputado federal (1983 a 1987), foi no mínimo, testemunha ocular de um momento histórico importante. Pelo menos, fez bonito no colégio eleitoral, quando votou em Tancredo Neves, em 15 de janeiro de 1985. Lamentavelmente, depois se tranformou num protótipo de coronel.

No caso de Geraldo, a história não lhe registra qualquer carinho de importância nacional. Provavelmente, ficará marcado apenas pela alcunha brilhante, “o inadimplente da palavra”, inventada pelo médico e literato Renato Costa.

CAETANO E A ESQUERDA BRASILEIRA

Caetano Veloso.

Caetano Veloso causou indignação nos esquerdistas ao declarar apoio a ACM Neto (candidato a prefeito de Salvador). Novelinha repetida! A esquerda sempre fica indignada com as escolhas de Caetano, como se ele fosse um grande traidor. A reação é típica de quem desconhece a história.

No III Festival Internacional da Canção, em 1968, quando ele cantou “É proibido proibir” (com Gil ao lado responsável pelos arranjos), a esquerda o vaiou por não admitir elementos rítmicos do rock americano.

Caetano e a esquerda brasileira (acostumada a fazer policiamento ideológico) nunca foram íntimos (muito pelo contrário!). Apenas foram vítimas da mesma ditadura militar.

EM 2001, LULA DEFENDEU A GREVE DA PM BAIANA

Texto publicado na Folha de São Paulo, em 27 de julho de 2001.

Lula: sinal positivo para a greve da PM em 2001.

Salário mixo justifica greve da PM, diz Lula

O presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva acusou ontem, em Santa Maria (RS), o governo da Bahia de ter provocado a violência, saques e arrastões durante a greve da Polícia Militar para enfraquecer o movimento. E defendeu o direito de policiais fazerem paralisações.

“Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. O que o governo tentou vender? A impressão que passava era a de que, se não houvesse policial na rua, todo baiano era bandido. Não é verdade. Os arrastões na Bahia me lembraram os que ocorreram no Rio em 92, quando a Benedita [da Silva, petista e atual vice-governadora do Rio] foi para o segundo turno [nas eleições para a prefeitura]. Você percebeu que, na época, terminaram as eleições e, com isso, acabaram os arrastões?”

“A PM pode fazer greve. Minha tese é que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra”, disse.

As declarações foram feitas durante a Caravana da Agricultura Familiar, que Lula realiza no Sul. Durante todo o dia, Lula falou sobre a prioridade que dará, caso seja eleito presidente, para a agricultura familiar. Usou, como exemplo do quanto isso poderia ser positivo para o país, o casal de agricultores com quem tomou café da manhã, Moacir Aozani, 53, e Inês Aozani, 47.

Eles vivem com renda de R$ 260 vendendo seus produtos para uma feira no centro de Santa Maria, cidade administrada pelo PT. Trocaram o cultivo do fumo pelo de vegetais.

Clique nesse link para conferir no site da Folha.

O BLOG DO GUSMÃO NÃO ESQUECE: EM 2004, JOSIAS CONVENCEU ROLAND A DESISTIR DA PREFEITURA

Convencido por Josias em 2004.

A dinâmica da política é capaz de fabricar heróis, antes tidos como vilões.

O médico Roland Lavigne (ex-parlamentar) hoje ataca o deputado federal Josias Gomes (PT), acusando-o de morrer de amores pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro.

Em 2004, quando foi candidato a prefeito pelo PSDB, Roland desistiu da candidatura, defendida por uma frente ampla de partidos (PPS, PSDB, PTB, PMN e outros que a memória não recorda).

Faltando 30 dias para a eleição, Roland foi convencido por Josias a desistir da candidatura e apoiar o concorrente do PT, Ruy Carvalho.

Os candidatos a vereador ficaram revoltados com Roland. A presidente do seu partido, Rubia Carvalho, e o falecido vereador, Marcos Paiva, disseram horrores dele. Muitos preferiram Valderico Reis (vitorioso no final) do que o PT.

Até hoje, não se sabe por que Roland abriu mão da disputa. Os motivos reais viraram um segredo indesvendável da história política.

ILHÉUS: A MESMA AGENDA DESDE 1954

O texto abaixo foi publicado no antigo jornal Diário da Tarde em 21 de dezembro de 1954. Observe que os anseios e problemas de Ilhéus, da época, se encaixam perfeitamente na agenda atual da cidade.

Contribuição de Elizabeth Cerqueira Lima via Maria do Socorro Mendonça.

“Cacau Society

A cidade de Ilhéus, dia a dia vem apresentando em suas ruas mais centrais fisionomias novas de pedintes que se transladam para cá na esperança de encontrarem melhores dias.

O espetáculo da mendicância nas ruas além de desagradável é a prova evidente da miséria que caminha ao nosso lado. Concluindo-se que enquanto há miséria não há civilização perfeita, é mister que todos aqueles que possam viver em foros de gente civilizada, antes de mais nada procurem resolver com a sua parcela o problema dos esmoleres, dos famintos ou daqueles que se arrastam pelo chão.

Se cada cidade cuidar dos seus mendigos a mendicância fatalmente desaparecerá; e Ilhéus, que muito tem falado, mas nada a respeito tem feito, ao lado de seus problemas mais premente, como o do porto, ou da ponte, deve enfrentar com maior razão o problema da mendicância, oferecendo proteção aos mendigos que aqui estão, evitando que numa terra tão rica exista gente tão pobre”.

Confira a nota publicada no Diário da Tarde.

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ONDE NASCEU JORGE AMADO?

Por Isaac Albagli

Encarregado de preencher as “fichas” da Academia de Letras de Ilhéus criada em 1958, o seu primeiro secretário, jovem advogado Francolino Neto, aguardou quatro anos para, pessoalmente, colher os dados do acadêmico Jorge Amado. De caneta em punho e após preencher o nome, endereço e filiação do romancista, à época já famoso, fez a pergunta: “Local de nascimento?”. “Pergunte ao meu pai…” – se esquivou Jorge Amado. Na sua carteira de identidade constava a cidade de Itabuna como local do nascimento, mas no fundo ele sabia que havia uma polêmica tanto familiar como “de ordem pública”. Francolino Neto não se fez de rogado e foi até Itajuípe para se encontrar com o fazendeiro João Amado, pai do escritor. O Coronel João não vinha a Ilhéus há muito tempo, pois tinha pavor a vergalho de boi… Diziam as más línguas que o coronel se engraçou com uma mulher casada e acabou tomando uma surra de vergalho de boi. Mas voltemos ao encontro de Dr. Francolino com o Coronel João Amado. Encontraram-se na firma compradora de cacau Wildberg & Cia. e o secretário da Academia foi direto ao assunto. O Coronel  João Amado disse então a Francolino: “Jorge nasceu na Fazenda Auricídia que ficava na zona do Repartimento no limite entre os municípios de Itabuna e Itajuípe.”

A maior parte da fazenda pertencia em 1912, ano do nascimento de Jorge, a Itabuna, antiga Tabocas que em 1910 tinha se emancipado de Ilhéus. Mais precisamente no distrito de Ferradas, na época próspero entroncamento de tropeiros. A outra parte da fazenda pertencia ao 7º Distrito de Ilhéus, denominado de Pirangí, mais tarde emancipado e que originou o município de Itajuípe. Dr. Francolino, rápido no raciocínio fez então a pergunta fatal. “E de que lado ficava a sede da fazenda?” João Amado não titubeou: “Ficava em Pirangí”. Francolino deu uma risadinha marota e tascou na “ficha” de Jorge Amado – Local de Nascimento: Ilhéus, Bahia, Brasil. A Lei 807 de 28 de julho de 1910, que criou o município de Itabuna, sancionada pelo então governador Araújo Pinho, não era muito precisa nas indicações dos limites territoriais, principalmente quando não existiam rios ou ribeirões para delimitação com maior precisão.

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HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE CARLOS MARIGHELLA

Este homem morreu pelo Brasil.
Este homem morreu pelo Brasil.

“Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social”.

Antonio Candido.

Hoje, dia 05 de dezembro de 2011, a história nos lembra os 100 anos de um verdadeiro herói do povo brasileiro, assassinado no dia 04 de novembro 1969. Um homem e “mulato baiano”, indignado, inquieto, que escreveu: “É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer”.

Carlos Marighella dedicou toda a sua vida ao combate à injustiça social. É certo que tenha cometido erros, como qualquer ser humano, porém, nunca perdeu a coerência de herói. Ao saber das atrocidades cometidas por Stalin (seu ídolo e referência obrigatória aos comunistas), após a divulgação do relatório Krushev em 1956, chorou copiosamente de decepção e constrangimento.

Vivemos uma época em que as lutas pelas causas coletivas estão cedendo lugar aos interesses pessoais. Ler sobre a vida de Marighella nos possibilita uma reflexão profunda, que vai de encontro a esta tendência.

Abaixo, texto do site www.carlos.marighella.nom.br.

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O BLOG DO GUSMÃO NÃO ESQUECE: “JABES TROUXE INÚMEROS PREJUÍZOS PARA ILHÉUS”

“Se o governo Newton tem enfrentado dificuldades elas foram decorrentes da má administração de Jabes, que trouxe inúmeros prejuízos para Ilhéus. Hoje estamos apenas consertando os desmandos deixados por ele”

Palavras do vereador Alcides Kruschewsky (PSB), ao JBO, em junho desse ano, sobre a gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro. Hoje, o parlamentar constrói uma aliança com JR, o favorito. As conversas entre ambos são frequentes.

A MORTE DO PRESIDENTE ITAMAR, OS 80 ANOS DE FHC E A IMPRENSA

Por Emílio Gusmão

O primeiro presidente a despertar a atenção deste blogueiro, quando menino, foi o general João Figueiredo (1979 a 1985), derradeiro do regime militar. Encerrou seu período com todo o peso do fracasso da ditadura em suas costas.

Com José Sarney (1985 a 1990), o primeiro presidente civil após 21 anos dos milicos, não foi muito diferente. Deixou o Palácio do Planalto certo de ser fragorosamente vaiado, após descer a rampa. O contentamento de vê-lo deixar o poder sufocou os gritos de um final ainda mais melancólico.

Fernando Collor (1990 a 1992) colocou a democracia em risco. Fracasso econômico, confisco nas contas bancárias, falência do cinema nacional (fim da Embrafilme), redução do poder aquisitivo dos aposentados (negou o reajuste de 147%), impeachment e por pouco suicídio (Brizola o aconselhou a não seguir o exemplo de Vargas).

Este blogueiro sempre foi um admirador de Leonel Brizola, um nacionalista-trabalhista, maior construtor de escolas da nossa história. Também fui petista, e assim como muitos, acreditava piamente no Plano Real como um golpe para vencer as eleições de 1994. A teoria conspiratória, formulada por Brizola, recebeu a aceitação dos trabalhadores. Vale lembrar a chapa Lula (presidente), Brizola (vice) nas eleições daquele ano.

A história provou o contrário. Hoje é possível analisá-la sem a cegueira partidária e ideológica.

Itamar Franco foi o primeiro presidente, visto por este blogueiro, a deixar o governo com alto índice de aprovação (83%). Lembro que ao tomar posse, fez questão de apresentar diante da imprensa, a sua declaração de bens (outros também o fizeram, mas de maneira protocolar). Determinou ao ministro da previdência, Antônio Brito, o pagamento imediato do reajuste de 147% aos aposentados, negado pelo antecessor.

Itamar criou todas as condições políticas para a implementação do Plano Real. Depois da nomeação de FHC como ministro da fazenda, consciente do acerto, costumava dizer: “eu acredito mais em Fernando Henrique, do que ele em si”.

Em 1993, deu o aval para que FHC (não tem formação em economia) reunisse a equipe de “economistas modernos” para a formulação do Plano Real. Itamar decretou o fim da hiperinflação.

Em novembro de 1993, afastou o amigo de muitos anos e homem de confiança, Henrique Hargreaves, então ministro chefe da casa civil, denunciado na CPI do orçamento, por ter desviado dinheiro público. Provada a inocência, o reconduziu à função.

Devolveu a área da antiga sede da UNE, no Rio de Janeiro, aos estudantes, e comemorou a decisão tomando chope com a direção da entidade, no Lamas (choperia carioca).

Teve condições de aprovar no congresso a emenda da reeleição. Sempre foi contra e manteve a coerência. FHC também era, mas na presidência trabalhou pela aprovação e conseguiu (na época surgiram denúncias sobre compras de votos).

Em 1998, após rejeitar convites de outros partidos, Itamar tentou ser candidato a presidente pelo PMDB (o único que poderia impedir a reeleição de FHC). Os fisiológicos do partido conseguiram atraí-lo, e depois numa convenção suja, desrespeitosa e com momentos de humilhação, lhe aplicaram uma rasteira. O resultado foi comemorado no Palácio do Planalto. FHC, Michel Temer, Jader Barbalho e José Sarney posaram de mãos dadas.

Solteiro, aproveitou muitas oportunidades. Não era adepto do falso moralismo.

No último mês (junho) muitos setores da imprensa comemoraram junto com o PSDB, os oitenta anos de FHC, reverenciado como o “Pai do Real”. A morte do presidente Itamar e sua repercussão, bem como a análise do seu legado político, feita por alguns historiadores nos canais de TV, restauram a verdade e o reconhecimento que lhe é merecido.

Sua morte deixa uma lacuna. Entretanto, propiciou a grande parte da imprensa, desviar a memória do ninho tucano, e refletir sobre o papel do verdadeiro autor político do Plano Real.

ILHÉUS 130 ANOS DE CIDADE: O MARQUÊS DE PARANAGUÁ SÓ FEZ ASSINAR

Arléo Barbosa.

Na tarde desta terça-feira (28), o Blog do Gusmão teve o prazer de entrevistar, por telefone, o professor e historiador Arléo Barbosa. O assunto principal foi a história do cenário político ilheense, há 130 anos, que propiciou a elevação da vila de São Jorge dos Ilhéus à categoria de cidade.

Arléo falou sobre a importância da cacauicultura e das principais personalidades políticas da época, dentre elas o Marques de Paranaguá, figura bastante homenageada, nome do principal calçadão e do prédio histórico onde funciona a prefeitura.

Em tempos de péssima administração, fizemos uma pergunta difícil, pedimos ao historiador que identificasse o melhor prefeito da história de Ilhéus. Os dias atuais também foram analisados.

Ouça a entrevista.

 

 

 

NEWTON LIMA NÃO CUIDA DO PALÁCIO

 

Os prédios antigos de Ilhéus emitem sinais nítidos de abandono e falta de zelo. Até mesmo o suntuoso Palácio Paranaguá, sede da prefeitura e símbolo da opulência que caracterizou a cidade nos bons tempos, começa a apresentar indícios de ruínas. O sempre atento Correia Neles, blogueiro que não para de fiscalizar as ações do governo municipal, tirou algumas fotos que provam o descaso com um dos ícones do nosso patrimônio histórico, arquitetônico e cultural.

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SOBRE PORCOS, HOMENS E A UNIVERSIDADE PÚBLICA NA BAHIA

Por Roque Pinto

Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.

De fato, na obra “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.

A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica uma circunstância histórica específica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura.

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ILHÉUS SUJA E ABANDONADA. A CULPA É DE CARLOS FREITAS

Se Newton Lima não exonerar Carlos Freitas, sua administração será enterrada na impopularidade, graças à incompetência reinante.

O Blog Correia Neles fez imagens da cidade, que nos enchem de vergonha. Clique aqui.

Esqueleto da praça Rui Barbosa, localizada no sítio histórico de Ilhéus, área de grande visitação turística. A destruíção tem a assinatura do secretário Carlos Freitas, que mesmo sem projeto e previsão orçamentária de reforma, mandou ver. "Quem manda nessa p.. sou eu". Foto Correia Neles.