SEM “GRITO” E SEM VAIAS: DESFILE DO 7 DE SETEMBRO FOI TRANQUILO EM ILHÉUS

PICT5973As comemorações do Dia da Independência do Brasil, em Ilhéus, foram tranquilas. Não houve grandes protestos, muitos menos vaias ao prefeito Newton Lima (clique aqui).

Por várias vezes o gestor foi saudado pelos estudantes das escolas públicas e particulares da cidade.

O movimento do “Grito dos Excluídos” (a cada ano mais fraco) passou quase sereno em frente ao palanque oficial, exibindo algumas faixas com frases que pregavam o aperfeiçoamento das políticas sociais, sem explicar para qual governo estavam se referindo.

Newton Lima passou “incólume” pelo teste de popularidade, chegando até  a aplaudir os manifestantes.

O vice-prefeito Mário Alexandre, sempre ao lado do seu líder, vibrou com as bandas marciais e as fanfarras, lembrando os tempos em que desfilava na avenida Soares Lopes, fantasiado de D. Pedro I.

O desfile foi encerrado às 12:15 h.

Sete de setembro

“NÃO VEJO A HORA DE SAIR DESSA P…”

palavrãoUm determinado prefeito de uma cidade do Sul da Bahia, famoso por suas crises existenciais surgidas na relação complicada que mantém com o poder, durante uma reunião com dois vereadores do  partido progressista, de uma hora para outra, acometido por mais um surto de impaciência, soltou este desabafo.

“Não vejo a hora de sair dessa p., não suporto mais.”

Um vereador que é negro ficou branco, o outro que é branco ficou vermelho, e ninguém conseguiu entender mais nada.

O TERNO “RELUZENTE” DE LOIOLA

Hoje, no 12º Encontro Regional do PMDB, em Itabuna, um amigo desinformado deste blogueiro saiu com esta pergunta: “Gusmão, quem é aquele tabaréu vestido com um terno reluzente?”

Surpreso com o tom da pergunta, informei que se tratava do presidente da câmara de vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola. Curioso, indaguei ao amigo porque ele usou a palavra “tabaréu”, a meu ver preconceituosa.

“P… Gusmão, no palco não tem ninguém de terno. Será que ele não viu isso?”

Como não sou de observar as vestimentas dos homens, decidi registrar a imagem.

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LORDE SARRAFO APÓIA ÂNGELA

O blogueiro do Sarrafo na Madrugada, crítico contumaz da deputada Ângela Sousa, numa dessas voltas que o mundo dá, elegantemente cedeu uma das mãos, acostumada a digitar textos ácidos, para que a nossa parlamentar subisse vários degraus de uma escada.

Enobrecido pela atitude gentil do cavalheiro, o sorridente vice-prefeito de Ilhéus Mário Alexandre (filho de Ângela) agradeceu o ato do “Lorde Sarrafo”, e saiu com a clássica frase: “me ajude, me ajude”.

Educadamente, “Sir” Sarrafo na Madrugada respondeu: você quer que eu faça mais o que? Todo dia dou porrada em Newton pra derrubar ele.

Com isso, o protocolo foi definitivamente quebrado.

COM O FIM DA GREVE DOS SERVIDORES, CENTRO DE ILHÉUS VOLTA AO NORMAL

A prefeitura de Ilhéus está recolhendo o lixo acumulado no centro da cidade.

Aos poucos, a situação volta ao normal.

Os servidores municipais voltaram ao trabalho, depois que a prefeitura firmou acordo, se comprometendo a pagar o reajuste de 12%, retroativo aos meses de maio, junho e julho, na folha de pagamentos do mês de setembro (deste ano).

O acordo foi assinado pelo presidente do SINSEPI, Luís Machado (Lú) e o secretário de governo José Nazal.

O presidente da câmara de vereadores Jailson Nascimento serviu de interlocutor.

Como registro do acordo,  ficou a imagem abaixo, interpretada com muito carinho pelo Blog do Gusmão.Lu e nazal

SEGUNDO MILLÔR, EM DOM CASMURRO, FOI BENTINHO QUE TRAIU CAPITU

De Millôr Fernandes para a Veja on-line.

Publiquei, através de anos, no Estadão, no O Dia, e no Jornal do Brasil – ao todo aproximadamente dois milhões de exemplares – “pesquisa” sobre Dom Casmurro, a obra magna de Machado de Assis. Como minha página era a capa exterior dos jornais citados, e o assunto era picante – se Escobar, “herói” do romance, tinha ou não tinha comido a Capitu, eterna e tola discussão entre beletristas –, devo ter alcançado pelo menos cem mil desprevenidos. Bom, não apenas mostrei que Escobar comeu a Capitu, como, não sei não, acho que tirei Dom Casmurro do “armário”.

Como não sou dos maiores – e nem mesmo dos menores – admiradores do bruxo, fundador da Academia Brasileira de Letras (“a Glória que fica, eleva, honra e consola”, eu, hein, que frase!), não vou discutir a maciça, inexpugnável web protecionista que se criou em torno dele. Não quero polemizar (falta-me vontade e capacidade) com a candura que os erúditos (com acento no ú, por favor) têm pra relação equívoca entre Capitu, a “dos olhos de ressaca” (que Machado não explica se era ressaca do mar ou de um porre), e Escobar, o mais íntimo amigo de Bentinho, narrador e personagem do livro (evidente alter ego do próprio Machado).

A desconfiança básica vem desde 1900, quando Machado publicou Dom Casmurro. Dom Casmurro é ou não é corno, palavra cujo sentido de humilhação masculina – que ainda mantém bastante de sua força nesta época de total permissividade – na época de Machado era motivo de crime passional, “justa defesa da honra”, e outros desagravos permitidos pela legislação e pelos costumes.

Curioso que, ontem como hoje, o epíteto corna não se grudou à mulher. Ela é tola, vítima, “não sei como suporta isso!”, “corneia ele também!”, mas o epíteto não colou.

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