COM O FIM DA GREVE DOS SERVIDORES, CENTRO DE ILHÉUS VOLTA AO NORMAL

A prefeitura de Ilhéus está recolhendo o lixo acumulado no centro da cidade.

Aos poucos, a situação volta ao normal.

Os servidores municipais voltaram ao trabalho, depois que a prefeitura firmou acordo, se comprometendo a pagar o reajuste de 12%, retroativo aos meses de maio, junho e julho, na folha de pagamentos do mês de setembro (deste ano).

O acordo foi assinado pelo presidente do SINSEPI, Luís Machado (Lú) e o secretário de governo José Nazal.

O presidente da câmara de vereadores Jailson Nascimento serviu de interlocutor.

Como registro do acordo,  ficou a imagem abaixo, interpretada com muito carinho pelo Blog do Gusmão.Lu e nazal

SEGUNDO MILLÔR, EM DOM CASMURRO, FOI BENTINHO QUE TRAIU CAPITU

De Millôr Fernandes para a Veja on-line.

Publiquei, através de anos, no Estadão, no O Dia, e no Jornal do Brasil – ao todo aproximadamente dois milhões de exemplares – “pesquisa” sobre Dom Casmurro, a obra magna de Machado de Assis. Como minha página era a capa exterior dos jornais citados, e o assunto era picante – se Escobar, “herói” do romance, tinha ou não tinha comido a Capitu, eterna e tola discussão entre beletristas –, devo ter alcançado pelo menos cem mil desprevenidos. Bom, não apenas mostrei que Escobar comeu a Capitu, como, não sei não, acho que tirei Dom Casmurro do “armário”.

Como não sou dos maiores – e nem mesmo dos menores – admiradores do bruxo, fundador da Academia Brasileira de Letras (“a Glória que fica, eleva, honra e consola”, eu, hein, que frase!), não vou discutir a maciça, inexpugnável web protecionista que se criou em torno dele. Não quero polemizar (falta-me vontade e capacidade) com a candura que os erúditos (com acento no ú, por favor) têm pra relação equívoca entre Capitu, a “dos olhos de ressaca” (que Machado não explica se era ressaca do mar ou de um porre), e Escobar, o mais íntimo amigo de Bentinho, narrador e personagem do livro (evidente alter ego do próprio Machado).

A desconfiança básica vem desde 1900, quando Machado publicou Dom Casmurro. Dom Casmurro é ou não é corno, palavra cujo sentido de humilhação masculina – que ainda mantém bastante de sua força nesta época de total permissividade – na época de Machado era motivo de crime passional, “justa defesa da honra”, e outros desagravos permitidos pela legislação e pelos costumes.

Curioso que, ontem como hoje, o epíteto corna não se grudou à mulher. Ela é tola, vítima, “não sei como suporta isso!”, “corneia ele também!”, mas o epíteto não colou.

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