INTERNADO EM SALVADOR, ISRAEL NUNES NECESSITA DE SANGUE “O POSITIVO”

Israel Nunes.
Israel Nunes.

Amigos visitantes, pedimos a atenção de vocês.

O procurador federal Israel Nunes (grande amigo deste blog) está internado no Hospital São Rafael, em Salvador. O quadro de saúde dele é estável, mas o setor de hemoterapia pede a doação de sangue tipo “O Positivo”. Quem estiver em Salvador e puder doar, se dirija ao banco de sangue localizado na Avenida São Rafael, 2152, bairro São Marcos. Pedimos que compartilhem este aviso para que chegue com força entre usuários do Facebook da capital.

Israel Nunes tem 32 anos e sofre devido a um tipo raro de cirrose hepática.

VOLTA À UTI

Por Israel Nunes

israel nunes

Na minha convalescença, o horizonte não parece translúcido. Delírio ou encefalopatia, às vezes penso que devo voltar ao leito do doente e erguer-me um pouco mais tarde, para ver o que vai ocorrer depois que a banda passar.

Pode ser um delírio de convalescença. Ou só mais uma progressão da doença hepática crônica, a encefalopatia. 

Para mirar um pouco o mundo exterior, num intervalo entre hemorragias digestivas (sabe-se lá quando será a próxima, ou a última) abro os blogs regionais e alguns sites de notícias.

Houve, parece-me, nesses dias em que atravessava as noites na UTI e colocava para fora algum tanto de sangue, um recrudescimento do discurso da ordem no Brasil.

Renan Calheiros, Presidente do Congresso Nacional, pretende enquadrar os “Black Blocks” como terroristas, depois da morte do cinegrafista. A mídia parece ter gostado da ideia.

Logo enquadrarão os “rolezinhos” como atentados também. “Por que não?”, alguns se perguntam.

O fundo de explicação sociológica, econômica, cultural, antropológica, científica mesmo, é abandonado. Não se questiona, em nenhum momento, por eventuais causas desses movimentos sociais, sejam eles em sua faceta mais violenta, como os “Black blocks”, seja em seu rosto mais irreverente, juvenil e desafiador, como os “rolezinhos”.

A explicação predominante é a de que se tratam de vândalos, bagunceiros, criminosos e, por fim, terroristas. E o fazem por puro instinto maléfico. A solução: cadeia.

Sem querer reproduzir um discurso classista, quando algum jovem da classe média alta brasileira aparece na mídia ateando fogo em mendigos, dirigindo embriagado e atropelando inocentes, fumando um “baseadinho” ou envolvido em uma briguinha de boate, a explicação mais comum é a de que fez uma bobagem, uma imaturidade, uma besteira na juventude, um delito culposo, uma brincadeira de mau gosto, enfim. A solução: afastá-lo das “más companhias” e uma reprimenda paterna.

Inevitavelmente, o discurso da ordem está a serviço de quem pode emiti-lo, daqueles que estão “autorizados” a falar, nas palavras de Foucault (A Ordem do discurso). E ele opera no plano prático e no simbólico.

No plano prático, movimenta os aparelhos repressores do Estado a agirem contra aqueles a quem está dirigido. Cria novas ilicitudes, agrava as já existentes, produz detenções, encarceramento e autoriza o uso da força militar e eventual violência.

No plano simbólico, o discurso da ordem legitima as condutas anteriores, molda as bases da aceitação social da violência estatal, oclui as deficiências do Estado Brasileiro no provimento dos serviços essenciais à sociedade e reproduz uma representação do mundo em que o bom cidadão é passivo e a sua única oportunidade de se manifestar deve ocorrer pelos instrumentos tradicionais existentes, como nas eleições.

Mas essa é apenas a superfície. No limite, o discurso da ordem produz um dejeto imperceptível: espalha na sociedade a descrença nos valores democráticos.

Em nome da manutenção da ordem, os direitos fundamentais são suspensos, como o direito de reunião e de associação. As garantias processuais e penais também o são, multiplicando-se as prisões cautelares, as razões de “ordem pública” e enlastecendo esse conceito indeterminado, para que se possam decretar prisões preventivas em diversas situações.

Em nome da ordem, já se manifestam diversos saudosismos (vide redes sociais, como facebook) pedindo o retorno dos militares ao poder como emplastro e tábua de salvação contra todos os males.

Na minha convalescença, o horizonte não parece translúcido. Delírio ou encefalopatia, às vezes penso que devo voltar ao leito do doente e erguer-me um pouco mais tarde, para ver o que vai ocorrer depois que a banda passar.

Por sorte, a hemoglobina ainda muito baixa, me sinto cansado após escrever esse texto, mesmo aqui deitado. Vou precisar descansar o resto do dia inteiro e evitar ler as notícias por um tempo.

A todos que me desejaram melhoras, obrigado. Em breve espero estar de volta com a natural disposição.

FILA IMENSA NO FÓRUM DE ILHÉUS

Essa cena foi registrada pelo advogado João Barros, na manhã dessa quinta-feira, 11, no Fórum Epaminondas Berbert de Castro. Para autenticar documentos e reconhecer firma, os usuários são obrigados a chegar às 5h nas dependências da justiça.
Essa cena foi registrada pelo advogado João Barros, na manhã dessa quinta-feira, 11, no Fórum Epaminondas Berbert de Castro, em Ilhéus. Para autenticar documentos e reconhecer firma, os usuários são obrigados a chegar às 5h da manhã nas dependências da justiça. Os cartórios possuem poucos funcionários e sempre ocorre falta de selos. Imagem publicada no blog de Israel Nunes.

 

ISRAEL NUNES CONTA EXPERIÊNCIAS AOS ALUNOS DE DIREITO DA UESC

Israel na conversa com os calouros.
Israel na conversa com os calouros.

O procurador federal Israel Nunes foi o convidado do colegiado do curso de Direito da UESC para um bate-papo com os novos alunos na manhã de ontem (terça, 19).

De forma bem descontraída, Israel, que também é professor, falou sobre suas motivações para ter cursado Direito, frustrações, os sonhos realizados, o cotidiano da profissão, tudo recheado com alguns “causos” das aventuras de estudante e concurseiro.

Para o diretor do Departamento de Ciências Jurídicas, Guilhardes Júnior, essa é uma oportunidade para que os estudantes possam, de forma descontraída, enxergar as possibilidades do exercício profissional e conhecer, através das experiências contadas, o caminho que um profissional da área pode percorre até chegar ao sucesso.

Nesta quarta (20), Israel conversará com os calouros do turno da noite.

ISRAEL NUNES PUBLICA TEXTO DEFINITIVO SOBRE A ALIANÇA ENTRE MAGAL E JABES

israel nunesFábio Magal e a sabedoria salomônica

Sem proselitismo. A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ilhéus foi por doze votos contra sete. Faltou apenas mais um para que o Governo contasse, logo de saída, com 2/3 da Câmara.

O discurso do candidato vencido à Presidência convenceu a plateia de que ele não caminhará ao lado da oposição durante muito tempo.

Mas, mesmo tendo quatro votos a mais, aparentemente, a mídia recordou-se de apenas um vereador como o suposto responsável (suposto sim, porque o voto é secreto) pela vitória do Governo: Fábio Magal.

Eis a questão: por quê?

Por uma razão inicial: Magal foi o vereador mais votado. E sem trocar votos por dinheiro.

Segunda razão: Magal comunicou ao candidato derrotado e aos seus eleitores a mudança do voto, ao invés de surpreendê-los na apuração do resultado.

No dia da eleição, mesmo sabendo que o voto é secreto, o Presidente local do PSC encaminhou ofício à Câmara Municipal informando que a votação em outro candidato que não o da oposição configuraria infidelidade partidária.

Gostaria de ver essa nulidade política instaurando um processo ético que seria uma nulidade jurídica.

Dois dias depois, o Presidente Estadual do PSC o desmentiu, pela imprensa (http://www.blogdogusmao.com.br/2013/01/02/presidente-estadual-do-psc-afirma-que-vereadores-nao-trairam-o-partido/), informando que o compromisso dos vereadores do PSC iria apenas até o apoio para Mário Alexandre a vice-prefeito, não incluindo a Presidência da Câmara.

Aliás, embora os vereadores tenham mantido este compromisso, o candidato derrotado a vice-prefeito (Mario Alexandre) pediu, ao que parece, abertamente, votos para outro candidato a vereador (Francisco Sampaio), ao invés de manter a esperada neutralidade em relação a todos os candidatos a vereança. Quem foi infiel?

Magal mora na Urbis. Diariamente, acorda às cinco da manhã, toma um ônibus e segue um périplo pelas clínicas, hospitais, consultórios e laboratórios de Ilhéus em busca de marcação de exames, consultas e procedimentos para pessoas que, de outro modo, morreriam à míngua de um atendimento médico decente.

O que Magal ganhou em troca pelo suposto voto no candidato do Governo? A julgar pela mesmíssima condição que continua a ostentar, assim como pelo seu histórico, qualquer coisa, menos dinheiro.

Em primeiro lugar, ganhou um assento à Mesa Diretora, na condição de vice-presidente, coisa naturalmente desejada por muitos vereadores. Aliás, pela sua condição de vereador mais votado de Ilhéus, a vice-presidência foi até modesta, pois tem sido comum o vereador mais votado pleitear a Presidência do Legislativo ilheense.

Além disso, já que fará parte da base do Governo, ganhou a participação nele, com a garantia de ocupação dos espaços existentes para influenciar nas políticas públicas.

Mas isso não é o principal. Magal é obstinado. Mas tem um defeito, que muitos vereadores não têm: é inteligente. Eleito com uma plataforma que era muito maior do que o mero assistencialismo na área da saúde, Magal prometeu lutar para a vedação do canal a céu aberto do caminho principal da Urbis, pela implantação da Escola de Trânsito Municipal, para que pessoas sem condições financeiras possam obter Carteira de Habilitação sem pagar uma auto-escola muitas vezes inacessível e outros projetos, como a elaboração de um plano de cargos e salários dos trabalhadores da saúde.

E Magal ganhou o compromisso de Jabes com a vedação do canal da Urbis até 2016.

Magal ganhou a promessa do Prefeito da implantação da Escola Pública de Trânsito.

Magal ganhou o compromisso do Presidente do Legislativo ilheense, Vereador Dr. Jó, de ampliar os meios de participação popular na Tribuna da Câmara.

Magal ganhou do mesmo vereador o compromisso de dar transparência às contas do Legislativo ilheense.

Magal ganhou tudo isso, enfim.

Pensando bem, quem ganhou mesmo fomos nós, cidadãos, pois as propostas de Magal foram incorporadas nos planos do Poder Executivo e Legislativo de Ilhéus.

Sábia decisão a de Magal de compôr a Mesa Diretora da Câmara e a de votar em Josevaldo Machado (Dr. Jó) para Presidente.

Se é que votou, é claro…

Israel Nunes é procurador federal e professor universitário.

ISRAEL NUNES COMENTA O SECRETARIADO DE JABES

O procurador federal Israel Nunes voltou a “blogar”. Em sua página, teceu alguns comentários lúcidos sobre os já definidos secretários de Jabes Ribeiro. Confira:

Jabes Ribeiro anunciou hoje o seu futuro Secretariado. Não se agrada a todos, é óbvio.

Entre críticas e elogios, também tenho o direito de colocar as reflexões pessoais. Os nomes, que me escuso de mencionar para não ser repetitivo, todos já conhecem. Basta de suspense.

Na política, não se faz o melhor dos mundos, mas o melhor dos mundos possível.

O Município de Ilhéus está combalido financeiramente. Não há possibilidade de contratar, como pretendem alguns, os melhores técnicos existentes, por uma razão simples: o Município não cobre os salários pagos pelo mercado. Seria necessário exigir uma abnegação e um sacrifício pessoal e familiar imenso, por exemplo, para trazer certos profissionais existentes dentro de Ilhéus mesmo para uma Secretaria, fazendo-os largar suas colocações regulares e bem-remuneradas.

De outro lado, só ser técnico não basta. É preciso fazer política, sobretudo a boa política, tendo uma interlocução com as esferas federal e estadual, a fim de trazer recursos indispensáveis à viabilização de projetos.

Assim é que na Secretaria de Turismo, por exemplo, seria necessário alguém com interlocução com a Secretaria Estadual de Turismo. E, ao que me consta, isso foi feito.

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SOBRE O MASSACRE NA ESCOLA NORTEAMERICANA

Por Israel Nunes

israel nunesSerá necessário um imenso esforço das ciências sociais para compreender as causas dos constantes atentados praticados por certas pessoas, a tiros, em locais de concentração populacional, como escolas, hospitais, festas e salas de cinema.

A psicologia, a psiquiatria, a sociologia, a antropologia e até a filosofia têm dado suas próprias explicações para o fenômeno.

Busca-se, em primeiro plano, estabelecer um axioma: a ideia de que existe uma explicação comum aos diversos fatos assemelhados. Assim, a escola em Columbine, o Batman do Cinema, o Papai Noel e o recente atentado, além de outros, poderiam ter uma mesma causa, ou ter um sentido comum em si. Qual seria ele?

A sociedade moderna e suas pressões sociais por aceitação, o bulling, violência na infância, a facilidade de obtenção de uma arma de fogo, são algumas das tentativas dos especialistas de fornecer explicações a esses fatos.

Tão logo isso acontece, programas de televisão são produzidos com pessoas sentadas à mesa discutindo as possíveis causas. São ouvidos psicólogos, psiquiatras, sociólogos e antropólogos.

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QUEBRANDO PARADIGMAS

De Israel Nunes, no facebook

A quebra do paradigma da representação social dominante começa pela sensibilização. A nossa visão de mundo, a nossa visão daquilo que é Ilhéus e de como a sua gente vive, começará a mudar quando nos colocarmos diante de uma realidade que jamais suporíamos existir, mas que está lá. A partir do dia em que nos depararmos com ela, em toda a sua crueza, a nossa visão da realidade não poderá mais de deixar de levá-la em conta.

SECRETÁRIO NÃO

Israel Nunes.

Por meio do facebook, o procurador federal e professor universitário Israel Nunes pôs fim aos boatos de que assumiria alguma secretaria no futuro governo de Jabes Ribeiro.

“Não ocuparei qualquer cargo no novo governo municipal, mas o apoiarei, tentando contribuir com ideias e no que for possível, como acho que todo cidadão deve fazer”, escreveu na rede social na noite de ontem (terça, 23).

O procurador foi pré-candidato a prefeito pelo PCdoB, mas retirou a candidatura para integrar a base de Jabes. Com a vitória de JR, surgiram boatos de que ele faria parte do secretariado.

DESFAZENDO EQUÍVOCOS DA CIDADE APAIXONADA

Por Israel Nunes

Ilhéus é uma cidade apaixonada. Não no sentido de que os cidadãos amam apaixonadamente a cidade, mas no sentido de que gostam de discussões apaixonadas em torno de questões simbólicas, emblemáticas.

A nova ponte Ilhéus-Pontal é uma delas. Não se falou em mobilidade urbana, mas sim da ponte, emplastro para todos os males. O porto-sul e a ferrovia é outra delas. Não interessam benefícios ou malefícios. Interessa ser torcida. Quem está comigo é bom, o resto é “papa-jaca”.

Depois de quase esquecida a disputa territorial com Itabuna, inventamos outra: o Colégio-Biblioteca-Arquivo Público General Osório.

Patrimônio arquitetônico e histórico da cidade. Saudosismo de muitos. Histeria de muitos mais. E por que histeria de muitos mais? Porque o Município realizou uma permissão de uso de bem público com uma pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, o Teatro Popular de Ilhéus. A “inteligentzia”, cuja intenção parece ser fazer afagos no prefeito eleito, Jabes Ribeiro, tratou logo de rotular a iniciativa como mais uma incompetência do governo Newton Lima, uma “ilegalidade”, um absurdo inominável.

Confundiu-se falar o que pensa com falar sem pensar. Desfaçamos alguns desses equívocos.

O primeiro deles, de que o TPI tem o firme propósito de ocupar o General Osório. Não tem. O seu Diretor, Romualdo Lisboa, manifestou que não tem interesse em ocupar o local se esse não for um projeto do próximo governo. Disse-me com todas as letras que somente ingressaria em qualquer imóvel publico municipal com a concordância do futuro prefeito, se isso fizesse parte do projeto de governo, pois quer o governo como um parceiro. O TPI só quer uma casa.

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PERDEU A CHANCE DE FICAR CALADO

Gerson pode ser considerado o “mala” dessas eleições.

O ex-secretário de serviços públicos de Ilhéus, Gerson Marques, hoje expert em facebook e discussões virtuais, perdeu uma grande chance de ficar calado na última quarta-feira (26).

Na rede social, Gersinho questionou o posicionamento do procurador federal Israel Nunes, que apoia Jabes Ribeiro na corrida eleitoral.

Numa postagem confusa, o ex-secretário disse: “… é lamentável para não dizer irresponsavelmente, atitudes de pessoas conscientes como Israel que mesmo sabendo qual o lado certo optou pelo errado… e depois vive a se explicar”.

A resposta do procurador veio em seguida, afirmando que explicações só quem devia era Gerson, principalmente sobre supostos gastos excessivos com gasolina durante sua passagem pela secretaria de serviços urbanos.

Sem responder ao questionamento, Gerson vestiu a carapuça e preferiu, ao invés de responder a altura, desqualificar Israel Nunes, como de costume.

DINHO GÁS DEVERÁ DAR POSSE A GIL GOMES

Por Israel Nunes

A Justiça Eleitoral julgou procedente uma ação ajuizada pelo Partido Progressita – PP – contra o vereador Valmir de Inema, visando a perda do mandato por infidelidade partidária, em razão de ter este membro da Câmara desembarcado do PP e partido para o PT, partido do atual Prefeito.

Obviamente, alguns colegas de Câmara, que integram a base do Governo Municipal, levantaram as vozes contra a mencionada ação, alegando se tratar de ato de perseguição política do ex-prefeito, Jabes Ribeiro.

Fato é que a mudança de partido político, salvo algumas exceções, enseja a perda do mandato do parlamentar, conforme já pacificou o próprio Tribunal Superior Eleitoral e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal. E o próprio Ministério Público Eleitoral está legitimado a propor a ação para perda do mandato, mesmo que o partido não o faça. Aliás, no caso de Valmir, o próprio Ministério Público Eleitoral opinou pela perda do mandato eletivo de Valmir.

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ISRAEL NUNES ORIENTA SOBRE AS ELEIÇÕES

O Procurador Federal e professor Israel Nunes iniciou em seu blog um boletim com orientações sobre o processo eleitoral que se aproxima.

No boletim dessa semana, ele fala dos prazos para as convenções partidárias, que começaram no último domingo (10), dos documentos necessários para registrar as candidaturas e como podem ser feitas as doações de campanha.

Todas essas informações podem ser encontradas no blog do Israel Nunes, clicando aqui.

O ÍMÃ JABES RIBEIRO

Em Salvador, Jabes Ribeiro atrai partidos, mesmo contra a vontade dos representantes das siglas em Ilhéus.

Primeiro, o ex-prefeito conseguiu um casamento forçado com o PC do B de Ilhéus (a noiva ou vice, Israel Nunes, está no altar sem saber se o noivo vai entrar na igreja).

Depois, convenceu os fisiologistas do PDT a colocarem na geladeira o ex-reitor da UESC, Joaquim Bastos. O partido já definiu aliança com o PP.

Agora, Jabes consegue mais uma proeza. O bispo Marinho, cacique do PRB no estado, decidiu tomar a condução do processo de alianças das mãos do presidente municipal Sebastião Vivas. Ruy Carvalho já era!

Em Salvador, Marinho e Jabes acertam os pontos. Falta apenas definir uma boa coligação para o PRB na eleição para vereador.

No quadro geral, a eleição em Ilhéus caminha para uma polarização. Provavelmente, Jabes X Carmelita ou Jabes X Bebeto (menos provável, já que o sindicalista tem compromissos inadiáveis com o movimento que o notabilizou).

A deputada estadual Ângela Sousa, cuja coerência está restrita ao anti-jabismo, provavelmente cairá nos braços do PT.

Isso acontecerá, caso o ex-prefeito não atraia o PT antes. “Magnetismo” não lhe falta.