Chico Andrade, Thiago Dias e Emilio Gusmão gravam o primeiro episódio de “Os Relentos”

“Os Relentos” é o mais novo podcast sobre política, cultura e assuntos que estão em alta. Nele, os debates e opiniões sobre diversos assuntos serão feitos pelo professor de Geografia e blogueiro, Chico Andrade, pelo repórter Thiago Dias, e por Emílio Gusmão, repórter e editor deste blog.

O primeiro episódio vai ao ar no próximo domingo, 06, e vai discutir os seguintes temas: a central de assédios montada pelo governo Mário Alexandre nas redes sociais para tentar melhorar a imagem da gestão; o encontro inusitado entre Valderico Junior e Jabes Ribeiro; e um panorama dos descaminhos do governo Bolsonaro a partir do olhar local.

O podcast “Os Relentos” foi gravado nos estúdios da rádio web Onda Livre FM.

Trabalho do jornalista Marcos Correia foi importante durante a crise política de 2007

Jornalista Marcos Correia. Foto: José Nazal.

O jornalista Marcos Correia faleceu, aos 66 anos, na noite da última terça-feira, 23 de abril, no Hospital São José, em Ilhéus. Ele estava internado desde o último dia 5, devido a problemas respiratórios. O corpo está sendo velado no SAF, no bairro da Conquista, e o sepultamento ocorrerá às 14h30min, no cemitério São Jorge, no Alto do Basílio.

Os últimos anos de Marcos Correia foram difíceis. O jornalista vivia sozinho e não conseguiu se livrar dos cigarros, vício mortal de muitos jornalistas, poetas e escritores. Também não demonstrava interesse em vencê-lo. Amigos muito próximos afirmam que ele não tinha apego à vida e emitia sinais típicos dos sintomas da depressão.

Passou por dificuldades financeiras, amenizadas devido à ajuda de amigos, alguns jornalistas. A situação melhorou um pouco em setembro de 2018 quando ele conseguiu aposentar-se pelo INSS.

Durante a crise política que culminou na cassação do ex-prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, em setembro de 2007, o trabalho do jornalista Marcos Correia teve importância fundamental na busca por uma solução.

Uma reportagem dele publicada no jornal A Tarde, em outubro do mesmo ano, possibilitou que o Tribunal de Justiça da Bahia recebesse informações sobre o caos administrativo que tomaria conta da cidade, caso o ex-prefeito Valderico Reis fosse reconduzido ao poder, por meio de um recurso judicial.

O TJ-BA não deu ganho de causa a Valderico, e o vice-prefeito Newton Lima cumpriu o restante do mandato.

Nas poucas conversas que o Blog do Gusmão teve com ele, esse episódio foi mencionado pelo próprio com orgulho e zelo pela cidade.

Segundo o jornalista Maurício Maron, “Marcos Correia chegou a Ilhéus em 1987, quando começou a trabalhar na Prefeitura Municipal, na assessoria de comunicação, e a partir daí passou a residir na cidade. Ele foi assessor de comunicação social do município na gestão do prefeito Newton Lima, trabalhou nos jornais Diário da Tarde e A Região, e foi sócio fundador do Diário de Ilhéus (ao lado de Damiana Gomes, Getúlio Pinto e Carlos Moura Makalé), veículo impresso que surgiu em 24 de julho de 1999, após a extinção do Diário da Tarde.

Prestou também assessoria de imprensa ao extinto Instituto de Cacau da Bahia (ICB), à Unimed Ilhéus, Câmara Municipal, à Viação São Miguel, além de ter atuado em assessorias políticas. Natural de Recife, Marcos Correia iniciou a carreira de jornalista no Diário de Rio Claro, no interior de São Paulo. Em seguida, transferiu-se para Ilhéus juntamente com sua mãe, dona Isaura Silva.

Considerado um profissional crítico e combativo, atuou ainda como editorialista e redator do Diário de Ilhéus, do qual era também diretor. Há cerca de dois anos, o jornalista, que tinha o hábito de fumar, já apresentava problemas respiratórios. A internação no Hospital São José ocorreu após o transcurso de seu aniversário, no dia 4 de abril”.

Queda de helicóptero mata o jornalista Ricardo Boechat

Ricardo Boechat.

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, da TV Band e rádio BandNews, morreu após a queda de um helicóptero em São Paulo, nesta segunda-feira, 11. Informa a Folha de São Paulo.

O corpo de bombeiros informou que duas pessoas tinham morrido após um helicóptero cair sobre um caminhão num trecho do Rodoanel que dá acesso à rodovia Anhanguera, na zona oeste de São Paulo. O acidente ocorreu na altura do km sete do Rodoanel, sentido Castelo Branco, próximo a um pedágio.

MADRUGADA DE TERROR EM CATU

Uma das agências bancarias atacadas.

Grupo fortemente armado provocou terror na última sexta-feira (30) no centro da cidade de Catu, cidade da região metropolitana de Salvador. Ação do bando durou cerca de 30 minutos, esses explodiram agências bancarias, e lojas de eletrodomésticos.

Os criminosos começaram suas atividades no município por volta das 4 horas da manhã, colocaram explosivos para arrombar as agências bancarias. De acordo com a Policia Militar uma equipe Antibombas foi acionada para fazer a retiradas dos explosivos.

De acordo com a Policia Militar uma equipe da Companhia Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), estiveram na manhã da sexta-feira retirando explosivos.

Ainda na sexta-feira três homens foram presos na BR-324, município de Feira de Santana, localizada a 100 quilômetros de Salvador, por roubarem um carro na madrugada desta sexta-feira. Eles são suspeitos de envolvimento do ataque nas agências na cidade de Catu. Um dos integrantes é o suspeito de ser o líder da quadrilha foi identificado como Elton Vinícius Bispo Freitas, conhecido como “Acarajé”.

Um mandado de prisão já tinha sido expedido contra ele pela morte do soldado Eric Oliveira Santos, em abril do ano passado. Acarajé foi encaminhado para o Complexo Prisional de Mata Escura, em Salvador.

Com informações do Portal de Noticías G1 .

JORNALISTAS DA AGÊNCIA BRASIL PROTESTAM CONTRA VETO AO CASO MARIELLE

Gerentes da agência estatal fizeram restrições à cobertura do caso.

No último dia 16 de março, Roberto Cordeiro, gerente de redação da Agência Brasil, solicitou que a equipe do veículo reduzisse as matérias sobre a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). “Devemos nos concentrar nas investigações e naquilo que dizem as autoridades”, escreveu.

No dia 19 de março, o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Coura, escreveu à equipe do Rio de Janeiro pedindo ao coordenador que orientasse uma repórter a “não fazer manifestações sobre a morte da vereadora”. “Estão repetitivas e cansativas. Nos jornais só há artigos e, você sabe, não publicamos essa forma de opinião. Claro que, se houver fato relevante, deve fazer”, dizia a mensagem.

No início da tarde do dia 20, os jornalistas interromperam o trabalho em protesto à orientação dos gerentes da Agência Brasil. De acordo com O Globo, os profissionais buscaram amparo no Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF).

O SJPDF publicou no Facebook denúncia contra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da qual a Agência Brasil faz parte. Conforme o sindicato, a estatal criou restrição para a cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal veiculou foto dos profissionais da EBC em ato contra o veto. Também lembrou aos trabalhadores que o Código de Ética dos Jornalistas e o da própria EBC lhes resguardam o direito de “se recusar a produzir, escrever, editar e finalizar” conteúdos e de não assinar matérias caso se sintam constrangidos ou discordem “de uma cobertura imposta, com características ilegais”.

Com informações do Blog Jornalismo nas Américas, Blog Paçoca com Cebola, Metrópoles e do Portal Comunique-se.

REGIÃO DO DESCOBRIMENTO É A CAMPEÃ DE DESMATAMENTO, MOSTRA RELATÓRIO

Área de desmatamento em Santa Cruz Cabrália. Imagem: Diego Padgurschi/ Folhapress.
Área de desmatamento em Santa Cruz Cabrália. Imagem: Diego Padgurschi/ Folhapress.

Por Eduardo Geraque/publicado hoje na Folha de S. Paulo

O ciclo de destruição da floresta atlântica, que começou em 1500 por causa dos europeus, volta a ficar ativo na Bahia, revelam dados de um mapeamento florestal da ONG SOS Mata Atlântica e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Devido ao desmatamento no sul do Estado, a Bahia foi a campeã nacional de desmatamento da vegetação atlântica entre 2015 e 2016, segundo o atlas do desmatamento a que a Folha teve acesso.

No Estado, caíram 12.288 hectares de vegetação, um crescimento de 207% em relação à análise anterior, de 2014-2015. Três cidades do sul da Bahia -Santa Cruz de Cabrália, Belmonte e Porto Seguro- são responsáveis por metade desse total.

Bioma onde vivem 72% da população brasileira, a mata atlântica se estende, no Brasil, do Rio Grande do Sul ao Piauí.

(mais…)

MOLON PEDE O IMPEACHMENT DE TEMER

FONTE: Folha de S. Paulo
Foto: Folha de S. Paulo.

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite dessa quarta-feira (17) pedido de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB).

O pedido foi feito após a divulgação da notícia de que Temer teria sido gravado dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). A gravação teria sido feita pelo empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS.

Em transmissão feita ao vivo nas suas redes sociais, Molon afirmou que não existe outra maneira de resolver a situação, se não com novas eleições diretas. “A espinha dorsal do governo foi quebrada, Temer acabou, não há nenhuma condição do governo continuar, está encerrado, porque não há como se continuar sob a presidência de alguém que pede que um empresário continue pagando propina para que um criminoso não conte o que sabe. O país não pode ser presidido por uma pessoa assim e muito menos por um congresso que queira indiretamente escolher um novo presidente que ficará na suspeita de que está sendo escolhido para abafar a Lava-jato e não dar continuidade as investigações”.

SEJA BEM VINDO AO VERDADEIRO JORNALISMO

Fênix.
Fênix!

Por Emílio Gusmão

Numa cidade como Ilhéus não há como distanciar a influência dos políticos das linhas editoriais dos veículos de comunicação.

Muitos dirão que nem mesmo nas mais populosas capitais.

Sem hipocrisia, todos de alguma forma estão sendo influenciados por um ou por outro.

Sendo assim, amigo visitante, esqueçamos esse negócio de imparcialidade. Mantenha seu filtro ativado.

Fiquei surpreso quando de repente presenciei o renascimento de um jornalista.

Não faz muito tempo que caminhava pelas trevas, estimulado a olvidar a falta de escrúpulos de pessoas muito próximas. Presenciava a trama de práticas nefastas e fingia que de nada sabia por ter ligações de empregabilidade.

Antes de janeiro, perambulava nas estruturas do poder acumulando benesses, alheio ao interesse coletivo. Batalhava a luta diária pela sobrevivência, imposição que jogou por terra os ideais pelo bem de todos (primeiro mato a minha fome, depois a dos outros).

De uma hora para outra, ressurgiu diferente, relembrando valores do iluminismo associados à república perfeita.

Agora tudo mudou e o renascimento surgiu da necessidade de representar um novo papel. O faro antes adormecido está mais do que aguçado, pois a partir do início desse ano tudo “piorou”.

Mas a contradição persiste: os vícios de hoje não são os mesmos de antes? O que há de tão novo capaz de fazer gritar tão surpreendente indignação?

Será que os leitores são completamente ineptos a ponto de não perceberem as razões da mudança? Serão eles incapazes de perceber tamanha incoerência?

A vaidade, característica intrínseca a esse jornalista, é capaz de muitas gabolices, mas jamais pensei que fosse capaz de um desafio como esse: exigir que todos acreditem no seu retorno à trincheira do bom jornalismo, estimulado apenas pelo bem da cidade.

De qualquer forma, não devemos frustrá-lo, pois só os psicólogos podem lidar com os mitômanos.

Vamos recebê-lo de braços abertos, sejamos compreensivos com a necessidade dele. Além do mais, ele escreve muito bem.

Seja bem vindo! A cidade precisa de você!

OS NOVOS PREFEITOS E AS MÍDIAS

Por Emílio Gusmão

Em 2004, quando Jabes Ribeiro deixou o Palácio Paranaguá, as assessorias de comunicação social lidavam apenas com jornais, tvs e emissoras de rádio.

O jornalista Valério de Magalhães, na época assessor de imprensa da prefeitura de Ilhéus, costumava aconselhar os profissionais alinhados: “quando tiver críticas bata no secretário, mas nunca bata no prefeito”.

Essa forma de atuação não era comum apenas em Ilhéus. Pelo interior do Brasil, nas cidades onde os veículos de comunicação dependem principalmente das verbas municipais, a prática sempre foi normal.

Hoje a situação é bem diferente e requer novos cuidados.

Os blogs – muitas vezes editados por cidadãos comuns alheios às lições do jornalismo – pautam a imprensa convencional.

Nas redes sociais, os “amigos” ou “seguidores” produzem informações a todo momento. Saem na frente com os “furos” facilmente disseminados por mensagens curtas, digitadas nos tablets ou smarts phones.

Os jornalistas perderam o monopólio da informação e cada celular é uma máquina fotográfica ou filmadora em potencial (certezas que já pertencem ao senso comum).

Sendo assim, como vão atuar as secretarias de comunicação que objetivam o abafamento de críticas ao prefeito?

Rádios, tvs e emissoras de rádio são mais sensíveis às verbas oficiais. Nesse campo, é possível deixar tudo “amarradinho”.

O “problema” é a internet, onde o conceito de liberdade foi redimensionado.

Se todos os blogs de uma cidade assumirem a chapa branca, outros novos surgirão dando voz aos insatisfeitos.

Nas redes sociais, os cidadãos descontentes podem opinar e criticar à vontade. O facebook tornou dispensável as sessões de comentários dos blogs.

No face, apenas a justiça pode moderar. Entretanto, o hábito corriqueiro de processar membros do facebook pode desencadear resultados ainda mais adversos, como a propagação em massa de “fakes” ou o estímulo de ondas virais de insatisfação e protesto.

Os governos só têm um caminho: promover administrações excelentes e bem conceituadas junto à população.

Dessa forma, as críticas não vão cessar totalmente, mas a quantidade será bem menor.

Maquiar a realidade por meio de releases e verbas oficiais polpudas já não é mais possível.

Uniformizar (ou enquadrar) os discursos dos principais veículos não é tarefa muito difícil, mas nada impede o contraponto do cidadão comum, certo de que a qualidade dos serviços públicos não é satisfatória, consciente da grande distância entre a realidade que bate a sua porta, das fantasias publicadas nos veículos de comunicação tradicionais.

EDUARDO ANUNCIAÇÃO: JORNALISMO NO PEITO E NA RAÇA

Eduardo Anunciação.

Quando recebeu o título “Cidadão Ilheense” em 09 de dezembro do ano passado, o jornalista Eduardo Anunciação desabafou: “vivo tão apaixonadamente, tão audaciosamente, tão intensamente, tão ardentemente com a energia do jornalismo político, a política e os livros, que jamais me preocupei com o futuro. É o jornalista se confundindo com a cidadania”.

No dia 08 de outubro deste ano, visitei o amigo e mestre no Hospital Calixto Midlej Filho em Itabuna. Com o rosto voltado para o teto, ele convalescia de uma cirurgia delicada, merecedora de muitos cuidados.

Fiquei surpreso ao saber que mesmo no leito hospitalar, meu amigo Duda não deixou de escrever sua prestigiada coluna para o jornal Diário Bahia.

Com a ajuda de Vanusa, funcionária do impresso, Eduardo não privou seus fiéis leitores e não deixou de externar o que vem da sua natureza, o ofício consubstanciado ao homem, razão dos seus dias (junto com sua família).

Não é só o estilo inconfundível que distingue Eduardo Anunciação de todos os outros. Sua paixão visceral pelo jornalismo não recua nem mesmo com a dor. Sentimento pungente, capaz de se adaptar a um hospital, ambiente triste e inóspito a qualquer sensação de bem-estar.

Ontem Anunciação completou 67 anos. Fui lhe dar os parabéns em sua residência, e percebi que se recupera a passos largos, graças também a Selma (dedicadíssima esposa) e Eduarda (filha super responsável).

Dentre muitos assuntos, Duda voltou a perguntar: “você conhece alguém que possa consertar minhas máquinas de escrever?”

Eduardo Anunciação é o próprio jornalismo.

CALA-TE BOCA!

A futura primeira-dama de Ilhéus, Adriana Ribeiro, não esconde de ninguém sua grande rejeição ao jornalista Maurício Maron (ex-jabista).

Adriana não é de se intrometer, mas neste caso a mágoa é mais forte.

Com o cenário adverso, a pena respeitada de Maron vai estacionar na trincheira do jornalismo de combate. Como disse o mestre Millôr Fernandes: “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Nessa cisma de Adriana, nem o “amigão” Isaac pode dar jeito.

Cala-te boca!

A Rádio Bahiana de Ilhéus está muda.

Caso “Sarney” consiga uma secretaria, mudinha continuará.

Caso “Sarney” fique de fora, o pau vai comer nas costas de …

Cala-te boca!

O vice-prefeito de uma linda cidade litorânea do nordeste brasileiro mandou colocar silicone no bumbum de uma das amantes.

Os namoradinhos da moça estão contentíssimos com a ideia.

Cala-te boca!

ANISTIA ADVERTE QUE CENSURA NA INTERNET FERE LIBERDADE DE IMPRENSA

Da BBC

Relatório da Anistia diz que 2011 foi um ano ruim para a liberdade de expressão em todo o mundo

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a organização de direitos humanos Anistia Internacional alerta para a repressão de jornalistas e blogueiros que usam a internet para veicular suas reportagens para milhões de leitores, virtualmente sem fronteiras.
As proibições em sites de busca, a aprovação de leis restritivas à liberdade de expressão online e até os custos proibitivos de uso da rede, todas são ações que enfraquecem a democracia nos países, argumentou a organização.

Nas Américas, a Anistia destaca principalmente a repressão em Cuba e no México, onde os jornalistas são cerceados seja por oposição ao Estado (Cuba), seja por denunciar esquemas de corrupção e tráfico de drogas (México).

Recentemente, o Brasil também tem chamado a atenção das organizações de direitos humanos por causa da morte ou repressão de jornalistas. Apenas neste ano, quatro jornalistas foram assassinados no país.

Fora da internet, as Américas têm algumas das regiões mais hostis para a prática do jornalismo independente. Clique aqui para ler toda a matéria.

BRASIL SE TORNA MAIS PERIGOSO PARA JORNALISTAS

O Brasil perdeu 41 postos na classificação anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) sobre liberdade de imprensa.

O relatório foi divulgado ontem (terça, 24). Com a perda das posições, o Brasil chegou ao 99ª lugar, motivado pela violência que a imprensa enfrenta no nordeste e nas fronteiras com outros países.

Segundo estudo, o país também é prejudicado pela corrupção local, a atividade do crime organizado e os atentados contra o meio ambiente, todos prejudiciais aos jornalistas.

A RSF elencou três mortes de jornalistas no Brasil em 2011. Apesar de ter destacado os avanços na luta contra a impunidade, a organização lembrou que ações mais rígidas ainda são necessárias para garantir a segurança dos profissionais.

Informações do UOL. 

BOA AMIZADE E PENSAMENTOS DISTINTOS

O jornalista Walmir Rosário rebateu, num tom mais amigável e gentil possível, a proposta de um amigo de longas datas. Ramiro Aquino, também jornalista e chefe do cerimonial da prefeitura de Itabuna, deseja que a imprensa regional deixe as más notícias de lado e publique apenas os acontecimentos bons.

A proposta de Ramiro, aos olhos de Rosário, é quase impossível de se concretizar. Ele questiona: “a idéia de paz e amor será prontamente acatada pelos nossos comunicadores, acostumados a aplicar manchetes dignas de vender jornais e fidelizar os ouvintes e telespectadores no rádio e na TV?

Ramiro pede o engajamento da mídia na cobertura do que é positivo: os bons números da UESC, a não ocorrência de mortes por causa da dengue em Itabuna e a prisão de bandidos. Rosário pensa diferente e lembra as promessas não cumpridas do prefeito Capitão Azevedo e do descaso da universidade com os bairros próximos.

Walmir tem 62 anos e Ramiro quase 70. Os dois fazem aniversário no mesmo dia. São amigos e se gostam. Nada impede que apesar da amizade, os dois tenham concepções distintas sobre o jornalismo e o mundo. Walmir talvez tenha lido o Inferno de Dante Alighieri, e Ramiro, talvez, guarde na memória as reminiscências da infância, o romance Alice no País das Maravilhas. 

Clique aqui para ver a coluna de Ramiro Aquino e aqui para ler o artigo de Walmir Rosário.

PROSTITUIÇÃO NO JORNALISMO

“Nada há de mais baixo, de mais vil, de mais criminoso, que mereça mais todo o peso do público opróbrio do que aquele que prostitui a sua pena”.

Frase quase esquecida na atualidade, de Líbero Badaró, jornalista, político e médico. Foi assassinado em 20 de novembro de 1830, devido às suas publicações contrárias ao despotismo do Imperador D Pedro I. Posteriormente, foi convertido em símbolo da liberdade de imprensa no Brasil.