PROSTITUIÇÃO NO JORNALISMO

“Nada há de mais baixo, de mais vil, de mais criminoso, que mereça mais todo o peso do público opróbrio do que aquele que prostitui a sua pena”.

Frase quase esquecida na atualidade, de Líbero Badaró, jornalista, político e médico. Foi assassinado em 20 de novembro de 1830, devido às suas publicações contrárias ao despotismo do Imperador D Pedro I. Posteriormente, foi convertido em símbolo da liberdade de imprensa no Brasil.

A TV SANTA CRUZ E O NOME DO MÉDICO

Nada contra os profissionais de jornalismo da TV Santa Cruz.

Mas vai aqui um questionamento à direção da emissora.

No último sábado (27), a TV exibiu reportagem sobre um caso de negligência médica, onde uma mulher, com nove meses de gravidez, não recebeu os cuidados necessários ao parto, e por isso, perdeu a criança. O fato, muito triste, aconteceu no Hospital Manoel Novaes em Itabuna.

O pai, emocionado, explicou o drama, mas, infelizmente, a TV Santa Cruz não divulgou o nome do médico, informação básica capaz de alertar as famílias que aguardam um novo membro.

Quando um jovem de 18 anos, pobre, se envolve num crime que dá boa pauta, a Globo local identifica o suposto criminoso. Sendo assim, por que tanto cuidado (ou medo) com um médico acusado de impedir o nascimento de uma criança?

ASSASSINATOS DE JORNALISTAS CONDENADOS AO ESQUECIMENTO

Do Observatório da Imprensa.

Na quinta-feira (25/8), quando duas alunas da PUC-Rio apresentarem as conclusões de uma pesquisa sobre violência contra jornalistas no Brasil na conferência promovida pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) em Puebla, no México, um certo desconforto deverá silenciar os presentes. Em vez de vítimas heroicas como Tim Lopes, o trabalho mostrará as mortes impunes de jornalistas como Reinaldo Coutinho da Silva e Mário Coelho Filho, anti-heróis de um jornalismo obscuro, que tiveram a carreira abatida a tiros quando ousaram romper com a dinâmica que rege as relações imprensa-poder nos grotões do país.

Isso mesmo: a lista de pouco mais de duas dezenas de jornalistas assassinados no Brasil é bem mais rica em “Reinaldos” e “Mários” do que em “Tins”. Morto há 16 anos, Reinaldo Coutinho era diretor, editor e proprietário do Cachoeiras Jornal, de Cachoeiras de Macacu (RJ). O mesmo destino teve Mário Filho, repórter e diretor administrativo do jornal A Verdade, de Magé (RJ), em 2001. Neste tempo todo, não se viu um único ato de protesto, uma mobilização coletiva ou mesmo um apelo circulando pelas redes sociais em memória dos colegas ou pela elucidação dos crimes.

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CRESCE A CENSURA E O NÚMERO DE JORNALISTAS ASSASSINADOS

Da Folha de São Paulo.

O “Relatório de Liberdade de Imprensa”, divulgado nesta terça-feira pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), aponta aumento nos casos de assassinatos de jornalistas nos últimos doze meses. O documento ainda lista número proporcionalmente maior de censuras impostas a veículos de comunicação no período e cita a polêmica a respeito da Lei de Acesso a Informações Públicas.

As mortes e os casos de censura foram registrados pelo Comitê de Liberdade de Expressão da ANJ entre 1º de agosto de 2010 e o último dia 26 de julho. O documento anterior tratava de dois anos –de 1º de agosto de 2008 a 31 de julho de 2010.

Enquanto o relatório 2008-2010 registrou apenas um homicídio de jornalista (e, mesmo assim, por motivos não decorrentes do exercício profissional), o documento atual enumera cinco assassinatos de jornalistas em que há, pelo menos, indício de conexão com a atividade profissional.

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POR QUE O LIVRO É TÃO CARO NO BRASIL?

Do site Observatório de Imprensa.

O preço do livro no Brasil é efetivamente alto ou as editores conseguiriam produzir livros a preço menor? Nosso mercado é pequeno apenas por razões culturais ou o preço é fator determinante? Com a finalidade de responder estas perguntas, o Sul21 ouviu editores, livreiros e leitores a fim de conhecer suas opiniões e, inevitavelmente, seus cálculos, pois estamos em assunto que envolve não apenas a cultura.

João Pedro Dullius, proprietário da rede de livrarias Beco dos Livros, vende livros usados, novos e pockets. Ele afirma que “a diferença básica que existe entre o Brasil e os principais países europeus e os Estados Unidos é que lá, quando um livro é lançado, há duas versões: uma pocket, que vende milhares de exemplares e é para o consumidor comum, e a brochura, que é para aquela pessoa que tem poder aquisitivo maior ou para as universidades e bibliotecas. Os últimos são livros de melhor acabamento, ideais para serem consultados”. Peter, como é mais conhecido, completa dizendo que só passamos a ter livros baratos – normalmente clássicos – nos últimos dez anos, principalmente com a L&PM e a Martin Claret, que popularizaram o formato pocket, pois a Ediouro já fazia isso já há trinta, quarenta anos, só que foi criada a lenda de que os livros da editora não prestavam.

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EM CONCURSO, CANDIDATO DE NÍVEL FUNDAMENTAL GANHA MAIS QUE JORNALISTA

Do Portal Comunique-se.

O concurso da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (AVAPE-SP), lançado esta semana, oferece um salário menor para jornalistas, obrigatoriamente formados na área, que para as vagas do ensino fundamental.

Coordenado pela Consulplan, o edital informa que um assessor de imprensa ganhará R$ 1.200 mensais para trabalhar 40 horas por semana, enquanto um auxiliar de manutenção predial, cargo que exige apenas o ensino básico, irá receber R$ 1.460,55.

Os cargos de monitores de arte (ensino médio) também oferecem salários acima do de jornalista: R$ 1.208,78. De todos os cargos de nível superior, o de jornalismo é um dos que oferecem o salário mais baixo, perdendo apenas para fisioterapeuta, R$ 1.113,00. Os demais cargos de nível superior variam entre 1.714,65 e 6.390,00.

BLOG O RECÔNCAVO REPERCUTE AGRESSÃO AO RADIALISTA FÁBIO ROBERTO

Do blog O Recôncavo.

Fábio Roberto ensanguentado na 7ª COORPIN. Atenção secretaria estadual de segurança pública! Será que a polícia civil de Ilhéus vai investigar o caso?

Fábio Roberto é radialista e trabalha na Rádio Bahiana, em Ilhéus, aonde apresenta o programa Compromisso Verdade, em que costuma levar ao ar muitas denúncias.

Nesta quinta-feira (14/07), Fábio Roberto foi vítima de uma agressão quando andava no Bairro da Conquista, também em Ilhéus.

Ao começar a descer a escadaria que dá acesso à Avenida 7 de Setembro, Fábio foi violentamente atingindo com uma paulada que partiu de um homem simulando uma ligação no celular e que, após a sua passagem, o agrediu por trás, correndo em direção a um comparsa que, numa moto, dava cobertura à ação. Os agressores fugiram sem roubar nada.

O Recôncavo entrou em contato com o radialista. Para o Fábio Roberto “este tipo de atentado não é comum em Ilhéus. Pelas características do atentado, a intenção não era roubar, afinal, estava com uma mochila nova, com equipamentos e nada foi roubado. Eu consegui descer a escadaria sangrando muito, entrar na farmácia e pedi socorro. Meu diretor veio em meu socorro e me levou para o hospital. Estou assustado e surpreso, se eu não tiver condições de trabalhar com segurança, terei que me afastar”, resumiu o comunicador, ainda assustado com a inesperada agressão e temendo outro ato de covardia.

O Recôncavo vem denunciando a escalada de atos contra a liberdade de imprensa e comunicação na histórica e bela cidade de Ilhéus. Intimidações, tentativas de censura e agressões contra os profissionais da imprensa, que não eram comuns por aquelas bandas, vão se tornando, nos últimos tempos, uma realidade.

Espera-se que a Polícia Civil e o Ministério Público se atentem para a infeliz novidade de agressões contra os profissionais de imprensa em Ilhéus, antes que uma tragédia maior ocorra.

Por Charles Carmo

POLÍCIA PLANTOU DROGA NO CARRO DE CABRINI, CONCLUI CORREGEDORIA

Roberto Cabrini.

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo concluiu ontem (terça-feira, 12) que o jornalista Roberto Cabrini foi vítima de uma armação em 2008, quando foi preso por tráfico de drogas. Na época, o jornalista fazia uma reportagem sobre o tema e foi encontrado com dez papelotes de cocaína dentro de seu carro.

De acordo com a Corregedoria, a droga foi “plantada” no carro do repórter – e atual apresentador do programa Conexão Repórter – do SBT. Segundo a Corregedoria, seis policiais, um delegado, uma comerciante e um empresário estariam envolvidos na armação.

De acordo com investigações, o empresário Oscar Maroni, preso por manter uma casa de prostituição, é apontado como um dos suspeitos pela armação. A prisão de Cabrini seria uma retaliação contra matérias sobre a casa de prostituição do empresário.

A inocência do jornalista foi concluída após contradições nos depoimentos dos policias, de Oscar Maroni e do delegado envolvido. Houve também o testemunho de um policial que contou detalhes de como foi planejada e executada a armação.

“Fui vítima da banda podre da polícia, que foi alvo das minhas denúncias”, disse Cabrini à Folha de S.Paulo. Sobre Oscar Maroni, Cabrini afirmou que o empresário se incomodou com suas reportagens.

Com informações do Portal Comunique-se.

CARTA DA AGÊNCIA PÚBLICA AOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

Caras e caros blogueiros,

É com muito prazer que escrevemos para vocês depois de dois meses de trabalho duro para construir um modelo viável de fazer jornalismo investigativo no Brasil.

A Pública, uma organização sem fins lucrativos, está apresentando suas primeiras matérias especiais.

Muito de vocês já conhecem o nosso site (www.apublica.org), e têm reproduzido as nossas reportagens nacionais e internacionais, o que nos faz acreditar ainda mais. Aos que não nos conhecem, convidamos a entrar na rede.

A Pública, agência de reportagem e jornalismo investigativo, foi fundada em março deste ano pelas jornalistas Marina Amaral, Natalia Viana e Tatiana Merlino para produzir e difundir investigações de interesse público que nem sempre têm espaço na imprensa tradicional.

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ÉTICA & IMPRENSA, OS DESAFIOS DA PROFISSÃO

Por Washington Araújo

Convidado para discorrer sobre “Ética e Imprensa” para concluintes de Comunicação Social do Centro Universitário de Brasília, resolvi elencar alguns tópicos afetos a tema tão vasto. Inicialmente me perguntei sobre o que seria apropriado falar para meia centena de jovens que, com idade média inferior aos 25 anos, em breve se formarão jornalistas.

A seguir destaco algumas reflexões que incendiaram a imaginação (e os debates) desses meus futuros colegas:

Mercado de trabalho em constante mutação

Diante do advento das novas mídias, em especial o desenvolvimento da web, é notório o encolhimento do número de jornalistas trabalhando em redações. Isto ocorre porque os veículos de comunicação impressa enfrentam pesadas dificuldades financeiras, uma vez que passaram a ter concorrência direta dos meios virtuais na disponibilização de notícias à sociedade. Os meios virtuais oferecem de forma gratuita o que antes se conseguia mediante pagamento de assinatura ou de exemplar avulso. E se a divulgação de notícias na web é feita no momento mesmo em que esta acontece, no caso dos jornais temos um lapso de 24 horas entre uma edição e outra e, nas revistas de circulação nacional, observa-se intervalo de uma semana.

Enquanto isso, no meio virtual, a notícia é complementada, recebe adições, é atualizada instante a instante. Alguns jornais, como o Jornal do Brasil, deixaram de circular em seu formato papel e passaram a existir apenas na blogosfera.

O fato é que sempre haverá mercado de trabalho para bons jornalistas. E bons jornalistas são aqueles que observam princípios éticos. E também aqueles que têm no pensamento sua incrementada oficina de trabalho. Bons jornalistas conhecem bem o idioma pátrio e sabem como escrever. Bons jornalistas lêem muito e têm familiaridade com os clássicos da literatura nacional e internacional. Para estes, o emprego estará sempre ao alcance.

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JABES RIBEIRO E VALÉRIO DE MAGALHÃES ROMPIDOS

 

Valério de Magalhães.

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, tem dito a amigos e correligionários que o jornalista Valério de Magalhães não será o seu “homem forte” da comunicação, num eventual quarto mandato.

Jabes guarda mágoa de Valério, pois nos momentos em que mais apanhou, depois que saiu do governo no final de 2004, o seu “ex-fiel assessor” nunca apareceu se propondo a defendê-lo na opinião pública.

Há quem acredite que Jabes, na verdade, tenha criado a notícia de uma suposta ruptura, para gerar expectativas na imprensa. Muitos gostariam de gerenciar a comunicação oficial durante 4 anos. O interesse pelo cargo pode livrar o ex-prefeito de críticas diretas.

Outros garantem que Ribeiro jamais abriria mão de Valério, uma vez que o jornalista é tenente antigo do “jabismo”, desde 1984. No comando da comunicação oficial, Magalhães criou e instituiu a célebre diretriz “bata no secretário, mas não bata no prefeito”, axioma que agradava muito o comandante, dado a fazer pequenos afagos na liberdade de imprensa.

De qualquer forma, é possível enxergar prováveis substitutos. O publicitário Rildo Mota é um, já que dispõe da predileção de Isaac Albagli, jabista mais importante e influente.

O radialista Maltez de Atahyde também é cogitado. Esse, além de amar Jabes de coração, tem fotografias do ex-prefeito espalhadas no seu escritório.

COMPARAÇÃO COM BEIRA-MAR IRRITA RENAN CALHEIROS

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se irritou quando questionado sobre sua presença no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Renan já foi condenado duas vezes pelo colegiado, mas acabou absolvido em plenário.A paulada final veio quando o repórter Danilo Gentili do CQC, da TV Bandeirantes, comparou a presença de Renan no conselho, com uma hipotética nomeação do traficante Fernandinho Beira-Mar para chefiar a Secretaria Nacional Antidrogas.

Muito irritado, Renan berrou pelos corredores do senado e solicitou a intervenção da polícia administrativa, que determinou a saída da equipe por falta de autorização para gravar no local.

Informações do Estadão.

DEMITIDO POR CRIAR ENQUETE SOBRE “SEXO GAY NO NAZISMO”

Do Portal Comunique-se

Um profissional, que não teve o nome divulgado, foi demitido do Grupo Folha na noite de quarta-feira (27/4), após ter sido responsabilizado pela publicação da enquete “Sexo gay no nazismo”, no site da Livraria da Folha. A pergunta lançada, para saber se os leitores teriam relações homoafetivas se fossem prisioneiros em algum campo nazista, cita o livro Triângulo Rosa, obra baseada em depoimentos de um homossexual, sobrevivente ao Holocausto.

Em nota, a direção da livraria da Folha afirmou que a enquete era “inapropriada e desrespeitosa à memória das vítimas do Holocausto”. A equipe também lamentou o episódio e pediu desculpas “a todos os que se sentiram ofendidos” pela publicação da enquete, que no fim da tarde de ontem já havia sido retirada da página online do Grupo Folha.

DESTAQUES DA REVISTA CONTUDO

A edição 13 da revista CONTUDO, que chega às bancas neste sábado, traz como destaque principal o trabalho da ONG Casa do Obeso, que resultou na aprovação da cirurgia bariátrica, custeada pelo SUS, em Itabuna.

Numa entrevista com a psicóloga Samara Pitombo, ela analisa o cenário protagonizado pelos jovens em Itabuna. Desde os problemas com drogas até a compulsão pelo computador e suas conseqüências.

A revista CONTUDO é vendida em todas as bancas de Ilhéus e Itabuna e custa somente R$ 2,00.