Rotary Club de Itabuna premia vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury

O Rotary Club de Itabuna entregou, na noite de ontem terça-feira (10), em noite festiva em sua sede no bairro São Judas, as premiações dos estudantes vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury Silveira. Organizado pelo Rotary Club com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Itabuna e do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), o concurso de redação contou com a participação de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de 10 instituições da rede municipal de ensino.

A premiação foi idealizada com o objetivo de estimular a leitura e produção literária entre o público jovem e teve início em março deste ano. Ao todo, foram produzidas mais de 340 redações com o tema “A preservação da água e o Rio Cachoeira”, das quais foram selecionadas as 3 grandes vencedoras pela comissão organizadora do projeto.

Para a secretária de Educação de Itabuna, Nilmecy Gonçalves, a escolha do tema da redação foi uma assertiva do Rotary Club, por envolver o meio ambiente no âmbito da cidade de Itabuna e o seu símbolo natural maior, que é o Rio Cachoeira. “Estamos convictos de que esse concurso literário provocará um importante diferencial nas atividades letivas, sobretudo em Língua Portuguesa, na nossa rede”, completou.

Os três alunos autores das redações classificadas como vencedoras do concurso foram Shawanna Elane Santos e Hellen de Souza Silva, ambas alunas do Instituto de Educação Aziz Maron, e Gabriel Moreira Leite, do Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC). O primeiro colocado ganha uma bolsa integral em curso de livre escolha no Cebrac. Já o segundo, levará um notebook. O terceiro colocado será presenteado com 1 tablet.

De acordo com o calendário rotário 2019-2020, setembro é o mês que simboliza a educação básica e alfabetização. Membro da comissão organizadora do concurso literário, o rotariano Fernando Lopes lembrou que o trabalho era realizado de maneira restrita em algumas escolas e que, neste ano, o Rotary Club Itabuna decidiu ampliar para um número maior de instituições de ensino, o que foi possível com o apoio total da Secretaria de Educação. “Esse incentivo é fundamental para contribuir na formação dos alunos. Desejamos que as escolas públicas sejam cada vez mais um espaço atrativo para os jovens e esse é um desafio que toda a sociedade pode ajudar a vencer, concluiu.

Adelindo Kfoury

O prêmio homenageou a memória do escritor e historiador itabunense, que também foi rotariano, como reconhecimento pela sua contribuição à educação e à cultura. Autor de 12 livros e de mais de mil crônicas e contos publicados em todo o Brasil e no exterior, Kfoury ocupou também a direção de emissoras de rádio e de jornais em Itabuna.

Vencedor de prêmios literários e brilhante historiador, escreveu Itabuna, Minha Terra, a obra mais completa sobre a história do município, que passou a ser, inclusive, inserida na grade curricular das escolas da cidade. Adelindo faleceu em 8 de setembro de 2012, de falência múltipla dos órgãos. Com informações do Pimenta.

Bate-Papo literário vai debater Bento Teixeira e o poema “Prosopopeia” na próxima quarta-feira (24)

O poema que inicia a Literatura Brasileira, em 1601, Prosopopeia, de Bento Teixeira, tem suas raízes em Ilhéus, onde o poeta começou a trágica história de amor que o leva a escrever os versos que inauguram as letras nacionais. Esse é o tema que o professor Ramayana Vargens abordará no Bate-Papo Literário, da 2ª Festa Literária de Ilhéus (FLIOS), quarta-feira, 24 de julho, às 15:45h, no Teatro Municipal de Ilhéus.

O professor Ramayana, membro da Academia de Letras de Ilhéus, falará sobre a conturbada história de Bento Teixeira, seu envolvimento com o Tribunal do Santo Ofício e a visão preconceituosa da Inquisição católica em relação à mulher e ao papel feminino na sociedade da época.

O bate-papo contará com a presença do acadêmico Fabrício Brandão, editor da revista eletrônica Diversos Afins, que apresentará um panorama da literatura digital e sua importância na atualidade. O encontro – Da Prosopopeia ao Digital – será mediado pela escritora Luh Oliveira, também dos quadros da ALI.

Sai resultado do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia

Relação de finalistas. Ilustração: Ascom/Editus.

Divulgados os finalistas do IV prêmio Sosígenes Costa de Poesia, promovido pela Editus – Editora da UESC e a Academia de Letras de Ilhéus (ALI), com apoio da Secretária da Cultura e Turismo. Os escitores Jober Pascoal Souza Brito, Laura Castro de Araújo e Maria Genny Xavier Conceição são autores, respectivamente, dos livros “Ossuário da Casa Adormecida”, “Inês – Pequena Antologia do Passado” e “Versos ao Coração do Tempo”. O resultado final vai ser anunciado no dia 23 de julho, na abertura oficial da 2ª Festa Literária de Ilhéus, no Teatro Municipal de Ilhéus, às 17h30. O vencedor terá seu livro publicado pela Editus – Editora da UESC, além de receber um troféu e R$ 2.000,00.

Na primeira edição do Prêmio, o autor Wesley Almeida foi o vencedor com o livro “Memórias Fósseis”, sobre mistério, ritmo e rito de linguagem. Na segunda, Natan Barreto venceu com o livro “Um quintal e outros cantos”, que reúne poesias autobiográficas. Já em 2018, Maria do Carmo Sena do Nascimento foi a vencedora com o livro “Na veia da palavra”, que retrata o universo feminino, assim como temas sociais e memória.

Este ano, aumentou o número de inscritos e municípios participantes – um crescimento de 20% comparado ao ano passado. Desta vez, foram 38 autores, de 14 cidades baianas.

Waldeny Andrade lança livro em defesa da biodiversidade

Waldeny Andrade (foto: Luiz Conceição)

“Noite no Vale do Cotia” é a mais nova incursão pelo mundo da ficção literária do escritor, jornalista e radialista aposentado Waldeny Andrade na luta pela preservação do que ainda resta da cobertura nativa no Sul da Bahia.

A obra, baseada em fatos reais, será lançado na Semana do Meio Ambiente, em junho, narra uma história de mistérios, usura, perseverança, crimes e traições tendo como foco o homem.

Neste seu quarto livro editado pela Via Litterarum, o irrequieto escritor narra história de uma família, proveniente do Nordeste brasileiro, que foge da seca e aporta em Itabuna, atraída pela fama do cacau numa época em que a economia cacaueira passa por mais uma de suas renitentes crises econômico-financeiras.

A saga dessa gente leva a construir uma fazenda de cacau, onde pretende manter em pé a densa floresta nativa, seus corpos d’água, a fauna e flora então abundantes.

Contudo, tem contra si o desafio imposto por grandes fazendeiros com a alternativa pecuária avançando sobre a região de predominância cacaueira e a consequente a devastação da Mata Atlântica.

O thriller se passa na área rural de Palestina, hoje Ibicaraí, município de onde corre o imaginário Ribeirão Cotia, um dos tributários do Rio Salgado que, com o Rio Colônia, forma mais adiante o Rio Cachoeira. Este, atualmente recebe, do mesmo modo que nas cidades da bacia do Rio Almada, quase todo o esgotamento sanitário por falta de infraestrutura e omissão dos governos.

É certo que depois do sucesso editorial do seu terceiro livro “Serra do Padeiro – A saga dos Tupinambás”, o escritor Waldeny Andrade tenha amadurecido ainda mais na arte de contar estórias e histórias, aprimorado a técnica literária e se apossado de uma narrativa rápida e eletrizante.

Na contracapa, embora o ficcionista diga que “Noite no Vale do Cotia” seja um painel real sobre a Região Cacaueira e que qualquer associação de nomes citados seja simples coincidência, o leitor certamente vai tirar suas próprias deduções pela riqueza de elementos trazidos nesta obra.

Da Assessoria.

Nova edição do “Ciranda, Ilhéus na Praça” traz geladeira literária como novidade

Ciranda, Ilhéus na Praça. Foto: Rodrigo Macedo.

A primeira “Ciranda, Ilhéus na Praça” de 2019 traz uma novidade: a Geleitura, ou, geladeira literária, recheada de obras que ficam ao alcance dos participantes. A iniciativa, segundo as organizadoras, foi criada para proteger o meio ambiente e incentivar a leitura, e ganhou concepção gráfica do artista plástico Chico Salles. A nova edição será realizada neste sábado, 2, a partir das 17 horas, na Praça Antônio Viana Dias da Silva, no bairro Cidade Nova, com apoio da Prefeitura de Ilhéus.

A cada mostra, a Ciranda conquista mais pessoas e atende às expectativas das idealizadoras. São 12 mulheres, mães, amigas e guerreiras que promovem, a cada evento, a oportunidade de dividir ideias, experiências e conhecimentos. Aos participantes, o espaço sugere trocar tempo dedicado aos smartphones por envolvimento com pessoas e leitura de livros. Na opinião de quem já passou pela praça, a Ciranda é um movimento compartilhado e abraçado por todos.

Às 17 horas haverá exposição com a artista homenageada, Manu Pessoa. O espaço contará ainda com outros expositores; apresentação de instituições parceiras; Armário Solidário; Troca de Livros e Geleitura. O músico ilheense Herval Lemos se apresenta ao vivo a partir das 17h30min. Já às 18 horas, haverá contação de histórias interpretada em Libras – Língua Brasileira de Sinais, com a participação da Associação de Surdos de Ilhéus (ASI).

A programação segue com contação de histórias com Jorge Batista, às 18h30min. A partir das 19 horas, vivências e histórias, com Benedita da Estrada. A programação fecha com chave de ouro com a música de Itassucy e Banda, a partir das 20 horas. O projeto acontece no terceiro sábado de cada mês e se consolidou por meio da gastronomia, cultura, entretenimento e acima de tudo, a promoção de um espaço para a garotada curtir toda a boa programação.

Da Secom/Ilhéus.

Josélia Aguiar, autora de ‘Jorge Amado: Uma Biografia’, concede entrevista na TVE Bahia

Autora da mais completa e atualizada biografia do escritor Jorge Amado, Josélia Aguiar é a convidada do programa Perfil e Opinião desta quarta-feira, 16. A jornalista baiana reuniu no seu livro, de cerca de 600 páginas, histórias e fotografias exclusivas do escritor brasileiro, que são resultado de uma pesquisa criteriosa feita ao acervo do artista. A exibição é às 20h15, na TVE Bahia.

Editora, curadora e professora em oficinas de escrita de não ficção, Josélia teve acesso exclusivo a documentos de família e cartas de parentes, amigos e outros escritores, além de exaustivas entrevistas e pesquisas no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Na entrevista, a convidada falou sobre as várias etapas da produção do livro, além das mudanças que vem implantando no seu trabalho de coordenação na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Vivendo atualmente em São Paulo, a escritora é formada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e mestre e doutoranda em história pela Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou na Folha de S. Paulo como repórter, redatora e correspondente em Londres, foi curadora do Festival da Mantiqueira (2014) e, desde 2017, da Festa Literária Internacional de Paraty, sendo responsável por criar uma programação mais diversa do encontro literário.

A nova temporada do programa “Perfil e Opinião” tem 1 hora de duração e vai ao ar todas às quartas-feiras, sempre às 20h15, com horário alternativo aos sábados, às 14h. O público também poderá acompanhar pelo Portal.

LIVRO SOBRE MANOEL LINS CHEGA A BUERAREMA NO DIA 5

Depois de Ilhéus, é a vez de Buerarema receber o lançamento do livro O canto da eterna esperança, um ensaio biográfico sobre Manoel Sampaio Lins, jornalista, escritor, advogado e professor de Direito, no dia 5 de outubro.  “Era imperioso fazer esse encontro em Buerarema, pois ali Manoel Lins morou desde a infância, após deixar Alagoas, onde nascera”, justifica Antônio Lopes, que organizou o trabalho publicado pela Editus/Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz. “Foi a partir de Buerarema que Lins se projetou como advogado e um dos intelectuais mais significativos da região, apesar da morte prematura”, resume.

O encontro tem confirmada a presença de familiares e amigos de Lins, além de leitores em geral, interessados na crônica literária, gênero em que ele foi, reconhecidamente, mestre. Precedendo a noite de autógrafos, haverá um bate-papo entre Antônio Lopes e convidados – falando do livro, Manoel Lins e sua época – conduzido pela escritora Maria Luiza (Baísa) Nora.

Carreira interrompida

Manoel Lins, morto em acidente de carro, em 1975 (aos 38 anos), formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), lecionou francês no Ginásio Henrique Alves (Buerarema), foi  vice-presidente da OAB-Itabuna, advogou para diversos clientes da região e teve sua carreira como professor de Direito Constitucional da Fespi  bruscamente interrompida pela morte. Como escritor, publicou um livro de crônicas (Menino aluado/1968), monografias sobre temas de Direito Municipal e textos literários em diversos veículos regionais. Na UFBA, dirigiu Unidade, o jornal do DCE – o que jamais lhe foi perdoado pela ditadura militar.

O canto da eterna esperança contém informações biográficas, seleção de crônicas de Manoel Lins e importante iconografia, em edição de luxo (384 páginas, em cores), com depoimentos de Carlos Eduardo Sodré, Naomar de Almeida Filho, Jorge de Souza Araujo, Ramiro Aquino, Eduardo Anunciação, Gabriel Nunes e outros.

O lançamento em Buerarema (patrocinado pelo Instituto Macuco Jequitibá e apoiado pela Editus) será às 18h30 da sexta-feira (dia 5), na Casa de Cultura Jonas & Pilar.

GLOBO VAI ADAPTAR MAIS UM LIVRO DE JORGE AMADO SOBRE O SUL DA BAHIA

Após duas adaptações de Gabriela, Cravo e Canela chegou a vez do romance Cacau. Fotos: Internet.

A Rede Globo vai adaptar mais uma obra de Jorge Amado cuja trama acontece no sul da Bahia. Trata-se do romance Cacau, de 1934, que pertence à fase engajada do escritor grapiúna com a ideologia comunista.

Dessa vez será uma série para a TV que será dirigida por Ricardo Linhares. Segundo informações do colunista Daniel Castro, do UOL, terá de oito a doze episódios. “É um Jorge Amado que nunca foi produzido, e que eu vou adaptar para uma minissérie”, conta Linhares à coluna Notícias da TV. “Não há uma previsão de estreia, pois ainda estou escrevendo a sinopse. Tive que interrompê-la quando participei de Deus Salve o Rei, e retomei após a novela. Devo entregar [à direção da Globo] no fim deste mês.

A obra de Jorge Amado recebeu doze adaptações para a televisão. As de maior sucesso e benéficas para Ilhéus foram duas adaptações de Gabriela, Cravo e Canela, em 1975 e 2012, a primeira uma novela e a segunda uma minissérie que foi ao ar no centenário de nascimento do escritor.

Resumo do romance Cacau.

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VILA JUERANA VAI TER OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL

 

A comunidade da Vila Juerana, em Aritaguá, participa esta semana de uma oficina de literatura de cordel, patrocinada pelo edital Cultura Livre, da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). A atividade acontece até a próxima sexta-feira (31), na escola municipal local, entre 9 horas e 11h30.

As aulas são ministradas por Gilton Thomaz e Franklin Costa, cordelistas de reconhecida produção literária e poetas. A proposta da oficina é incentivar a criação literária em cordel na região e apresentar o universo desta linguagem enquanto manifestação artística dotada de técnicas específicas.

O conteúdo inclui técnicas utilizadas na produção literária de cordel, estrutura de rimas, métrica, contexto histórico e possíveis ramificações desta linguagem. “A valorização da cultura popular, através da divulgação das técnicas da literatura de cordel, também é o foco deste projeto que conta com o apoio da escola do local”, explica Pedro.

O coordenador da oficina, Pedro Albuquerque, informa que a comunidade de Vila Juerana foi escolhida por ser um espaço situado numa região com a confluência de muitos jovens em idade escolar. “Como boa parte das áreas distantes do centro urbano, poucas referências culturais são ofertadas a esses jovens. Esta é uma forma de incentivar a leitura e escrita de novos autores dentro desta cultura popular”, ressaltou.

ESCRITOR RESIDENTE EM ILHÉUS É UM DOS VENCEDORES DOS PRÊMIOS LITERÁRIOS CIDADE DE MANAUS

Tom S. Figueiredo. Foto: Arquivo pessoal.

“O Poderoso de Marte”, do escritor Tom S. Figueiredo, venceu o Prêmio Álvaro Braga de Melhor Texto para Teatro Infantil, categoria Nacional. Além da premiação em dinheiro, o texto passa a integrar o Programa Editorial do Conselho Municipal de Cultura. A Solenidade de entrega acontecerá em breve na cidade de Manaus. Tom nasceu em Itapetinga, mas mora em Ilhéus desde 2012.

“O Poderoso de Marte” conta a história de um palhaço andarilho e uma soldada convicta de sua herança militar que se esbarram durante uma longa guerra que assola o planeta Marte. Em meio aos dramas típicos da guerra, e sob a ameaça do fim da civilização, vemos o nascimento de uma amizade e o choque entre duas visões de mundo aparentemente inconciliáveis: enquanto o atrapalhado palhaço quer que os dois montem um circo, a soldada insiste que eles devem formar um exército.

Ainda este ano, “O Poderoso de Marte” será montado em Salvador por Luciana Comin e Marconi Araponga, dupla de atores e produtores que encenou, sob a direção de Osvaldo Rosa, a peça “Pedro e a cobra-de-fogo”, obra de Tom S. Figueiredo que recebeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia, o Prêmio Myriam Muniz de Teatro e dois Prêmios Braskem (Melhor Espetáculo Infantojuvenil e Melhor Texto).

Para mais informações sobre o trabalho de Tom S. Figueiredo, visite o site do autor assombrada.com.

ESCRITORES LANÇAM LIVROS DURANTE SEMANA DE CULTURA JORGE AMADO

Jorge Amado. Imagem: internet.

Os escritores Cyro de Mattos, Gérson dos Anjos, Gustavo Felicíssimo, José Maria Soares e Geraldo Magela participam do lançamento coletivo de livros promovido pela Secretaria de Cultura de Ilhéus, em parceria com a editora Mondrongo, nesta quinta-feira (9). A solenidade, que faz parte da programação da Semana de Cultura Jorge Amado, acontece na Casa de Cultura Jorge Amado, às 19 horas.

As obras literárias dos autores convidados são “Todo o peso terrestre”, de Cyro de Mattos; “Carta a Rubem Braga”, de Gustavo Felicíssimo; “Natalino, o homem que jogou na loteria”, de José Maria Soares; “Imagens”, de Gerson dos Anjos; e “Igreja Nossa Senhora da Escada”, de Geraldo Magela.

Aniversário – A programação em homenagem a Jorge Amado, no dia 10 de agosto, data de aniversário de nascimento do escritor, inclui a entrega do prêmio do concurso de crônicas de Gabriela, 17 horas e a Tenda de Jorge, espaço destinado à divulgação da sua obra, instalado em frente à Casa de Cultura, no centro histórico de Ilhéus, das 9 às 18 horas.

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SECRETARIA DE CULTURA DE ILHÉUS DIVULGA VENCEDORES DO CONCURSO CRÔNICAS DE GABRIELA

Imagem: Secom/Ilhéus.

A Secretaria de Cultura de Ilhéus divulgou, nesta terça-feira, 7, os vencedores do Concurso Crônicas de Gabriela. Realizado em parceria com a Academia de Letras de Ilhéus e Livraria Papirus, o concurso escolheu três trabalhos por conterem originalidade, criatividade e ineditismo.

Rafhael Andrade Gonçalves, do município de Jitaúna, conquistou o primeiro lugar, com a crônica “Nem cravo, nem canela, flor de graxa do Malhado”. O segundo classificado foi Gabriel Sales Macedo, de Itabuna, com o texto “Especiarias para uma janta diuturna”. O terceiro lugar ficou para Gracielle Sales Macedo, de Ilhéus, com a crônica “Cravo, canela e passas”.

Os vencedores receberão um kit de livros de Jorge Amado, incluindo “Gabriela, cravo e canela”, patrocinado pela Livraria Papirus. O primeiro lugar recebe um smartphone, e todos os participantes receberão certificado de participação fornecido pela Secult. O concurso teve como objetivo recordar os 60 anos do romance “Gabriela, Cravo e Canela”, do escritor Jorge Amado, e possibilitar sobre a reflexão do papel da mulher na sociedade.

A solenidade de premiação está marcada para sexta-feira, 10, a partir das 17 horas, no Teatro Municipal de Ilhéus, durante as festividades do aniversário do escritor. O secretário da Cultura, Pawlo Cidade, afirma que “concursos que estimulem a criatividade literária e enalteçam nossos principais escritores fortaleçam nossa memória serão sempre incentivados. Já fizemos um concurso de poesia, agora este de crônicas, e depois será a vez do romance”.

A comissão julgadora foi composta por Josevandro Nascimento, Maria José Caldas Schaun, Gustavo Cunha Carvalho da Silva, Neuza Maria Kerner Vieira e Geraldo Lavigne de Lemos, membros da Academia de Letras de Ilhéus.

JUDITH, A MOÇA ESTELIONATO. EM LONGOS PARÁGRAFOS METAPSICOLÓGICOS…

Por Mohammad Jamal.

O dia transcorreu soturno, pesado e tedioso, um sepulcro atemporal. Hoje carreguei toneladas de apatia; confrontei rostos banidos da esperança cujos corpos e suas texturas transpareciam personagens extraditados da Divina Comédia. O estupor do medo desenha olhos de barro em seus rostos macilentos. A üzüntü, Dünya… “Kasvetli olmanın nesi mükemmel?”, diria assim vovô, no seu turco carregado de expressionismo linguístico (tristeza, depressão… “O que há de tão grande nesta depressão?”). Tento escapar ileso desse redemoinho de existencialidades sem perdas e danos. A palavra é a ficção de um vazio; um parcel de questionamentos existenciais de onde assisto a moral, essa desavergonhada, entregar-se lasciva à vida de pública da devassidão por trinta moedas de um real, ou muito menos, ou por quase nada… Mixaria.

Lapso, me pego de pé, totalmente despido de pudores, nu no meio daquele quarto/alcova. Que mais poderia eu fazer nesse fim de tarde, quando a escuridão sepulta sem dó o dia ainda agonizante para mim com pesado atraso? Que fazer senão atender ao apelo, apoiar meu corpo suado sobre o corpo daquela mulher de “negócios” esparramada nua; pernas abertas e olhar macilento fitando a impassibilidade da própria apatia que vê estampada no bolor que desenha mapas no teto, nas paredes, na memória? Que fazer senão copular burocraticamente como num tedioso rito processual de agravos restringentes como montam ao povo políticos corruptos? A mulher é só a sombra de um constitutivo abstrato numa ficção de palavras surreais traçadas a pinceladas impressionistas. Salvador Dali não é, nem de longe, o que eu chamaria de o louco daqui. Dali abstraiu-se no surreal; aqui é concretismo existencial.

Havia silêncio no ar e uma única lâmpada no ambiente, tal como se fora enforcada no centro do quarto pendendo no bocal por um fio coberto pelas teias do tempo.  Debilitada e mortiça, sua fraca luminescência tingia os poucos móveis, além da cama e o criado mudo, de um amarelo ictérico como a bile que também me amarelecia fantasmagoricamente as feições a ponto da memória gustativa me fazer sentir amarga a saliva que me brotava sob a língua. E desabei inteiro, inapetente e sem ganas sobre aquele corpo feminino, um serventuário com manchas roxas da lida ali e acolá. Passei em seguida aos movimentos rítmicos ondulares, como se coreografando um funk fúnebre ou réquiem litúrgico para exéquias de uma vagina pós-exumada. Foi quando a vagina exumada, ou melhor, a voz da mulher serventuária, de negócios baratos, deu sinais de vida. Ela fala!

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ENXUGANDO GELO, EU? FALA SÉRIO, VAI.

Por Mohammad Jamal.

Um “pancada” como sou. O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que “o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.”. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração. Liberdade não é um terno novo ou uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento alienante ou disfarce para se vestir. Como eu, voluntariamente desestereotipado e íntegro no comum da minha trivialidade doméstica. Mas ainda assim, um homem literalmente intransparente, desculpem-me pelo forçoso neologismo para acompanharem a minha linha de pensamento crítico auto filosófico. No entanto, em contrapartida, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado ao pescoço. 

Botocudos ou Cherbongs? Diga-me qual é a sua tribo e, eu lhe direi qual é a sua clausura. São cativeiros bem mais agradáveis do que os ex-Carandirus, Bangus e Papudas da vida: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luís Estevão, Lula, figurões; só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar. O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza, submete e serviliza sob o peso de Contrato irrecorrível e inquebrantável onde o contratante é a sociedade maniqueísta e as carentes fraquezas da sua própria vaidade. A carcereira de você.

Nem andarilho nem sultão. Viver sem laços igualmente pode nos reter e manietar. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma grande vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente e voluntária. Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real e concreto, entre quatro paredes.

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“PAI” DA CRÔNICA LITERÁRIA REGIONAL TEM LIVRO LANÇADO NA SEXTA-FEIRA, EM ILHÉUS

O cronista e advogado (professor de Direito Constitucional da então FESPI, embrião da Universidade Estadual de Santa Cruz) Manoel Lins terá o livro O canto da eterna esperança lançado no dia 13 de julho, às 16h30min., na Pousada Eden One, em Ilhéus, pela Editus/Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz.

Organizado pelo jornalista Antônio Lopes, o livro reúne dados biográficos e textos produzidos por Manoel Lins (que também foi vice-presidente da OAB/Itabuna), além de apropriada iconografia, numa edição luxuosa, 384 páginas, em papel especial.

Manoel Lins, nascido em Palmeira dos Índios/Alagoas, veio morar em Buerarema ainda criança e, mais tarde, desenvolveu profícua carreira de jornalista, cronista e advogado. Divulgou seus textos, principalmente, no jornal SB – Informações e Negócios e na revista Desfile, chegando a publicar um livro, Menino aluado, em 1967.

Lins morreu prematuramente, em 1975 (aos 38 anos), quando, em Santo Amaro, numa passagem de nível, seu carro se chocou contra uma locomotiva.

De acordo com o pesquisador e organizador do trabalho, Lins, seu amigo de Buerarema, foi uma espécie de “pai” da crônica regional, considerando que Fernando Leite Mendes, com temática ligada a Ilhéus, pouco viveu aqui . “Mais tarde, esse gênero teria no Sul da Bahia nomes notáveis, como Cyro de Mattos e Armando Oliveira, com destaque para Hélio Pólvora, que publicou cerca de 300 crônicas”, afirma Antônio Lopes.

O happy hour de lançamento terá ainda um bate-papo com o organizador e outros intelectuais, sob o título geral de “Ternura e resistência em ásperos tempos”, coordenada pelo jornalista Ramiro Aquino.