Festival literário valoriza escritores e a leitura no Sul da Bahia

Evento virtual tem inscrições gratuitas e promove discussões contemporâneas.

O Festival Literário Sul-Bahia (Flisba), com tema “Primavera Literária”, será realizado entre os dias 24 e 26 de setembro por meio do Facebook e do Youtube no perfil: @flisba. Trata-se da primeira experiência virtual do gênero no estado da Bahia. O evento é gratuito e está aberto ao público em geral.

Para o professor Ramayana Vargens, o “FLISBA é o início de uma integração que demonstra a força da união regional na defesa e na promoção da Cultura no sul da Bahia. Um movimento espontâneo que nasce da necessidade comum de afirmarmos nossa identidade cultural regional e, ao mesmo tempo, nos unirmos para ampliarmos as vozes de nossas artes no mundo.”

Os escritores homenageados do FLISBA são Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto. O evento também presta uma homenagem ao Teatro Popular de Ilhéus, que tem buscado permanecer ativo na cena teatral baiana.

As pessoas que vão participar do FLISBA e precisam de certificação para fins de comprovação acadêmica, poderão fazer a inscrição pelo link: https://www.sympla.com.br/flisba .

Além das mesas de debates com foco na literatura, temas variados sobre meio ambiente, produção literária, redes sociais e novas mídias estarão presentes na discussão. O FLISBA conta com atividades para o público infantojuvenil e terá também o Slam Sul Bahia – uma competição de poesia falada.

Algumas obras da artista plástica Jane Hilda Badaró também serão exibidas sob a curadoria de Anarleide Menezes. Haverá um sarau com lançamento de livros, apresentação do espetáculo “Teodorico Majestade – a última live de um prefeito”, do Teatro Popular de Ilhéus; ainda no evento haverá a exibição do documentário “Cacau para Sempre, da cineasta Raquel Rocha. No encerramento do FLISBA, a dupla Silvano e Carla e a banda Negras Perfumadas colocam a música em ação. Toda a programação está disponível no Sympla e nas redes sociais do evento.

O evento é uma realização do Coletivo Flisba, grupo integrado por escritores e ativistas culturais do sul da Bahia.

1º episódio da série “Poema da Resistência” teve recital e questões políticas sobre escritores do sul da Bahia

Jorge Amado e Adonias Filho.

Na quinta-feira (23), o Blog do Gusmão exibiu o 1º episódio da série de lives “Poema da resistência”, com a participação do professor de literatura, escritor, jornalista e membro da Academia de Letras de Ilhéus, Ramayana Vargens.

A conversa aconteceu a partir dos temas: Literatura regionalista, Ilhéus e alguns poemas. O editor do BG, Emílio Gusmão, e o professor Ramayana conversaram sobre o mercado literário, adaptações para TV e cinema das obras de autores sul-baianos e alguns aspectos políticos relacionados a Jorge Amado e Adonias Filho, dois grandes escritores da literatura do cacau.

Ao ser questionado sobre o fato de nenhuma obra de Adonias Filho ter sido adaptada para as telas (diferente de Jorge Amado), o professor Ramayana explicou que o número de personagens e as múltiplas histórias dentro de um único livro tornam as narrativas de Jorge Amado mais palatáveis ao telespectador.

Na live, Ramayana e Gusmão recitaram os poemas: Evocação do Recife (Manuel Bandeira); No Quintal de Tia Mercedes (Daniela Galdino); e Meu Caso é Grave, Doutor? (Geraldo Lavigne de Lemos); os dois últimos grandes poetas de Ilhéus.

O 1º episódio está no canal do Youtube do blog, na fanpage do Facebook e aqui mesmo no BG, logo abaixo.

 

Literatura regionalista é assunto da live Poema da Resistência, do BG, com o professor Ramayana Vargens

O professor Ramayana Vargens e o repórter Emílio Gusmão.

Nesta quinta-feira (23) a partir das 19h, o Blog do Gusmão vai realizar o 1º episódio da série de lives “Poema da resistência”.

O repórter e editor do BG, Emílio Gusmão, vai entrevistar Ramayana Vargens que é professor de literatura, escritor, jornalista e membro da Academia de Letras de Ilhéus.

O tema da conversa será “Literatura regionalista, Ilhéus e alguns poemas”.

A live poderá ser vista pelo BG, na fanpage do site e no canal do Youtube (BlogdoGusmão).

Tom Figueiredo ganha Prêmio de Incentivo à Publicação Literária

Foto: Ângelo Rosário / Buenas Imagens.

O escritor Tom S. Figueiredo inicia 2020 com mais um prêmio literário na carreira. Sua novela infantojuvenil Eram muitos leões foi uma das 20 obras vencedoras da segunda edição do Prêmio de Incentivo à Publicação Literária – 200 anos de Independência, promovido pelo Ministério da Cidadania através da Secretaria Especial da Cultura.

Todas as obras que participaram da seleção deveriam abordar de forma livre a temática do Bicentenário da Independência do Brasil. Eram muitos leões foi escrito por Tom especialmente para o Prêmio e aborda o tema através da história de CS, um garoto de 10 anos adepto das Teorias da Conspiração e que acaba se metendo em uma trama de espionagem e mistérios que envolve um manuscrito desconhecido do Imperador D. Pedro I e os planos secretos de uma poderosa empresa multinacional.

O resultado final do concurso foi publicado no Diário Oficial da União do dia 27 de dezembro. Cada um dos vencedores receberá R$ 30 mil, totalizando R$ 600 mil em premiação. Participaram da seleção 132 livros inéditos de escritores de todo o Brasil. As obras foram avaliadas por especialistas e professores universitários renomados a partir de critérios como criatividade, originalidade, qualidade literária, clareza, objetividade e contribuição à cultura nacional.

Tom S. Figueiredo nasceu em Itapetinga e mora em Ilhéus desde 2012. É autor de diversas obras, entre elas o romance infantojuvenil Bem-vinda assombração (Editora Cedraz), a série de TV Turma do Xaxado (exibida na TVE-BA) e a peça Pedro e a cobra-de-fogo  (Prêmio Braskem de Melhor Texto e Melhor Espetáculo Infantojuvenil). Atualmente é o titular da Câmara Setorial de Literatura do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus.

Para mais informações sobre o trabalho de Tom S. Figueiredo, visite o site do autor: assombrada.com.

Flica encerra a nona edição com crescimento de público e inovação nas atrações

Último dia da programação da Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2019). Foto: Camila Souza/GOVBA

A nona edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chegou ao fim neste domingo (27), após quatro dias de intensas atividades culturais, com foco especialmente na diversidade dos temas. Mais de 35 mil visitantes participaram de lançamentos de livros, mesas de debates e outras ações, que incluíram iniciativas das secretarias estaduais de Cultura (Secult), da Educação, do Turismo (Setur), de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas para as Mulheres (SPM), no Espaço Educar para Transformar, onde se concentraram as atividades promovidas pelo Governo do Estado.

A mesa de encerramento, neste domingo, contou com as escritoras Bárbara Uila e Ludmila Singa e com a slamer Nega Faya. Segundo o coordenador-geral da Flica, Emmanuel Midad, a festa vem crescendo a cada ano. “A 9ª edição foi um sucesso total. A gente estima que mais de 35 mil pessoas tenham passado por Cachoeira nesses quatro dias de festa”. Para ele, a parceria com o Governo do Estado foi fundamental, como principal patrocinador. “O Governo do Estado participou também com conteúdo, as diversas secretarias estiveram presentes no espaço Educar para transformar, na fundação Hansen Bahia, com lançamentos de livros, saraus, shows musicais e outros eventos. Este ano a grande novidade foi o Geração Flica, com ações voltadas para receber os jovens inclusive de escolas de outros municípios”.

O jornalista e escritor Valdeck Almeida participou de diversas atividades durante os quatro dias de festa. “A Flica, como o próprio nome diz, é uma festa. Eu me sinto realmente inserido nesta festa. Para mim foi um momento de êxtase, eu pude escolher entre poesia, crônica, romance e me deleitar com o que a festa nos proporciona”.

Lançamentos (mais…)

Rotary Club de Itabuna premia vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury

O Rotary Club de Itabuna entregou, na noite de ontem terça-feira (10), em noite festiva em sua sede no bairro São Judas, as premiações dos estudantes vencedores do Concurso Literário Adelindo Kfoury Silveira. Organizado pelo Rotary Club com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Itabuna e do Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), o concurso de redação contou com a participação de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de 10 instituições da rede municipal de ensino.

A premiação foi idealizada com o objetivo de estimular a leitura e produção literária entre o público jovem e teve início em março deste ano. Ao todo, foram produzidas mais de 340 redações com o tema “A preservação da água e o Rio Cachoeira”, das quais foram selecionadas as 3 grandes vencedoras pela comissão organizadora do projeto.

Para a secretária de Educação de Itabuna, Nilmecy Gonçalves, a escolha do tema da redação foi uma assertiva do Rotary Club, por envolver o meio ambiente no âmbito da cidade de Itabuna e o seu símbolo natural maior, que é o Rio Cachoeira. “Estamos convictos de que esse concurso literário provocará um importante diferencial nas atividades letivas, sobretudo em Língua Portuguesa, na nossa rede”, completou.

Os três alunos autores das redações classificadas como vencedoras do concurso foram Shawanna Elane Santos e Hellen de Souza Silva, ambas alunas do Instituto de Educação Aziz Maron, e Gabriel Moreira Leite, do Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC). O primeiro colocado ganha uma bolsa integral em curso de livre escolha no Cebrac. Já o segundo, levará um notebook. O terceiro colocado será presenteado com 1 tablet.

De acordo com o calendário rotário 2019-2020, setembro é o mês que simboliza a educação básica e alfabetização. Membro da comissão organizadora do concurso literário, o rotariano Fernando Lopes lembrou que o trabalho era realizado de maneira restrita em algumas escolas e que, neste ano, o Rotary Club Itabuna decidiu ampliar para um número maior de instituições de ensino, o que foi possível com o apoio total da Secretaria de Educação. “Esse incentivo é fundamental para contribuir na formação dos alunos. Desejamos que as escolas públicas sejam cada vez mais um espaço atrativo para os jovens e esse é um desafio que toda a sociedade pode ajudar a vencer, concluiu.

Adelindo Kfoury

O prêmio homenageou a memória do escritor e historiador itabunense, que também foi rotariano, como reconhecimento pela sua contribuição à educação e à cultura. Autor de 12 livros e de mais de mil crônicas e contos publicados em todo o Brasil e no exterior, Kfoury ocupou também a direção de emissoras de rádio e de jornais em Itabuna.

Vencedor de prêmios literários e brilhante historiador, escreveu Itabuna, Minha Terra, a obra mais completa sobre a história do município, que passou a ser, inclusive, inserida na grade curricular das escolas da cidade. Adelindo faleceu em 8 de setembro de 2012, de falência múltipla dos órgãos. Com informações do Pimenta.

Bate-Papo literário vai debater Bento Teixeira e o poema “Prosopopeia” na próxima quarta-feira (24)

O poema que inicia a Literatura Brasileira, em 1601, Prosopopeia, de Bento Teixeira, tem suas raízes em Ilhéus, onde o poeta começou a trágica história de amor que o leva a escrever os versos que inauguram as letras nacionais. Esse é o tema que o professor Ramayana Vargens abordará no Bate-Papo Literário, da 2ª Festa Literária de Ilhéus (FLIOS), quarta-feira, 24 de julho, às 15:45h, no Teatro Municipal de Ilhéus.

O professor Ramayana, membro da Academia de Letras de Ilhéus, falará sobre a conturbada história de Bento Teixeira, seu envolvimento com o Tribunal do Santo Ofício e a visão preconceituosa da Inquisição católica em relação à mulher e ao papel feminino na sociedade da época.

O bate-papo contará com a presença do acadêmico Fabrício Brandão, editor da revista eletrônica Diversos Afins, que apresentará um panorama da literatura digital e sua importância na atualidade. O encontro – Da Prosopopeia ao Digital – será mediado pela escritora Luh Oliveira, também dos quadros da ALI.

Sai resultado do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia

Relação de finalistas. Ilustração: Ascom/Editus.

Divulgados os finalistas do IV prêmio Sosígenes Costa de Poesia, promovido pela Editus – Editora da UESC e a Academia de Letras de Ilhéus (ALI), com apoio da Secretária da Cultura e Turismo. Os escitores Jober Pascoal Souza Brito, Laura Castro de Araújo e Maria Genny Xavier Conceição são autores, respectivamente, dos livros “Ossuário da Casa Adormecida”, “Inês – Pequena Antologia do Passado” e “Versos ao Coração do Tempo”. O resultado final vai ser anunciado no dia 23 de julho, na abertura oficial da 2ª Festa Literária de Ilhéus, no Teatro Municipal de Ilhéus, às 17h30. O vencedor terá seu livro publicado pela Editus – Editora da UESC, além de receber um troféu e R$ 2.000,00.

Na primeira edição do Prêmio, o autor Wesley Almeida foi o vencedor com o livro “Memórias Fósseis”, sobre mistério, ritmo e rito de linguagem. Na segunda, Natan Barreto venceu com o livro “Um quintal e outros cantos”, que reúne poesias autobiográficas. Já em 2018, Maria do Carmo Sena do Nascimento foi a vencedora com o livro “Na veia da palavra”, que retrata o universo feminino, assim como temas sociais e memória.

Este ano, aumentou o número de inscritos e municípios participantes – um crescimento de 20% comparado ao ano passado. Desta vez, foram 38 autores, de 14 cidades baianas.

Waldeny Andrade lança livro em defesa da biodiversidade

Waldeny Andrade (foto: Luiz Conceição)

“Noite no Vale do Cotia” é a mais nova incursão pelo mundo da ficção literária do escritor, jornalista e radialista aposentado Waldeny Andrade na luta pela preservação do que ainda resta da cobertura nativa no Sul da Bahia.

A obra, baseada em fatos reais, será lançado na Semana do Meio Ambiente, em junho, narra uma história de mistérios, usura, perseverança, crimes e traições tendo como foco o homem.

Neste seu quarto livro editado pela Via Litterarum, o irrequieto escritor narra história de uma família, proveniente do Nordeste brasileiro, que foge da seca e aporta em Itabuna, atraída pela fama do cacau numa época em que a economia cacaueira passa por mais uma de suas renitentes crises econômico-financeiras.

A saga dessa gente leva a construir uma fazenda de cacau, onde pretende manter em pé a densa floresta nativa, seus corpos d’água, a fauna e flora então abundantes.

Contudo, tem contra si o desafio imposto por grandes fazendeiros com a alternativa pecuária avançando sobre a região de predominância cacaueira e a consequente a devastação da Mata Atlântica.

O thriller se passa na área rural de Palestina, hoje Ibicaraí, município de onde corre o imaginário Ribeirão Cotia, um dos tributários do Rio Salgado que, com o Rio Colônia, forma mais adiante o Rio Cachoeira. Este, atualmente recebe, do mesmo modo que nas cidades da bacia do Rio Almada, quase todo o esgotamento sanitário por falta de infraestrutura e omissão dos governos.

É certo que depois do sucesso editorial do seu terceiro livro “Serra do Padeiro – A saga dos Tupinambás”, o escritor Waldeny Andrade tenha amadurecido ainda mais na arte de contar estórias e histórias, aprimorado a técnica literária e se apossado de uma narrativa rápida e eletrizante.

Na contracapa, embora o ficcionista diga que “Noite no Vale do Cotia” seja um painel real sobre a Região Cacaueira e que qualquer associação de nomes citados seja simples coincidência, o leitor certamente vai tirar suas próprias deduções pela riqueza de elementos trazidos nesta obra.

Da Assessoria.

Nova edição do “Ciranda, Ilhéus na Praça” traz geladeira literária como novidade

Ciranda, Ilhéus na Praça. Foto: Rodrigo Macedo.

A primeira “Ciranda, Ilhéus na Praça” de 2019 traz uma novidade: a Geleitura, ou, geladeira literária, recheada de obras que ficam ao alcance dos participantes. A iniciativa, segundo as organizadoras, foi criada para proteger o meio ambiente e incentivar a leitura, e ganhou concepção gráfica do artista plástico Chico Salles. A nova edição será realizada neste sábado, 2, a partir das 17 horas, na Praça Antônio Viana Dias da Silva, no bairro Cidade Nova, com apoio da Prefeitura de Ilhéus.

A cada mostra, a Ciranda conquista mais pessoas e atende às expectativas das idealizadoras. São 12 mulheres, mães, amigas e guerreiras que promovem, a cada evento, a oportunidade de dividir ideias, experiências e conhecimentos. Aos participantes, o espaço sugere trocar tempo dedicado aos smartphones por envolvimento com pessoas e leitura de livros. Na opinião de quem já passou pela praça, a Ciranda é um movimento compartilhado e abraçado por todos.

Às 17 horas haverá exposição com a artista homenageada, Manu Pessoa. O espaço contará ainda com outros expositores; apresentação de instituições parceiras; Armário Solidário; Troca de Livros e Geleitura. O músico ilheense Herval Lemos se apresenta ao vivo a partir das 17h30min. Já às 18 horas, haverá contação de histórias interpretada em Libras – Língua Brasileira de Sinais, com a participação da Associação de Surdos de Ilhéus (ASI).

A programação segue com contação de histórias com Jorge Batista, às 18h30min. A partir das 19 horas, vivências e histórias, com Benedita da Estrada. A programação fecha com chave de ouro com a música de Itassucy e Banda, a partir das 20 horas. O projeto acontece no terceiro sábado de cada mês e se consolidou por meio da gastronomia, cultura, entretenimento e acima de tudo, a promoção de um espaço para a garotada curtir toda a boa programação.

Da Secom/Ilhéus.

Josélia Aguiar, autora de ‘Jorge Amado: Uma Biografia’, concede entrevista na TVE Bahia

Autora da mais completa e atualizada biografia do escritor Jorge Amado, Josélia Aguiar é a convidada do programa Perfil e Opinião desta quarta-feira, 16. A jornalista baiana reuniu no seu livro, de cerca de 600 páginas, histórias e fotografias exclusivas do escritor brasileiro, que são resultado de uma pesquisa criteriosa feita ao acervo do artista. A exibição é às 20h15, na TVE Bahia.

Editora, curadora e professora em oficinas de escrita de não ficção, Josélia teve acesso exclusivo a documentos de família e cartas de parentes, amigos e outros escritores, além de exaustivas entrevistas e pesquisas no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Na entrevista, a convidada falou sobre as várias etapas da produção do livro, além das mudanças que vem implantando no seu trabalho de coordenação na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Vivendo atualmente em São Paulo, a escritora é formada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e mestre e doutoranda em história pela Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou na Folha de S. Paulo como repórter, redatora e correspondente em Londres, foi curadora do Festival da Mantiqueira (2014) e, desde 2017, da Festa Literária Internacional de Paraty, sendo responsável por criar uma programação mais diversa do encontro literário.

A nova temporada do programa “Perfil e Opinião” tem 1 hora de duração e vai ao ar todas às quartas-feiras, sempre às 20h15, com horário alternativo aos sábados, às 14h. O público também poderá acompanhar pelo Portal.

LIVRO SOBRE MANOEL LINS CHEGA A BUERAREMA NO DIA 5

Depois de Ilhéus, é a vez de Buerarema receber o lançamento do livro O canto da eterna esperança, um ensaio biográfico sobre Manoel Sampaio Lins, jornalista, escritor, advogado e professor de Direito, no dia 5 de outubro.  “Era imperioso fazer esse encontro em Buerarema, pois ali Manoel Lins morou desde a infância, após deixar Alagoas, onde nascera”, justifica Antônio Lopes, que organizou o trabalho publicado pela Editus/Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz. “Foi a partir de Buerarema que Lins se projetou como advogado e um dos intelectuais mais significativos da região, apesar da morte prematura”, resume.

O encontro tem confirmada a presença de familiares e amigos de Lins, além de leitores em geral, interessados na crônica literária, gênero em que ele foi, reconhecidamente, mestre. Precedendo a noite de autógrafos, haverá um bate-papo entre Antônio Lopes e convidados – falando do livro, Manoel Lins e sua época – conduzido pela escritora Maria Luiza (Baísa) Nora.

Carreira interrompida

Manoel Lins, morto em acidente de carro, em 1975 (aos 38 anos), formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), lecionou francês no Ginásio Henrique Alves (Buerarema), foi  vice-presidente da OAB-Itabuna, advogou para diversos clientes da região e teve sua carreira como professor de Direito Constitucional da Fespi  bruscamente interrompida pela morte. Como escritor, publicou um livro de crônicas (Menino aluado/1968), monografias sobre temas de Direito Municipal e textos literários em diversos veículos regionais. Na UFBA, dirigiu Unidade, o jornal do DCE – o que jamais lhe foi perdoado pela ditadura militar.

O canto da eterna esperança contém informações biográficas, seleção de crônicas de Manoel Lins e importante iconografia, em edição de luxo (384 páginas, em cores), com depoimentos de Carlos Eduardo Sodré, Naomar de Almeida Filho, Jorge de Souza Araujo, Ramiro Aquino, Eduardo Anunciação, Gabriel Nunes e outros.

O lançamento em Buerarema (patrocinado pelo Instituto Macuco Jequitibá e apoiado pela Editus) será às 18h30 da sexta-feira (dia 5), na Casa de Cultura Jonas & Pilar.

GLOBO VAI ADAPTAR MAIS UM LIVRO DE JORGE AMADO SOBRE O SUL DA BAHIA

Após duas adaptações de Gabriela, Cravo e Canela chegou a vez do romance Cacau. Fotos: Internet.

A Rede Globo vai adaptar mais uma obra de Jorge Amado cuja trama acontece no sul da Bahia. Trata-se do romance Cacau, de 1934, que pertence à fase engajada do escritor grapiúna com a ideologia comunista.

Dessa vez será uma série para a TV que será dirigida por Ricardo Linhares. Segundo informações do colunista Daniel Castro, do UOL, terá de oito a doze episódios. “É um Jorge Amado que nunca foi produzido, e que eu vou adaptar para uma minissérie”, conta Linhares à coluna Notícias da TV. “Não há uma previsão de estreia, pois ainda estou escrevendo a sinopse. Tive que interrompê-la quando participei de Deus Salve o Rei, e retomei após a novela. Devo entregar [à direção da Globo] no fim deste mês.

A obra de Jorge Amado recebeu doze adaptações para a televisão. As de maior sucesso e benéficas para Ilhéus foram duas adaptações de Gabriela, Cravo e Canela, em 1975 e 2012, a primeira uma novela e a segunda uma minissérie que foi ao ar no centenário de nascimento do escritor.

Resumo do romance Cacau.

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VILA JUERANA VAI TER OFICINA DE LITERATURA DE CORDEL

 

A comunidade da Vila Juerana, em Aritaguá, participa esta semana de uma oficina de literatura de cordel, patrocinada pelo edital Cultura Livre, da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). A atividade acontece até a próxima sexta-feira (31), na escola municipal local, entre 9 horas e 11h30.

As aulas são ministradas por Gilton Thomaz e Franklin Costa, cordelistas de reconhecida produção literária e poetas. A proposta da oficina é incentivar a criação literária em cordel na região e apresentar o universo desta linguagem enquanto manifestação artística dotada de técnicas específicas.

O conteúdo inclui técnicas utilizadas na produção literária de cordel, estrutura de rimas, métrica, contexto histórico e possíveis ramificações desta linguagem. “A valorização da cultura popular, através da divulgação das técnicas da literatura de cordel, também é o foco deste projeto que conta com o apoio da escola do local”, explica Pedro.

O coordenador da oficina, Pedro Albuquerque, informa que a comunidade de Vila Juerana foi escolhida por ser um espaço situado numa região com a confluência de muitos jovens em idade escolar. “Como boa parte das áreas distantes do centro urbano, poucas referências culturais são ofertadas a esses jovens. Esta é uma forma de incentivar a leitura e escrita de novos autores dentro desta cultura popular”, ressaltou.

ESCRITOR RESIDENTE EM ILHÉUS É UM DOS VENCEDORES DOS PRÊMIOS LITERÁRIOS CIDADE DE MANAUS

Tom S. Figueiredo. Foto: Arquivo pessoal.

“O Poderoso de Marte”, do escritor Tom S. Figueiredo, venceu o Prêmio Álvaro Braga de Melhor Texto para Teatro Infantil, categoria Nacional. Além da premiação em dinheiro, o texto passa a integrar o Programa Editorial do Conselho Municipal de Cultura. A Solenidade de entrega acontecerá em breve na cidade de Manaus. Tom nasceu em Itapetinga, mas mora em Ilhéus desde 2012.

“O Poderoso de Marte” conta a história de um palhaço andarilho e uma soldada convicta de sua herança militar que se esbarram durante uma longa guerra que assola o planeta Marte. Em meio aos dramas típicos da guerra, e sob a ameaça do fim da civilização, vemos o nascimento de uma amizade e o choque entre duas visões de mundo aparentemente inconciliáveis: enquanto o atrapalhado palhaço quer que os dois montem um circo, a soldada insiste que eles devem formar um exército.

Ainda este ano, “O Poderoso de Marte” será montado em Salvador por Luciana Comin e Marconi Araponga, dupla de atores e produtores que encenou, sob a direção de Osvaldo Rosa, a peça “Pedro e a cobra-de-fogo”, obra de Tom S. Figueiredo que recebeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia, o Prêmio Myriam Muniz de Teatro e dois Prêmios Braskem (Melhor Espetáculo Infantojuvenil e Melhor Texto).

Para mais informações sobre o trabalho de Tom S. Figueiredo, visite o site do autor assombrada.com.