ARCO-ÍRIS

pennha novaPor Marcos Pennha

O título nada tem a ver com GLBT. Digo também que não sou homo, nem tampouco homofóbico. As pessoas, às vezes, apresentam dificuldade de entender o que a gente fala ou escreve. Costumo analisar tudo que expressam a respeito de minhas observações publicadas.

Aproveito para agradecer a todos, inclusive àqueles que discordam de meus pontos de vista. Destaco o comentário elogioso de Maria Marta no artigo “A política e eu” (http://www.blogdogusmao.com.br/2013/05/27/a-politica-e-eu/ )

Confira:

“Parabéns Marcos Pennha!!
Só pra deixar registrada a minha admiração pela sua participação exemplar na construção desses novos tempos a que vc mesmo se refere, onde de maneira correta são cobrados os direitos e vc tem dado exemplo de como exercer os deveres de cidadania.
Valeu Marcos! Muito obrigada por tantas informações importantes e por sua análise tão acertada”.
 

Declaro, Maria Marta, que a nossa admiração é mútua. Algumas vezes, presenciei as lágrimas escorridas em tua face, por lutar tanto pela melhoria de vida dos humanos que viviam em condições desumanas no antigo lixão do Itariri. Você, juntamente com a tua companheira, identicamente lutadora servidora municipal efetiva, Emanuela Spínola, mais pessoas da sociedade civil e agentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), é muito importante para o desenvolvimento social da nossa cidade.

É duro trabalhar, exaustivamente, em prol da coletividade e se esbarrar em pequenos detalhes negligenciados por sujeitos políticos eleitos e/ ou nomeados, como já aconteceu. À duras penas, a luta não foi em vão. Hoje, existe a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (COOLIMPA) de Ilhéus – Mais informações, contate o presidente da Associação de Moradores do bairro Hernani Sá, Odailson Aranha. Catadores, que, conforme sugere Maria do Socorro Mendonça, presidente do Instituto Nossa Ilhéus, devem ser chamados de educadores ambientais.

No artigo “50 tons de quarta-feira de cinza” (http://www.blogdogusmao.com.br/2013/06/04/50-tons-de-quarta-feira-de-cinza/ ), o leitor Deraldo Pitombo destacou:

Desculpe-me Marcos, mas acho o seu chamamento “leio o meu artigo imperdível” um pouco presunçoso. Alem dos mais dos 50 referidos somente tem 12 parafraseados. Mas tudo bem. O estilo é interessante. A maior parte eu considero uma sátira com tons cinzentos de pasquim. Mas vejo uma denúncia realmente grave que merece uma apuração melhor. É a que se refere ao repasse da verba federal para a APAE. Isto é certo? Até ontem o repasse prometido pelo secretario ainda não foi feito? E qual a explicação de então? O que dizem os vereadores que voltaram da Prefeitura com a informação de que o repasse seria feito dentro de 48 horas após a visita que fizeram à Prefeitura (suspendendo os trabalhos da Câmara) em companhia a senhora Socorro? O que diz o vereador Gurita?” 

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50 TONS DE QUARTA-FEIRA DE CINZA

pennha novaPor Marcos Pennha

Quem é carnavalesco de carteirinha sabe que a quarta-feira de cinza é um dia pelo qual o sujeito fica na maresia. Os dias e noites de carnaval são f … &%$#@ com ph da antiga farmácia. Literalmente. Nove meses depois da festa momesca, a população acorda ene vez multiplicada. Esse é o tom da festa, considerando que todos os caminhos levam ao sexo: os trajes, as músicas, as danças, … 

Bom, abordarei o tema carnaval noutra oportunidade. O cerne da questão é a quarta de cinza. Quero falar do marasmo instalado em Ilhéus, desde “as priscas eras”, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação. 

O espaço aqui não é suficiente para mencionar os mais variados tons de cinza, que contribuem com a matização da maré preta em que nada boa parte do ilheense. A seguir, o tom da situação da cidade. 

# Sabe o que disse o Aedes Aegypti? O mosquito transmissor do vírus da dengue falou, em alto e bom tom: Absolutamente, estamos avançando. Estamos avançando. 

# Paulo Atto, Barbosa Paixão, Ledívia Espinheira, Victor da Veiga, Adriana e Jabes Ribeiro moram em Salvador. Contudo, nenhum deles é o salvador da pátria de Ilhéus. São apenas filhos da pátria de Salvador. 

# Os alunos da APAE não ficaram impacientes com a manchete de alguns blogs, que lhes classificaram como doentes. Eles deram demonstração de que, além de pacientes, são compreensivos, ao ponto de entender que os autores do absurdo são, provavelmente, estudantes internos, do setor de psiquiatria, do hospital Regional. Se escola tem paciente, é compreensível que hospital tenha estudante. 

# O secretário de Desenvolvimento Social, Jamil Ocké, foi desmascarado, publicamente, quando disse que não foi realizado o repasse da APAE, por causa da lentidão da instituição em apresentar o documento de comprovação de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A diretora da escola, Socorro Pastor, declarou que o secretário “faltou com a verdade”. Socorro provou, documentalmente, que o secretário MENTIU, mesmo. Veloz tá sendo o descrédito da palavra de Jamil, que afiançou, na semana passada, que a verba ‘carimbada’, oriunda do governo federal, já se encontra na conta da prefeitura. Só que, até o fechamento desse artigo, hoje, 3 de junho, ainda não tinha sido repassada à APAE, conforme prometera o secretário. Duas alterações na vida de JAmil, que também é professor: Sua loja, Ponto 10, passou a se chamar Ponto 7; e seu nome, agora, é JAoitocentos. A continuar nesse ritmo, no final de quatro anos, as colunas sociais publicarão a foto de “JAzero Ocké, dono da loja Ponto (-) 10, ex-vereador licenciado e ex-secretário do Desenvolvimento Antissocial, sozinho na rua da amargura”. Escuta só o que tô alertando: ”Quem não ouve conselho, ouve coitado!” 

# A oração inicial das sessões da Câmara de Vereadores: “Guarda Maria (Mãe do defensor do amor) Ilhéus, 24 h, dos escritos dessa gente que usa a letra fria da verdade, soltando o sarrafo pra valer, atiçando a polêmica, levantando agravo, mexendo nas peças do tabuleiro do xadrez da política. Que estejamos todos livres da boca dessa gente. Amém!” 

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A POLÍTICA E EU

Por Marcos Pennha

pennha novaEu já disse e repito que não tenho, nem nunca tive, a pretensão de ser candidato a nenhum cargo público eletivo popular. Se essa ideia passar por minha cabeça, retiro na hora. Antigamente, eu participava ativamente de reuniões partidárias, sempre que convidado por algum conhecido. Deixei, pelo seguinte: Ao participar da reunião do partido ‘A’, já achavam que eu era correligionário dessa agremiação política. Daí, ao aceitar participação em reunião do partido ‘B’, eu passava a ser tachado de traíra. 

O motivo de minha participação era, simplesmente, pelo desejo de entender o que vai à cabeça dos políticos, sabedor de que todas as decisões da sociedade passam pela política. Como disse o filósofo grego Aristóteles, “o homem é um animal político”. Nas reuniões político-partidárias, nunca senti a preocupação dos partidários com as causas sociais. A impressão era de que a discussão girava em torno do abocanhar o quinhão maior do bolo de cargos. Ou seja, o povo é apenas um detalhe, como dizia a aluna Zélia Caridosa, personagem interpretada pela saudosa comediante Nádia Maria na Escolinha do Professor Raimundo (humorístico global do saudoso humorista Chico Anysio). 

Por insistência de um conhecido, certa vez, fui filiado ao partido A. Passado o tempo, atendendo ao pedido de uma amiga, assessora parlamentar, desfiliei-me para me filiar ao partido B. Recentemente, por necessidade, consultei ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, surpreso, descobri que estou filiado ao partido C, pode? 

Com a experiência, cheguei à conclusão de que podemos fazer pelo social sem que estejamos, necessariamente, atrelados a partido político. Basta que se cobre, do eleito, através dos meios legais, que ele cumpra com suas obrigações. O político partidário sempre puxará a brasa para a sua sardinha. 

Analisemos o exemplo da baiana cidade Ilhéus. Se o prefeito fosse Carmelita Ângela (PT) ou Jorge Luiz (PSOL), qual a ação do (a) eleito (a) e a opinião dos partidários diante do desempenho governamental? Com toda certeza, ambos estariam chorando mais do que o prefeito Jabes Ribeiro (PP). Esse pessoal que ‘bate’ impiedosamente no prefeito, alegando que nada foi realizado em 120 dias, estaria discursando: “Gente, vamos ter calma, porque 120 dias é muito pouco tempo pra consertar a bagunça deixada pelos últimos governos”. 

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NOSSA CARTA, NOSSA LUTA, NOSSA GENTE

pennha novaPor Marcos Pennha

Espetacular a repercussão da “Carta ao Jabes Ribeiro” (Reveja aqui:  http://www.blogdogusmao.com.br/2013/05/13/carta-ao-jabes-ribeiro/ ). Pessoas diversas concordaram com o conteúdo. Recebi opiniões, pessoalmente, bem como através do post do artigo e e-mail. É bom que se ressalte que tudo que escrevo é enviado o link às pessoas que conheço mais de perto, ou também o artigo, diretamente, no campo de mensagem, às que mantém comunicação comigo, apenas virtualmente. São aproximadamente 12 mil contatos de e-mail, adquiridos ao longo de 5 anos, que vão desde a gente simples até aquela conhecida publicamente, indo de políticos (com ou sem mandato), passando por líderes comunitários, artistas de diversas áreas, agentes da imprensa até os profissionais liberais de toda parte do globo terrestre. A informação é difundida rapidamente, em especial, quando se leva em consideração que há quem repasse aos seus amigos e conhecidos. 

A concordância do conteúdo do manifesto significa que a carta não é minha, exclusivamente. É nossa! Os pontos abordados dizem respeito a nós, simples cidadãos, que anseiam por equilíbrio no funcionamento de governo e casa legislativa, ocasionando, consequentemente, uma sociedade justa e sustentável para todos. 

O prefeito, nem qualquer outro detentor de mandato, não precisa ir aos meios de comunicação para responder aos questionamentos levantados. Conforme disse o articulista desse site, Mohammad Jamal: … Contradiga-nos com trabalho e ações concretas; com empreendimentos voltados para as necessidades essenciais de toda nossa população, na saúde; educação; serviços urbanos; assistência social; comércio e indústria; infraestrutura, assistência aos moradores das áreas de risco, fiscalização competente e disciplinar, ordenamento efetivos na ocupação pelo comércio informal nas nossas ruas e praças etc …”

Confira aqui: http://www.blogdogusmao.com.br/2013/05/17/sobre-a-purgacao-das-verdades-indigestas/#more-99532 

Do mesmo modo, não tenho a pretensão de achar que o que escrevemos aqui, ali, lá e acolá seja o suficiente para promover mudanças significativas. O papel da publicação é tão somente o de informar e alertar aos que ainda não acordaram para a verdade, a qual eu não me intitulo como dono. O artigo ou matéria deve ser lido com o fim de análise. O leitor deve tirar a própria conclusão. Assim faz a gente que pensa. 

É importante que façamos mais do que alardear fatos. Em Ilhéus, há quem já venha agindo, em prol da coletividade, sem fazer alarde. Os processos movidos contra ex-prefeitos, pelo Ministério Público (MP), estão aí como exemplos. 

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MARCOS PENNHA E A REVISTA VEJA

Sr. Gusmão,

Revista Veja Duda fez, Duda fazQuem frequenta o Bar do Zequito e vê por lá Marcos Pennha com uma simplicidade singular não sabe que está diante de um monstro da escrita, sou fã desse cara, escreve com uma leveza sem igual. Aproveito a oportunidade, pra pedir que ele publique uma carta que fez a revista Veja (falando sobre o marqueteiro Duda Mendonça) e foi tema de estudo de muitas Universidades no Brasil, aquela carta foi de arrasar.
Sucesso…

* Atendendo a solicitação, acima mencionada, no artigo Verdade Bandida (Confira aqui: http://www.blogdogusmao.com.br/2013/05/07/verdade-bandida/ ), a seguir a minha carta publicada na revista Veja, em 26 de janeiro de 2006, relacionada à matéria de capa da edição de 18 de janeiro de 2006: Desvio de dinheiro – Duda fez, Duda faz 

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CARTA AO JABES RIBEIRO

pennha novaPor Marcos Pennha

Ilhéus, 13 de maio de 2013

Bom dia, boa tarde, boa noite, Jabes Souza Ribeiro. Aqui é o simples escrivão da população. Não se trata, tão somente, de rima, e sim de algumas verdades, as quais a nossa gente ilheense gostaria muito de falar contigo, escritas por Marcos Pennha, que, por acaso, esse cara sou eu. Marcos Pennha nunca pediu dinheiro, emprego ou qualquer favorecimento particular para ele, ou para outra pessoa, a nenhum político. Quem procede dessa maneira, tá credenciado a exigir que o detentor de mandato cumpra com suas obrigações perante aos ilustres cidadãos, consumidores, consequentemente, contribuintes da escorchante carga tributária imposta em nosso Brasil varonil.

Em primeiro lugar, desculpe-nos por te chamar, simplesmente, de Jabes e de você. Não encare como desrespeito. É que estamos falando com o cidadão, não necessariamente com o prefeito.

Peço, de antemão, que não me confunda com aqueles que passam em Ilhéus, 24 h diárias, ‘batendo’ em ti até você liberar o ‘fazmerrir’. Esse pessoal traveste-se de defensor da nossa humilde gente ilheense; porém, na verdade, não passam de apaixonados por ti, Jabes. Note que há até quem exiba, com orgulho, a tua foto, quando jovem, sem óculos e com cabeleira. O que querem é ser você. Ou melhor, desejam, ardentemente, sentarem na tua cadeira palaciana. Contudo, nessa situação, não é possível; senão, sentarão no teu colo. Ha, ha, ha, ha, ha, …

Brincadeira à parte, é deprimente ver certos políticos – os quais você, inteligentemente, arremessou-lhes na oposição – jogando ‘inocentes’ úteis contra quem eles elegeram como inimigos. Você, Jabes, há muitos anos na política, sabe muito bem que existem os políticos inescrupulosos, que costumam a usar os pseudo profissionais da comunicação, como se usa papel higiênico. É notório que esses ‘profissionais’ permitem-se a esse desrespeito próprio, e, tal qual o papel higiênico, quando não estão no rolo, estão na m … É o dia-a-dia de quem amealha migalhas em troca de fazer a defesa dos que só se interessam pelas causas meramente particulares.

Você, também, Jabes, é sabedor de que, em nossa pujante região sul da Bahia, existem inúmeros profissionais da comunicação respeitáveis. Só para exemplificar, citamos dois das duas maiores cidades dessa rica região: Gil Gomes, de Ilhéus, e Ramiro Aquino, de Itabuna.

Você, Jabes, está cumprindo o quarto mandato. Pela lei eleitoral vigente, você foi escolhido para governar, de novo, a bela Ilhéus. Milhares de pessoas entoaram o “Volta, Jabes. Volta, meu prefeito”. Você disse, na campanha, que era o mais preparado, o único experiente, capaz de tirar a cidade do caos em que se encontrava – e que ainda se encontra. Esse mesmo povo pensava que a coisa seria mudada assim num toque de mágica, com o simples espalhar do pó de pirlimpimpim. Por isso essa pressão sobre ti, entendeu?

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VERDADE BANDIDA

Por Marcos Pennha

pennha novaA notícia que Valderico Reis, ex-prefeito de Ilhéus, foi preso causou um rebuliço danado na cidade.

Depois, em nota divulgada na imprensa, o advogado do suposto preso declarou que não foi verdade o divulgado, afirmando que Valderico, na cerimônia de casamento do seu filho Júnior, teve um mal súbito.

O advogado aposentado Dr. Bonfá ligou para o programa diário Verdade Bendita, apresentado por Demmys Dorea na Conquista FM, na segunda-feira, 6 de maio. Ele explicou o caso, confirmando que não se tratou de prisão e que o citado ex-prefeito teve, mesmo, um mal súbito.

A seguir, a versão do Dr. Bonfá:

O normal é que o sujeito sinta-se mal, e chame o médico. Nesse caso, uma situação atípica. O ex-prefeito, vendo três sujeitos, perguntou a um dos convidados do casamento: “Quem são aqueles?” O convidado respondeu que se tratava de médicos. Vardé inquiriu: “Mas assim vestidos com os coletes pretos à prova de bala?” Fez a pergunta e daí … o famigerado mal súbito, forma sofisticada para expressar o desmaio. Um dos supostos médicos disse: “Vamos levá-lo para o hospital. A ambulância do SAMU tá aí fora”.

Ao transportar o paciente, que estava muito impaciente antes do desmaio, os supostos médicos introduziram-lhe na malfadada ambulância, que, por sinal, era diferente das convencionais. Toda na cor preta, e não vermelha.

Devido a longa distância da igreja para o dito hospital e excesso de automóveis na estrada, houve a demora de três horas para chegar ao destino. Daí o súbito mal entendido. Vardé esteve PRESO, sim, no trânsito. Sacaram aí o equívoco?

Bom, todo mundo sabe que o médico, não sendo veterinário, faz indagações ao paciente. Confira a seguir o diálogo.

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REVERÊNCIA

Por Marcos Pennha

pennha novaMadrugada de 2 de maio, exatamente às 4 h, levanto e corro para o meu escritório particular. Essa é a vantagem de ter o local de trabalho em casa, porque você já acorda na lida. Com sofreguidão, lembrei de que o meu pai e mestre maior, Genésio, completaria 89 anos de existência nesse plano terrestre, HOJE. Mas o PAI, Criador de tudo e de todos, mandou chamar-lhe para outro plano, outra missão. Em 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, Genésio partiu. Portanto, três meses, sem a sua presença física. 

Cada vez que digito alguma ideia para jogar “no ar”, o faço com uma música de fundo, que se passa no meu inconsciente. A música alimenta a alma. Para falar de meu pai, teria várias músicas que versam sobre pai e amigo. Conscientemente, escolhi “Meu querido, meu velho, meu amigo”, de Roberto Carlos. 

“Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo …
 

Genésio foi um pai herói. Passou por diversas situações de agruras, sempre pensando na sua família, que inclui seis filhos. A família era a sua bandeira. Mesmo trabalhando longe, a aproximadamente 250 km de distância, em Eunápolis, sempre vinha a Ilhéus, todo fim de semana, só para acompanhar a vida dos filhos, porque, segundo antiga propaganda de uma pomada para massagear o local machucado, “NÃO BASTA SER PAI. TEM QUE PARTICIPAR”. A conversa amena, o conselho, a ação, ou mesmo com a voz áspera. O objetivo, um só: Dar o melhor de si para os seus. Isso é o AMOR! 

Na foto de Gidelzo Silva, os senhores (da esquerda para a direita): Genésio, Álvaro, Diniz e Zeca, no jipe dos Ex-Combatentes, em desfile de 7 de Setembro, ano 2011, na avenida Soares Lopes, em Ilhéus/ BA.
Na foto de Gidelzo Silva, os senhores (da esquerda para a direita): Genésio, Álvaro, Diniz e Zeca, no jipe dos Ex-Combatentes, em desfile de 7 de Setembro, ano 2011, na avenida Soares Lopes, em Ilhéus/ BA.

E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo …
 

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PRA FRENTE, ILHÉUS!

pennha nova

Por Marcos Pennha

Outro dia, ouvi o Doutor Bonfá (Personagem que participa do Programa Verdade Bem Dita, apresentado por Demmys Dorea, diariamente, de meio dia a 1 e meia da tarde, na Conquista FM 105,9) dizer que Ilhéus encontra-se estagnada. Ao lado sul da cidade, existe a questão da demarcação de terras indígenas. Enquanto na zona norte, a querela, criada pelo governo estadual, para a implantação do terminal de uso privativo (tup) para exportação exclusiva do minério de ferro vindo de Caetité/ BA. O empreendimento é uma Parceria Público/ Privada (PPP) entre governo e um grupo de mineração da Índia. Enquanto não dirimir essas dúvidas, não haverá empresário propenso a investir nessas áreas. Conclusão: Ilhéus parada. Ao sul, por causa dos índios. Ao norte, por culpa dos indianos.

Agora, apareceu outro fator de estagnação, que é a Câmara Municipal e o imbróglio para a formação das comissões. Houve uma eleição anulada, por conta de uma ação impetrada pela bancada de oposição, alegando que o resultado da eleição primeira não respeitou a proporcionalidade, sendo que nenhum dos opositores candidatou-se.

Semana passada, quarta-feira (24), por determinação da Justiça, outra eleição. Tudo ia muito bem, acontecendo tranquilamente, com as candidaturas sempre de dois vereadores do bloco de sustentação do governo e um da oposição. Até que chegou o momento da escolha dos componentes da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final. Foram colocadas as candidaturas de professor Alzimário Belmonte (PP), Tarcísio Paixão (PSD) e Cosme Araújo (PDT), mais Gilmar Sodré (PMN). Foi criada uma celeuma, porque, pela lógica, claro que o vereador vice-líder da oposição, Cosme, ficaria de fora, pois o governo possui maioria na Casa. Os oposicionistas retiraram seus nomes das comissões eleitas e abandonaram o plenário, prometendo entrar na Justiça, de novo.

Gilmar Sodré apresentou-se como oposição. Pela questão partidária, ele é oposicionista, sim, junto com os outros dois do PMN (partido agora extinto, por ter fundido com o PPS e formado o Mobilização Democrática/ MD), James Costa e Lukas Paiva. O PMN, nas últimas eleições, compôs a coligação da candidata a prefeita professora Carmelita Ângela (PT), então vereadora.

Na prática, porém, só Lukas comporta-se como opositor. Gilmar e James, com o argumento de que foi eleito pelo povo, não declaram que é situação, nem oposição. Ambos votaram a favor do projeto, apresentado pelo governo, de mudança do regime celetista para estatutário. Também, acompanhando os vereadores da bancada governista, não aprovaram a fala da presidente da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI), Enilda Mendonça, antes da votação. Bom lembrar desse fato.

Não é a primeira vez que Liquinha, como é chamado o Gilmar, funciona como curinga na Câmara. Há quem diga: “Esse cara é do baralho!”.  Em 13 de dezembro de 2006, Liquinha foi o suspeito de ter melado a eleição, já dada como certa, do então vereador Alcides Kruschewsky para presidente da Câmara. No apagar das luzes, Alisson Mendonça (PT) foi eleito pelo placar de 7X6. À época eram 13 vereadores. Hoje, 19.

O mencionado vereador é pequeno na estatura, porém grande em participação especial como pivô de articulações, em que não se sabe o que o povo ganha com isso. Recentemente, ele compareceu no encontro de partidários do PSDB na vizinha cidade Itabuna, que contou com a presença do deputado federal Jutahy Jr. e do deputado estadual Augusto Castro, presidente da sigla naquele município. O comentário é que Liquinha articula o seu ingresso no partido de Jutahy, já que a lei eleitoral permite a mudança, em caso do eleito pertencer a um partido extinto.

Essa jogada do vereador, que envolve controlar o partido em Ilhéus, ainda segundo o zumzumzum dos bastidores, tem a chancela do grupo jabista (É desse jeito que chamam o seguidor do prefeito Jabes Ribeiro/ PP).  Rola também, à boca miúda, a conversa de que a livraria da família de Liquinha – Ele não se intitula dono da empresa – é fornecedora da prefeitura. Esse povo fala demais, mesmo não tendo o longo bico do tucano. Veja que dizem até que a tal livraria fornece cesta básica, pode? Inclusive, contam uma piada onde o eleitor pergunta ao vereador: “A cesta é grande ou pequena, vossa excelência?” E ele responde: “É um cestão. Cestão ferrados”.

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O QUE FOI QUE EU FIZ?

pennha nova

Por Marcos Pennha

* O feed-back proporcionado pelos leitores dos artigos que escrevo é algo sensacional. A cada edição, aumenta o número de pessoas que interage comigo, através de comentários no post, e-mail e pessoalmente. Por esse motivo, sinto-me na obrigação de publicar o retorno, pois é de grande valia para todo cidadão, que se preocupa com a solução, ou minoração, dos problemas recorrentes na sociedade.

 Conforme já declarei noutra oportunidade, aqui quem escreve é o cidadão, utilizando técnicas do jornalismo e linguagem adequada. Em verdade, sou um interlocutor espontâneo da população, a qual faço parte. O que escrevo é queixa da gente humilde, que não se sente em condições de ecoar suas reclamações relacionadas aos agentes públicos eleitos, através do voto popular. É dever nosso mencionar falhas, bem como cobrar providências daqueles que são subsidiados pelo dinheiro oriundo dos recursos públicos.

Assim procedemos de maneira respeitosa, falando diretamente com as partes envolvidas, sem rodeios, sem indiretas, nem chacotas. É desse jeito que se faz o jornalismo sério, priorizando a ética, o respeito aos leitores e também às partes mencionadas no processo. Às vezes, claro, utilizamos o bom humor. Entretanto, o fazemos com classe, sem agressão a ninguém. Dessa forma, o leitor vê a situação descontraidamente, melhorando o seu poder de análise.

É natural que cobremos seriedade do poder legislativo. Afinal, as prerrogativas, desse poder, são apresentar emendas para que se tornem leis integrantes da Lei Orgânica do Município (LOM), e FISCALIZAR o EXECUTIVO. O que nós, cidadãos, queremos é que tenhamos um legislativo operante, de verdade, nas suas atribuições, em especial no quesito fiscalização do executivo, apontando irregularidades e, principalmente apresentando alternativas de solução, tornando-se propositivo.

Declaro que não tenho nada de pessoal contra nenhum vereador. Reiteradamente, digo que não sou algoz da Câmara Municipal de Ilhéus, nem daqueles que fazem oposição ao governo.

O que fiz no artigo Radiografia Geral foi uma exposição de fatos históricos, não análise política. Quem cursou um bom primário, como eu tive essa sorte, interpretou bem o texto. Análise política trabalha com projeção baseada em conjecturas, hipóteses. Não houve nada de ofensivo às partes citadas no artigo.

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NOSSA ILHÉUS, NOSSO SÃO JOÃO

Por Marcos Pennha

“A fogueira está queimando em homenagem a São João …” “Com a filha de João, Antônio ia se casar. Mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar …” “Olha pro céu, meu amor. Vê como ele está lindo. Olha praquele balão multicor. Como no céu vai sumindo …

Esses são trechos de algumas canções, que fizeram sucesso no São João de outras épocas. A música tem a capacidade de levar a gente ao passado, trazendo os bons momentos ao presente.

Lembro-me bem das boas festas juninas dos anos 70, 80 e 90. Tudo começava na semana do Santo Antônio com as reuniões religiosas nas casas até o dia 13 de junho, quando se comemorava o cognominado santo casamenteiro. No dia 29 de junho, o São Pedro, padroeiro das viúvas, que antigamente se trajavam de preto em sinal de luto.

Todavia, o grande prestigiado, mesmo, era o São João. Eta, festança boa! No passado, nem tanto distante, esse evento era uma manifestação familiar. Não que, hoje, não seja. É que, tá mais comercial. Tenho saudade daquele fulejo junino em toda Ilhéus, especialmente no nobre bairro Pontal, onde vivi infância e parte da juventude.

As ruas ornamentadas com as coloridas bandeirolas. As fogueiras, as quais eram construídas até por crianças, que saíam à cata de lenha. As iguarias típicas: amendoins torrados e cozidos, milhos cozidos e assados, bolos de diversos sabores, etc. Delícias preparadas pelas famílias. À noite, era aquele movimento de gente batendo nas portas, perguntando: “São João passou por aqui?” Bom aquele divertimento das quadrilhas (não essas formadas pelos malfeitores). Damas e cavalheiros naquela dança típica gostosa. Cavalheiros, trajando camisa xadrez e calça remendadas, usando chapéu de palha. Damas, com vestido rodado, quadriculado, exibindo a feição maquiada, com pintinhas na bochecha, batons nos lábios, realce nas sombracelhas e cabelo dividido ao meio, preso cada parte por um acessório chamado “maria chiquinha”.

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RADIOGRAFIA GERAL

Por Marcos Pennha

Marcos Pennha* O artigo anterior a este, Cirque du Só de Ilhéus, bombou, como se diz na gíria. Alguns vereadores, mencionados direta ou indiretamente, tomaram as dores e dispararam suas metralhadoras verbais, última terça-feira (16), dia de sessão, contra este simples cidadão Marcos Pennha, que, por sinal, sou eu.

Tenho a plena consciência do meu direito de responder, no plenário, quando fui acusado de ser algoz da Câmara, em especial daqueles componentes da bancada oposicionista ao governo municipal. Essa acusação foi feita por alguns vereadores, publicamente, no microfone, e “em off”. Prefiro utilizar a minha tribuna, que é esse prestigiado site, e outras daqui derivadas, que têm um alcance maior de reverberação.

Quem aqui escreve é o cidadão, utilizando as técnicas do jornalismo, a partir do momento em que se prima pela isenção das ideias e linguagem adequada.

Penso que se faz necessária a apresentação da singular radiografia da política de Ilhéus, colocando em pauta algumas personagens, com o fim de que as pessoas entendam melhor o presente momento.

Certa noite, em 1996, um amigo convidou-me para assistir, na academia de boxe de Zé Negão no Alto do Basílio, uma reunião com o então neófito político, candidato a vereador Alisson Mendonça (atual vereador no 5º mandato/ PT), à época pelo PMN, que compunha a coligação do candidato a prefeito Jabes Ribeiro (atual prefeito/ PP, que já havia ocupado o cargo, período 1983/ 88, também deputado federal, legislatura 1991/ 94), pelo PSDB. Gostei das suas explanações, e, de lá pra cá, me tornei seu admirador, inclusive já tendo declarado essa admiração ao próprio.

Pois bem, Alisson não gostou, quando afirmei, no artigo, que ele não tem autoridade moral para exigir um grande projeto, do atual governo municipal, que tem apenas pouco mais de 100 dias de empossado, sobre o trânsito.

Pensei que o vereador fosse rebater a minha afirmação, apresentando algum projeto produzido por ele, quando ocupou, por quase dois anos, pastas importantes como as de Governo, Administração e PLANEJAMENTO na gestão de Newton Lima, que terminou em 2012. Ao contrário, Alisson desconversou, insinuando que alguns blogs e escritores de artigos estão querendo denegrir a imagem da Câmara, além de poupar o governo de críticas ácidas. Denegrir a imagem da Câmara? Não foi nenhum profissional da comunicação que ameaçou alguém de morte, nem deu cabeçada, nem proferiu palavrão, …

Ele não leu meu artigo completo. Seria bom que conferisse de novo.

Alisson também não fez a leitura do “Câmara na zona de perigo” , onde relatei (sic) … A atual legislatura, de 19 vereadores, é composta por maioria de gente equilibrada, séria e comprometida com os anseios da população. (sic) … e complementei (sic) … Essa turma do bem pode ser encontrada tanto no rol de vereadores da bancada do prefeito Jabes Ribeiro (PP), como na de oposição, sem distinção se veteranos ou novatos … (sic)

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CIRQUE DU SÓ DE ILHÉUS

pennha novaPor Marcos Pennha

São mais de 100 dias de posse do governo de Ilhéus. Até o presente momento, nada de tão diferente dos últimos antecessores, exceto a realização do Aleluia Ilhéus Festival – acontecido de 27 a 31 de março, um sucesso, sem que fosse gasto um centavo do governo municipal, é bom que se destaque. A saúde pública continua um caos, com postos fechados, ou abertos sem o devido funcionamento, acarretando na superlotação do Hospital Geral Luiz Viana Filho, o Regional. Isso sem contar que a deficiência da gestão municipal proporciona fatos alarmantes como médico cobrando taxa adicional numa consulta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mulheres parindo na calçada, em frente ao hospital, o São José, que recebeu contribuição financeira da população, inclusive a mais carente, para pagar parte de sua astronômica dívida. Uma vergonha para uma cidade do porte de Ilhéus. 

Enquanto isso tudo acontece, a Câmara Municipal aparece na mídia com vereadores protagonizando cenas de quebra de decoro parlamentar. No período de menos de dois meses, no plenário, houve caso de vereador ameaçando profissional da comunicação; vereador dando cabeçada no colega; vereador proferindo palavras de baixo calão; vereador digladiando com outro, verbalmente, faltando pouco para culminar em agressão corporal; vereador chamando o outro para sair “na mão”, jactando-se de dá murro. Uma excrescência praticada por quem recebeu o salário de janeiro, pago pelos humildes trabalhadores, sem ter trabalhado. 

Os inúmeros problemas da cidade têm que ser debelados, ou, pelo menos, minorados, urgentemente. Não há mais tempo para discursos inflamados, vazios, eivados de paixões pessoais, desprovidos de ações eficazes. Os estudantes estão sem aula, por falta de professores e salas suficientes nas escolas. Não competem, aos eleitos pelo voto popular, as cenas teatrais burlescas, de mau gosto. Encenação é com a excelente turma da tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) armada na avenida Soares Lopes. 

A Câmara Municipal não pode, nem deve, ser palco de quem parece alimentar uma paixão pessoal recolhida. A Justiça que cuide dos processos os quais o prefeito Jabes Ribeiro (PP) responde. A egrégia casa legislativa não deve ser espaço para essa discussão, nem ringue de brigões. Não digo lutadores, em respeito aos grandes ases das artes marciais, como os irmãos Rogério e Rodrigo Minotauro, Anderson Silva – do Misto de Artes Marciais (MMA) -, Flávio Canto (do judô) e outros notáveis. Além do mais, o saudoso sensei (mestre) Hélio Gracie dizia que só os covardes, medrosos, propõem a briga. Ninguém nunca ouviu falar que o deputado Acelino Freitas (PR/ BA), o pugilista Popó, tenha aplicado um jab num colega na Assembleia Legislativa; nem que o vereador Aurélio Miguel (PR/ SP), judoca medalhista de ouro olímpico, em Seul/ 88, tenha dado um ippon em alguém na Câmara municipal de São Paulo; ou que o palhaço Tiririca tem feito palhaçada na Câmara Federal, até porque, lá, ele é o Everardo Silva (PR/ SP). 

O governo municipal precisa mostrar a sua cara. O prefeito, na campanha, criou um clima de expectativa muito grande na população, alardeando que era o mais preparado, experiente; um oba-oba, afinal. Por este motivo, as severas cobranças em tão pouco tempo da nova gestão. O vereador Alisson Mendonça (PT), por exemplo, esperava que o secretário de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), Isaac Albagli, apresentasse um projeto amplo sobre o trânsito, levando-se em consideração diversos fatores, como a prometida e esperada duplicação da rodovia Ilhéus/ Itabuna. Essa observação foi feita pelo vereador na sessão especial sobre o tema, na quarta-feira, dia 10 de abril. Alisson apostou na certeza da amnésia do povo, que, certamente, deve ter esquecido de que ele (o vereador) fez parte do governo Newton Lima, como titular de pastas importantes como as de Governo, Administração e Planejamento, no período mínimo de um ano. Não há conhecimento de que Alisson tenha apresentado algum projeto governamental em benefício da população. Qual a autoridade moral para exigir, dos outros, grandes projetos em curto espaço de 100 dias? 

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O ALTO PREÇO DA NEGLIGÊNCIA

Por Marcos Pennha

pennha novaMadrugada de quinta-feira Maior (28) para sexta-feira Santa (29), continua o calvário do jovem sindicalista Wagner Bastos, 32, em busca da saúde. Às 7 h da manhã do dia santo, final da história: Wagner despediu-se desse mundo, exatamente no Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus.

 É o fim! Não o de Wagner, que concluiu sua tarefa de autêntico defensor dos menos favorecidos. Wagner, irreverente, sarcástico, bem humorado, incansável lutador pelos direitos dos trabalhadores. Ele esteve internado, durante duas semanas, no Regional (como é chamado o Hospital Geral), sem que lhe fosse diagnosticado seu problema para as devidas providências. É o fim da picada.

 No período de internação, de posse do seu smartphone, Wagner registrou as terríveis cenas as quais presenciou no hospital, e denunciou nas redes sociais: Sujeira, falta de medicamentos e outros acessórios imprescindíveis, mau atendimento, superlotação e, pasmem, até barata num ambiente em que deveria ser aconchegante para abrigar gente. “Um verdadeiro campo de guerra”, denunciou, por telefone, o atuante enfermo da Força Sindical, no programa matinal Alerta Geral, apresentado por Gil Gomes, da rádio Santa CruzAM 1090, na segunda-feira, 25 de março .

 O ‘valente’ Wagner pagou caro com a vida. Partiu sem o diagnóstico médico do mal que lhe acometia. Há quem insinue que ele morreu do mal de ‘smartphone’. Talvez, seria melhor que, em lugar desse instrumento ‘delator’, de alta tecnologia, ele levasse um chinelo, com a finalidade de dá umas boas chineladas naquele bicho nojento: a barata.

O fato é que esse caso, bem como outros, não deve ficar barato. A sociedade civil organizada tem que se mobilizar e cobrar providências da Justiça – se é que existe entre os homens – contra esses desmandos na saúde de pública de Ilhéus. Chega de ver tudo, passivamente, como se tivesse sangue de barata.

 # Como pode alguém ser maltratado, justamente, no momento em que precisa de cuidados especiais?

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CÂMARA NA ZONA DE PERIGO

Por Marcos Pennha

pennha novaEm menos de 90 dias de funcionamento das sessões da Câmara Municipal de Ilhéus, já é possível traçar o perfil dessa chamada Casa do Povo. Lembro-me, como hoje, de quando o então vereador Alcides Kruschewsky (PSB), antes das eleições de 2012, falou no plenário, dirigindo-se à gente da galeria: “Se vocês acham que a atual legislatura é a pior de todos os tempos, aguardem a próxima”. 

Não sou pessimista, porque ainda há tempo de Alcides, atual secretário municipal de Turismo, não fazer jus ao seu apelido de Pai Cidão; muito embora existam alguns vereadores esforçando-se para que a previsão anunciada, veladamente, concretize-se. Claro que o experiente político Alcides fez a afirmação, tendo por base a forte probabilidade de reeleição e eleição de alguns dos postulantes. 

É preciso que se faça uma reflexão a respeito do comportamento dos atuais vereadores, a partir do lamentável episódio acontecido na Câmara, terça-feira, 19 de março, dia de São José, santo considerado como o padroeiro dos trabalhadores e das famílias, além de ter sido designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, segundo a Bíblia. 

O vereador Aldemir Almeida (PSB), pela primeira vez em 8 anos e três meses – segundo o próprio – discursou, de pé, no púlpito. A explicação dele é que se sente mais confortável ao discursar sentado. Aldemir, também médico e empresário da medicina e da construção civil, leu um extenso texto, onde boa parte das palavras era ofensiva ao editor do Blog do Gusmão, comunicador Emílio Gusmão, também assessor do vereador Fábio Magal (PSC). 

Aldemir, insatisfeito com o que o blogueiro escreveu a respeito dele, ofendeu, agrediu duramente com palavras e até ameaçou, justo no dia do santo silencioso. Em suas palavras, não faltaram vagabundo, bandido e prostituta, concluindo, em tom ameaçador, vociferando: “Se eu não fizer, eu mando fazer”.  Pediu, inclusive, que constasse em ata tamanha grosseria expressada. Ainda apresentando desequilíbrio emocional, o vereador pediu que parasse de escrever sobre ele ou seus atos. “Me deixe em paz”, suplicou. 

Como cidadão dessa cidade, digo que o referido ato constituiu desrespeito ao povo, à imprensa, aos demais colegas de parlamento, e, consequentemente maculou a imagem da instituição, que deveria repudiar, oficialmente, a ação insana do cidadão, que está vereador. Ora, se alguém se sente caluniado, injuriado ou difamado, que procure os meios legais. A Justiça tá aí pra isso. Não tenho procuração para defender o blogueiro Emílio, contudo penso que sindicatos e associações ligados à comunicação devem, também, repudiar o ato, publicamente. Nenhum membro do segmento imprensa está livre de sofrer ameaça dessa natureza ou mesmo de ser vítima da concretização de tal. 

A atual legislatura, de 19 vereadores, é composta por maioria de gente equilibrada, séria e comprometida com os anseios da população. Podemos citar, representando a parcela sã da Casa, os componentes da mesa diretora Josevaldo Machado (Presidente, PC do B), popularmente Dr. Jó, e Ivo Evangelista (1º Secretário, PRB). Essa turma do bem pode ser encontrada tanto no rol de vereadores da bancada do prefeito Jabes Ribeiro (PP), como na de oposição, sem distinção se veteranos ou novatos. 

A política nacional anda recheada de políticos que estão, no mandato, em defesa de seus interesses pessoais. Nota-se, facilmente, em seus olhares e comportamentos, o deboche, o escárnio, o motejo, a gozação, o desdém ao povo. A conduta raivosa contra quem não satisfaz seus desejos puramente pessoais ainda existe em políticos das cidades de pequeno porte ou das grandes, que não acompanharam a nova política, baseada na defesa do interesse coletivo. Nota-se também a vergonha estampada na face dos novatos detentores de cargo público eletivo, ao saberem que têm esses tipos de políticos atrasados como seus colegas. 

Reitero, a atual legislatura tem condições de se notabilizar com o trabalho de excelência, até o final dos 4 anos, na Casa por onde passou ilustres como Amilton de Castro e José Lourenço da Fonseca Silva, dentre outros de igual valor. A oposição é fundamental na DEMOCRACIA (Poder do Povo). Na nova política, é nocivo fazer oposição dividindo. Oposição pode, e deve, ser feita com cooperação. E na Câmara de Ilhéus, há quem faça dessa maneira. Graças a Deus! 

* Marcos Pennha atua como assessor de comunicação, é associado-fundador do Instituto Nossa Ilhéus e, acima de tudo, cidadão. Contatos: [email protected]