MARINA SILVA FAZ CAMPANHA EM SALVADOR

Marina Silva e Célia Sacramento. Foto: Rede.

Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, faz campanha em Salvador nesta segunda-feira, 10.

A ex-senadora desembarcou ontem, 9, no Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães e foi recepcionada pela candidata a governadora do estado, Célia Sacramento, pelo candidato ao Senado Federal, Francisco José, candidatos a deputados federal e estadual e outras lideranças da Rede.

Hoje pela manhã, Marina Silva foi entrevistada na TV Aratu e visitou o plano inclinado do bairro Liberdade e a estação rodoviária da Calçada. À tarde ela visita à Startup de jovens da editora Sanar.

EM ENTREVISTA A CAIO FÁBIO, MARINA DIZ QUE ‘GRAÇAS A DEUS, O ESTADO É LAICO’

Foto: Reprodução/Youtube / Estadão Conteúdo.

Do Portal Terra.

Ao participar do programa de entrevistas do pastor Caio Fábio nesta segunda-feira, 6, a candidata à Presidência da República nas eleições 2018 pela Rede, Marina Silva, reafirmou suas convicções como evangélica e defendeu o Estado laico. Ao final da conversa, após as palavras de apoio de pastores, ela disse, emocionada, que espera não envergonhá-los. 

“Só posso agradecer e pedir a Deus que não sejam envergonhados por minha causa aqueles que confiam em Deus”, disse a candidata. O pastor respondeu que “não tem esse risco”. A entrevista, no Programa Papo de Graça, não constava em sua agenda oficial, mas foi divulgada pelo Facebook. Procurada, sua assessoria disse que foi um equívoco de agenda, mas pretende corrigir.

A frase de Marina foi em resposta a um vídeo passado durante o programa do pastor Ed René declarando ser seu eleitor. Em seguida, em oração, Caio Fábio disse que há grande chance de elegerem “uma oliveira, uma macieira” ao invés de um “espinheiro”. O pastor declara apoio à candidata desde 2014.

Em determinado momento da entrevista, que durou mais de uma hora, Marina foi questionada pelo Pastor Neil Barreto sobre como ela pretende conciliar sua fé com a Presidência. Marina disse que “graças a Deus, o Estado é laico”.

“Estado laico não é Estado ateu, como ele mesmo disse (pastor Neil). Estado laico, que assegure direitos das pessoas, inclusive direito à liberdade religiosa, direito a não ter nenhuma religião, e os direitos de um modo geral”, afirmou, acrescentando que quando era católica, até 1997, não lhe faziam essa pergunta.

Segundo a candidata, nos 16 anos em que foi senadora, nunca apresentou um projeto que fosse na contramão do Estado laico. Questionada sobre o aborto, reafirmou ser contra, mas defendeu a realização de um plebiscito.

Discretamente, Marina vem tentando se contrapor a Jair Bolsonaro (PSL), que também busca conquistar parte do eleitorado evangélico. No mês passado, a candidata se reuniu, na capital paulista, com um grupo de pastores, composto em sua maioria por presbiterianos, batistas e luteranos, que já a apoiaram anteriormente.

Veja o programa.

REDE SUSTENTABILIDADE REÚNE PRÉ-CANDIDATOS E REFORÇA NOMES DE MARINA E CÉLIA SACRAMENTO

Pré-candidatos (as) e dirigentes da Rede na Bahia. Imagem: Ascom/Rede.

Os pré-candidatos às disputas proporcionais e majoritárias pela Rede Sustentabilidade na Bahia estiveram reunidos na manhã do último domingo, 1º de julho, no auditório da Sede do Partido, em Salvador. Na ocasião foi discutida a conjuntura do cenário nacional e estadual, visando o planejamento estratégico de campanha e afirmação da candidatura de Marina Silva à presidência da república.

A Rede na Bahia pretende lançar 30 candidatos a deputado federal e 17 à Assembleia Legislativa do Estado. A professora Célia Sacramento, ex-vice-prefeita de Salvador, pode ser indicada como candidata a governadora pela legenda. Compõem a sua chapa o empresário Itamário, de Vitória da Conquista como pré-candidato a vice-governador e Iaraci Dias, liderança de Camaçari, educadora e bacharela em direito, pré-candidata ao Senado Federal.

Itamario (pré-candidato a vice-governador) e Célia Sacramento (pré-candidata a governadora). Imagem: Rede.

Durante o encontro discutiu-se o coeficiente eleitoral, planejamento de campanha, aspectos jurídicos e de comunicação. De acordo com as análises, o grupo acredita na eleição de Marina Silva para Presidente da República, considerando que a mesma se encontra com projeto político consolidado e numa curva crescente.  Marina tem o menor índice de rejeição, postura firme e propostas bem delineadas, como a alternativa capaz de unir o Brasil, avaliam os pré-candidatos.

Célia Sacramento, durante o encerramento do encontro, traçou um perfil da sua biografia, destacando suas origens na zona periférica do subúrbio de Salvador e os desafios que foram superados para alcançar as conquistas profissionais e se tornar uma das mais importantes lideranças em ascensão em Salvador, tendo sido vice-prefeita (2012-2016) ao lado do atual prefeito da capital, com quem rompeu por não concordar com o modelo de execução da gestão, onde as comunidades mais pobres não se tornaram foco de atenção do governo.

“As políticas públicas devem ser inclusivas, em atenção aos que mais precisam de fato” disse a pré-candidata ao governo baiano pela Rede. Ela também apontou propostas preliminares para a gestão estadual, explicitando posição sobre a segurança pública na Bahia.

MARINA SILVA FAZ TRANSMISSÃO AO VIVO NO TWITTER

Transmissão começa às 10 horas desta quarta-feira.

Às 10 horas desta quarta-feira (18), a pré-candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai realizar uma transmissão ao vivo por meio da sua conta no Twitter.

Ex-senadora pelo estado do Acre e professora de história, Marina Silva vai interagir com os internautas que enviarem perguntas e mensagens com a “hashtag” #pergunteamarina.

Para acompanhar a transmissão, acesse  o Twitter da pré-candidata: @silva_marina . Obtenha mais informações no site oficial de Marina.

DECEPCIONADO COM O DESEMPENHO DE MARINA NO DEBATE, GUSMÃO DÁ COMO CERTO AÉCIO NO 2º TURNO

Gusmão esperava mais de Marina.
Gusmão esperava mais de Marina.

O desempenho ruim de Marina Silva (PSB), no debate de ontem da Rede Globo, era tudo que Aécio Neves (PSDB) necessitava para chegar ao 2º turno da eleição presidencial contra a presidente Dilma (PT).

Segundo o comunicólogo Emílio Gusmão, Marina cometeu erros só explicados pela teimosia. Ela livrou Dilma “das cordas” quando lembrou poucas vezes o escândalo de corrupção na Petrobrás. A ex-senadora, por ausência, delegou ao tucano o papel de principal oponente dos petistas.

O editor deste blog lembra o 3º bloco do debate, de perguntas com temas livres, quando ao perguntar a Dilma, Marina só entrou no assunto “petrolão” na réplica.

Eleitor de Marina, o blogueiro afirma que a maior parte dos ambientalistas tem grande dificuldade para se comunicar e transmitir os valores que são imprescindíveis à manutenção da vida no planeta. Ele cita exemplo de um candidato a vereador ligado às causas da sustentabilidade. Influenciado por uma “ativista de ocasião”, nas eleições de 2012 (em Ilhéus), ele abriu mão dos carros de som para diminuir a poluição sonora. Com a atitude consciente, o pretenso parlamentar inviabilizou a propaganda do seu número junto ao eleitorado.

Gusmão admite que a poluição sonora incomoda muitas pessoas, mas, lembra que a “cultura do barulho” também é parte do cotidiano e atrai a simpatia de muitos jovens identificados com ritmos da moda, a exemplo do arrocha. O comentário abaixo trata de algumas contradições e alerta que não é possível mudar de hábitos de maneira repentina.

De volta a Marina, o editor arrisca que só um milagre será capaz de colocá-la no 2º turno.

Ouça.

CIÊNCIA E FÉ

Eduaardo-Giannetti_smallPor Eduardo Gianetti/artigo publicado hoje na Folha de São Paulo.

“A fama”, escreveu o poeta alemão Rilke, “é a quintessência dos mal-entendidos que se juntam a um nome”. A versão brasileira, devidamente aclimatada ao nosso ambiente intelectual, ficou a cargo de Nelson Rodrigues: “A nossa reputação é a soma dos palavrões que inspiramos nas esquinas, salas e botecos”.

“Fundamentalismo” e “criacionismo” são alguns dos palavrões, em sentido lato, que o desconhecimento de uns e desespero eleitoral de outros vêm tentando colar ao nome de Marina Silva. O difícil, nestes casos, é saber onde termina a ignorância e tem início a má-fé.

Enquanto ela estava fora do páreo, prevalecia a indiferença condescendente. Agora que lidera as pesquisas, são todos especialistas em Marina: uma brigada de colunistas, blogueiros e franco atiradores sente-se autorizada a despejar na mídia e na cracolândia da internet uma pavorosa barragem de desinformação e preconceito saturado de rancor sobre a candidata.

Que sua ascensão a torne alvo preferencial é natural e salutar. É hora de explicitar acordos e divergências. O que espanta, contudo, é ver pretensos guardiões da ciência e racionalidade embarcarem em grosseiras inverdades factuais.

O filósofo Hélio Schwartsman, por exemplo, renuncia à costumeira acuidade e não hesita em incluir Marina na seita dos “criacionistas da Terra Jovem” (“Opinião”, 2/9). Já o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite medicaliza o seu “fundamentalismo cristão” e atribui a “perversão intelectual” a uma “desordem do desenvolvimento neural” (Tendências/Debates, 31/8). O Simão Bacamarte de “O alienista” não faria melhor.

Marina nunca endossou o criacionismo ou defendeu que fosse ensinado nas escolas. Ao contrário das lideranças petistas e tucanas, Dilma e Aécio à frente, que foram beijar a mão do bispo na inauguração do Templo de Salomão, ela sempre rejeitou qualquer ação visando instrumentalizar sua fé cristã com fins políticos. O seu respeito pelo Estado laico é irretocável.

Marina acredita em Deus, mas ela compreende perfeitamente que ciência e fé, bem compreendidas, habitam espaços conceituais distintos e respondem a diferentes anseios humanos, como aliás atestam a religiosidade e o teísmo de Newton, Darwin e Einstein. A fé cristã não implica o criacionismo, assim como o apreço pela ciência não implica o cientificismo.

A ciência ilumina, mas não sacia. “Mesmo que todas as questões científicas possíveis sejam respondidas”, argumenta o filósofo austríaco Wittgenstein, “os problemas da vida ainda não terão sido sequer tocados”. Ignorar os limites da ciência diante das questões éticas e existenciais que nos movem revela uma grave falha de formação intelectual –é a ciência como superstição.

Eduardo Giannetti é formado em economia e em ciências sociais pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Foi professor na Faculdade de Economia de Cambridge, na FEA-USP e no Insper São Paulo. É autor de artigos e livros, entre eles: “Vícios privados, benefícios públicos?” (1993); “Autoengano” (1997); “Felicidade” (2002) e “A ilusão da alma” (2010).

NECA SETUBAL: “SER HERDEIRA DO ITAÚ NÃO APAGA 30 ANOS DE TRABALHO NA EDUCAÇÃO”

A socióloga Neca Setubal, única mulher filha do banqueiro Olavo Setubal, morto em 2008 (Foto: Divulgação/PSB).
A socióloga Neca Setubal, única mulher filha do banqueiro Olavo Setubal, morto em 2008 (Foto: Divulgação/PSB).

Por Rodrigo Rodrigues para o Terra Magazine.

Filha do banqueiro Olavo Setubal, fundador do Banco Itaú, a socióloga Maria Alice Setubal, a Neca Setubal, virou, contra a própria vontade, a palmatória que sustenta as críticas que brotaram na internet contra a candidata Marina Silva (PSB). Isso desde que a mesma tornou-se candidata, substituindo o falecido Eduardo Campos na corrida eleitoral.

Conselheira e amiga pessoal da candidata acreana desde 2009, Neca Setubal coordena, ao lado do ex-deputado Maurício Rands, a elaboração do plano de governo de Marina Silva, desde quando Eduardo Campos ainda era o candidato.

Uma das principais articuladoras da fundação da Rede Sustentabilidade, Neca ganhou importância na campanha com a substituição de Campos por Marina. Virou vitrine exatamente por ser irmã de Roberto Setubal, atual presidente do Itaú Unibanco. E por ser dona de 3,5% das ações do banco.

As principais críticas dizem respeito à informação de que Marina Silva, se presidente, dará autonomia formal ao Banco Central, notícia que foi capa de jornais na semana passada, depois da proposta ser vocalizada pela própria Neca.

Por ter ligação com o Itaú, Neca foi acusada por comentaristas da esquerda e da direita de ser a articuladora da proposta, já que há tempos é do interesse do mercado financeiro que o Banco Central tenha essa autonomia formal.

Essa proposta foi assumida pelo Eduardo Campos lá atrás, quando a campanha começou. Não tem nenhuma relação comigo. A Marina que resolveu abraçar e manter tudo que já tinha sido discutido nas reuniões de elaboração de programa de governo, na época que o Eduardo ainda estava vivo”, lembra a socióloga.

Neca Setubal se diz um pouco incomodada com os ataques que recebeu após a ascensão de Marina nas pesquisas, mas afirma encarar de forma natural as críticas:

Ser herdeira do Itaú não apaga os trinta anos de trabalho que tenho na Educação. Tenho vários livros publicados sobre o assunto, ganhei vários prêmios pelo trabalho nessa área. Nunca fiz parte do conselho ou diretoria do banco, nem da Fundação [Itaú Social]. Me orgulho do trabalho do meu pai e do meu irmão, mas tomamos caminhos diferentes. As críticas são naturais, porque agora todos que estão perto da Marina viram alvo. Até os jornais descrevem todo mundo da campanha como ambientalista, economista, mas quando chega a hora de me descrever só usam o “herdeira do Itaú”. É uma opção editorial que não vale discutir, só lamentar o reducionismo”, argumenta Neca Setúbal.

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MARINA É LULA DE SAIAS

Marina e Lula 1

Por Alberto Carlos Almeida | publicado no jornal Valor em 22/08/2014

Quando Marina Silva foi escolhida candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, tive a oportunidade de publicar um artigo nesta coluna cujo título era “Vice é Rubinho Barrichello”. Tratava-se de uma referência ao fato de que o vice não importa diretamente para o eleitor. Em minha argumentação, sustentada por dados, previa que Marina não teria a capacidade de levar votos para Eduardo Campos. Isto acontece porque os eleitores não votam por conta de apoios políticos. Marina de vice não é o mesmo que Marina na cabeça de chapa. Tanto isso é verdade que, agora que Marina foi alçada à condição de candidata a presidente, a intenção de voto em seu nome é bem maior que a de Eduardo Campos. A lição é simples: vota-se em Marina, mas não se vota no candidato apoiado por ela.

Outra lição pode ser retirada da subida meteórica de Marina nas intenções de voto: a absoluta irrelevância das máquinas políticas e do apoio dos políticos. Acreditar na força eleitoral do apoio de políticos é uma forma de pensamento mágico. A liderança de Marina nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno ocorreu sem que ela tenha tido sequer um mísero apoio de um governador de Estado, senador, deputado ou de qualquer máquina política partidária. Nem mesmo o apoio oficial do PSB aconteceu antes que ela tivesse alcançado a liderança, quando seu nome era confrontado com o de Dilma.

Na verdade, é bem provável que a partir de agora ocorra o inverso: muitas máquinas políticas vão apoiar Marina, porque ela está liderando as pesquisas de intenção de voto em segundo turno. Se isso acontecer, de nada servirá ao PSDB ter o controle dos dois maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo e Minas, que, somados, entram com 34% dos votos válidos em eleições presidenciais. Todas as análises que relacionam força dos apoios regionais e favoritismo no voto nacional sempre estiveram erradas. O que ocorreu agora foi um episódio que revelou tal erro. Haverá quem revise tais análises e afirme que, para se manter competitivo nas intenções de voto, é preciso ter o apoio das máquinas regionais. Isso é algo que ainda será testado no decorrer da campanha.

Marina tem a atual força eleitoral por alguns motivos. O primeiro é que ela já foi votada por 20% do eleitorado brasileiro em 2010. Esta é a proporção de pessoas que entrou na cabine de votação, digitou o número de Marina, apertou a tecla “confirma” e ouviu o barulhinho que encerra o voto. O retorno de Marina à campanha eleitoral reaviva a memória do voto nesse eleitorado. Quem votou uma vez em Marina vota uma segunda com facilidade. O segundo motivo é que Marina ocupa o terreno da oposição, e aqueles que rejeitam o governo Dilma tendem a votar em candidatos de oposição. Quanto a isso, Marina disputa os mesmos eleitores de Aécio.

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MARINA REJEITA TESE DE QUE PETISTAS SÃO “PRESOS POLÍTICOS”

MARINA / ENTREVISTA / (EXCLUSIVA EMBARGO)Do Estadão

A ex-ministra Marina Silva (PSB-AC) rejeitou ontem a tese de que os ex-dirigentes do PT que começaram a cumprir suas penas no processo do mensalão são “presos políticos”.

“Houve um julgamento de acordo com a democracia brasileira, dentro das instituições brasileiras e os juizes não foram indicados por nenhum partido político inimigo das pessoas julgadas.

Não tenho nenhuma alegria e nenhum prazer em nada que está acontecendo, muito pelo contrário”, afirmou Marina, que foi militante do PT, após visitar o arcebispo do Rio, D Orani Tempesta. “Não caberá a nenhum de nós fazer uso político em relação a isso. Quero que aconteça justiça e justiça para mim não é vingança. É um ato de reparação e vale para todos.”

Ao ser questionada sobre a situação do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), Marina disse que, “se a vida dele está em risco”, devem ser dados “todos os cuidados” que sua saúde demanda, mas que isso deveria valer para “todas as pessoas que se encontram presas”. Genoino ficou três dias internado em um hospital depois de passar mal na penitenciária da Papuda, em Brasília. Teve alta no domingo e foi levado para a casa de uma filha, em Brasília.

À espera da ordem de prisão por ter sido condenado no processo do mensalão, 0 ex-deputa-do. Roberto Jefferson (PTB-RJ) defendeu ontem o direito à aposentadoria por invalidez de Genoino. “Ele precisa sobreviver”, afirmou.

MARINA SILVA E EDUARDO CAMPOS GERAM FATO NOVO

sergio abranchesPor Sergio Abranches

Surpresa, ousadia e movimentos que somam, em lugar de dividir, têm alto impacto na política. A maneira como Marina Silva respondeu à impugnação da Rede Sustentabilidade pelo TSE, e Eduardo Campos recebeu sua iniciativa, foi de alto impacto. Transformou-se imediatamente em um fato político com forte repercussão na mídia e na política.

Hoje os jornais estão cheios de reações e declarações de todas as lideranças relevantes, de todos os campos, de Lula e Dilma, de Aécio a Roberto Freire, só para mencionar as mais óbvias. Todos os analistas estão acompanhando com lupa os eventos e as reações, para tentar captar sinais que permitam antecipar os movimentos futuros com impacto político-eleitoral.

A decisão mexeu em todo o tabuleiro político-eleitoral, alterou os cálculos de todos os agentes e remexeu as expectativas em relação às possíveis chapas e coligações na disputa de 2014.

O tema da sustentabilidade entra na agenda eleitoral com esse movimento de Marina e Eduardo Campos, como desafio para eles mesmos e para os demais concorrentes na eleição. A maior novidade não é o gesto de Marina Silva, certamente singular na história política recente do país. A maior novidade é estar em negociação uma coligação programática, baseada em uma carta de princípios e na hospedagem amistosa de uma força política em um partido consolidado. Há precedentes históricos para esse tipo de recepção de uma força política autônoma por um partido político. A negociação programática de uma coligação eleitoral não tem precedentes.

Na segunda república, de 1945-1964, o PTB abrigou várias forças proscritas, sobretudo ligadas ao partido comunista, sem lhes cobrar adesão a seu programa. O MDB, durante a ditadura militar, de 1964 a 1984, abrigou várias forças políticas banidas que, depois da redemocratização, se constituiriam em partidos independentes.

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DE REPENTE ME VI NUMA SITUAÇÃO PARECIDA COM A DO LULA, AFIRMA MARINA

MARINA / ENTREVISTA / (EXCLUSIVA EMBARGO)Do Estadão

Em entrevista exclusiva ao Estado, Marina Silva explica as razões para ter se filiado ao PSB e não esconde a mágoa do PT. Ela afirma que sua decisão tem semelhanças com o ousado movimento que Luiz Inácio Lula da Silva fez no final da década de 70, nas greves do ABC, e que culminaram na criação do PT. Confira os principais trechos:

Influências sobre decisão
“O que me levou a essa coligação programática foi a coerência. Eu sempre disse que a Rede Sustentabilidade não estava aí na lógica da eleição pela eleição, que nós desejávamos era discutir propostas e ideias, mas acho que os sinais não eram suficientes. Nós já abdicamos das eleições de 2012. O que me fez pensar essa possibilidade, acompanhada pela maioria da executiva da Rede, foi a coerência com o que nós estamos nos propondo, de que nós queremos muito mais do que eleição. Analisamos o que mantinha coerência com a visão de que o que nos interessa é uma agenda estratégica para o Brasil. Em termos de candidatura posta com a qual podemos fazer um diálogo com alguma possibilidade de prosperar era o PSB. E o PSB foi um partido que entrou com a liminar na Justiça, que quando o ministro Roberto Amaral deu uma declaração bastante dura contra a Rede, o governador Eduardo Campos fez questão como presidente de fazer uma nota dizendo que a Rede tinha direito de se constituir como partido. Então, eu vi ali a disposição para o diálogo.”

Sem foco no Planalto
Alguém me perguntou: é vingança? Eu disse: não, é uma sede muito grande de esperança. Geralmente a gente vê nos outros aquilo que está dentro da gente. Alguém que tem 20%, 16% ou 26%, se dispõe a esse gesto. Isso eu acho que tem algo que fala por si mesmo. Eu não preciso dizer que é desprendimento. Acho que é uma grande ambição, de que a política pode ser melhor, de que o Brasil possa ser melhor. É uma ambição saudável e que não vou abrir mão. Foi por ela que eu saí do PT, o que passei até a decisão de conversar com o Eduardo Campos e selarmos a aliança programática não chega nem perto do sofrimento que eu passei na decisão de sair do PT. É porque eu acredito que o sonho não pode parar. A história não para. Alguém tem que continuar. É engraçado que foi muito bom poder ficar recordando esses dias todos. Quando o Lula fez o movimento no ABC e quis transformar aquele movimento em um partido político foi muito incompreendido, pelo PMDB de luta, que dizia que iria dividir as oposições, pelos partidos marxistas leninistas que tentavam rotulá-lo de ser um partido de direita para fazer o jogo da direita e era rotulado pela direita de ser um partido de esquerda que era um perigo para o Brasil. E de uma forma diferente, sem a força do Lula, a estrutura sindical, de repente eu me vi numa situação de alguma forma parecida. Uns querendo rotular a Rede Sustentabilidade como um partido frágil e outros entendendo que de fato é um esforço para criar uma instituição que dialoga com esse novo sujeito político que está surgindo e outros dizendo que não é algo diferente, é como todos os partidos. Não é a mesma coisa. Tem muita gente que discorda do que eu fiz, está me criticando fortemente, mas compreendendo e respeitando, mas dentro da Rede. Nós estamos metabolizando, debatendo. A Rede não está se fundindo com o PSB, está fazendo uma aliança programática.

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MARINA É, SIM, CANDIDATA À PRESIDÊNCIA

paixaobarbosa1Texto do Jornalista Paixão Barbosa

Detentora de uma significativa marca – mais de 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010 – e ostentando índices também significativos nas últimas pesquisas de opinião na corrida para 2014, a ex-senadora Marina Silva surpreendeu a quase todo o mundo político ao optar pelo ingresso no PSB, depois de ver naufragar nos meandros legais do TSE a sua Rede Sustentabilidade, que ainda pretende ser um partido político sem os desgastes e as marcas negativas que as legendas atuais carregam consigo. A surpresa, contudo, foi mais pela opção de entrar num partido que já tem um pré-candidato definido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do que pelo fato de não aceitar os conselhos recebidos de se manter à margem da disputa de 2014, preservando, assim, a imagem de pureza com que ela fez questão de dourar a ideia da sua Rede.

Afinal, por maior que seja o desejo de apresentar-se para a disputa com uma proposta de partido bastante diferenciada dos demais, não seria possível imaginar que Marina Silva atendesse à banda dos seus seguidores que preferiam vê-la fora da campanha a decidir reingressar no sistema eleitoral num partido tradicional e, portanto, capaz de carregar no seu DNA as mazelas que tanto têm desgastado as legendas tradicionais. Até porque Marina, embora faça questão de manter um discurso diferenciado, lembrando sempre que sua luta não tem os mesmos estímulos dos políticos considerados tradicionais e sim são gerados pela vontade de transformar profundamente as bases sociais do Brasil, correria um risco muito grande de perder visibilidade ao ficar sem palanque por mais quatro anos, especialmente num País no qual os eleitores têm memória de peixe, ou seja, quase nenhuma.

Assim, para analistas políticas e também para as chamadas “cobras criadas” da cena política nacional, a ex-senadora seria obrigada a participar, de algum modo, das eleições do próximo ano e, com a frustração provocada pela decisão do TSE, o único caminho seria mesmo ingressar numa legenda já formada. Tanto que foram várias as legendas que se ofereceram para abrigá-la e aos “marineiros”, como são chamados seus seguidos mais fiéis. Todas de olho no patrimônio eleitoral que Marina conquistou em 2010 e que as pesquisas de opinião recentes revelam que ela está mantendo.

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A EUFORIA DE EDUARDO CAMPOS

5set2013---marina-silva-anuncia-sua-filiacao-partidaria-no-psb-e-fecha-acordo-politico-com-o-governador-de-pernambuco-eduardo-campos-para-a-corrida-presidencial-de-2014-1381002773580_300x200De O Globo.

Foi difícil baixar a adrenalina. Em jantar com correligionários e familiares na noite de sábado, depois de um dia de fortes emoções, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), continuava pilhado e, a todo momento, se beliscava tentando acreditar nas últimas mudanças.

— Demos um grande passo hoje (sábado)! Vamos abalar as estruturas! Marina fez política com P maiúsculo, e vamos ocupar o espaço da emoção, do novo, do que é decente — disse ele, creditando a articulação por trás da ida de Marina e de seus seguidores para o PSB ao deputado Walter Feldman, novo filiado.

— O Waltinho é o cara! Foi o único que, no momento da decisão com a família, Marina chamou para acompanhar!

Nas conversas, ele dizia ter feito uma troca boa: os dilmistas Alexandre Cardoso (RJ) e os irmãos Cid e Ciro Gomes por Marina. E foi Feldman quem deu o primeiro passo para comunicar ao PSB que Marina decidira embarcar na chapa de Campos. No dia seguinte à votação no TSE que rejeitou o registro da Rede e depois de uma madrugada de catarse coletiva com aliados, Marina se decidira: não viraria Madre Tereza de Calcutá, recolhida no canto. Queria continuar no jogo, e seu plano C era Eduardo Campos.

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