5ºGBM/Ilhéus realiza a 4ª edição da campanha “Na onda contra o plástico”

Foto: Ascom/5ºGBM.

O 5º Grupamento de Bombeiros Militar (5°GBM) de Ilhéus, realizou n último sábado, 7, a quarta etapa da campanha “Na onda contra o plástico”, desafio on line Trashtag Challenge. O evento aconteceu no Rio Almada em Sambaituba, distrito atendido pelo 5° GBM. Cerca de 100 voluntários participaram do evento, com apoio da Marinha do Brasil, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, comunidade de Sambaituba, além dos voluntários da nossa unidade. Durante a atividade, foram recolhidos cerca de 500 sacos de material descartado indevidamente nas margens do Rio Almada.

“Essa luta deve ser diária e vai além do não sujar. A principal finalidade é promover a conscientização de contribuir com a limpeza do ambiente freqüentado pelo cidadão”, explicou o tenente-coronel BM Edinei Factum, comandante do 5ºGBM.

Na onda contra o plástico
Em março de 2019, a ong internacional WWF (World Wide Fund for Nature/Fundo Mundial para a Natureza) divulgou um estudo segundo o qual o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. O país também é um dos que menos recicla este tipo de lixo: apenas 1,2%.

Sem a destinação adequada, boa parte dos resíduos plásticos acabam nos oceanos. Segundo o relatório da WWF, o volume de plástico que chega aos oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas. Neste ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada quilometro, até 2050 haverá mais plástico nos mares do que peixes. Segundo a ONG, o último verão foi o recordista em animais mortos na costa brasileira, e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos.

Sob Salles, ministério deixa 8 em 10 jornalistas sem resposta

No último dia de julho, Salles apresentou imagens Planet em coletiva onde contestou os dados do Deter, o sistema de alerta de desmatamento do INPE. Foto: Marcos Corrêa/PR.

Fonte: O Eco

Nos primeiros nove meses do governo Bolsonaro, a procura da imprensa por informações do Ministério do Meio Ambiente quadruplicou. No entanto, 77% dos pedidos de jornalistas não foram respondidos pela assessoria de comunicação do ministério. Quase oito em cada dez solicitações dos repórteres ficaram na gaveta.

Os dados são do próprio ministério e foram obtidos pelo Observatório do Clima e por O Eco por meio da Lei de Acesso à Informação. Eles consideram o período de janeiro a setembro.

Nesse intervalo, a assessoria de comunicação (Ascom) recebeu 2.221 demandas de imprensa e respondeu a 528 (23% do total). No ano passado, nos mesmos nove meses, foram 584 pedidos recebidos e 315 respondidos (54% do total). Mesmo considerando o aumento de 280%, o número de atendimentos caiu 40% em relação ao ano passado.

Os dados refletem a estratégia de comunicação imposta pelo ministro Ricardo Salles ao ministério e às autarquias vinculadas, em especial o Ibama e o Instituto Chico Mendes. Segundo funcionários e ex-funcionários da pasta, Salles centralizou a comunicação do ministério nele próprio, frequentemente deixando a Ascom às escuras.

O ministro tem um estilo peculiar de manejar a imprensa. Diferentemente de todos os seus antecessores, Salles evita conversar com repórteres especializados na cobertura ambiental e frequentemente, quando confrontado, critica o noticiário sobre sua pasta, dizendo que este ou aquele episódio “não é como foi noticiado”.

No caso da explosão do desmatamento em junho, por exemplo, o ministro convocou uma entrevista coletiva para apresentar resultados de uma análise supostamente feita pelo ministério que provaria que os dados do sistema Deter, do Inpe, continham “imprecisões” e que as manchetes eram, portanto, “sensacionalistas”. Nem a imprensa, nem o Inpe jamais tiveram acesso ao estudo.

A centralização das comunicações tem dificultado à imprensa cumprir a regra de ouro do jornalismo: ouvir sempre o outro lado de qualquer história. Reportagens que envolvem polêmicas ou decisões antiambientais do ministério em geral vêm com a explicação: “Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou”. Um caso típico ocorreu nesta quinta-feira (5), quando a Folha de S.Paulo publicou que Salles, após se reunir com criminosos ambientais, determinou a suspensão da fiscalização do ICMBio na Reserva Extrativista Chico Mendes, uma unidade de conservação federal.

O autor da reportagem, Fabiano Maisonnave, correspondente da Folha na Amazônia, conta que está acostumado a não ter resposta do MMA. “Enviei 11 solicitações a eles por e-mail desde o começo do ano e nenhuma foi respondida”, afirma.

Repórter com mais de duas décadas de experiência, Maisonnave já trabalhou como correspondente em Caracas, Pequim e nos EUA. “O único outro lugar em que nunca me respondiam era a Venezuela”, conta.

Mordaça (mais…)

Óleo nas praias: oceanógrafo pede cautela com o banho de mar

Rian Pereira.

O BG entrevistou Rian Pereira, graduado em Oceanologia pela FURG, mestre em Geociências pela UFRGS e doutor em Geologia Marinha, Costeira e Sedimentar pela UFBA. Na entrevista, Rian falou sobre as consequências do derramamento de óleo que em outubro assolou todo litoral do Nordeste. A conversa com o pesquisador aconteceu no último sábado, 30, durante a roda de conversas do Instituto Bambuzal no condomínio Vivendas do Atlântico. O evento é organizado pela professora e antropóloga Geórgia Couto que uma vez por mês, sempre aos sábados, reúne um especialista, para numa roda de conversas, debater temas da atualidade.

Segundo Rian, áreas como a Baía de Camamu, que é o maior estuário da região, tem grande potencial para receber as manchas, por ser uma área vulnerável à migração do óleo. O oceanógrafo informou também que nos colchões rochosos, a exemplo dos que existem em Itacaré, há grande variedade de organismos, de perfil incrustante (que se prende às rochas) como algumas algas, cujo ambiente é propício para fixação do óleo.

Segundo Rian, a ingestão de frutos do mar e o banho devem ser feitos com cautela, pois o fato é recente e é importante que os órgãos responsáveis analisem a balneabilidade das praias e acompanhem os pescados para verificar o grau de contaminação. “Mariscos e ostras, por serem organismos que se fixam à superfície do mar, só filtram a água daquele local em busca de nutrientes. Se a água estiver contaminada, afeta os tecidos do organismo que se for consumido pelo homem pode gerar problemas”, informou Rian.

Roda de conversa com Rian Pereira. Foto: Emilio Gusmão.

Ele destacou também que a responsabilidade pela limpeza das praias deveria ser do governo federal, mas quem de fato realizou o trabalho foram os governos estadual e municipal. “Em Ilhéus, a ação de voluntários como o Grupo de Amigos da Praia (GAP) foi de fundamental importância para a limpeza das praias. Outros órgãos como o Corpo de Bombeiros e os setores de limpeza da prefeitura contribuíram e somaram esforços pela limpeza” disse Rian.

Sobre a situação de aparente normalidade das praias, Rian acredita que o fato de não vermos manchas de óleo, não significa que a água esteja em condições próprias para o banho. É preciso aguardar as respostas dos órgãos que cuidam das praias até elas serem liberadas para banho, afirmou o oceanógrafo.

Ambientalistas pedem afastamento de Salles após chegada de óleo no Rio de Janeiro

Fonte: O Eco

Equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na Praia de Grussaí, em São João da Barra, litoral norte fluminense. Foto: Divulgação.

Após manchas de óleo atingirem o litoral do Rio de Janeiro, o Movimento Baía Viva ingressou nesta segunda-feira (25) com representação judicial junto à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pedindo a decretação de estado de emergência em saúde pública e o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A mancha chegou ao litoral do Rio de Janeiro na última sexta-feira (22).

Fragmentos do óleo foram recolhidos para análise na Praia de Grussaí, em São João da Barra, no litoral norte fluminense. O material foi analisado pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) e constatado ser compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo.

Nesta segunda-feira (25), o Movimento Baía Viva destacou cinco pontos na manifestação que requerem providências urgentes:

1- O afastamento do atual ministro Ricardo Salles. “Que seja ajuizada Ação Civil Pública Ambiental pelo imediato afastamento do cargo de Ministro do Meio Ambiente (Ricardo de Aquino Salles), que apesar de exercer a função de Autoridade Nacional do PNC (Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo), somente acionou o PNC após 41 (quarenta e um dias) após o aparecimento de grande quantidade de manchas de óleo nos estados do Nordeste, o que caracteriza os crimes de omissão, negligência, leniência, inépcia, inação, inércia e prevaricação”, ressalta o documento.

2- O bloqueio dos bens patrimoniais e financeiros do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “(…) Para custear a reparação e descontaminação dos danos e impactos socioambientais e econômicos provocados seja nas economias locais (dos municípios), seja para ressarcir os lucros cessantes provocados às cadeias produtivas da pesca e do turismo; bem como para arcar com os custos financeiros relativos ao eventual tratamento de saúde de voluntários, trabalhadores do mar, soldados das Forças Armadas, garis e operários das Prefeituras em função da comprovação da toxicidade do óleo presente nas praias, rios e manguezais. (mais…)

Pesquisa da UFBA registra aumento na mortalidade de corais em praias da BA após chegada do óleo

Análise foi feita entre os recifes de Abaí e a Praia do Forte — Foto: Gabrielle Gomes/G1 Bahia.

Uma análise feita por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) concluiu que a mortalidade dos corais em quatro praias do litoral norte da Bahia, que normalmente é de cerca de 5% ao ano, aumentou para 51,92%, após as manchas de óleo que atingem o nordeste do país. Segundo os especialistas, o branqueamento do coral é um sinal de que o animal está doente e pode morrer se as condições do ambiente continuarem degradadas.

Os dados da análise foram divulgados durante uma coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (25), pelo professor e pesquisador Francisco Kelmo, diretor do Instituto de Biologia (Ibio) da UFBA. A análise foi feita entre 17 a 20 de outubro, no trecho que compreende os recifes de Abaí, na cidade de Camaçari, até a Praia do Forte, em Mata de São João, ambas cidades da região metropolitana de Salvador. O estudo ainda concluiu que 46,88% do número de espécies que habitam nos recifes costeiros também foi reduzido e que houve redução em 65% dos animais vivos nessas praias. Animais como moluscos, caranguejos, siris e estrelas do mar sofreram com o impacto das manchas de óleo, segundo o pesquisador.

Os cientistas da UFBA estudam há mais de vinte anos a biodiversidade dos recifes nas quatro praias pesquisadas. Eles analisam, por amostragem, a quantidade de animais invertebrados por metro quadrado, como corais, esponjas e estrelas do mar. De acordo com os pesquisadores, análises mais detalhadas estão sendo realizadas para saber as os detalhes das causas, mas como não houve a variação de nenhum outro fator que causa branqueamento dos corais, a chegada das manchas de óleo é a principal suspeita, já que agentes químicos são capazes de produzir esse efeito nos corais.

A equipe do Ibio também coletou amostras de areia nos recifes para medir a quantidade de foraminíferos, microrganismos unicelulares. Segundo os especialistas, quanto maior a presença deles, mais saudável é considerado o ambiente. A análise das amostras coletadas depois do aparecimento do óleo revelou que houve uma grande diminuição da quantidade desses micro-organismos, que servem de alimento pra outros animais dos recifes. Essa diminuição é um sinal de que pode ter havido uma alteração drástica nesse ecossistema.

Com isso, a pesquisa concluiu que, após o aparecimento das manchas de óleo, “houve perda de patrimônio natural: redução no número de animais, redução da diversidade de animais e aumento das doenças/mortalidade nos corais. Assim, compromete a cadeia alimentar, causa desequilíbrio ecológico, e precisa ser monitorado pelos próximos seis meses”.

Ainda de acordo com o pesquisador, este problema nos recifes costeiros interferem diretamente na reprodução dos animais, que acontece entre o fim de setembro e fevereiro, e também cria um desequilíbrio ecológico. Segundo ele, no mês de dezembro, os pesquisadores vão analisar a presença do óleo nos recifes submersos. As machas de óleo começaram a aparecer na Bahia no começo de outubro. Ao menos 31 cidades baianas e o Parque Nacional de Abrolhos já foram atingidos. O Governo do Estado decretou situação de emergência.

Grilagem de terra é responsável por 35% do desmatamento na Amazônia, diz Ipam

Segundo análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a grilagem tem se mantido na Amazônia ano a ano, contribuindo para o desmatamento na região. Foto: Jeso Carneiro/Flickr.

Fonte: O Eco

A grilagem de terras públicas foi responsável por desmatar 3.416 quilômetros quadrados na Amazônia entre 01 de agosto de 2018 a 31 de junho de 2019. Os dados são do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), que divulgou na quarta-feira (20) uma análise sobre o assunto.

É como se 85 áreas do tamanho do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do país, virassem pasto em um ano para que grileiros ocupassem ilegalmente terras públicas. Usurpar e forjar documentos para transformar área de floresta em terra produtiva é uma das causas do desmatamento na Amazônia.

Após a divulgação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, os especialistas do IPAM analisaram que 35% da área desmatada ocorreu em áreas não-designadas e sem informação.

“Isso é grilagem de terras”, afirma o diretor-executivo do IPAM, André Guimarães. “Essas florestas são públicas, ou seja, é patrimônio de todos os brasileiros, que é dilapidado ilegalmente para ficar na mão de alguns poucos”, afirma André Guimarães.

Segundo a diretora sênior de Ciência do IPAM, Ane Alencar, a grilagem tem se mantido na Amazônia ano a ano, com um incremento recente em terras não-designadas.

A regularização fundiária de terras griladas na Amazônia é um dos objetivos do governo, que prepara uma medida provisória para implementar a chamada regularização por autodeclaração. A ideia é que proprietários, ocupantes e assentados possam apenas declarar posse e apresentar um georreferenciamento da suposta propriedade, para, assim, receber o título. Segundo especialistas, a proposta não apenas legaliza áreas de grilagem e roubo de terras públicas como aumenta os conflitos no campo.

Amazônia perdeu área equivalente a 8 cidades do RJ entre 2018 e 2019, aponta sistema Prodes

Área desmatada no Pará. Foto: Marcio Isensee e Sá.

Fonte: O Eco

A Amazônia perdeu 9.762 quilômetros quadrados entre 1º de agosto de 2018 e 31 de junho de 2019, uma área equivalente a 8 vezes à área da cidade do Rio de Janeiro. A cifra representa uma alta de 29,5% no desmatamento, em relação ao ano anterior, a maior alta desde 2008 e a terceira maior alta percentual da devastação na história, perdendo apenas para 1995 (95%) e 1998 (31%). Os números foram anunciados pelo governo nesta segunda-feira (18), em coletiva de imprensa na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão responsável pela medição.

A taxa ficou ao menos 1.500 km² acima da tendência de aumento do desmatamento que vinha sendo observada desde 2012. Segundo pesquisadores do INPE, se a taxa seguisse a tendência dos últimos anos, de aumento de 11,4%, o número seria 8.278 km². No período de medição anterior, entre agosto de 2017 e junho de 2018, o corte raso da vegetação na Amazônia foi de 7.536 km².

Entre os estados que mais desmataram, estão: Pará, com 3.862 km² (39,56%), Mato Grosso, com 1.685 km² (17,26%), Amazonas, com 1.421 km² (14,56%), e Rondônia, com 1.245 km² (12,75%). Juntos, os quatro estados somaram 8.213 km² de desmatamento, o que representa cerca de 84% do total.

A partir de 2000, aumentos dessa grandeza foram registrados em apenas dois anos: em 2004 e 2008. Em ambas as ocasiões, o governo baixou medidas duras para conter o desmatamento, como o a criação do Deter, desenvolvido como um sistema de alerta para dar suporte à fiscalização, e a criação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), em 2004, e a restrição de crédito rural a municípios que mais desmatam, em 2008, por exemplo. (mais…)

O discurso do governador Rui Costa sobre o meio ambiente não é verdadeiro

Editorial do Blog do Gusmão.

O governador Rui Costa. Imagem extraída de vídeo do Facebook.

No dia 11 de setembro, Rui Costa disse no programa Papo Correria que a Bahia respeita o meio ambiente: “tem um Brasil que pensa diferente. Um Brasil diverso, que respeita a democracia, valoriza o meio ambiente e aceita colaboração de outros países que quiserem fazer parcerias com a gente”, falou o governador.

Na tentativa de estabelecer uma oposição à visão destrutiva de Bolsonaro, que declara com sinceridade louca que não é favorável à conservação do meio ambiente, o discurso de Rui é apenas um exercício de retórica. Não tem nenhuma correspondência com a realidade, pois na Bahia a política ambiental do PT é muito parecida com a de Bolsonaro. Vale lembrar que as unidades de conservação estaduais estão abandonadas pelo governador e nunca foram objeto de interesse durante os governos do PT.

O Parque Estadual da Serra do Conduru possui uma questão fundiária que se arrasta desde seu surgimento na década de 90. Proprietários de áreas que foram anexadas ao parque sequer receberam indenização.

O governo do PT também criou o Parque Estadual da Ponta da Tulha, um remanescente importante de restinga arbórea, tipo de vegetação cada vez mais raro. Mas a unidade está completamente abandonada e só existe no papel. Não há vigilância, guardas-parques e equipe. Existe apenas um gestor nomeado que, sozinho, nada pode fazer.

Além disso, loteamentos irregulares estão destruindo o entorno do Parque Estadual da Ponta da Tulha, apoiados pelo deputado estadual Zé Neto, do PT. É comum passar pelo parque e ouvir o som estridente das motosserras.

Vale relembrar: o ex-governador Jaques Wagner também transformou o Conselho Estadual de Meio Ambiente num órgão meramente consultivo, sendo que antes era deliberativo. Com isso, o governo buscou dar celeridade em seus projetos desenvolvimentistas, sem qualquer escrúpulo com a conservação.

A Embasa continua sem cuidar dos mananciais que explora. Retira água, mas não possui programas de recuperação de nascentes e matas ciliares. A Embasa continua sendo dominada pela visão da construção civil, que interessada na gestão de recursos destinados às obras, acredita piamente que para solucionar os problemas de abastecimento de água basta apenas construir novas adutoras e sistemas de captação.

Os problemas ambientais que a Bahia vive são inúmeros, teríamos que escrever vários textos para relembrá-los. Mas o certo  é que a politica ambiental do PT na Bahia é igual à do presidente da República.

Há uma diferença apenas nos pronunciamentos, mas a prática é basicamente a mesma. Bolsonaro tem um discurso louco, descabido, porém sincero. O “capitão” é um inimigo à mostra que diz abertamente: “Não temos obrigação de conservar o meio ambiente”, enquanto o PT da Bahia não tem coragem de afirmar sua verdadeira intenção: “Nós não vamos conservar o meio ambiente, mas não queremos que você saiba disso”.

Esta é a única diferença.

Governo delibera ações conjuntas para enfrentamento às manchas de óleo no Sul e Extremo Sul Baiano

Mancha encontrada na Praia do Norte.

O secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, recebeu, na quarta-feira (13), os prefeitos dos municípios do Baixo Sul, Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul, atingidos pelas manchas de óleo que chegaram ao litoral baiano desde o dia 3 de outubro. A agenda foi resultado de uma demanda de ações conjuntas para o enfrentamento ao derramamento de petróleo e contou com a presença da diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Telles; do secretário de Agricultura, Lucas Costa; e do Procurador Chefe do Estado, Paulo Moreno.

A Associação dos Municípios (AMURC) e dos Consórcios Públicos Municipais (CIAPRA), Litotal Sul, CIMA, Condesc e Construir, movidos pelas incertezas da origem, autor e quantidade do petróleo derramado neste crime ambiental sem precedentes, apresentaram uma pauta ao Estado, tendo em vista os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados.

“A atuação conjunta, estado e municípios, é fundamental para atravessarmos este momento de crise. Apesar da ineficiência do Governo Federal, que até então não destinou nenhum recurso para apoio aos nove estados, 125 municípios e 321 localidades atingidas, o Governo da Bahia não está inerte neste processo. Pelo contrário, desde quando a primeira mancha de óleo chegou ao Litoral Norte, deflagramos um Comando Unificado para aglutinarmos esforços conjuntos para mitigação dos danos”, afirmou o secretário João Carlos. (mais…)

Pesquisadores baianos desenvolvem estudo para degradar petróleo

O biorreator, desenvolvido na Uesc, tem potencial para degradar o óleo encontrado nas praias nordestinas (Foto: Secti).

O vazamento de óleo no litoral do Nordeste, que teve início no mês de agosto, se tornou um dos assuntos mais comentados no país. Com diversos desdobramentos, mas ainda sem uma causa ou solução clara, cientistas buscam alternativas que podem contribuir para reverter a situação. Esse é o caso dos pesquisadores João Carlos Dias e Rachel Rezende, professores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que há 17 anos desenvolvem um biorreator, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), com potencial para degradar o óleo encontrado nas praias nordestinas.

O trabalho começou em um laboratório da universidade, com o intuito de investigar micro-organismos da Refinaria Landulfo Alves, para orientar o projeto de pesquisa das alunas Bianca Maciel e Ana Santos. “Isolamos e refrigeramos micro-organismos com potencial de degradação. O objetivo era recuperar compostos do petróleo para se tornarem reutilizáveis”, explica Rachel Rezende.

A professora relata que até hoje eles alimentam o biorreator, capaz de diluir o material contaminado e ainda tornar o óleo útil outra vez. “Vale lembrar que tudo isso ainda é realizado a nível laboratorial. Com mais possibilidades de investimento, poderíamos ampliar a produção para, quem sabe, chegar a um nível industrial”, ressalta.

Devido aos recentes acontecimentos com o óleo encontrado nas praias do Nordeste, os pesquisadores decidiram testar se os resíduos poderiam ser degradados neste processo. Em quatro dias, o produto se degradou. “Um conjunto de micro-organismos atua de forma mútua utilizando estes compostos como fonte de carbono. Durante a degradação, é produzido um complexo de origem microbiana que diminui a tensão superficial entre óleo e água, tornando o óleo mais solúvel na água e facilitando para que os micro-organismos utilizem os compostos de hidrocarboneto”, destaca Raquel.

A pesquisadora vislumbra que, no futuro, os benefícios deste processo poderão ajudar a recuperar áreas ambientais que sofreram com a contaminação de resíduos. “Os micro-organismos são os únicos capazes de fazer este tipo de degradação. A gente só precisa estruturá-los”, afirma.

Além da Fapesb, a pesquisa recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Refinaria Landulfo Alves e do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia do Setor Petróleo e Gás Natural (CT – Petro).

Óleo atinge local de desova de tartarugas no Espírito Santo

Foto: Projeto Tamar.

Fonte: Agência Brasil

Fragmentos de óleo foram encontrados ontem (10), na praia de Pontal do Ipiranga, na cidade de Linhares (ES) onde há uma base do Projeto Tamar. Esta é a segunda localidade capixaba atingida pelo produto nos últimos quatro dias.

Na quinta-feira (7), pequenos fragmentos de óleo foram recolhidos na praia de Guriri, em São Mateus (ES), a cerca de 85 quilômetros ao norte de Linhares. Ou seja, após ter se espalhado pelos nove estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), o produto de origem ainda desconhecida avança pela região Sudeste em direção ao sul. A capital capixaba, Vitória, está distante cerca de 170 quilômetros de Pontal do Ipiranga.

De acordo com a Marinha, análises da substância recolhida há quatro dias em São Mateus confirmaram que se trata do mesmo óleo que atingiu praias, mangues, costões marítimos, desembocaduras de rios e outros habitats litorâneos do Nordeste.

Na praia de Pontal do Ipiranga, atingida hoje, funciona uma base do Projeto Tamar, dedicado à pesquisa, proteção e manejo de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. No site do Tamar consta que, “na região caracterizada por mata de restinga razoavelmente bem conservada”, são monitorados e protegidos, em média, cerca de 200 ninhos de desovas de tartarugas-cabeçuda (Caretta caretta), cujas fêmeas, anualmente, buscam a região para construir a cama onde colocam seus ovos.

“Estamos em plena época reprodutiva, que vai até março”, contou o biólogo responsável pela base, Ciro Jardel Bérgamo. “Já temos, até o momento, 206 ninhos de tartaruga-cabeçuda mapeados ao longo dos 43 quilômetros de praia. Além de uma desova confirmada de tartaruga-gigante, o que indica que algo em torno de 80 tartarugas-gigantes estão prestes a nascer”, acrescentou Bérgamo. (mais…)

Erro de projeto coloca estrutura de Belo Monte em risco

Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população.FÁBIO ERDOS (THE GUARDIAN).

Reportagem de Eliane Brum para o  El País

A polêmica Usina Hidrelétrica de Belo Monte ainda não está concluída, mas um documento da Norte Energia SA mostra que há problemas no projeto. Em 11 de outubro de 2019, o diretor-presidente da empresa concessionária, Paulo Roberto Ribeiro Pinto, escreveu à diretora-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Christianne Dias Ferreira, uma carta com o seguinte título: “Ação urgente para controle do nível do Reservatório Xingu da UHE Belo Monte”. No documento, afirma que “o atual período de estiagem tem se mostrado bastante crítico, com vazões afluentes baixas no Xingu, sendo nos últimos dias da ordem de 750 metros cúbicos por segundo”. A usina precisa manter uma vazão acima do mínimo de 700 metros cúbicos na Volta Grande do Xingu, região que vive uma situação de total insegurança das condições de vida provocada pela insuficiência do volume de água liberado por Belo Monte.

Assim, a empresa pede autorização para reduzir a vazão no reservatório intermediário, o artificial, para compensar a baixa de água no reservatório do Xingu, sem agravar ainda mais a situação extremamente crítica da Volta Grande. A razão: se não mantiver a cota mínima de 95,20 metros no reservatório do Xingu, a onda negativa que poderá se formar devido aos ventos “atingirá áreas da barragem não protegidas por rocha”. Esta situação, afirma o diretor-presidente da Norte Energia, “pode resultar danos estruturais à principal barragem do Rio Xingu, que é Pimental”. Na tarde de 10 de outubro, dia anterior à data do documento, o nível do reservatório do Xingu já havia atingido 95,20 metros. Ou seja: danos estruturais na barragem estavam no horizonte de possibilidades.

A primeira pergunta é: como é possível que o projeto da maior hidrelétrica da Amazônia e uma das maiores do mundo não tenha contemplado o comportamento medido e documentado do rio Xingu? Entre 1971 e 2014, ocorreram vazões inferiores a 800 metros cúbicos no mês de outubro pelo menos cinco vezes: em 1971 (691 m3 /s), 1972 (639 m3 /s), 1975 (733 m3 /s), 1998 (715 m3 /s) e 2010 (782 m3 /s). Essas informações são dados da Agência Nacional de Águas.

Se este cenário já havia ocorrido, era previsto que poderia ocorrer de novo. Isso é o que mostra o passado do rio Xingu, informação básica para o início de qualquer projeto. “Não é possível entender como essa seca aparece como surpresa para a Norte Energia, se já ocorreu outras vezes. Saber como o rio se comporta é a parte inicial de qualquer projeto”, afirma o especialista no setor elétrico, Francisco Del Moral Hernández, doutor em Ciências da Energia pela Universidade de São Paulo. Ele analisou o documento a pedido do EL PAÍS.

Estudos científicos mostram que, no futuro, a crise climática tornará as secas ainda mais severas. “Um destes estudos, de 2016, projeta a redução de cerca de 50% na vazão do rio Xingu no período de 2070 a 2099”, afirma o geólogo André Oliveira Sawakuchi, do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, que também analisou o documento a pedido do EL PAÍS. “Projeções específicas para Belo Monte, considerando um cenário de mudança climática, apontam redução de aproximadamente 30% (em relação à média histórica 1971-2014) da vazão afluente no Reservatório Pimental, para o período 2020-2050.

Portanto, condições de vazão afluente reduzida, tal como em outubro de 2019, podem ser mais frequentes e/ou intensas durante a fase de operação da usina. Isto implica intensificação do conflito.” Ao mesmo tempo, o desmatamento acelerado, que explodiu na região, em grande parte provocado pela construção de Belo Monte, também altera o comportamento do rio. A derrubada da mata no Alto Xingu, região de expansão da soja, afeta ainda mais. A conclusão é que o futuro também não foi contemplado numa obra que já ultrapassou o valor de 40 bilhões de reais, a maior parte deste dinheiro financiado pelo BNDES. Vale lembrar que, no leilão, em 2010, a usina estava orçada em menos da metade deste valor: 19 bilhões.

Leia a reportagem completa clicando aqui.

Óleo nas praias: reuniões técnicas discutirão liberação de benefícios assistenciais a pescadores e marisqueiras

Estimativas apontam que desastre já atingiu mais de 100 mil na Bahia.

Os impactos socioeconômicos e ambientais na vida dos pescadores e marisqueiras causados pelas manchas de óleo que atingem as praias no Nordeste foram debatidos na quarta-feira, dia 6, durante reunião pública que aconteceu no auditório do Ministério Público estadual, em Nazaré. Na ocasião, também foram debatidas questões relacionadas à saúde dos trabalhadores que ‘ganham’ a vida no mar. Segundo a promotora de Justiça Márcia Teixeira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH), esse desastre ambiental já afetou cerca de 100 mil pescadores e marisqueiras no Estado da Bahia. “Atualmente há cerca de 45 mil trabalhadores registrados no Ministério da Pesca, mas sabemos que o número de pessoas que trabalham no mar no estado ultrapassam os números oficiais informados. Essa população tem urgência, por isso estamos dialogando com outras instituições para buscarmos respostas efetivas e rápidas para a resolução dos problemas causados pelo óleo”, afirmou a promotora de Justiça Márcia Teixeira.

Na próxima terça-feira, dia 12, às 14h, ocorrerão duas reuniões técnicas, na sede do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), no Jardim Baiano, em Nazaré. A primeira contará com representantes do MP estadual, Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), dentre outros órgãos, além de uma comissão formada por líderes de pescadores e marisqueiras para discutir o pagamento do seguro-defeso, bem como o pagamento a alguns dos pescadores que afirmaram estar sem receber o benefício desde 2016. O outro encontro discutirá a viabilização de um benefício especial aos trabalhadores durante o período que ficarem impedidos de pescar e a metodologia de pagamento do mesmo.

“Essa população é formada em sua maioria por pessoas negras que suportam de forma desproporcional esses danos ambientais e que estão com sua saúde, vida familiar e sua situação econômica em estado crítico por conta desse crime ambiental que ainda está em fase de apuração”, destacou a promotora de Justiça Lívia Vaz, coordenadora do Grupo de Atuação Especial dos Direitos Humanos e de Combate à Discriminação (Gedhis), que presidiu a mesa da reunião pública. Ela complementou que o MP tentará viabilizar uma reunião com representantes do Governo do Estado para discutir a liberação de uma verba emergencial para as comunidades afetadas direta e indiretamente pelo vazamento do óleo, especialmente pescadores e marisqueiras que dependem dos manguezais, rios e mar para ganhar a vida. (mais…)

Ao menos duas praias atingidas por óleo estão impróprias para banho no sul da BA

Ao menos duas praias no sul da Bahia estão impróprias para o banho por causa das manchas de óleo — Foto: Rafaela Ribeiro/G1 BA

Fonte: G1 Bahia

Ao menos duas praias que foram atingidas pelo óleo na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, estão na lista de impróprias para banho, divulgada pela Coordenação de Monitoramento dos Recursos Ambientais e Hídricos (Comon), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

As praias impróprias são Barra de São Miguel e a Praia da Avenida. Em contrapartida, outras três praias que também registraram o aparecimento do óleo estão na lista de praias próprias para banho: Ponta da Tulha, Praia dos Milionários e Cururupe.

A recomendação do Inema é de que os banhistas evitem as áreas afetadas. Caso a população encontre manchas de óleo na praia, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros ou para a Delegacia da Capitania dos Portos de Ilhéus.

As manchas de óleo chegaram à cidade de Ilhéus na manhã do dia 25 de outubro. No dia 30, uma tartaruga coberta de óleo foi encontrada na Praia da Avenida, também na cidade de Ilhéus.

Atualmente, a Bahia tem 31 cidades atingidas pelo óleo, além do Parque Nacional Marítimo de Abrolhos, que está com visitação suspensa até o 14 de novembro por causa da substância. A última cidade onde as manchas chegaram foi em Mucuri, que é o limite entre a Bahia e o estado do Espírito Santo. (mais…)

Óleo atinge APA Costa dos Corais, maior reserva marinho-costeira do Brasil

Óleo encontrado na APA Costa dos Corais em 1 de novembro. Foto: Pedro Pereira/Projeto Conservação Recifal.

Fonte: O Eco

O alerta de que vestígios de óleo foram encontrados nos recifes de corais da Área de Proteção Ambienta Costa dos Corais (APACC) em Alagoas e Pernambuco veio do pesquisador Pedro Henrique Pereira, coordenador do Projeto Conservação Recifal: “O óleo está aparecendo desde 14 de outubro, aproximadamente. Ainda não sabemos a dimensão da área afetada, pois analisamos somente uma área de 0.5 km que estava com muito óleo”, informou o pesquisador. A APACC é a maior unidade de conservação federal marinha costeira do Brasil e a segunda maior barreira de corais do mundo, com cerca de 400 mil hectares e 120 km de praia e mangues.

De acordo com Pedro Pereira, o óleo continua chegando ao litoral e contaminando os corais e as praias. “Hoje pela manhã o pessoal fez uma varredura na praia e encontrou os vestígios mostrados nessas fotos. Estamos coletando amostras de sedimentos, água e corais para tentar entender quais os efeitos desse óleo nos organismos marinhos e na relação dos corais com as algas, que são organismos muito sensíveis. Mesmo o óleo diluído na água pode afetar a saúde dos corais, então teremos que fazer análises de laboratório para verificar os danos”, ressaltou. A praia de Japaratinga, em Alagoas, foi uma das mais afetadas, o que resultou em um decreto de situação de emergência em 24 de outubro, que vigora por 60 dias.

APA Costa dos Corais

Criada em 23 de outubro de 1997, a APA Costa dos Corais abrange 14 municípios, entre Rio Formoso, no litoral sul de Pernambuco, e Maceió, capital do estado de Alagoas, e recebe cerca de 15 mil visitantes por ano. Foi a primeira Unidade de Conservação a ser criada para proteger parte dos recifes costeiros espalhados por uma faixa de 3 mil quilômetros da costa nordestina, que são os únicos na região do Oceano Atlântico Sul. Sua criação foi subsidiada pelos estudos de Jacques Laborel, que era colaborador de Jacques Cousteau nos anos 60. Seus estudos sobre os corais brasileiros resultaram em uma tese publicada em 1967 que até hoje é referência para o conhecimento dos corais. (mais…)