Evento propõe soluções criativas para combater o tráfico de vida selvagem

Imagem do site zoohackathon.waas.ninja.

Criar uma solução criativa e que faça a diferença no combate ao tráfico de vida selvagem. Esse é o desafio do Zoohackathon, evento internacional, que acontece nos dias 6, 7 e 8 e em vários países do mundo, simultaneamente.

O evento, patrocinado pela Missão Diplomática dos EUA no Brasil, vai dedicar 48 horas para estabelecer uma solução que faça diferença no combate ao tráfico de vida selvagem.

Durante o evento haverá uma equipe de suporte e mentoria, para que os participantes possam formar seus times ou participar com times previamente formados.

Neste ano o evento será 100% online, então sem sair de casa você pode fazer a diferença no mundo, e ainda concorrer a uma nomeação internacional ao seu projeto para representar o Brasil na competição Global.

O Zoohackathon é feito para desenvolvedores, designers, empreendedores, estudantes universitários, ambientalistas, zootecnistas acadêmicos e ONGs, então se você tem um perfil mão na massa, se interessa e entende sobre desenvolvimento de softwares ou hardwares, design e negócios, esse evento é feito pra você!

O evento é organizado pelo Instituo Waas, Jupiter, Founder Institute e apoiado pela Freeland Brasil.

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Destruição de manguezal no Teotônio Vilela continua

Foto enviada via WhatsApp.

Moradores do bairro Teotônio Vilela denunciam a destruição de uma área de manguezal na Rua Pitágoras.

A falta de fiscalização do órgão ambiental do município tem contribuído para que a área de manguezal seja suprimida.

O manguezal é uma formação vegetal típica de zonas litorâneas, sendo muito comum nos locais em que os rios desembocam no mar.

Ele é de fundamental importância para o equilíbrio ambiental e para a manutenção da vida marinha, pois esse bioma abriga uma grande biodiversidade e consiste em um berçário natural para várias espécies marinhas, onde peixes, moluscos e crustáceos se reproduzem e se alimentam.

Veja o vídeo:

Ilhéus: após avanço do mar, pedras são despejadas em praias e moradores pedem máquinas para serviço de contenção

Pedras estão nas praias, mas não no local exato para fazer contenção do mar que avança em Ilhéus. Foto: Reprodução/TV Santa Cruz.

Os moradores do litoral norte de Ilhéus ainda sofrem com os prejuízos causados pelo avanço do mar na cidade. Segundo eles, há dois meses a prefeitura despejou pedras em alguns pontos das praias para que elas fossem usadas na contenção do mar, entretanto não foram enviadas máquinas necessárias para formar os paredões próximo à areia da praia e conter a água do mar.

Desde de julho, o problema da força da maré aumentou, destruindo casas e cabanas de praias no litoral norte. O trecho mais atingido tem quatro quilômetros e fica entre os bairros São Domingos e São Miguel. Algumas medidas preventivas, como colocar pedras em alguns pontos, têm sido feitas por moradores e prefeitura, mas não são suficiente.

“Vamos ter maré alta e essas pedras ficando aí não vão resolver o avanço da maré”, destaca a Saionara Maria Silva Santos, presidente da Associação dos Moradores de São Miguel, uma das localidades prejudicadas pelo avanço da maré.

Segundo o Secretário de Infraestrutura de Ilhéus, Átila Dócio, as máquinas que estavam fazendo o serviço quebraram, mas na próxima semana o trabalho será retomado nos bairros.

“A partir de segunda-feira, com certeza, a máquina já vai estar aí. No entanto, sabemos que essa questão das pedras é paliativa. Foi feito um levantamento com a equipe de Meio Ambiente [secretaria], já foi apresentado à procuradoria [do município], que já está adentrando com ação civil pública buscando, assim, alguma forma de criar um recurso para que tenha um projeto macro, a longo prazo, tentando mitigar essa erosão marítima”, explica Átila.

O secretário disse ainda que uma comissão formada para buscar soluções para o problema tem parceria com técnicos da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para que sejam feitos estudos que expliquem o porque da maré não estar recuando, conforme contam os moradores.

Prejuízos
O comerciante Cláudio Souza, dono de uma das cabanas que foi parcialmente danificada pela força da maré, conta que segue colocando pedras na base do espaço que funcionava como bar e também onde mora com a família, com o objetivo de fortalecer a estrutura. (mais…)

Marão tem 72h para justificar derrubada de árvores na Avenida

Mário Alexandre, prefeito de Ilhéus.

Um despacho publicado na terça-feira (06) pela juíza Carine Nassri da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, dá ao prefeito Mário Alexandre o prazo de 72 horas para que se manifeste no processo sobre as árvores derrubadas pela prefeitura  na Avenida Soares Lopes, em julho de 2020.

O mandado obriga a Prefeitura de Ilhéus a informar quais as medidas concretas que estão sendo adotadas a preservar, restaurar ou compensar eventuais perdas ambientais, paisagísticas no local dos fatos.

A ação civil pública que originou o processo é de autoria do Instituto Nossa Ilhéus e do Instituto Floresta Viva. Ambas fazem parte do movimento Preserva Ilhéus, que reuniu mais de vinte mil assinaturas contra a derrubada das amendoeiras da Avenida.

A derrubada das árvores desabrigou milhares de pássaros. Na ocasião, a prefeitura alegou que estava autorizada a derrubar as amendoeiras.

*Com informações do site Ilhéus Comércio.

Avanço da maré degrada Zona Norte de Ilhéus e Defensoria questiona município sobre plano de recuperação da região

Foto: Assessoria de Comunicação – DPE/BA

Moradores e comerciantes estabelecidos no município de Ilhéus, entre os bairros São Miguel e São Domingos, sofrem com a degradação em um trecho de quatro quilômetros situado na Zona Norte devido avanço da maré. Por isso, a Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA encaminhou um ofício ao município em busca de informações sobre o eventual plano de recuperação das áreas degradadas e as medidas emergenciais adotadas para conter tal avanço, que destrói residências e cabanas de praias.

No documento, a Defensoria destaca a existência de estudos os quais apontam que a construção do Porto do Malhado é responsável pelo avanço da maré, causando impactos socioeconômicos e ambientais nos bairros São Miguel e São Domingos. Defensor público coordenador da 3ª regional da DPE/BA, sediada em Ilhéus, Leonardo Couto Salles encaminhou o ofício à prefeitura e também lamentou a situação da Zona Norte.

“Há vários anos, moradores e comerciantes sofrem com a destruição de suas casas e de estabelecimentos comerciais em virtude do avanço do mar, possivelmente por conta da ausência de um prévio estudo de impacto ambiental quando da construção do Porto do Malhado. Até o momento, todos estão sem respostas efetivas das autoridades, inclusive no que diz respeito à reparação dos prejuízos causados na localidade”, explicou.

Segundo moradores da Zona Norte que buscaram a DPE/BA, a prefeitura adotou entre as medidas preventivas a instalação de pedras em alguns pontos da região, mas estas não estão sendo suficientes para barrar o avanço da maré. Os habitantes locais também instalaram contenções com pedras e sacos de área, por vezes adotando recursos próprios, para conter os danos, sem sucesso.

No início do mês de setembro deste ano, a Defensoria Pública do Estado da Bahia convocou uma reunião, por meio da Ouvidoria Cidadã, com a presença da Defensoria Pública da União e a comunidade local. O objetivo foi ouvir diversos relatos dos moradores e comerciantes que estão perdendo suas casas e comércios por conta do avanço da maré, bem como a ausência de medidas eficazes por parte do poder público.

Sobre esta questão, há ainda Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a União, a Companhia das Docas do Estado da Bahia – CODEBA e o Município de Ilhéus, ajuizada há mais de 10 anos e ainda sem julgamento. A Ação Civil Pública tramita junto à Subseção da Justiça Federal em Ilhéus.

Fogo que destruiu 25 mil hectares no Pantanal de MS começou em grandes fazendas, aponta investigação da PF

Bombeiros e brigadistas combatem fogo no Pantanal de MS — Foto: Chico Ribeiro/ Governo de Mato Grosso do Sul.

Do G1.

Os incêndios que devastaram 25 mil hectares do Pantanal começaram em quatro fazendas de grande porte em Corumbá (MS), segundo investigação da Polícia Federal (PF) iniciada em junho (veja, abaixo, quais são as propriedades). A suspeita é que produtores rurais tenham colocado fogo na vegetação para transformação em área de pastagem.

O Pantanal registrou o maior número mensal de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: entre 1º de setembro e esta quarta-feira (23), data do dado mais recente, foram 6.048 pontos de queimadas no bioma. Um decreto federal, publicado em julho, proibiu queimadas de qualquer tipo em todo o país por 120 dias.

Conforme a PF, havia gado em duas das quatro fazendas de Corumbá onde os focos teriam começado. As propriedades rurais são as seguintes:

-Califórnia, que pertence Hussein Ghandour Neto e tem 1.736 hectares;
-Campo Dania, que pertence a Pery Miranda Filho e à mãe dele, Dania Tereza Sulzer Miranda, e tem 3.061,67 hectares;
-São Miguel, que pertence a Antônio Carlos Leite de Barros e tem 33.833,32 hectares;
-e Bonsucesso, de Ivanildo da Cunha Miranda e tem 32.147,06 hectares.

Todas elas se enquadram no conceito de grandes propriedades, segundo critérios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já que têm área superior a 15 módulos fiscais. O módulo fiscal é uma unidade de medida agrária usada no Brasil. Ela é expressa em hectares e varia de cidade para cidade, pois leva em conta o tipo de exploração no município e a renda obtida com essa atividade, entre outros aspectos.

Em Corumbá, o tamanho do módulo fiscal é de 110 hectares. Propriedades acima de 1.650 hectares são enquadradas com grandes. (mais…)

Brigada permanente, resgate de fauna e combate às chamas, saiba como ajudar o Pantanal

Incêndios no Pantanal mobilizam a solidariedade das pessoas. Foto: Ernani Júnior/Instituto Homem Pantaneiro.

Do site O Eco.

O Brasil e o mundo assistem a marcha inclemente das chamas que se alastram pelo Pantanal. Diante de imagens chocantes de destruição e de animais machucados, a maioria se pergunta sobre o que é possível fazer para contribuir de alguma forma com quem está lá, lutando em meio ao fogo para salvar o que for possível da maior planície alagável do planeta. Além de doações tanto financeiras, quanto de alimentos e medicamentos para os bichos, para ajudar a minimizar os danos atuais, o Instituto Homem Pantaneiro iniciou um projeto para criar uma brigada permanente no bioma para tentar evitar que tragédias como a que o país presencia esse ano se repitam no futuro.

A brigada proposta será formada por 14 brigadistas que atuarão na região Alto Pantanal e serão divididos em dois núcleos principais: na Serra do Amolar e em Porto Jofre, onde estão respectivamente as bases do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e do ONG Panthera Brasil. Serão contratados brigadistas já treinados pelo PrevFogo em anos anteriores e que terão como objetivo não apenas o combate, mas principalmente a prevenção. A ideia é que eles trabalhem no ano inteiro, não apenas na seca.

Os contratos de brigadistas do Ibama são temporários e normalmente só começam a partir de abril. Este ano, por um atraso do governo federal, o edital de contratações das brigadas do PrevFogo foi lançado apenas no final de junho.

“Desde fevereiro nós estamos lidando com fogo [no Pantanal]. A ideia da criação da brigada nasce nesse contexto onde existe a necessidade de uma ação complementar preenchendo essa lacuna temporal que é justamente quando o Estado não está presente. Aceiros, o Manejo Integrado do Fogo… você já vai fazendo isso. Ações preventivas e de combate direto. O ideal sempre é que assim que o fogo apareça você faça esse pronto atendimento. Além de equipamento, a ideia é termos uma capacidade que vai nos permitir fazer o primeiro confronto, que é determinante para a propagação ou extinção desse fogo”, explica ao ((o))eco Angelo Rabelo, o Diretor de Relações Institucionais do Instituto. (mais…)

PF e órgãos estaduais apuram causas de incêndios no Pantanal

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Da Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) e órgãos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão investigando as origens dos incêndios que, até a última quarta-feira (16), já tinham destruído cerca de 2,8 milhões de hectares do Pantanal, sendo 1,732 milhões em Mato Grosso e 1,110 milhões em Mato Grosso do Sul.

Cada hectare corresponde, aproximadamente, ao tamanho de um campo de futebol oficial. O que significa que a área do bioma destruída pelo fogo chega a quase 30 mil km², segundo os dados recentemente divulgados pelos dois estados. O que representa um território maior que todo o estado de Alagoas.

A Superintendência da PF em Mato Grosso do Sul centrou esforços na região de Campo Grande e Corumbá, cidades distantes cerca de 400 quilômetros uma da outra. Por meio da análise de imagens de satélites e do sobrevoo em algumas áreas, agentes federais tentam traçar o percurso percorrido pelas chamas desde o ponto onde o fogo começou. O objetivo é apurar eventual responsáveis e responsabilizá-los por crimes ambientais.

Na última segunda-feira (14), 31 policiais federais sul-mato-grossenses cumpriram dez mandados de busca e apreensão autorizados pela 1ª Vara Federal de Corumbá. Os agentes também periciaram áreas incineradas e colheram os depoimentos de algumas pessoas. A ação fez parte da chamada Operação Matáa.

Operação Focus

Órgãos estaduais sul-mato-grossense também estão realizando uma apuração conjunta com o propósito de identificar a origem dos incêndios.

Nesta quarta-feira (16), servidores do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), bombeiros, policiais militares e civis e peritos da secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública foram a campo a fim de começar a cumprir o plano de inspecionar 35 propriedades rurais apenas nesta primeira fase da apelidada Operação Focus. (mais…)

Multas do Ibama despencam apesar de recorde de queimadas no Pantanal

Bombeiros tentam apagar incêndio no Pantanal, em Poconé, Mato Grosso, no dia 26 de agosto. — Foto: Amanda Perobelli/Reuters.

O Pantanal está enfrentando sua pior crise das últimas décadas. Sob uma seca severa, o bioma sofre com queimadas provocadas pelo homem e já teve cerca de 15% de sua área devastada pelas chamas, segundo dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

Mesmo assim, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) diminuiu o ritmo das operações de fiscalização em Mato Grosso do Sul em 2020.

A queda se reflete nas multas aplicadas: autuações relacionadas à vegetação (como desmatamento e queimadas ilegais) caíram 22% em 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado.

De 1º de janeiro de 2020 até a segunda-feira (14/09), o Ibama aplicou 50 multas contra infratores de Mato Grosso do Sul, por violações envolvendo a vegetação. No mesmo período de 2019, foram registrados 64 autos de infração. A maior parte (65%) do bioma do Pantanal fica no território sul-mato-grossense.

O restante da área do bioma (cerca de 35%) está no Estado de Mato Grosso. Ali, a queda nas multas foi ainda maior: em 2020, foram 173 infrações relacionadas à flora, ante 361 em 2019. Uma redução de 52%. Juntando os dados das infrações nos dois Estados que abrigam o Pantanal, a queda é 48%.

Dados consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na segunda-feira (14), mostram que os incêndios na região do Pantanal cresceram 210% em 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. A região registrou 14.489 focos de calor este ano, contra 4.660 em 2019.

O fogo já destruiu uma área de 2,3 milhões de hectares no Pantanal — pouco mais que o território do Estado de Sergipe, ou quase quatro vezes a área do Distrito Federal. Os números são do Prevfogo. (mais…)

Caso das maritacas: ação civil pública é protocolada contra prefeitura de Ilhéus

Uma ação civil pública na terça-feira (8), contra a prefeitura de Ilhéus. O documento repudia a ação do governo municipal por derrubar árvores no centro da cidade, que ocasionou dado ambiental a aves da espécie maritaca, que moravam no local. Em julho, o grupo protocolou uma petição pública que já recolheu mais de 22 mil assinaturas.

Duas organizações integrantes do movimento, o Instituto Nossa Ilhéus e o Instituto Floresta Viva, protocolaram, ainda, uma Ação Civil Pública no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) contra o município de Ilhéus, por danos ambientais. As entidades afirmam que ainda não houve, sequer, o replantio de árvores após a derrubada.

Até o momento, a prefeitura de Ilhéus não se manifestou sobre o caso.

A polêmica teve início quando várias aves da espécie foram encontradas mortas ou desorientadas em vários pontos da cidade, em julho deste ano. As mortes ocorreram após os cortes de árvores exóticas, na Avenida Soares Lopes, no centro de Ilhéus, onde as maritacas costumavam se abrigar.

No mesmo mês, a prefeitura de Ilhéus informou que seria elaborado um plano de ação para ajudar na readaptação das aves e maritacas da paisagem urbana. No entanto, conforme documento publicado nesta terça, dois meses após a derrubada das árvores, a prefeitura não havia tomado nenhuma medida para diminuir os dados ambientais causados.

Do G1 Bahia.

GAP busca voluntários para atividades de contenção do avanço do mar na Zona Norte de Ilhéus

Ação acontece neste sábado (22).

Diante do avanço da maré nas casas da Zona Norte de Ilhéus, o Grupo de Amigos da Praia (GAP) está reunindo voluntários para participar de um grande mutirão na tentativa de salvar a casa de uma de suas voluntárias, Linda Leão.

A assistente social aposentada mora há mais de 40 anos em Ilhéus. Construiu sua casa com muita luta e suor e infelizmente é uma das moradoras prejudicadas pelo impacto ambiental provocado pela obra do Porto do Malhado na década de 60.

O mutirão será neste sábado (22) e terá início a partir das 08h:30min na Rua F, São Miguel (Rua do Leão) na casa de Linda. Serão aceitos para as atividades de contenção do avanço do mar doações ou empréstimos de pás, carrinho de mão, sacos de ráfia (cacau ou farinha) água mineral e frutas. Os moradores do local lembram que somente por meio de um mutirão será possível encher os sacos de areia que servem como contenção.

O GAP lembra que as pessoas que forem ajudar devem levar chapéus, boné, filtro solar e máscaras de proteção. Para mais informações: Linda: (73) 99109-2737 e GAP : (073) 98180-1842 (Vinícius).

Impactos do Porto do Malhado se arrastam há décadas

Avanço do mar tem causado sérios danos à comunidade do São Miguel. Foto enviada via WhatsApp.

Em contato com a redação do BG, o perito ambiental Pedro Lima, morador do São Miguel, relatou ao blog a situação que os moradores do bairro têm vivido devido ao avanço do mar.

Pedro, cuja família mora no bairro há mais de 50 anos, informou que o avanço do mar começou após a construção do Porto do Malhado, na década de 1970. “O Porto impediu a circulação natural das correntes sul e norte, que trazia a areia para a Zona Norte de forma natural”.

O perito ambiental informou que depois que o porto foi construído, toda a areia foi transferida para a Avenida Soares Lopes. “A corrente da zona norte chega ao Porto do Malhado e retorna para os bairros São Miguel e São Domingos, tirando a pouca areia que tem” disse Pedro.

Segundo ele, há oitos anos a associação dos moradores do bairro ajuizou uma ação civil pública para que o Porto do Malhado faça a compensação ambiental, por conta dos impactos ambientais que ocorreram no bairro.

Avanço do mar gera prejuízos na zona norte de Ilhéus

Imagem extraída de vídeo.

O avanço do mar tem gerado prejuízos e preocupação a moradores da zona norte de Ilhéus.

Esta semana, moradores do bairro São Miguel sentiram a invasão da maré. Como se sabe, o problema vem de muito tempo e com as chuvas fortes da última semana a situação ficou ainda pior.

Na última quinta-feira (6), a força da água do mar causou erosões, derrubou muros, destruiu casas e contenções. Algumas árvores tombaram e faixas de areia tomaram ruas.

Imagem extraída de vídeo.

Uma contenção iniciada pelos moradores na segunda-feira (03) foi destruída pela maré. Segundo moradores do São Miguel, a água tem avançado muito e nada é feito pelo poder público.

Átila Dócio, secretário municipal de infraestrutura, afirmou que a prefeitura enviou para o São Miguel as pedras usadas na construção da ponte Jorge Amado. Ele prometeu enviar escavadeira e caçamba para mover as rochas e fazer mais uma contenção nos locais mais afetados.

Manchas de óleo voltam a poluir praias de Ilhéus

Imagem do arquivo.

Ilhéus vive dias muito difíceis e de sofrimento além do normal.

Além das dezenas de mortes devido à pandemia do novo coronavírus, dos desabamentos por conta da chuva constante, dos prejuízos gerados pelo avanço da maré nos bairros São Miguel e São Domingos, nesta sexta-feira (7) algumas praias do município amanheceram com manchas de óleo.

A sujeira tóxica foi encontrada no litoral norte da cidade, nas proximidades da Vila Juerana.

O Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e a Defesa Civil já estão no local.

No dia 25 de outubro de 2019, uma grande quantidade de óleo foi encontrada no mesmo local, no sítio da família Ramos, conhecido como “Igrejinha”.

O BG busca mais informações.

Plástico nos oceanos pode chegar a 600 milhões de toneladas em 2040

Foto: ONU/Martine Perret.

Fonte: Agência Brasil.

Caso não sejam tomadas medidas urgentes e de impactos ambientais e financeiros, o volume de plástico existente no mercado dobrará, o volume anual do produto que entra no oceano subirá de 11 milhões de toneladas, em 2016, para 29 milhões de toneladas, em 2040, e a quantidade nos oceanos quadruplicará, atingindo, no mesmo período, mais de 600 milhões de toneladas.

A projeção foi feita pelo estudo Breaking the Plastic Wave (Quebrando a Onda dos Plásticos, em tradução livre), publicado este mês pela Pew Charitable Trusts e a Systemiq e feito em parceria pela Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas.

Os 29 milhões de toneladas de plástico que poderão entrar nos oceanos em 2040 representarão 100% de emissão de gases de efeito estufa, envolvendo um cenário sem mudanças na cultura ou no comportamento do consumidor. O custo líquido desse vazamento é estimado em US$ 940 bilhões por ano.

Em entrevista por e-mail à Agência Brasil, o líder da iniciativa Nova Economia do Plástico, criada em 2016 pela Fundação Ellen MacArthur, Sander Defruyt, explicou que o cenário descrito no estudo é uma projeção do que pode ocorrer caso o cenário permaneça como está. “Ele revela o quanto é poluente e desperdiçador o atual sistema e reforça a necessidade de uma mudança. A transição para uma economia circular do plástico poderia gerar economia anual estimada em US$ 200 bilhões, em comparação ao cenário atual, além dos benefícios ambientais e climáticos”.

Solução prévia
Para a idealizadora da fundação, Ellen MacArthur, a solução tem que ser encontrada muito antes que o plástico chegue aos oceanos. Ela reiterou que uma mudança em direção a uma economia circular, com a máxima redução do uso do plástico, da coleta e reciclagem, e a substituição do produto sempre que possível, permitiria que,até 2040 o volume que entra nos oceanos caísse para 5 milhões de toneladas por ano. (mais…)