Projeto (a)mar divulga alerta sobre risco de manchas no litoral sul da Bahia

Voluntários ajudam na retirada do material tóxico em praias do Nordeste.

O Projeto (a)mar vem alertar através desse texto sobre o risco de manchas com aspecto e odor de petróleo (a ser confirmado pelo Comando Unificado de Incidentes) que já esta presente em nosso litoral sul da Bahia.

O petróleo é um material tóxico que pode causar graves danos onde é derramado. Esse dano pode ser maior ou menor em função do ambiente em que se encontra, de como um organismo é exposto e por quanto tempo. O objetivo central da resposta a derramamentos de óleo é reduzir esse dano. Mas quais danos são esses?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

– Existem os danos físicos que ocorrem por sufocar algumas espécies pequenas de peixes, invertebrados, crustáceos, plantas, entre outros. Além de cobrir penas e pelos de animais, reduzindo a capacidade de pássaros e mamíferos de manter a temperatura corporal e de se locomover.⠀

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– Existem os danos por intoxicação química que estão associados a dois componentes importantes do petróleo bruto: compostos orgânicos voláteis (COVs) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs). Ambos podem ser altamente tóxicos e carcinogênicos quando inalados ou ingeridos. Os COVs são bastante voláteis e evaporam rapidamente enquanto o óleo flutua na superfície do mar. Por outro lado, os HAPs podem persistir no ambiente por muitos anos, podendo prejudicar os organismos por muito tempo após o derramamento do óleo. A inalação deles resulta em irritação do trato respiratório e narcose em mamíferos – incluindo pessoas – e aves. A intensidade da intoxicação varia com o grau de exposição.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Os derramamentos de óleo também afetam as atividades costeiras econômicas e as comunidades que exploram os recursos do mar. Diante do desastre ambiental das manchas de óleo no litoral do nordeste, precisamos agir e cobrar ações. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Fonte: NOAA – Office of Response and Restoration.

Extrativistas e indígena receberam Prêmios Internacional Pela Conservação da Natureza

Lilian dos Campinhos, Sônia Guajarara, Carlos Alberto dos Santos e Maria da Gloria receberam Prêmios em evento internacional.

Fonte: Povos Indígenas

Em Lima no Peru aconteceu o III Congresso de Áreas Protegidas da América Larina e Caribe (CAPLAC), no Centro de Convenções de Lima, de 14 a 17 de outubro e reuniu mais de 2.500 especialistas em temas de conservação de 37 países.

Presentes a iniciativa representações extrativistas, indígena, organizações da sociedade civil e do poder público que promovem a gestão ambiental, o desenvolvimento sustentável, a conservação dos territórios e contribuir com a defesa e proteção dos territórios tradicionais brasileiro.

O evento organizado pelo Ministério do Meio Ambiente do Peru e o Serviço de Áreas Protegidas pelo Estado (Sernanp), a União Internacional para a Conservação da Natureza e sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas, Rede Latino-Americana de Cooperação Técnica em Parques Nacionais, outras Áreas Protegidas, Flora e Fauna Silvestre (RedParques) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Maiores informações clique aqui. (mais…)

Itacaré: Secretário do Meio Ambiente comenta situação das praias

Foto: Secom/Itacaré.

O secretário de Meio Ambiente de Itacaré afirmou nas redes sociais que houve, de fato, a chegada de poucas manchas de óleo em algumas praias do município. Ele explicou que parte da população ficou alarmada, mas que o fato em si não gerou maiores danos.

Marcos Luedy disse que o material foi recolhido e houve limpeza de todas as praias da cidade.  O volume de material recolhido chegou a três quilos, o que a princípio é considerado um número baixo, levando-se em conta a extensão do litoral de Itacaré, disse o secretário.

Luedy afirmou que a situação está sob controle, com praias limpas e equipes de prontidão e que a partir das 5h do domingo, 20,  vai acontecer um novo monitoramento nas praias do município.

Projeto (a)mar confirma manchas parecidas com óleo nas praias do Cururupe e Olivença

Praia do Cururupe. Foto: José Nazal.

O Projeto (a)mar, que monitora a reprodução de tartarugas marinhas no litoral de Ilhéus e Itacaré, confirmou ao BG a presença de resíduos com características de composição química de petróleo, parecidas com o óleo quem vêm atingindo a costa do Nordeste.

O Projeto (a) mar informou que foi verificada a presença de um material com odor e aspectos de petróleo nas seguintes praias: Concha, Resende, Tiririca, Ribeira, Prainha, Itacarezinho, Patizeiro, Pompilho (de Itacaré); Serra Grande (de Uruçuca); Cururupe e Olivença (de Ilhéus).

Desde segunda-feira, 14, a equipe do (a) mar enviou material coletado para análise do Comando Unificado de Desastres. Vale destacar que o Comando, até o momento, não confirmou se as manchas são de petróleo cru. Mais cedo, um vídeo supostamente gravado em Itacaré, circulou nas redes sociais mostrando fragmentos de material similar ao óleo que vem sujando as praias do Nordeste (clique aqui para ver o vídeo).

Governo Bolsonaro extinguiu comitês do plano de ação de incidentes com óleo

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles – Nelson Almeida/AFP

*Com informações da Folha de São Paulo

O governo Bolsonaro extinguiu em abril deste ano dois comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), instituído em 2013. Na última quinta-feira (17), o Ministério Público Federal acionou o governo federal por omissão diante do maior desastre ambiental ocorrido no litoral brasileiro e pediu que a Justiça Federal obrigue a União a colocar o PNC em ação em 24 horas. Para a Procuradoria, a União não adotou as medidas adequadas para responder à emergência. Até ontem (18), 187 locais de 77 municípios do Nordeste foram atingidos por manchas de óleo, de acordo com informações do Ibama. O fim dos conselhos pode explicar a demora e a desorganização do governo no combate às manchas de óleo.

O PNC foi instituído no governo Dilma Rousseff (PT), com o intuito de preparar o país para casos como esse. Em sua estrutura, o PNC contava com dois comitês que foram extintos: o Executivo e o de Suporte. Ambos eram compostos por Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Marinha, Ibama, Agência Nacional do Petróleo, entre outros.  Por decreto, o presidente extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas por decretos ou por medidas administrativas inferiores no primeiro semestre. Foram mantidos apenas os criados na gestão atual e por lei.

O Comitê Executivo tinha a atribuição de elaborar simulados e treinamento de pessoal e manter recursos para a resposta à emergência. Bem como elaborar o manual de resposta a emergências, que ainda não teria sido aprovado. Já o Comitê de Suporte fazia a indicação de recursos humanos e materiais para ações de resposta a incidentes com óleo e liberar a entrada de profissionais ou equipamentos importados no país. Conforme prevê o plano, o governo criou um grupo de acompanhamento e avaliação, composto por representantes da Marinha, do Ibama e da ANP, que analisa a situação e define prioridades na atuação da Petrobras.

Uma pesquisa realizada nos arquivos da Marinha e do Ibama mostra que as poucas ações feitas compreenderam a participação e ou realização de seminários sobre o tema. Em um deles, na semana passada, coube à Petrobras simular sozinha o combate a uma emergência. Não há informações sobre a atuação das outras estruturas previstas no plano, como o Comitê de Suporte. A estatal diz ter mobilizado cerca de 1.700 pessoas para a limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados próprios para planejamento e execução da resposta. Ainda não está claro quem pagará os custos da operação. O Ministério do Meio Ambiente não respondeu,até o momento,  questões sobre o acionamento e funcionamento do Plano Nacional de Contingência.

A extinção dos comitês do PNC é uma parte do problema, agravado por deficiências nos quadros do MMA, segundo Anna Carolina Lobo, coordenadora do programa mata atlântica e marinho da WWF-Brasil. A complexidade do vazamento enfrentado  pesa muito, considerando que ainda não se conhece sua origem ou tamanho real, o que dificulta possíveis medidas de contenção, e o fato da mancha de óleo normalmente se mover abaixo da superfície do mar, o que dificulta a detecção por satélite.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação é o mais importante braço de ação do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), segundo um especialista em petróleo que preferiu não se identificar. Com isso, diz o especialista, a extinção dos comitês não deveria ter, a princípio, prejudicado a resposta do governo, já que esses serviam para assessorar o grupo. Além da ação mais recente do MPF, a Justiça já foi acionada duas vezes para determinar que o governo agisse na crise do óleo. Uma vez pela Bahia e outra por Sergipe. O presidente voltou ao assunto na sexta (18) e questionou se o vazamento poderia ter sido cometido intencionalmente para prejudicar o megaleilão da cessão onerosa, previsto para novembro e voltou a dizer que o óleo é venezuelano. O Ibama confirmou a origem, mas disse que isso não significa que a Venezuela seja a responsável pelo vazamento. A Venezuela negou na última semana responsabilidade no caso.

Surfista afirma que manchas de óleo chegaram ao litoral de Itacaré

 

Imagem extraída do vídeo feito por surfistas em Itacaré.

Surfista afirma que manchas de óleo já chegaram em Itacaré. Um  vídeo feito na manhã deste sábado,19, mostra manchas de óleo que chegaram na Praia de Itacarezinho.

Segundo o surfista, que não conseguimos identificar, ainda não havia relatos da chegada das manchas no litoral sul da Bahia. O Blog do Gusmão está tentando apurar as informações com autoridades de Itacaré.

Atualização às 13h27min: Em contato via WhatsApp com o BG, o secretário de Comunicação de Itacaré, Ed Camargo, informou que uma equipe foi criada para ir a campo em caso de alerta. O grupo de trabalho é formado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marinha do Brasil, Ibama, Capitania dos Portos, Inema e sociedade civil organizada. Esses órgãos buscam monitorar a área e criar meios e ações de prevenção e combate a este risco iminente.  A Prefeitura de Itacaré está com dificuldades de formar um parecer sobre o assunto pois depende de outros órgãos para analisar o material encontrado nas praias. Por isso, o secretário de Comunicação de Itacaré não negou, muito menos confirmou o relato dos surfista cujo vídeo foi publicado pelo BG.

Veja o vídeo:

Cippa autua por crimes ambientais em Ilhéus

Ação da Cippa-PS em Ilhéus. Foto enviada via WhatsApp.

Na quinta-feira,17, por volta das 10h, uma guarnição do segundo pelotão da CIPPA-PS, atendendo a uma denúncia, foi até a rodovia Ilhéus – Olivença, imediações do km 03, e flagrou um indivíduo operando uma máquina retroescavadeira. O homem utilizou  a máquina para fazer um buraco, enterrar resíduos sólidos e tapar, tudo isso foi feito em área de restinga na praia. Com a máquina, o infrator também estava extraindo produto mineral na área de contenção da pista de rolamento sem a devida autorização.

Diante dos fatos, o infrator foi conduzido à Delegacia de Proteção Ambiental em Ilhéus, onde foi apresentado à autoridade policial que lavrou auto de prisão em flagrante e apreendeu a máquina utilizada na prática dos crimes ambientais. As ações de combate aos crimes que envolvem poluição e extração irregular de produto mineral, são importantes atividades desenvolvidas pela CIPPA/Porto Seguro no cumprimento de sua missão, prevenindo e reprimindo as condutas lesivas ao meio ambiente. Denúncias podem ser feitas através do número (73) 99807-1353 ou pelo e-mail: [email protected] 

Manchas de óleo podem chegar a Ilhéus, afirma oceanógrafo

Gil Reuss é oceanógrafo, professor da UESC e pesquisador. Foto: Thiago Dias/BG

Em conversa com o oceanógrafo, professor da UESC e pesquisador, Gil Reuss, o BG quis saber sobre a possibilidade da mancha de óleo que tem contaminado várias praias do Nordeste chegar ao litoral sul da Bahia, especificamente em Ilhéus.

Segundo Gil, “Essa possibilidade é real e devemos estar atentos e preparados para a chegada da mancha”. O professor informou que na quinta-feia,17, pela manhã houve notícias de mais praias contaminadas em Salvador. De acordo com ele, a mancha tem demonstrado um comportamento de se deslocar na direção sul e é possível que continue assim até alcançar nosso litoral.

Outro motivo para o alerta apontado pelo professor foi uma simulação em computador feita pela UFPE a partir do comportamento das correntes marítimas na região Nordeste. A simulação considerou o óleo derramado entre o litoral dos estados de Pernambuco e Alagoas. A quantidade de óleo foi interpretada como considerável de acordo com a sua circulação, pode chegar a Salvador e ao litoral sul da Bahia.

Em contato com a Prefeitura de Ilhéus, por meio do secretário Hermano Fahning, o BG foi informado que o município criou um comitê de monitoramento com a participação de várias entidades civis e governamentais. Segundo Hermano, a responsabilidade ficou para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, comandada pelo secretário Jerbson Moraes.

Na Bahia, os registros oficiais apontam que já foram atingidas as localidades de Vera Cruz (Ilha de Itaparica): Praia do Jaburu, Praia de Barra Grande, Praia da Barra do Pote; Salvador: Piatã, Praia do Flamengo, Jardim dos Namorados, Jardim de Alah, Praia de Placaford, Buracão, Ondina, Pituba, Boca do Rio, Stella Maris, Farol da Barra, Lauro de Freitas: Ipitanga, Vilas do Atlântico; Camaçari: Arembepe, Guarajuba, Itacimirim, Jauá; Mata de São João: Praia do Forte, Imbassaí, Santo Antônio, Costa do Sauípe, Entre Rios: Subaúma, Porto de Sauípe, Massarandupió; Esplanada: Baixio Mamucabo, Rio Inhambupe, Rio Subaúma; Conde: Barra da Siribinha, Barra do Itariri, Sítio do Conde, Poças; Jandaíra: Coqueiro, Mangue Seco,  Três Coqueiros, Costa Azul, Rio Itapicuru e Rio Real.

Bahia adere a ação que cobra medidas do governo federal para conter mancha de óleo

Foto: Camila Souza/GOVBA.

O Estado da Bahia irá aderir à ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público da Bahia (MPBA) que solicita que o governo federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) adotem medidas efetivas de proteção do litoral baiano, por conta da mancha de óleo que avança pelas praias da região Nordeste. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16), durante reunião do governador Rui Costa com membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE), secretários e representantes de órgãos estaduais ligados ao meio ambiente, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

O procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, esclareceu que a União tem responsabilidade no vazamento porque envolve danos, já concretos ou em potencial, a rios que banham mais de um estado, ao mar territorial e a áreas compreendidas como terrenos de marinha. “A ação solicita que a Justiça determine a adoção de medidas para o recolhimento e o descarte do material poluente que já atingiu a costa. Além de ter a competência no caso, o governo federal, através da Marinha, detém mecanismos e equipamentos suficientes para identificar a origem dessas manchas e salvaguardar o meio ambiente e as praias de toda a Bahia e do Nordeste”.

Na última segunda-feira (14), o governo estadual assinou o decreto de situação de emergência destinado à compra de material para conter e recolher resíduos de óleo que estão chegando às praias dos municípios de Camaçari, Conde, Entre Rios, Esplanada, Jandaira e Lauro de Freitas. Apesar de também já estarem sendo afetados pela mancha, Salvador e Mata de São João não declararam situação de emergência. (mais…)

5°GBM/Ilhéus participa de reunião preventiva por risco de contaminação

A reunião entre vários órgãos públicos objetivou ações de prevenção contra chegada de óleo às praias. Foto enviada via WhatsApp.

Representantes do 5° Grupamento de Bombeiros Militar (5° GBM) de Ilhéus, participaram na tarde da terça-feira (15), de uma reunião na sede da Secretaria de Meio Ambiente de Ilhéus. O objetivo foi de consolidar a criação de grupo de trabalho para monitoramento e atuação em caso de risco de contaminação por resíduo de óleo.

As manchas começaram a chegar na Bahia dia 3 de outubro, sendo assim, órgãos públicos já se reuniram de forma preventiva na tentativa de atenuar danos com sua possível chegada na cidade.

Na ocasião, também estiveram presentes a Marinha do Brasil, Ministério Público Estadual, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Grupo Amigos da Praia (GAP).

Assinado decreto para apoio a cidades atingidas por manchas de óleo

Governador em exercício, João Leão, assina o Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos para os municípios atingidos por manchas de óleo no litoral. Foto: Mateus Pereira/GOVBA.

O governador em exercício, João Leão, assinou na tarde da segunda-feira (14), no Wish Hotel da Bahia, em Salvador, o decreto de situação de emergência em municípios baianos atingidos pela mancha de óleo que avança pelas praias da região Nordeste. Também foram assinados outros dois documentos: um de recebimento de ajuda da sociedade civil e o segundo solicitando apoio da Petrobras. Representantes de diversos órgãos estaduais e municipais estiverem presentes.

“O decreto tem o intuito de nos ajudar a resolver o problema. Ele trata da participação do Estado e dos municípios neste processo para nos habilitar a receber recursos federais. O segundo documento é sobre a cooperação dos capelães do Brasil, que nos ofereceram 5 mil pessoas. Já o terceiro solicita o apoio da Petrobras, que é quem entende do assunto”, explicou Leão. O decreto inclui Camaçari, Conde, Entre Rios, Esplanada, Jandaíra e Lauro de Freitas. O valor a ser recebido por cada cidade vai variar de acordo com o volume das manchas e o tamanho da orla do município.

Até o momento, 35 toneladas de óleo foram retiradas das praias baianas. O trabalho de coleta está sendo feito pelos municípios, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “Hoje, eu sobrevoei todo o Litoral Norte, de Salvador a Conde, e encontramos mancha de óleo a partir de Jacuípe. A concentração maior é em Sítio do Conde, Conde e Massarandupió. Fazendo uma comparação entre hoje e sexta-feira [11], houve um decréscimo acentuado da quantidade de óleo que chegou às nossas praias”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.

Além de limpar as praias, há uma preocupação com os rios e mangues que podem ser atingidos. Um efetivo de 200 bombeiros está trabalhando na retirada dos resíduos. “Estamos intensificando o trabalho principalmente nas regiões onde há dificuldade de acesso, porque nas zonas mais urbanas as prefeituras têm atuado junto com o Governo do Estado. Nós temos colocado para as cidades a possibilidade não somente do decreto de emergência ambiental, como também equipamentos e materiais que permitem a retirada”, declarou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Francisco Telles. Quem encontrar manchas de óleo na praia pode notificar o Corpo de Bombeiros (193), a Polícia Ambiental (190) ou o Inema (08000 71 14 00). É importante que a população evite as áreas afetadas e não toque ou remova os resíduos.

Cippa realiza fiscalização no defeso do camarão em Ilhéus

 

Foto: Cippa PS.

No sábado, 12, um grupo de motopatrulhamento do 2° Pelotão da CIPPA-PS, desencadeou uma operação de fiscalização nas feiras livres de Ilhéus, visando coibir a comercialização ilegal no período de defeso do camarão, conforme estabelecido na Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente Nº 14 de 2014 (IN MMA nº 14/2014). Durante a ação foram fiscalizados 10 estabelecimentos comerciais, totalizando 20 pessoas abordadas.

Na área compreendida entre a divisa dos municípios de Mata de São João e Camaçari e a divisa dos estados da Bahia e Espírito Santo, está proibido, anualmente, o exercício da pesca de camarão, com quaisquer artes de pesca, nos períodos de 1º de abril a 15 de maio e de 15 de setembro a 31 de outubro.

Ainda durante as rondas ambientais foi identificado desmatamento em APP, uma extração ilegal de minério, no distrito de Aritaguá, porém, no local não havia nenhum infrator e uma queimada em APP. Nas três situações foram feitos registros fotográficos e tomada de coordenadas geográficas para informação aos órgãos do SISNAMA de modo a ser possível identificar os responsáveis pelas áreas e autuá-los ou notificá-los.

As ações de combate aos crimes contra fauna e flora estão entre as atividades desenvolvidas pela CIPPA Porto Seguro no cumprimento de sua missão prevenindo e reprimindo as condutas lesivas ao meio ambiente. Denúncias podem ser feitas através do número  (73) 99807-1353 ou pelo e-mail: [email protected].

Grupo composto por Inema e Sema discute ações para conter óleo no litoral baiano

Foto: Tiago Dantas – Ascom/Sema

Limpeza das praias e instalação de barreiras de proteção, evitando o avanço de óleo principalmente em áreas de manguezais e estuários. Essas são algumas das ações discutidas pelo Comando Unificado de Incidentes, na sexta-feira (11), em resposta às manchas de óleo que chegam ao litoral baiano desde o último dia 4. A criação do grupo é resultado de encontro promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

“As equipes técnicas da Sema e do Inema estão acompanhando as ações de mitigação dos danos ambientais, com sobrevoos para identificação de áreas afetadas, resgate de animais atingidos e fornecimento de equipamentos para os colaboradores das limpezas das praias oleadas. A criação deste comando unificado se dá no intuito de juntarmos esforços e potencializarmos nossas ações”, afirmou o secretário da Sema, João Carlos.

A proposta do grupo é que as medidas sejam adotadas de forma estratégica, com diversas frentes de ação, incluindo orientação técnica especializada para limpeza dos corais; apoio intensivo aos municípios com menor capacidade de investimento humano e material; estudo para identificar a origem e deslocamento das manchas de óleo; fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas; além de alinhamento sobre o destino adequado do material coletado nas praias. (mais…)

Cippa e Inema combatem crimes ambientais

Foto: Cippa Porto Seguro. Enviada via WhatsApp.

Na quinta-feira, 10, uma guarnição do 2° Pelotão da CIPPA-PS, por volta das 08h30min, realizou uma operação conjunta com o INEMA para verificar denúncia de empreendimento ilegal de processamento de madeira em Canavieiras. Após ronda ambiental, foi identificado em uma propriedade na estrada do Rio Doce, próximo a Associação do Puxim, um estabelecimento de desdobramento de madeira da espécie eucalipto, realizando o processo em desacordo com as leis ambientais vigentes.

Identificado o responsável pela atividade, os agentes o questionaram sobre a autorização para realizar quele tipo de atividade e ele afirmou não possuir nenhum tipo de autorização para funcionamento de seu empreendimento. Diante dos fatos foi lavrado auto de infração e embargo pelo INEMA. Denúncias sobre crimes desta natureza podem ser feitos através do número (73) 99807-1353 ou pelo e-mail: [email protected]

Praias atingidas por manchas de óleo na BA; nº de locais afetados aumenta para 18 praias e 7 cidades

Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, em Camaçari, é a que tem o pior estado na região metropolitana de Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 BA

Fonte: G1 Bahia

O G1 percorreu, na quinta-feira (10), praias de cinco cidades baianas que foram atingidas por manchas de óleo que apareceram no litoral da região Nordeste. Além dos lugares já registrados pela Marinha, Ibama, Inema e pelo Projeto Tamar, o G1 encontrou novas áreas de contaminação em outras três praias.

Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, na cidade de Camaçari – região metropolitana de Salvador –, é a que tem o pior estado. Grandes quantidades da crosta grossa do óleo tomam conta da faixa de areia. Além disso, o cheiro forte – semelhante a petróleo – também incomoda os banhistas e atrapalha a venda dos barraqueiros.

“Isso aí chegou de ontem [quarta-feira, 9] para hoje [quinta-feira, 10]. Não veio devagarzinho, não. Já chegou assim, sujando a praia toda. Para a gente é complicado, por que quem vai querer vir aqui passear? Ninguém sabe o que é isso, se faz mal ou não. As pessoas ficam com medo. E esse fedor não ajuda”, disse um dos barraqueiros que não quis se identificar.

Entre as localidades registradas recentemente está a praia de Arembepe, no mesmo município. Por lá, a situação preocupa os pescadores, que não sabem como vão tirar o sustento sem poder trabalhar.

“A gente não pode comer o peixe mais, porque a água está toda suja. Se não pode comer, não pode vender. Os poucos peixes que chegam aqui na praia, quando sentem o cheiro dessa resina, não ficam no local. Eu sou pescador há mais de 40 anos e nunca vi Arembepe desse jeito. Há 15 dias apareceu uma nata de óleo e agora apareceu esse betume. A gente nem arrisca a entrar na água”, disse o pescador Antônio da Paz. (mais…)