Rui defende aproximação política entre o Norte e o Nordeste

Foto: Jailson Sam.

O governador Rui Costa aproveitou a agenda em Brasília para estimular a aproximação do Nordeste ao Norte. Os governadores dos estados das duas regiões, em encontro na tarde desta terça-feira, 23, em Brasília, planejam trabalho conjunto, a exemplo do Consórcio do Nordeste, cujo presidente é o governador da Bahia. “No Consórcio [do Nordeste], vamos trabalhar em rede. Queremos entrar com uma série de compartilhamentos e uniformidade de dados”, explicou Rui.

A largada dada pelo Nordeste tem reflexo na organização do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, formado pelos estados do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Amazonas, Roraima e Tocantins. A ideia é buscar soluções conjuntas e parcerias entre os dois consórcios.

A iniciativa de aproximação não está apenas no âmbito do Executivo. O governador da Bahia adiantou que o Legislativo está fazendo o mesmo. Uma das agendas de Rui na capital do país foi com os senadores que preparam o lançamento da Frente Parlamentar de Defesa do Norte e Nordeste para esta quarta-feira, 23.

O governador informou aos colegas que esteve com os senadores das regiões e que sensibilizou os parlamentares sobre a necessidade de apoio ao pacote de medidas anunciado mais cedo pelo Fórum Nacional de Governadores. “Precisamos de desenvolvimento regional e nós mesmos podemos fazer isso, juntando forças. Temos a maioria no Senado”, argumentou Rui ao contabilizar 48 senadores do Norte e Nordeste.

Nesta terça-feira, 23, o governador ainda deve participar da reunião de bancada com deputados baianos. Esta será a quinta agenda do dia em Brasília.

Nazal pretende ser candidato a prefeito de Ilhéus em 2020

Jose Nazal. Foto: Maurício Maron.

Em conversa com o Blog do Gusmão na manhã desta terça-feira, 16, o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal (Rede), afirmou que pretende disputar a Prefeitura de Ilhéus nas eleições municipais de 2020, na condição de cabeça de chapa.

Nazal disse que tomou a decisão por não estar satisfeito com o governo Mário Alexandre. “Discordo do que está sendo proposto e realizado. A maior parte da população também não está gostando, por isso o prefeito tem 73% de avaliação péssima e ruim”, explicou.

Com tranquilidade, Nazal disse que as consequências de ganhar ou perder a eleição não o preocupam. “Eu penso muito mais na cidade do que em mim. Ainda há uma série de questões no caminho, mas se Deus me der saúde e permitir, serei candidato”.

Magela em processo de fritura

Notinhas.

Magela quase ao ponto.

O secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, foi jogado num tacho com azeite de dendê bem quente.

O gerente de planejamento da secretaria e cunhado do poderoso Bento Lima, Alberto Júnior, já percebeu que Magela não é resolutivo. A secretaria de saúde sentiu bastante a exoneração de Uildson Nascimento, e isso pode ser percebido nas licitações atrasadas que não saem da abstração.

A cúpula do governo também desconfia que Magela deseja fazer “carreira solo” em determinados projetos.

A diretora de alta e média complexidade, Érica Silva, disse que as reuniões convocadas por Magela “servem para nada”. A frase cortante e verdadeira foi dita num encontro com os principais membros da equipe e o secretário ficou visivelmente constrangido.

Com as fragilidades percebidas, a substituição acontecerá em questão de dias. Ex-assessores da ex-deputada Ângela Sousa, já confortavelmente nomeados na prefeitura, querem a nomeação da enfermeira Sonilda Melo como secretária.

O secretário de governo e irmão de Sonilda, Mauro Alves, defende a ideia com entusiasmo “consanguíneo”.

Marcos Maurício se filia ao MDB

Marcos Mauricio e Alexsandro Freitas. Foto: Ascom/PMDB.

Candidato ao Senado pela chapa majoritária do Partido da Democracia Cristã nas eleições de 2018, Marcos Maurício se filiou ao MDB da Bahia na última sexta-feira, 15. Ele foi recebido por Alexsandro Freiras, presidente da legenda.

Procurado por outros partidos após sua saída do DC, Marcos decidiu se filiar ao MDB para somar e contribuir ao projeto da sigla, com foco nas eleições de 2020. “Ingresso hoje em um dos maiores partidos do país com a certeza que encontrarei as ferramentas necessárias para trabalhar em defesa da qualidade e da valorização do serviço público para a sociedade baiana”, afirmou.

Maurício atua hoje como vice-presidente da FEIPOL-NE (Federação Nordestina dos Policiais civis), secretário geral do SINDPOC (Sindicato dos policiais civis do Estado da Bahia) e Coordenador politico da Confederação Brasileira dos Trabalhadores policiais civis (COBRAPOL), e se disse muito feliz em participar de um partido que é presidido por um ex-dirigente sindical. “Conheço o trabalho de Alex enquanto dirigente sindical e sei que posso colaborar com o partido para trabalhar em prol da sociedade, em especial do servidor público”, finalizou.

Marcos Oliveira Maurício é baiano, casado, e é funcionário público. Bacharel em Direito pela Faculdade Social da Bahia (FSBA), Bacharel em  Administração com Análise de Sistemas e Pós-graduando em Auditoria Fisco Contábil, ambas pela Faculdade Visconde de Cairu, Marcos também é 3° sargento da Polícia do Exercito da reserva NÃO remunerada. Também já foi presidente da FEIPOL-NE (Federação Nordestina dos Policiais civis) e do SINDPOC (Sindicato dos policiais civis do Estado da Bahia), além de diretor de grêmio estudantil e DCE.

Partido de Jabes Ribeiro e Cacá Colchões está suspenso por falta de prestação de contas

Notinhas.

Cacá e Jabes. Imagem de arquivo: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

De acordo com a justiça eleitoral, a comissão provisória do Partido Progressista, de Ilhéus, está suspensa por falta de prestação de contas equivalente ao ano de 2018.

A legenda do ex-prefeito Jabes Ribeiro e do prefeiturável Cacá Colchões pode não lançar candidatos nas eleições municipais de 2020, caso a situação não seja devidamente explicada.

Em Ilhéus, o PP é presidido por John Ribeiro, irmão de Jabes. Os ex-vereadores Raimundo Borges e Jamil Ocké, condenados no caso da compra mal explicada de frangos, quando estiveram na secretaria de desenvolvimento social do município, são respectivamente 1º e 2º secretários.

PSDB, PRTB, PC do B, Avante, PRP e o PSC estão na mesma situação.

Veja a certidão do PP.

Saúde: Câmara de Vereadores de Ilhéus vai convocar secretário Geraldo Magela

Notinhas.

Geraldo Magela.

A farra das diárias, as denúncias do ex-diretor de planejamento, Uildson Nascimento, e as duas auditorias feitas pelo Serviço Nacional de Auditorias do SUS motivaram um pedido de explicações, feito pela Câmara Municipal, ao secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela.

A sessão ainda não tem data prevista e vai depender da agenda do secretário.

O governo Mário Alexandre levanta dúvidas perigosas justamente na área em que mais se comprometeu durante a campanha de 2016.

No primeiro ano do governo “cuida de mim, doutor”, por meio de um decreto de estado de emergência mal explicado, a secretaria de saúde comprou insumos a preços bem acima do habitual. O sobrepreço atingiu 161% em alguns itens.

O BG espera que os vereadores não se deem por satisfeitos com explicações vazias, pois o Ministério Público Federal já está no caso.

Líder do PT quer homenagear ator Zé de Abreu com a Comenda 2 de Julho

Zé de Abreu, presidente autoproclamado.

O líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo, deu entrada nesta terça-feira, 12, num projeto de resolução para conceder a Comenda 2 de Julho ao ator Zé de Abreu.

O projeto destaca a postura firme do artista em defesa da democracia, da liberdade e da cultura popular. Nascido em Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo, José de Abreu é um dos maiores atores brasileiros em atividade. Na juventude, dividia a faculdade de Direito em São Paulo com o curso de dramaturgia. Como militante político pertenceu a Ação Popular e deu apoio logístico a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária).

Foi preso político e obrigado a se exilar em 1968 e só retornou para o Brasil em 1974. Zé de Abreu participou de 58 novelas, programas, especiais, séries e minisséries na televisão. Em fevereiro de 2019, em reação a autoproclamação de Juan Guaidó à presidência da Venezuela, Zé de Abreu declarou-se Presidente do Brasil por meio de uma rede social. O fato mobilizou defensores da democracia dentro e fora do Brasil.

A Comenda 2 de Julho é a maior honraria da Assembleia Legislativa da Bahia.

TSE proíbe “eternização” de dirigentes partidários

Exemplo: Roberto Freire preside o PPS desde 1992. Foto: reprodução/internet.

Do Bem Paraná.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o mandato dos membros da comissão executiva e do diretório nacional de partidos políticos deve ser de no máximo quatro anos, com possibilidade de reeleição. A medida promete acabar com a prática comum entre as legendas do País de “eternização” de dirigentes que permanecem longos períodos no comando das siglas.

Os ministros do TSE acataram argumento do Ministério Público Eleitoral de que as legendas devem observar o mesmo limite fixado pela Constituição para os cargos eletivos no Executivo. Isso porque a periodicidade das eleições e a temporalidade do exercício do mandato são a base dos princípios constitucional, democrático e republicano, alega o MPE.

O entendimento foi firmado no julgamento de pedido apresentado pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), que pretendia ampliar, de quatro para oito anos, os mandatos dos dirigentes do diretório e da executiva nacional da sigla. “Se os gestores da coisa pública gozam de um mandato de quatro anos apenas, não há como se admitir que os gestores de um partido político, majoritariamente financiado por recursos públicos, tenha mandato duas vezes maior que o estabelecido na Constituição para os primeiros”, defendeu o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques Medeiros, no parecer enviado ao TSE.

Segundo ele, uma periodicidade de oito anos para dirigentes de agremiações foge àquilo que o legislador constituinte originário entendeu como proporcional e razoável para os gestores de recursos públicos. Na manifestação, Humberto Jacques lembra que, mesmo no âmbito do Poder Legislativo, o mandato de oito anos, atribuído apenas aos senadores, é exceção. “Embora as agremiações partidárias tenham personalidade jurídica de direito privado, sendo-lhes assegurada autonomia para definir sua estrutura interna, não se pode perder de vista que se tratam de entidades vocacionadas à realização da democracia representativa”, pontuou.

Burocracia – Como no restante no País, no Paraná também é comum que políticos permaneçam longos períodos no comando de seus partidos. O deputado federal Rubens Bueno, por exemplo, preside o PPS no Estado pelo menos desde 2005, ou seja, há 14 anos, segundo os registros oficiais do TSE. Já Severino Araújo comanda o Diretório Estadual do PSB desde 2009, ou há dez anos.

Apesar disso, Bueno diz ser favorável à decisão do tribunal. “Acho que está correto”, afirma ele. “Nunca me candidatei à reeleição. Toda eleição eu fico fora, deixo em aberto”, garante o parlamentar, afirmando que mesmo assim, acabou sendo reconduzido ao cargo ao longo do tempo por decisão dos colegas de legenda. Segundo ele, os partidos têm dificuldade de renovar seus quadros dirigentes em função da burocracia. “Um diretório municipal de uma pequena cidade é obrigado a ter advogado e contador. E a prestar contas mesmo não tendo movimentação bancária”, explica.

Durante o julgamento, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, destacou que a Corte busca sempre privilegiar a autonomia garantida pela Constituição aos partidos políticos, mas que, no caso específico, deve prevalecer o princípio constitucional da razoabilidade. Ela lembrou, ainda, que há inúmeros precedentes rejeitados pela Corte sobre a fixação de prazos indeterminados de mandatos de dirigentes partidários.

Tribunal mira comandos provisórios

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixou nova resolução dando prazo até 29 de junho para que partidos com órgãos de direção provisórios com vigência superior a 180 dias constituam comandos definitivos. A intenção é acabar com a prática disseminada entre muitas legendas de manterem indefinidamente comissões provisórias, deixando assim de realizar eleições internas. Pela nova norma, os órgãos provisórios têm validade de 180 dias, salvo se o estatuto partidário estabelecer prazo inferior. O prazo é contado a partir de 1º de janeiro de 2019.

Diretórios são eleitos pelos filiados dos partidos, ou delegados escolhidos por eles, em convenções. Já as comissões provisórias são nomeadas pelas direções nacionais, sem que seja preciso ouvir os filiados ou delegados. Como o nome diz, elas deveriam ser temporárias, funcionando com prazo determinado, até que as legendas promovessem convenções para constituir seus diretórios. Na prática, elas acabam se perpetuando indefinidamente por interesse das cúpulas dos partidos, que assim mantém o controle de suas legendas sem a necessidade de consulta aos filiados, podendo assim escolher dirigentes e candidatos de acordo com suas conveniências pessoais ou do momento.

Reforma – Em 2016, o TSE já havia tentado acabar com essa prática, estipulando que esses órgãos provisórios só poderiam durar 120 dias. Em reação, o Congresso aprovou na reforma política, uma emenda que permite aos partidos políticos continuarem a definir livremente a duração de seus diretórios provisórios.

No Paraná, muitas siglas funcionam com direções provisórias, como o Podemos do senador Alvaro Dias, o PDT do ex-senador Osmar Dias, o PSL do deputado estadual Fernando Francischini e o PSC, por exemplo.

Os ministros entenderam que estabelecer um tempo de vigência para os órgãos provisórios é um meio de ampliar a democracia interna nas agremiações. E fixaram a data de 1º de janeiro de 2019 como marco inicial para contagem do novo prazo.

Lixo mal explicado

Notinhas.

“Limpeza pública é onde você pode fazer o caixa de campanha. Não é o caso. Se alguém tiver fazendo não sou eu. Sou transparente e se tivesse acontecendo não iria te dizer”.

Esse pensamento truncado e contraditório é de um ex-secretário de serviços urbanos de uma cidade brasileira. Foram ditas à reportagem do BG em fevereiro de 2016.

Nos bastidores da pequena política, a coleta de resíduos sólidos (lixo) é o meio ideal em que a “picaretagem” com os recursos públicos dá seguimento a projetos de interesse pessoal e de poder.

Por ordem de Marão, “mainha” continua deputada nos textos da Secom

Notinhas.

Ângela Sousa e Mário Alexandre: no coração do menino,”mainha” jamais deixará de ser deputada.

Contemporânea de autodeclarados presidentes de países e de filhos que governam nações (e demitem ministros) junto com os pais, a secretaria de comunicação de Ilhéus segue linha parecida.

Por ordem do prefeito Mário Alexandre, nos textos da Secom a ex-deputada estadual Ângela Sousa deve continuar sendo tratada como parlamentar.

Num texto enviado à imprensa no dia 11 de fevereiro, ao especificar os integrantes da comitiva que acompanhou o prefeito durante visita à zona rural, a mãe do gestor foi chamada de “deputada Ângela Sousa”.

Marão tem consciência de que a mãe não foi reeleita por culpa exclusiva dele. Para aliviar seus arrependimentos, adota medida inócua, que só altera fantasiosamente o rumo da linguagem numa frase inexpressiva.

Da próxima vez, se quiser Marão poderá exigir “deputada” com letra inicial maiúscula, mesmo não sendo substantivo próprio. Talvez dê mais destaque ao parágrafo. Quem sabe?

Sempre com seguranças, Marão só participa de festas de carnaval em ambientes fechados

Notinhas.

Marão transpira falsa alegria na festa do “Chap, Chap”. Imagem extraída de vídeo.

O prefeito de Ilhéus vive praticamente confinado, não por opção, mas por necessidade.

No último final de semana, Marão foi a duas festas de carnaval em ambientes fechados, a do “Chap, Chap”, no bairro da Conquista, e a do bloco “Os Caretas”, na Cidade Nova. A presença de seguranças não foi dispensada.

Rejeitado pela população sempre disposta a vaiá-lo ou a lhe fazer reclamações sobre o governo, Mário interrompeu suas participações sucessivas entre “As Muringuetes” do Pontal, bloco que mais gosta e que ajuda financeiramente há muitos anos, bem antes de ser prefeito.

Os participantes do bloco pontalense, na imensa maioria homens, saem pelas ruas vestidos como mulheres esbanjando irreverência. O estilo do bloco, sempre bem humorado, agrada bastante Marão.

Segundo informações de fontes privilegiadas, ele foi aconselhado a não sair na agremiação carnavalesca. A situação o deixou triste, mesmo assim, a ajuda financeira foi mantida.

Para tentar passar a impressão de que tudo anda bem, Marão gravou um vídeo no “Chap, Chap” para o Facebook. Na gravação ele demonstra alegria forçada, sem naturalidade, e chega a afirmar que esteve nas Muringuetes.

A informação não procede, pois a impopularidade o impediu de se aproximar do bloco.

Atualizado às 14h36min., de 27/02/2019.

Integrantes do “Chap, Chap” esclarecem que a festa deles não foi fechada. Os foliões desfilaram em algumas ruas da Conquista ao som de marchinhas de Carnaval, porém, Mário Alexandre não os acompanhou. O prefeito esteve na Praça Santa Rita rapidamente, cumprimentou algumas pessoas e foi até a sede do “Chap, Chap” para fazer a gravação do vídeo.

Nomeação de Manzo, o assessor que sabe demais, gera crise entre os vereadores Tarcisio e Escuta

 

Manzo está com medo de andar sozinho nas ruas. Foto: Whatsaap.

Osman Antônio Lima, conhecido como Manzo, tem longa trajetória na Câmara de Vereadores de Ilhéus. Foi assessor e homem de confiança dos ex-vereadores Joabes Ribeiro, Gilmar Sodré, Alisson Mendonça e Lukas Paiva. Ao todo, soma 22 anos de casa.

Humilde, extrovertido e cumpridor de palavra, com o passar do tempo ganhou a confiança de outros parlamentares que não tinham vínculos com ele. A esses, cujos nomes não convêm mencionar, fez favores diversos, até mesmo depósitos em contas bancárias de amantes.

Certa vez, inadvertidamente ele avisou à amante X que o dinheiro já estava na conta. O problema é que a mesada entrou na conta da amante Y, e uma ficou sabendo da existência da outra. Por conta da confusão, o vereador polígamo virou desafeto de Manzo.

Quando Tarcisio Paixão (PP) presidiu a Câmara (2015-2016), pagamentos a algumas empresas,  feitos em cheques, foram parar nas mãos de Manzo para que fossem descontados. As quantias retiradas das agências bancárias foram entregues a assessores do presidente.

A partir das operações Citrus e Prelúdio, o Ministério Público da Bahia tomou ciência dos cheques e Manzo foi convidado a depor. Homem simples e alheio às malandragens, contou tudo ao MP.

Lotado no gabinete do vereador Luiz Carlos Escuta (PP), Manzo afirma sofrer perseguições de Tarcisio por ter sido sincero em seus depoimentos. O ex-presidente, hoje investigado, estaria exigindo do colega Escuta a exoneração do assessor por conta dos relatos sobre os cheques. Essa informação foi confirmada por duas fontes distintas.

Escuta não está disposto a exonerar Manzo, e, por conta disso, os dois vereadores do PP estão em crise.

Não conseguimos falar com o vereador Tarcisio Paixão.

Com ampla formação agrícola, Josias Gomes afirma estar preparado para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

Josias Gomes. Foto: Google.

O Blog do Gusmão entrevistou na última segunda-feira, 18, o deputado federal (licenciado) Josias Gomes (PT), definido pelo governador da Bahia, Rui Costa, como o novo secretário de desenvolvimento agrário.

Na ocasião, Josias falou sobre o novo desafio no governo baiano.

BG – Quais são os seus planos para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário?

Essa secretaria foi criada pelo governador Rui Costa, na primeira gestão dele [2015-2018], com o propósito específico de trabalhar pela agricultura familiar por ser um segmento muito importante da nossa economia.  A iniciativa deu certo. Rui escolheu um secretário com vivência [Jerônimo Rodriguez, um agrônomo] que montou uma equipe importantíssima para os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, e para os agricultores de um modo geral. O trabalho foi iniciado com muita solidez.

O que eu tenho que fazer é muito pouco, pois a largada foi muito boa. Deverei dar continuidade no atendimento aos trabalhadores rurais, e fazer ajustes muito pequenos para continuar o trabalho.

BG – Como recebeu essa nova missão definida pelo governador Rui Costa?

Primeiro, agradeço ao governador por confiar em mim, mais uma vez, para fazer parte da equipe. Segundo, encaro como mais uma das responsabilidades e desafios que me foram colocados. Tenho clareza que buscarei atender as expectativas do governador, com o apoio dos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária e agricultura familiar, e por todos esses segmentos que têm lá na Secretaria de Desenvolvimento Agrário o seu espaço privilegiado de inserção com o governo.

BG – Josias Gomes se considera preparado tecnicamente para o cargo?

Eu tenho uma particularidade, Gusmão. Eu sou mestre agrícola, com diploma e formado no Ginásio Agrícola de Escada (PE), em 1973. Depois me formei em técnico agrícola no Colégio de Belo Jardim (PE), em 1976, e fiz agronomia na Universidade Federal da Paraíba, a segunda escola com esse curso de nível superior no Nordeste.

Se tem alguém que está no mundo da agricultura desde muito cedo, sou eu, pois sou filho de cortador de cana lá de Pernambuco.

BG – O que o novo secretário pode anunciar para os agricultores e assentamentos do sul da Bahia?

Eu não sou estranho a esses segmentos, pois sempre partilhei da agenda deles com o ex-secretário Jerônimo Rodriguez, por ter sido secretário de relações institucionais. Nós somos velhos conhecidos. Mesmo antes de estar no governo, sempre estive ao lado deles. Não tenho um recado específico, pois esse pessoal me conhece, e tem ciência das ações da secretaria.

Diário Oficial revela indicações “domésticas” de Alisson no governo Marão

Notinhas.

Marão e Alisson: “domésticos”.

A edição nº 48 do Diário Oficial do Município de Ilhéus, publicada ontem (terça-feira, 19), foi preparada sob medida pelo Alto Comando de Uruçuca/Itabuna (ACUI) contra o ex-secretário da Seplandes, Alisson Mendonça.

Quando constituiu plena convicção de que o prefeito Mário Alexandre iria exonerá-lo, Alisson saiu atirando. Por meio de um vídeo, afirmou que Marão faz um governo “doméstico”.

A resposta do Alto Comando de Uruçuca/Itabuna (ACUI) foi discreta e perspicaz. As primeiras páginas da citada edição do Diário Oficial trazem as exonerações de Alisson e de dois de seus irmãos (Alexandre e Vinicius). Ao todo, dez pessoas ligadas ao ex-secretário deixaram a prefeitura.

O fato prova que Alisson, de maneira contraditória à mensagem do vídeo, fez indicações com o critério da domesticidade. A palavra que remete ao lar e à família foi usada sem o devido cuidado.

O diário também revela que as exonerações não foram “a pedido”. A determinação saiu do prefeito e do seu estafe alienígena (confira).