STJ afasta Witzel do governo do Rio por suspeitas de participar em esquema de corrupção na saúde

Equipes da Polícia Federal chegam ao Palácio Laranjeiras Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo.

Do Globo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi afastado nesta sexta-feira do cargo, por 180 dias, por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou diligências que são realizadas pela Polícia Federal. A medida ocorre no momento em que a Procuradoria Geral da República (PGR), em parceria com a Polícia Federal (PF), cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes públicos, políticos e empresários envolvidos, segundo a acusação, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do grupo liderado pelo governador. Presidente nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi preso. Há buscas sendo realizadas na casa do vice-governador, Cláudio Castro.

Duas viaturas da Polícia Federal, uma delas descaracterizada, chegaram às 6h14m ao Palácio Laranjeiras, sede do governo do estado. O advogado de Witzel, Roberto Podval, disse que o “ministro Benedito desrespeita democracia, afasta governador sem sequer ouvi-lo e veda acesso aos autos para defesa. Não se esperava tais atitudes de um ministro do STJ em plena democracia”.

Por volta das 7h, Ricardo Sid, advogado do governador afastado, chegou ao Palácio Laranjeiras, residência do governador. Ele entrou rapidamente no local e não falou com a imprensa. A defesa do governador afastado divulgou uma nota: “A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis”.

Já na casa do pastor Everaldo, no Recreio dos Bandeirantes. na Zona Oeste do Rio, as equipes chegaram às 5h50m. Os agentes esperaram até as 6h para entrar no edifício. Quem acompanha as buscas na casa de Everaldo Pereira é a procuradora da República Fabiana Schneider. A ação conta com uma delegada da Polícia Federal e três agentes. A assessoria de imprensa do político disse que “o pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça”. (mais…)

Cosme Araujo: ”Cacá precisa de aliança e não pode ser com PT; pré-candidatura de Valderico Jr está fragilizada”

Cosme Araújo é pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PDT.

Segundo o pré-candidato a prefeito de Ilhéus, Cosme Araújo (PDT), o processo eleitoral de Ilhéus está embolado. Na opinião do polêmico advogado, o pré-candidato do PP, Cacá Colchões, não decola se estiver sozinho. “Cacá está sem espaço e precisa de uma aliança, mas esta não pode ser feita com PT, pois o partido não possui densidade eleitoral em Ilhéus”.

Ouvido nesta segunda-feira (27), pelo BG, Cosme Araújo disse que a pré-candidatura de Valderico Junior (DEM) está fragilizada e em algum momento irá “descer a ladeira”, principalmente, no momento em que enfrentar as raposas da política local.

Cosme acredita que o nome dele vai “disparar” a partir do mês agosto.

Adiamento das eleições municipais para novembro é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia em seis semanas as eleições municipais deste ano em razão da pandemia de covid-19. A matéria deve ser promulgada em sessão do Congresso Nacional nesta quinta-feira (2), às 10h. 

Dessa forma, o primeiro turno das eleições municipais será adiado de 4 de outubro para o dia 15 de novembro. A data do segundo turno passa para o dia 29 de novembro.

“Aprovada na @camaradeputados  PEC que adia as eleições municipais para novembro. Amanhã (2), às 10h, o Congresso promulgará a emenda constitucional. Mais uma vez, o entendimento prevaleceu no Parlamento, dialogando com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a comunidade científica, prefeitos e vereadores”, postou o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, em sua conta pessoal no Twitter.

TSE

A proposta confere ao TSE a prerrogativa de definir os horários de funcionamento das sessões eleitorais, bem como eventuais medidas de distribuição dos eleitores nas sessões para minimizar os riscos de aglomeração nos dias de votação.

“A opção parece ser a mais acertada, por assegurar tanto a realização das eleições ainda neste ano de 2020, sem a necessidade de alteração dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores e dos próximos mandatários”, argumentou o relator, deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR).

Na votação desta quarta-feira, deputados suprimiram um trecho da PEC oriunda do Senado e estabeleceram a necessidade de autorização, por meio de decreto legislativo aprovado pelo Congresso Nacional, para a eventual remarcação das eleições em determinados municípios. O adiamento se dará em municípios nos quais ainda se verifiquem condições sanitárias arriscadas e só poderão ocorrer até 27 de dezembro de 2020. Inicialmente, a PEC previa que essa decisão caberia ao TSE.

Deputados também retiraram do texto a determinação para que o TSE promovesse eventual adequação das resoluções que disciplinam o processo eleitoral de 2020. No entendimento dos parlamentares, essas normas já estão aprovadas desde março e não podem ser alteradas.

Calendário

A medida não prevê modificação no tempo de mandato dos cargos eletivos. Dessa forma, a data da posse dos eleitos permanece a mesma, em 1º de janeiro de 2021. Os prazos de desincompatibilização vencidos não serão reabertos.

Segundo o texto aprovado, até 16 de setembro, os partidos devem escolher os candidatos por meio das convenções e, até 26 de setembro, serão aceitos os registros dos candidatos. Também em 26 de setembro, está autorizado o início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. Até 27 de outubro, as legendas deverão detalhar os gastos com o Fundo Partidário e, até 15 de dezembro, prestar contas ao TSE.

O texto aprovado permite ainda a realização, no segundo semestre deste ano, de propagandas institucionais relacionadas ao enfrentamento da pandemia de coronavírus, resguardada a possibilidade de apuração de eventual conduta abusiva, nos termos da legislação eleitoral.

Cotado para coordenar Cacá Colchões, Fred Vésper opta por Capitão Azevedo, em Itabuna

Cacá Colchões, Fred Vésper e Capitão Azevedo.

O assessor parlamentar Fred Vésper desistiu de disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Ilhéus nas próximas eleições.

Além disso, de acordo com o site O Tabuleiro, Vésper optou por colaborar na campanha de Capitão Azevedo, pré-candidato a prefeito de Itabuna.

Fred Vésper assessora o deputado estadual Eduardo Salles e também era cotado para coordenar a campanha do pré-candidato a prefeito de Ilhéus, Cacá Colchões.

Fred foi secretário municipal de relações institucionais durante a gestão do ex- prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, quando Cacá era vice.

Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar um mês no cargo

Nelson Teich pediu demissão do cargo de ministro da Saúde.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.

Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.

Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:

-o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.

-o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica

-detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento.

O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.

Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto nesta manhã. Ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.

Do G1.

Bolsonaro confirma troca na Superintendência da PF no Rio, nega interferência, e manda jornalistas ‘calarem a boca’

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Pablo Jacob/04-05-2020.

Fonte: O Globo

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira que o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Carlos Henrique Oliveira, deixará o cargo e será promovido para a diretoria executiva do órgão. Bolsonaro negou, no entanto, que tenha interferido na PF. O presidente reagiu com irritação e mandou jornalistas “calarem a boca” quando foi perguntado se pediu ao novo diretor-geral da corporação Rolando Alexandre de Souza a troca do superintendente do Rio. O ex-ministro Sergio Moro afirmou, ao deixar o governo, que Bolsonaro tinha interesse em trocar comando da PF e as chefias de Rio e Pernambuco. A suposta ingerência está sendo investigada em inquérito aberto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia federal (no Rio), nem eu nem meus filhos, zero. É uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente (do Rio). Para onde está indo o superintendente do Rio? Para ser o diretor-executivo da PF. Eu estou trocando ele? Estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria. Cala a boca, não perguntei nada (quando repórteres perguntaram se ele havia pedido a troca) – disse o presidente, em tom irritado, e acrescentou: – (O delegado Carlos Oliveira) vai ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interferi em nada. Se ele for desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na Polícia Federal.

Bolsonaro, pelo segundo dia seguido, disse que não responderia aos questionamentos dos repórteres presentes no Palácio da Alvorada. Na segunda-feira, em rápida declaração, chamou de “fofoca” a acusação de Moro. Nesta manhã, depois de conversar com apoiadores, reclamou da cobertura do jornal “Folha de S. Paulo”, que afirmou que a troca na superintendência da PF no Rio será feita para atender a um pedido de Bolsonaro – a mudança também foi noticiada pelo GLOBO. Quando foi perguntado se havia feito a solicitação para a troca, disse três vezes aos jornalistas para “calarem a boca”. (mais…)

Após decisão do STF, Bolsonaro anula nomeação, e Ramagem volta à Abin

O presidente Jair Bolsonaro e o delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem Foto: REUTERS.

Fonte: O Globo

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a imediata suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quarta-feira outro decreto, em edição extra do Diário Oficial da União, tornando sem efeito a nomeação de Ramagem para comandar a PF e a sua exoneração do cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

– Ao tornar sem efeito, a gente dá cumprimento à decisão judicial – declarou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, ao GLOBO, explicando que Ramagem volta para a direção da Abin.

O ministro disse ainda, que por enquanto, Disney Rosseti continua no comando da Polícia Federal. Como responsável pela Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ), cabe a Oliveira a edição do Diário Oficial da União.

Após a publicação extra do DOU, a Presidência atualizou a agenda oficial de Bolsonaro, retirando o nome de Ramagem da solenidade de posse marcada para as 15h, do novos ministros da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e da Advocacia-Geral da União (AGU), José Levi Mello.

Moraes determinou a suspensão da nomeação nesta quarta-feira, atendendo a um pedido do PDT. Em sua decisão, o ministro ressalta que o presidencialismo garante amplos poderes para o presidente, mas exige o cumprimento de princípios constitucionais e da legalidade dos atos. Ponderou que o Poder Judiciário não pode interferir “subjetivamente” na administração pública, mas permite impedir que o Executivo “molde a administração pública em discordância a seus princípios e preceitos constitucionais básicos”. (mais…)

Moro: Bolsonaro queria interferir pessoalmente na PF, ligar pra diretores e superintendentes e ter acesso a relatórios

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob.

Fonte: O Globo

O ex-juiz federal Sergio Moro anunciou nesta sexta-feira sua saída do cargo de ministro da Justiça, após o presidente Jair Bolsonaro exonerar o diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, nome de confiança do ministro na corporação. A troca, segundo Moro, seria uma interferência política na PF sem uma causa que fosse aceitável.

— O presidente queria uma pessoa que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações de inteligência, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar essas informações, disse Moro.

— O presidente também informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca seria oportuna nesse sentido. Também não é uma razão que justifique, pelo contrário até gera preocupação

Moro disse que Bolsonaro afirmou a ele que o objetivo da troca no comando da Polícia Federal era, sim, interferir politicamente na instituição. Segundo o ministro da Justiça, o presidente “sinalizou que tinha preocupações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)”, em referência às investigações em curso sobre fake news e os atos antidemocráticos do último fim de semana. Ainda de acordo com Moro, Bolsonaro afirmou que precisa de delegados na PF com quem ele possa ter contato, inclusive tendo acesso a relatórios de inteligência.

– Falei com presidente que seria interferência política, e ele disse que seria mesmo. Presidente me disse mais de uma vez expressamente que queria ter uma pessoa do conato dele, que ele pudesse ligar, ter informações, colher relatórios de inteligência. Seja diretor, seja superintendente, não é papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. Imagina se durante a própria Lava-Jato, ministro ou diretor-geral, ou a presidente Dilma ou o ex presidente Luiz (Lula) ficassem ligando para o superintendente…. Autonomia da PF é valor fundamental. Grande problema não é quem entra, mas por que alguém entrar. Eu fico na dúvida se vai conseguir dizer não (a Bolsonaro) em relação a outros temas.

Moro destacou na entrevista que foi prometido carta branca a ele. (mais…)

Moro pede demissão após troca na PF, e Bolsonaro tenta reverter

Sérgio Moro. Imagem: Agência Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo

O ministro Sergio Moro (Justiça) pediu demissão a Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23) ao ser informado pelo presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo.

Bolsonaro informou o ministro, em reunião, que a mudança na PF deve ocorrer nos próximos dias. Moro então pediu demissão do cargo, e Bolsonaro tenta agora reverter a decisão do ex-juiz federal.

Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) foram escalados para convencer o ministro a recuar da decisão. Se Valeixo sair, Moro sairá junto, segundo aliados do ministro.

Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo. O atual diretor-geral é homem de confiança do ex-juiz da Lava Jato. Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.

Moro topou largar a carreira de juiz federal, que lhe deu fama de herói pela condução da Lava Jato, para virar ministro. Ele disse ter aceitado o convite de Bolsonaro, entre outras coisas, por estar “cansado de tomar bola nas costas”.

Tomou posse com o discurso de que teria total autonomia e com status de superministro. Desde que assumiu, porém, acumula recuos e derrotas.

Moro se firmou como o ministro mais popular do governo Bolsonaro, com aprovação superior à do próprio presidente, segundo o Datafolha. Pesquisa realizada no início de dezembro de 2019 mostrou que 53% da população avalia como ótima/boa a gestão do ex-juiz no Ministério da Justiça. Outros 23% a consideram regular, e 21% ruim/péssima. (mais…)

Ministros do STF e parlamentares reagem à presença de Bolsonaro em protesto com pedidos de intervenção militar

O presidente Jair Bolsonaro discursa para apoiadores em Brasília Foto: Pedro Ladeira/Folhapress / Agência O Globo.

Fonte: O Globo

A presença do presidente JairBolsonaro em um protesto em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, fez com que ministros do Supremo, parlamentares e governadores repudiassem a sua participação. No ato, que foi transmitido ao vivo pelas redes sociais de Bolsonaro, os manifestantes fizeram demandas inconstitucionais, como o fechamento do Congresso e do STF e um novo AI-5, ato que marcou a fase mais violenta da ditadura militar. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que é preciso lutar contra o “vírus do autoritarismo”. O episódio causou mal-estar entre integrantes da ala militar do governo.

No ato, os manifestantes utilizaram cartazes e gritos de ordem para expressar demanda inconstitucionais, como uma intervenção militar, o fechamento do Congresso e do STF e um novo AI-5, ato que marcou o início da fase mais violenta da ditadura militar. Entre os principais pedidos estava também a retomada de atividades econômicas não-essenciais, interrompidas por prefeitos e governadores como forma de combater o avanço do novo coronavírus.

Mal-estar entre militares
Segundo informações do blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, o episódio causou grande mal-estar entre integrantes da ala militar do governo. O blog da jornalista Andréia Sadi também noticiou que a cúpula militar do governo diz, nos bastidores, que não existe qualquer ameaça concreta à democracia porque as Forças Armadas rechaçam a ideia. Generais ouvidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo” dizem que Forças Armadas são instituições permanentes, que servem ao Estado brasileiro, e não ao governo.

O incômodo com o episódio ficou evidente em mensagens publicadas nas redes sociais pelos ministros do Supremo Marco Aurélio Mello e Luis Roberto Barroso, recém-eleito para presidir o Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Também se manifestaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os governadores João Doria (SP), Wilson Witzel (RJ), Flávio Dino (MA), Camilo Santa (CE) e Rui Costa (BA). Além desses, outros governadores assinaram uma carta em defesa do Congresso e contrária às manifestações recentes de Bolsonaro. (mais…)

Bolsonaro anuncia oncologista Nelson Teich como ministro da Saúde

Nelson Teich é o novo ministro da Saúde.

Anunciado como substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, o oncologista Nelson Teich disse hoje, durante pronunciamento, que existe um “alinhamento completo” entre ele e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O médico ainda defendeu que saúde e economia são complementares e não devem competir, declaração que também vai ao encontro do que pensa Bolsonaro.

Teich, porém, não defendeu o fim do isolamento social, política criticada pelo presidente mas tida por órgãos de saúde internacionais como crucial para o combate ao novo coronavírus.

Do UOL.

Secretário de Vigilância do Ministério da Saúde pede demissão

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, em coletiva de imprensa Foto: Reprodução.

De O Globo.

O secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão do cargo na manhã desta quarta-feira . A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ministério por volta das 12h. Ele fazia parte do chamado “núcleo duro” da equipe do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Wanderson é enfermeiro e doutor em epidemiologia. Ele já teve passagens pelo Ministério da Saúde, mas atuava como pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) antes de assumir a Secretaria de Vigilância em Saúde, com a chegada de Mandetta. Além de ser reconhecido na pasta pela performance nos bastidores durante epidemias, como a do zika.

É considerando o grande estrategista da ação do ministério contra o novo coronavírus. Foi Wanderson quem elaborou, com sua equipe, as chamadas “medidas não farmacológicas” de combate à Covid-19, que engloba o distanciamento social.

Nas últimas semanas, em meio a pressões para que o ministério abandonasse o discurso de isolamento mais amplo, Wanderson confidenciava a pessoas próximas sua vontade de se dedicar a dar aulas. Ele se diz “professor por natureza”. Para se esquivar de temas mais políticos, costumava dizer que “estou gestor”, mas sou “técnico”.

A saída de Wanderson acontece em meio ao aumento dos rumores sobre a demissão de Mandetta. Desde domingo, quando ele concedeu uma entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, o ministro perdeu o apoio que tinha de parte da ala militar do governo que vinha tentando mantê-lo no cargo apesar da intenção do presidente Jair Bolsonaro de demiti-lo.

Mandetta e Bolsonaro vêm divergindo sobre a condução da crise causada pela epidemia do novo coronavírus há semanas. Mandetta e sua equipe defendem a adoção de medidas de distanciamento social ampliado como forma de diminuir a força da epidemia no país. Bolsonaro, por outro lado, defende o distanciamento social seletivo, no qual apenas alguns grupos considerados de risco seriam submetidos ao isolamento social.

Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 25262 casos confirmados de Covid-19 e 1531 mortos.

Mandetta avisa equipe que será demitido, diz coluna

Foto: Renato Strauss/Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou a sua equipe na pasta, na noite de ontem (14), que o presidente Jair Bolsonaro já está em busca de um nome para o seu posto e que deve ser demitido nesta semana.

De acordo com a coluna Painel, da Folha, Mandetta falou com integrantes da pasta em clima de despedida depois da entrevista coletiva em que participou no Palácio do Planalto.

Ele avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e permanecer no cargo até a exoneração ser oficializada.

Antes da coletiva, Mandetta esteve na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros, onde ficou em silêncio, segundo a coluna.

Do Metro1.

Bolsonaro diz que falta humildade a Mandetta e afirma que ‘nenhum ministro é indemissível’

Foto : Isac Nóbrega/PR.

O presidente Jair Bolsonaro criticou ontem (2) o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, durante entrevista à Rádio Jovem Pan. Bolsonaro disse que responsável pela pasta que cuida do enfrentamento do coronavírus no país está faltando humildade para saber escutá-lo.

“Mandetta já sabe que a gente está se bicando há algum tempo. Não pretendo demiti-lo no meio da guerra. É uma pessoa que em algum momento extrapolou. Tem uma hierarquia entre nós. Sempre respeito todos os ministros. Ele montou o ministério de acordo com sua vontade, espero que ele dê conta do recado. Nenhum ministério é indemissível”, afirmou.

Bolsonaro reforçou que o ministro “precisa ouvir mais um pouco presidente da República”. “Não tem nenhum problema com Guedes. Agora, o Mandetta quer fazer valer a vontade dele. Possa ser que esteja certo”, completou.

Mandetta e Bolsonaro entraram em rota de colisão durante a pandemia do coronavírus no Brasil. O ministro defende o isolamento completo para evitar a propagação do vírus, já o presidente pede o isolamento vertical, ou seja, manter apenas os idosos isolados.

Do Metro1.

Ministro do STF encaminha à PGR pedido de afastamento de Bolsonaro

Foto : Nelson Jr/SCO/STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). A informação foi confirmada pelo próprio magistrado. A medida tem como base as ações de Bolsonaro na condução do país na crise do coronavírus, que já matou mais de 159 pessoas no Brasil.

Na condição de relator da ação, Marco Aurélio encaminhou a notícia-crime protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes, do PT-MG.

Por não ter sido arquivado pelo ministro, o pedido exige que a PGR se posicione e dê um parecer sobre o afastamento, que pode chegar a 180 dias. Procurado, o Planalto não comentou a decisão.

Mais cedo, o ministro declarou ter ficado “pasmo” ao ver o presidente cumprimentando pessoas em Brasília, mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde sobre isolamento social.

No pedido feito pelo parlamentar, ele ressalta a quantidade de crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro. “A notícia-crime relata mais de 20 vezes em que o presidente pôs o país em risco. E ainda há novos fatos a serem incorporados”, disse Lopes sobre a peça.

Do Metro1.