Em um ano, casos de Aids diminuem 60% na Bahia, aponta Sesab

Reprodução da internet.

O número de casos de Aids, doença provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), diminui em 60% entre os anos de 2017 e 2018, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Em 2017 foram registrados 1.817 casos em todo o estado. No ano seguinte, em 2018, o total foi de 736, número menor do que a metade do total de registrado no ano anterior. Em 2017, só em Salvador, houve o registro de 732 pessoas com a doença. Feira de Santana, que fica a cerca de 100 Km da capital baiana, ocupou a segunda posição, com 144 casos. Juazeiro, na região norte do estado, teve 50 pessoas infectadas no mesmo período. Já Lauro de Freitas e Camaçari, ambas na região metropolitana de Salvador, foram, respectivamente, 46 e 41 casos.

Na época, os números foram divulgados também pela Sesab e mostrava que Salvador, Feira de Santana, e Juazeiro eram os municípios com o mais casos da doença. Em 2018, Salvador continuou na liderança da lista, com 313 casos. A segunda cidade com maior número de pessoas infectadas no ano passado foi Feira de Santana, com 54. Já em Itabuna, em todo ano de 2018, 17 pessoas descobriram que estavam contaminadas pelo vírus. Lauro de Freitas e Juazeiro vieram em seguida, com 14 e 13 casos, respectivamente. Ainda não existe um balanço consolidado com dados de 2019. Apesar disso, segundo a Sesab, até maio, 834 novos casos de HIV foram registrados no estado. A maior parte das ocorrências é de Salvador. A cidade tinha, na época, 404.

Aids
A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV que afeta o sistema de defesa do corpo humano. O vírus ataca e mata os glóbulos brancos (células do sangue que combatem as doenças). Conforme eles contra-atacam, tentando combater o HIV, há um sobrecarregamento do sistema imunológico. As células de defesa acabam morrendo por inflamação crônica e o sistema fica vulnerável a qualquer outra doença que acomete a pessoa infectada.

Onde buscar tratamento
Em Salvador, o Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (CEDAP), localizado no bairro do Garcia, presta assistência a pessoas vivendo com HIV/Aids, infecções sexualmente transmissíveis e realiza assistência multidisciplinar à população transgênero.

O atendimento é realizado a partir do encaminhamento dos pacientes por outras unidades de saúde ou também por demanda espontânea, após triagem.

No local, os pacientes são avaliados por equipe multidisciplinar composta por enfermeiros e assistentes sociais, que acolhem, escutam e orientam quanto à prevenção de doenças, realizam abordagem sindrômica, quando indicado, e encaminham para atendimento médico imediato, quando necessário. Após esta avaliação os pacientes que têm o perfil para o acompanhamento em Centro de referência são encaminhados para os ambulatórios da unidade de acordo com a sua necessidade.

Também na capital, as pessoas podem fazer testes rápidos de HIV nas 120 unidades básicas de saúde (UBS). O procedimento é semelhante ao teste de glicemia, obtido através de uma gota de sangue após uma picada no dedo.

Região de Ilhéus terá um hospital materno-infantil

Ilhéus. Foto: Arquivo

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado, investirá recursos estimados em cerca de R$ 24 milhões na reforma e ampliação do antigo Hospital Luís Viana Filho, em Ilhéus, que será transformado em Hospital Materno-Infantil. A assinatura da ordem de serviço para início da implantação da nova unidade será nesta sexta-feira (6), às 14 horas, com a presença do secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

“A partir da abertura do Hospital Regional Costa do Cacau, foi possível a reorientação do Hospital Geral Luís Viana Filho para a atenção materna e infantil”, afirma o secretário Fábio Vilas-Boas. Ele acrescenta que, dessa forma, a região passa a estar mais estrutura para atender as demandas de média e alta complexidade, seguindo o plano do governador Rui Costa de descentralizar a assistência à Saúde para que o cidadão seja atendido mais perto de casa.

Perfil da Unidade

O Hospital Materno-Infantil de Ilhéus terá 105 leitos de internação, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências da região de Ilhéus, com funcionamento 24 horas, acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos demais pontos de atenção primária, mediante processos regulatórios.

A nova unidade será estruturada para assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidados intensivos e clínicos às crianças. Garantindo atendimento humanizado e resolutivo; acolhimento com classificação de risco; boas práticas e segurança na atenção ao parto, abortamento, nascimento e puerpério, atenção especializada em pediatria, além de certificação como “Hospital Amigo da Criança”.

Além de servir como campo para o desenvolvimento de ensino – formação acadêmica e capacitação multiprofissional – e da pesquisa, o Hospital Materno-Infantil contará com serviço de pediatria estruturado para atender em caráter de urgência aos agravos mais prevalentes na criança e no adolescente, garantindo ainda procedimentos cirúrgicos e cuidados intensivos pediátricos.

Os leitos da unidade serão distribuídos entre obstetrícia clínica (20) e cirúrgica (10), gestação de alto risco (12), pediatria clínica (17) e cirúrgica (6), UTI neonatal (10), neonatal convencional (10), neonatal canguru (5) e Centro de Parto Natural (5).

Além dos leitos de internação, a unidade hospitalar terá ambulatório com consultórios, salas de planejamento familiar, vacinas, testes da orelhinha e do olhinho, salas administrativa e de marcação. A previsão é que a partir da assinatura da ordem de serviço, a reforma e adequação do Hospital Materno Infantil seja concluída no prazo de 12 meses.

Fapesb lança edital voltado a doenças que acometem a população negra

Foto: Jonathan Lins/G1.

Às vésperas de 2020 e em pleno século XXI, a população negra ainda sofre as mazelas da desigualdade social com impacto negativo sobre a qualidade de vida. Uma delas é na área da saúde, que expõe os cidadãos negros a condições que favorecem o desenvolvimento de doenças, entre as quais a doença falciforme.

Em busca de reverter esta situação, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lança um edital que vai destinar R$ 1,1 milhão para pesquisas científicas que busquem soluções para essas patologias. O lançamento será realizado nesta quinta-feira (5), ‪às 8h‬, durante a IV Conferência Estadual de CT&I, no Hotel Fiesta, em Salvador.

De acordo com o diretor-geral da Fapesb, Márcio Costa, a iniciativa é pioneira. “O edital é o primeiro criado com este foco entre todas as fundações de amparo à pesquisa. Durante a IV CCTI, onde haverá um diálogo com representantes de todo o setor do ecossistema de inovação sobre as demandas para atualizar a política estadual do setor, serão apresentados mais detalhes sobre a programa, como as linhas de pesquisa. Uma será voltada para doenças falciformes e a outra para os agraves das enfermidades da população negra, com foco em entender os indicadores da sociedade e como as condições de vida influenciam nas doenças desenvolvidas em pessoas negras”, explica.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, destaca a importância de investir cada vez mais em pesquisa. “O edital mostra o compromisso do Governo do Estado em buscar as lacunas de conhecimento para o desenvolvimento de pesquisa que traga soluções para a população negra no que se refere às doenças prevalentes nessa população, como a anemia falciforme. Buscamos novos conhecimentos e novas tecnologias que venham agregar qualidade de vida e melhoria da assistência à saúde”.

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) é parceira no lançamento do edital. A secretária da pasta, Fabya Reis, afirma que a iniciativa contribui com as políticas de equidade racial na Bahia. “Assim, é possível avançar com ações no campo da atenção integral à saúde da população negra, materializando as recomendações do Estatuto da Igualdade Racial do Estado e da política destinada aos segmentos dos povos e comunidades tradicionais”, considera.

Já o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, ressalta que ainda são necessárias ações para combater o racismo institucional na área da saúde. “É preciso prevenir a cegueira pelo glaucoma, controlar a hipertensão arterial, evitar amputações por pé diabético, além de ofertar cuidados a pessoas com doença falciforme”.

Hospital Regional Costa do Cacau avança e amplia procedimentos para pacientes

Hospital Regional da Costa do Cacau.

Infelizmente algumas pessoas associam a ideia de que o internamento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um local de fase terminal de pacientes. Esse conceito vem mudando no sul da Bahia, devido aos investimentos de estrutura e ampliação de procedimentos no Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus.

Esses investimentos têm possibilitado a expansão da oferta de serviços no HRCC. Com o aumento do número de leitos de UTI de 20 para 30 foi possível a ampliação do número de neurocirurgias, procedimentos exclusivos, como a questão da embolização cerebral, neurocirurgias abertas e cardiovasculares.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “como a saúde é uma das principais bandeiras do governador Rui Costa, trabalhamos em ritmo acelerado para que os baianos tenham serviços de qualidade e resolutividade nos hospitais públicos de toda a Bahia. Hoje são realizadas mensalmente no HRCC mais de 600 cirurgias, entre elas as de alta complexidade, como: embolização da má formação da artéria venosa (MAV) e implante de marcapasso com desfibrilador/ressincronizador”, afirma o secretário, ao pontuar ainda que a unidade é referência para 70 municípios do sul da Bahia.

A unidade hospitalar, integrante da rede de saúde do Estado da Bahia, conta com equipe especializada de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, entre outros profissionais treinados e altamente capacitados para o atendimento adequado.

O médico Almir Gonçalves, diretor assistencial do HRCC, destaca os avanços significativos da unidade. “Esta semana realizamos a décima quarta cirurgia cardiovascular aberta, todas com cem por cento de êxito”. (mais…)

Família pede ajuda para tratamento de criança de 11 meses

A família da pequena Ágatha Guimarães Costa, de 11 meses, pede colaboração de pessoas que possam contribuir no tratamento dela. Ágatha nasceu com linfangioma ou higromacístico, uma má formação congênita rara do sistema linfático.

Pra que ela tenha uma vida normal é preciso fazer um tratamento em São Paulo, cujo custo não é coberto pelo plano de saúde.

Interessados podem ajudar com doações por meio deste link.

Senado aprova criação do Médicos pelo Brasil

MP que institui programa perderia validade nesta quinta-feira. REUTERS / Adriano Machado

Fonte: Agência Brasil

O Senado aprovou, na tarde de ontem (27), a medida provisória (MP) que cria o programa Médicos pelo Brasil. A MP expiraria nesta quinta-feira (28) e perderia a validade de não fosse votada. A matéria vai agora à sanção presidencial.

Na terça (26), o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e chegou ao Senado para uma aprovação rápida, sob risco de expirar. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), havia se comprometido a votar a MP, mesmo com pouco tempo para apreciação da matéria. “Ela [MP] é importante, tem que votar, vou falar com os senadores. Mesmo faltando um dia [para expirar] a gente vai botar para votar”, disse ele, na semana passada.

Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em 1º de agosto, a MP amplia em pouco mais de 7,3 mil o número de médicos nas áreas mais carentes do país – 55% dos profissionais serão contratados para atender as regiões Norte e Nordeste.

O programa Médicos pelo Brasil, lançado em substituição ao Mais Médicos, criado em 2013, também define novos critérios para realocação dos profissionais considerando locais com maior dificuldade de acesso, transporte ou permanência dos servidores, além do quesito de alta vulnerabilidade. A nova proposta ainda prevê formação de especialistas em medicina da família e comunidade.

De acordo com as regras do programa, os profissionais deverão ser selecionados para duas funções: médicos de família e comunidade e tutor médico. Todos deverão ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). (mais…)

Revoltados, índios pataxós enterram bebê que faleceu por falta de atendimento

Tristeza e revolta na Reserva Taquari. Imagem extraída de vídeo.

Índios da etnia Pataxó-hã-hã-hãe, que residem na reserva indígena Taquari, no município de Pau-Brasil, enterraram o bebê Levi na manhã desta terça-feira, 26.

O bebê faleceu na manhã da última segunda-feira, 25, após ter o atendimento emergencial negado pela Maternidade Ester Gomes e pelo Hospital Manoel Novaes, ambos de Itabuna.

Quando foi atendido após a interferência do advogado Davi Pedreira e vários minutos de espera, Levi de 9 meses não resistiu e faleceu.

O caso teve ampla repercussão na imprensa baiana.

Nos vídeos abaixo, gravados pelo advogado Davi Pedreira, é possível perceber a revolta e a tristeza dos índios durante o velório da criança.

Pai perde filho recém-nascido e se revolta contra o governo Marão

Pai fica indignado com caos na saúde do município. Imagem extraída de vídeo.

O vídeo de um pai indignado após a morte do filho no Hospital São José em Ilhéus, circulou nas redes sociais no último final de semana chamou atenção para um fato amplamente conhecido: a saúde pública não funciona no município.

O pai, num discurso revoltado e direcionado ao prefeito Marão, relata a situação pela qual a esposa passou ao dar a luz a uma criança prematura. Segundo ele, a unidade hospitalar não possui estrutura necessária para este tipo de atendimento.

“Você que fica em rede social dizendo que a Saúde de Ilhéus está a mil maravilhas, não está não, acabei de perder meu filho, que ficou internado no berçário respirando por aparelhos e aguardando uma vaga para ser transferido pra Itabuna, coisa que Ilhéus não tem. É uma vergonha para você como prefeito, que na campanha disse que era médico do povo”, afirmou o homem.

O pai também disse que a esposa não conseguiu atendimento adequado por não haver médico especialista na unidade. “A dor que estou sentindo, o senhor não está sentindo. Venha sentir na pele o que é ser atendido pelo SUS. Ilhéus merece ter atendimento neonatal, pois é para isso que pago imposto”.

Veja o vídeo:

Só doação regular de sangue mantém estoques, diz ministério

No Brasil, cerca de 3,3 milhões de pessoas são doadoras. Na foto, o doador, Flávio Rocha (Tomaz Silva/Agência Brasil).

Fonte: Agência Brasil

A cada bolsa de sangue doada, até quatro vidas podem ser salvas no país, segundo estatísticas do Ministério da Saúde. No Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado nesta segunda-feira (25), a rede pública de saúde de todo o país reforça a importância da doação regular desse insumo vital. A data foi criada por meio de um decreto presidencial, em 1964, para marcar a fundação do primeiro centro de doadores voluntários de sangue no país. No Brasil, cerca de 3,3 milhões de pessoas são doadoras de sangue. Isso significa que 16, a cada mil pessoas, doam sangue regularmente.

“A nossa situação de doação de sangue no Brasil está atualmente em conformidade com o que a OMS [Organização Mundial da Saúde] preconiza para a segurança, que é entre 1% e 3% da população. Nós temos tido um percentual de 1,6% da população brasileira doando em serviços de coleta que fornecem sangue para a rede SUS, ou seja, para o Sistema Único de Saúde”, afirma Rodolfo Duarte Firmino, coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

Apesar de estar dentro do padrão de doação recomendado internacionalmente, o Ministério da Saúde trabalha para ampliar o número de doadores, especialmente o de doadores regulares. Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 42,9% das doações feitas em 2017 foram de primeira vez, 42% de repetição e 15% esporádicas. Além disso, a agência divulgou que, nas doações, há a prevalência dos tipos O+ e A+, contabilizando 43% e 30,7% das doações realizadas em 2017, respectivamente.

“São os doadores regulares que a gente percebe que mantêm abastecidos os bancos de sangue ao longo do ano”, diz Firmino. “Não tem nenhum substituto farmacêutico para o sangue, é um produto usado na medicina que só vem por meio da doação. Então, essas pessoas que foram lá no hemocentro de sua cidade fazer a doação esporádica, que retornem regularmente para doar, para não só termos os bancos de sangue abastecidos de forma mais perene, mas também porque a gente tem uma segurança desse sangue por a gente conhecer mais o doador”, acrescenta. (mais…)

Saúde busca imunizar mais de 9 milhões de jovens contra o sarampo

Imagem ilustrativa.

Fonte: Agência Brasil

Com foco na população jovem, com idade entre 20 e 29 anos, o Ministério da Saúde iniciou hoje (18) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo.

De acordo com o ministério, 9,4 milhões de brasileiros fazem parte desse grupo etário.

“Nesta idade, os jovens não costumam ir aos postos de saúde, pois geralmente não ficam doentes. Esse é um ponto importante: precisamos ter uma estratégia diferente com essa população”, disse o ministro interino da Saúde, João Gabbardo.

O objetivo da campanha, que teve R$ 7 milhões em investimentos nesta fase, é imunizar pelo menos 9 milhões de pessoas.

Os dados mais recentes da pasta da Saúde mostram que jovens nessa faixa etária são maioria entre os casos registrados – respondem por 30,6% do número total de casos de sarampo este ano no Brasil. E, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério, são também o maior vetor em potencial da doença.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, ressaltou explicou que mesmo os jovens que acreditam já ter tomado a vacina em anos anteriores devem procurar postos de saúde para atualizar a dose.

Wanderson explicou que registros antigos da imunização contra sarampo pode estar incompletos ou incorretos. “É muito difícil encontrar na caderneta de vacinação o registro de ‘vacina contra sarampo’. Então, caso o jovem tenha dúvida, é melhor que vá à unidade de saúde para avaliar se aquela vacina era realmente a tríplice viral.”

HRCC realiza procedimento inédito de alta complexidade pelo SUS

Procedimento inédito aliviou o sofrimento de duas mulheres no Sul do Estado. Foto: Ascom HRCC.

Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica ou CPRE. O termo é um tanto desconhecido para a maioria de nós, mas o procedimento de alta complexidade foi considerado inédito pelo SUS na região. O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, recebeu duas mulheres, de 30 e 59 anos, que sofriam com cálculos em canal biliar. Foram rapidamente submetidas na segunda-feira (4), e passam bem. A unidade hospitalar é referência para 70 municípios.

Ao site institucional da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), o secretário Fábio Vilas-Boas, que também é médico, explicou que o CPRE é um procedimento indicado para avaliação diagnóstica e tratamento das doenças que acometem os ductos de drenagem do fígado e do pâncreas. “É uma mudança radical no acesso à saúde, pois este e outros procedimentos, a exemplo da hemodinâmica, neurocirurgia e cirurgia cardíaca, eram restritos a capital”.

O Hospital Regional Costa do Cacau atualmente possui 184 leitos para internamento, sendo 30 leitos exclusivos para UTI. Diante disso, o titular da Saúde no Estado, reafirmou que “a saúde é uma das principais bandeiras do governador Rui Costa, trabalhamos em ritmo acelerado para que os baianos tenham serviços de qualidade e resolutividade nos hospitais públicos de toda a Bahia”, completou Vilas-Boas.

Procedimento

De acordo com o órgão, a CPRE é realizada com o emprego de um endoscópio específico que permite a introdução de um cateter pelo orifício de abertura desses canais no intestino. Através deste cateter, injeta-se contraste nas vias biliares, permitindo a avaliação radiológica da anatomia local. Durante o exame, as imagens radiológicas são interpretadas pelo médico endoscopista.

Dependendo do diagnóstico e da situação clínica, poderão ser realizados procedimentos adicionais visando o tratamento, como a retirada de cálculos com balão extrator ou cesta, bem como dilatação de estreitamentos (estenoses) com balões ou sondas dilatadoras e drenagem biliar ou pancreática com emprego de próteses.

Estado intensifica ações de combate à sífilis e sífilis congênita

A Bahia registrou entre 2015 e 2019 mais de 34 mil novos casos de sífilis.

A Bahia registrou entre 2015 e 2019 mais de 34 mil novos casos de sífilis. Deste total, 43,18% correspondem a gestantes. Com o objetivo de reduzir esses números, as unidades da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) intensificaram as ações de combate à sífilis e sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) neste sábado (26), dia D da campanha nacional.

De acordo com a subsecretária da Saúde do Estado, Tereza Paim, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. “As unidades estaduais estão realizando rodas de conversa, distribuição de preservativos, além de testes rápidos, aconselhamento e, caso necessário, o início imediato do tratamento”, afirma a subsecretária, ao pontuar ainda que as gestantes são um público de extremo interesse devido a possibilidade de passarem para o feto.

Dezessete unidades da rede estadual materno-infantil participaram da mobilização, com ações de conscientização, prevenção e tratamento da sífilis. São elas: Maternidade Albert Sabin (MAS), Maternidade Tsylla Balbino (MTB), Iperba, Centro de Parto Humanizado João Batista Caribé, Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Geral Menandro de Faria (HGMF), Hospital Geral de Ipiaú, Hospital Geral de Camaçar (HGC)i, Hospital Geral de Guanambi, Hospital Estadual da Criança (HEC), Maternidade de Referência Professor José Maria De Magalhães Neto, Hospital Eurídice de Santana, Hospital Geral de Itaparica, Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães, Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, Hospital Regional Dr. Mario Dourado Sobrinho e Hospital do Oeste (HO).

Sífilis congênita

A sífilis congênita é transmitida para a criança durante a gestação (transmissão vertical). Por isso, é importante a realização do teste para detecção durante o pré-natal. Foram registrados entre 2015 e 2019 mais de 5.500 diagnósticos positivos em menores de um ano na Bahia.

Pacientes do Hospital Regional Costa do Cacau reconhecem a estrutura e qualidade de atendimento

Hospital Regional da Costa do Cacau. Foto: Ascom/HRCC.

Da Assessoria de Comunicação do HRCC.

Em um momento de lazer, aconteceu um imprevisto com João Victor de Azevedo Ribeiro: uma queda de bicicleta ocasionou uma fratura no braço direito. O paciente foi atendido pela equipe do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC) e passou por uma cirurgia ortopédica no cotovelo. Ribeiro ficou impressionado com a estrutura do hospital e principalmente com o atendimento da equipe, solicitando assim, dar seu depoimento para que outras pessoas tivessem conhecimento da qualidade do Hospital do Cacau

“Quero agradecer a toda equipe do hospital, aos médicos Ramon Alves e Marcus Puentes, que fizeram uma cirurgia menos invasiva possível, fui operado no dia 15 e hoje, dia 16, já estou de alta indo de volta para casa. Só tenho que agradecer pelo acolhimento e pela forma que fui atendido”, declarou João Ribeiro.

João Victor acrescentou ainda que a equipe é excelente. “Tive um atendimento espetacular, na verdade surpreendente, não esperava a estrutura, a qualidade de atendimento, tanto da enfermagem, quanto dos médicos, a estrutura física e limpeza, tudo nota dez. É como se estivesse em um hospital de primeiro mundo”, complementou a avaliação positiva.

A acompanhante Domingas Barbosa, do paciente Antônio Novais Oliveira, submetido a uma hernioplastia incisional (cirurgia de hérnia), disse que o HRCC é um hospital muito bom. “Tem um atendimento ótimo, é muito legal aqui, gostei muito daqui, foi dez. As meninas, as enfermeiras passam até meia-noite cuidando dos pacientes, nem precisa ficar chamando”, avaliou. (mais…)

Sábado será “Dia D” de vacinação contra o sarampo

Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo tem como meta vacinar 2,6 milhões de crianças. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Neste sábado (19), será realizado em todo o país o “Dia D de Vacinação contra o Sarampo”. A data é uma mobilização para estimular pessoas a se imunizarem contra a doença, cujos casos vêm crescendo no país nos últimos meses. Postos de saúde estarão abertos para receber os interessados em se proteger contra o sarampo ou que não tenham tomado todas as doses.

O “Dia D” faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, lançada no dia 7 de outubro pelo Ministério da Saúde, em parceria com secretarias estaduais e municipais.

A mobilização nacional de amanhã integra a primeira fase da campanha, até 25 de outubro, voltada a crianças com idade entre seis meses e 4 anos. Os bebês de até um ano apresentam coeficiente de incidência da doença de 92,3 a cada 100 mil habitantes, 12 vezes maior do que as demais faixas.

Na segunda etapa, programada para o período entre 18 e 30 de novembro, o foco será em pessoas de 20 a 29 anos. Essa faixa inclui a maioria do número de casos confirmados da doença, com 1.694, embora com coeficiente menor (13,2 casos a cada 100 mil habitantes) devido ao número de brasileiros nessa faixa de idade. (mais…)

Hospital Regional Costa do Cacau realiza técnica avançada de angioplastia coronária

Hospital Regional da Costa do Cacau.

O Serviço de Hemodinâmica do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, realiza as técnicas mais complexas, sendo referência em angioplastia primária (cirurgia para vítimas de infarto), atendendo aos padrões de excelência, preconizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Mais uma vez, a equipe do HRCC inovou em procedimentos oferecidos na rede de saúde do interior da Bahia. Na última segunda-feira (14), Orlando Souza dos Santos, de 55 anos, morador de Itajuípe, paciente pós-infarto agudo do miocárdio foi submetido a uma angioplastia coronária minimamente invasiva.
De acordo com Paulo Vasconcelos, hemodinamicista do HRCC, o paciente chegou com uma suboclusão na origem da coronária descendente anterior, que é uma das principais artérias do coração. “Uma lesão dessa coronária com essa magnitude pode causar uma série de danos para o paciente, inclusive a morte”, explicou.

Ainda segundo Paulo Vasconcelos, a indicação para esse tipo de procedimento é cirurgia de revascularização do miocárdio, cirurgia aberta, com cirurgião cardíaco. “Neste caso, colocamos um dispositivo chamado stent que possibilitou o paciente voltar seu coração ao normal com alta hospitalar em 1 dia. Fizemos um procedimento sem corte, com uma recuperação ótima, ele já se levanta vai ao banheiro, só precisa de 6 horas de repouso para evitar sangramento na área puncionada”.

(mais…)