Laboratório LIDI/EXATO já faz 6 mil exames por mês

Foto: Ascom/Madre Thaís.

Já está em pleno funcionamento, no anexo 3 da Faculdade Madre Thaís, na Avenida Itabuna nº 1681 o Exato Laboratório de Análises Clínicas, em parceria com o LIDI Laboratório. A nova unidade permite que todos os exames laboratoriais sejam realizados diretamente na instituição oferecendo maior rapidez, economia, qualidade e segurança nos procedimentos.

O investimento vai beneficiar o ilheense já que muitos exames são processados in loco com rapidez nos resultados. Segundo o diretor Geral da Faculdade Madre Thaís, Dr. Eusínio Gesteira, a unidade era uma ansiedade de toda equipe e vai resolver uma grande demanda no atendimento dos exames na cidade. “Foi um desafio montar estas instalações deste laboratório de alta qualidade que vai garantir exames mais rápidos, com economia e mais qualidade”.

A professora e biomédica, coordenadora do curso de Biomedicina na Faculdade Madre Thaís e diretora do Exato Laboratório de Análises Clinicas, Ana Paula Adry, juntamente com José Dantas de Melo Neto, diretor do Lidi Laboratório, destacam o alto nível técnico, humano e de processos da unidade que possibilita que todos os exames laboratoriais sejam realizados diretamente na instituição propiciando maior rapidez, economia, qualidade e segurança nos procedimentos. O Lidi/Exato atende aos principais convênios, incluindo o SUS, e para a comodidade aos seus clientes, montou um setor de coleta na Rua coronel Paiva no centro.

Exclusivo. Pesquisa revela o fracasso do governo Marão na saúde

Marão, o médico do “cuida de mim, doutor”, fracassa na saúde.

Saúde, violência e desemprego são os problemas que mais incomodam em Ilhéus.

Pesquisa de opinião realizada em Ilhéus nos dias 24, 25, 29 e 30 de janeiro de 2019 revela os problemas mais citados nos serviços públicos. O levantamento feito por uma empresa respeitada de Itabuna, cujo contrato não nos permite identificá-la, entrevistou 1104 pessoas. A margem de erro é de 3%.

Ao responderem a pergunta “desses problemas que vou lhe apontar, quais são os três principais por ordem?”, os entrevistados geraram os seguintes resultados:

Saúde/atendimento médico 41.85%.

Violência/falta de segurança 27.72%.

Desemprego 4.35%.

Transporte coletivo/ônibus 3.89%.

Coleta de lixo 3.35%.

Outros 18.84%

Diante da pergunta “e qual o segundo?”, o resultado foi:

Saúde/atendimento médico 13.77%

Transporte coletivo/ônibus 13.13%.

Desemprego 11.32%

Limpeza das ruas 10.87%.

Violência/falta de segurança 9.78%.

Opinião do BG.

A partir dos resultados é possível constatar que o governo Marão fracassa em sua principal proposta de campanha, comprometida em melhorar os serviços públicos de saúde. Em dois anos e três meses, a gestão já nomeou quatro secretários e a pasta é alvo de denúncias graves. Medicamentos e insumos foram comprados com sobrepreços, segundo auditoria do Ministério da Saúde. O Ministério Público Federal investiga os indícios de irregularidades.

O combate à violência, cuja atribuição é do governo estadual, já é um fator considerável de transtornos. Como os serviços públicos funcionam mal, a tendência e que a violência cresça, uma vez que política de segurança pública não se faz apenas com policiamento, armas e repressão. As recomendações dos especialistas para minorar o problema passam também pelo fortalecimento de politicas sociais amplas, incluindo o direcionamento educacional e profissional dos jovens.

O desemprego, sintoma das taxas de crescimento econômico tímidas dos últimos anos, tende a aumentar se o governo anômalo do presidente Jair Bolsonaro não encontrar saídas. Paulo Guedes, ministro da economia, aposta alto na reforma da previdência, cuja pressão popular tem gerado oposição de deputados e senadores.

O transporte coletivo, alvo de muitas reclamações nas redes sociais, também carece de melhorias. A principal queixa é o estado de conservação dos ônibus.

Vacinação contra a gripe começa amanhã em todo o país

Da Agência Brasil.

Começa nesta quarta-feira, 10, em todo o país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, de acordo com o Ministério da Saúde, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo a pasta, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A vacina

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que, em relação ao ano passado, houve alteração de duas cepas na vacina. Em função da mudança na composição, a pasta considera “imprescindível” que os grupos selecionados, ainda que já tenham sido imunizados anteriormente, recebam a nova dose este ano.

“O Ministério da Saúde não indica a utilização da vacina contra influenza com cepas 2018, pois não tem a mesma composição da vacina de 2019, o que faz com que não seja eficaz para proteção.”

Sintomas e prevenção

A orientação da pasta é que indivíduos que apresentem sintomas de gripe evitem sair de casa durante o período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), restrinjam o ambiente de trabalho para evitar disseminação, evitem aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados, e adotem hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Para prevenir a doença, o ministério recomenda medidas gerais de proteção, como a constante lavagem das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, e a adoção da etiqueta respiratória, que consiste em espirrar na parte de dentro dos cotovelos e cobrir a boca ao tossir, visando à redução do risco de infecção pelo vírus.

Outra dica importante é não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. É importante ficar alerta a sinais e sintomas de gravidade para, nesses casos, buscar imediatamente avaliação em uma unidade de saúde.

Ilhéus está em alerta contra a dengue e chikungunya

Foto: Secom/Ilhéus.

Segundo dados obtidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o número de casos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cresceu 301,4% em 2019 na Bahia. O município de Ilhéus ainda não apresentou aumento significativo nos números de caso, porém o índice de infestação predial (IIP) do mosquito transmissor está alto, em 10%. O Ministério da Saúde preconiza meta de 1%.

A combinação de altas temperaturas e chuvas, características do período de primavera/verão, aumentam as chances de proliferação do vetor transmissor, já que os moradores acabam descuidando da limpeza dos quintais. O mosquito procria-se até mesmo em depósitos pequenos com água parada como tampinhas de garrafas e folhas secas.

Considerando o alto IIP e o período de chuvas, a secretaria municipal de Saúde (Sesau), por meio da vigilância em saúde, está intensificando as ações de controle das arboviroses (dengue, zika e chikungunya) realizando vistoria de rotina nos imóveis, bloqueio focal e perifocal de criadouros em situações de casos suspeitos e confirmados, pesquisa larvária em 1/3 dos imóveis e vistorias aos pontos estratégicos de 15 em 15 dias.

Além das ações de rotina, o Programa de Controle às Endemias conta com uma equipe de educação em saúde que realiza palestras principalmente nas escolas da rede pública e privada. De acordo com a Vigilância, não basta apenas um pequeno grupo combater a Dengue, precisa que cada morador se torne o agente de saúde da própria casa, identificando e eliminando os possíveis focos do mosquito.

Da Secom/Ilhéus.

Vergonha. Governo Marão deixa postos de saúde sem receituários

Apadrinhado pelo secretário estadual de saúde, Fabio Vilas-Boas, e pelo assessor especial, Cássio Garcia, o titular da pasta em Ilhéus, Geraldo Magela, tem deixado faltar materiais simples nos postos de saúde.

Devido à falta de receituários, médicos e dentistas prescrevem medicamentos e exames em folhas de papel ofício cortadas com estiletes, ou, em xerox quase apagadas. Também não há fichas de atendimento e cartões que registram a frequência dos pacientes nos postos.

Magela deixou os postos de saúde sem material gráfico por falta de licitação, afirma uma das fontes.

Publicamos abaixo a receita de um paciente atendido no posto odontológico do Lions Clube do Pontal, nesta sexta-feira, 05. Para que não seja perseguido, rasuramos o nome dele no documento.

Enviamos mensagens para o secretário Geraldo Magela, mas ele não mandou resposta.

Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir desta segunda-feira

Da Agência Brasil.

O preço dos remédios vendidos no país pode aumentar até 4,33% a partir desta segunda-feira, 01. O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual é o teto permitido de reajuste. Cada empresa pode decidir se vai aplicar o índice total ou menor. Os valores valem para os medicamentos vendidos com receita.

Ainda segundo a pasta, o cálculo é feito com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses – o IPCA, a produtividade das indústrias de remédios, o câmbio e a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publica, todo mês, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos já com os valores do ICMS – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que é definido pelos estados.

As empresas que descumprirem os preços máximos permitidos ou aplicarem um reajuste maior do que o estabelecido podem pagar multa que varia de R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

Magela ganha sobrevida na secretaria de saúde

Notinhas.

Geraldo Magela e seus padrinhos Fabio Vilas-Boas e Cássio Garcia.

O prefeito de Ilhéus não está satisfeito com o desempenho de Geraldo Magela na secretaria de saúde.

Magela não prioriza a atenção básica, instrumento da politica de saúde preventiva. Adota, desde Teixeira de Freitas, preferência mal explicada pela medicina curativa e hospitalar. Não visita postos de saúde, promove reuniões de efeito inócuo, não desperta empatia na equipe que comanda, mas é apadrinhado do secretário estadual de saúde, precisamente de Cássio Garcia, assessor especial de Fabio Vilas-Boas.

Marão, cuja incapacidade administrativa é notória, esperava mais de Magela. Agora, não sabe como se livrar dele.

A continuidade de Magela é condição imposta para viabilizar alguns projetos, até agora vinculados ao universo duvidoso das promessas políticas.

Ubaitaba recebe elogios devido ao combate à esquistossomose

Equipe da SESAU/Ubaitaba. Foto: Ascom.

O trabalho de combate à esquistossomose desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Ubaitaba (SESAU) foi apresentado no Encontro da Macrorregião Sul sobre Doenças de Transmissão Vertical realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), nesta semana. O exemplo de Ubaitaba foi apontado como modelo para outros municípios. No evento, promovido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o técnico de Controle de Endemias de Ubaitaba, Patrick Gomes, foi um dos palestrantes.

As ações de campo executadas pelos agentes de controle de endemias foram relatadas na palestra “Experiência do Município de Ubaitaba no Controle da Esquistossomose”. Ao destacar o trabalho da equipe, o secretário de Saúde, José Carlos Lona Almeida, disse que nos últimos dois anos e três meses a administração da prefeita Suka Carneiro deu o suporte necessário. “Atualmente temos oito funcionários e os materiais para o efetivo controle. O resultado é que no ano passado nenhum óbito foi registrado”, afirmou.

A diretora do Núcleo Regional Sul da Sesab, Mariza Eduane, destacou as ações da Sesau de Ubaitaba. Para ela, foi importante compartilhar o trabalho com outros municípios regionais por ser um modelo eficiente. “O que foi mostrado aqui servirá de modelo, contando com o nosso apoio e elogio, por diminuir o índice e a prevalência do Schistosoma na região do Rio de Contas, que tem elevado índice de infestação do verme responsável pela esquistossomose, uma parasitose grave que causa milhares de mortes por ano”, declarou.

Deputada defende uso de componente da maconha no tratamento da epilepsia

Fabíola Mansur. Foto: Ascom.

Na última terça-feira, 26, foi comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia. É o “PurpleDay”, Dia Roxo. Em homenagem à data a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para ressaltar as inúmeras ações que são realizadas ao longo de todo mês em todo país para conscientizar, informar e buscar melhores condições de tratamento para os pacientes com a doença, que atinge em média 3 milhões de brasileiros, segundo a OMS.

Representante da Bahia na Frente Parlamentar Interestadual pelos Direitos da Pessoa com Epilepsia, a deputada e médica Fabíola Mansur destacou o eixo central da campanha este ano, que é o uso medicinal do canabidiol como opção de tratamento para a epilepsia. O canabidiol é um dos componentes da planta cannabis sativa que não produz nenhum psicotativo. A parlamentar defende que seja implementada na Bahia uma política pública para normatizar e disponibilizar no âmbito do SUS medicamentos à base de canabidiol para pacientes refratários, ou seja, aqueles que não apresentam evolução com tratamentos convencionais. Esse tipo de paciente já consegue usar o medicamento através da importação, no entanto, o custo é elevado, podendo chegar com oscilação do dólar a R$ 3 mil.

“É urgente que haja uma discussão mais ampla sobre o tema, de forma mais transparente, sem preconceito, para garantir uma melhor qualidade de vida para os pacientes. O canabidiol não produz nenhum efeito psicoativo. Ou seja, não se pode confundir o uso medicinal de canabinóides com o uso in natura da maconha. Inúmeras pesquisas no mundo inteiro mostram que o medicamento reduz significativamente a frequência das convulsões epilépticas graves, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes”, argumenta a deputada. O medicamento é autorizado para importação pela ANVISA e reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. Fabíola propôs uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia para discutir o tema no dia 09 de abril.

Hospital Costa do Cacau não paga médicos e atendimentos são realizados sem remédios e insumos básicos

HRCC “é só fachada”, dizem os médicos.

Informações de médicos que atendem no Hospital Regional Costa do Cacau relatam dificuldades vividas pelos profissionais.

O hospital inaugurado em dezembro de 2017, com show de Vanessa da Mata e outras pompas, “é só fachada”. As administrações se sucedem e os problemas continuam. Além de “não pagar salários, faltam insumos e medicamentos básicos”, afirmam os médicos.

Segundo uma das fontes, o desabastecimento gera improvisos. “Ficamos tateando medicação que tem na farmácia para substituir a padrão, fio de sutura e etc..”.

O Governo do Estado, que tem a responsabilidade política e administrativa, deve 22% dos salários de setembro e a totalidade dos vencimentos de outubro, janeiro e fevereiro.

Não conseguimos contato com a assessoria de imprensa do HRCC.

Laboratório Lidi/Exato abre instalações à sociedade nesse sábado

Desde 2017 o Laboratório Exato está presente na vida dos ilheenses. Agora com o Lidi Laboratório, juntos, vão apresentar à sociedade regional a sua capacidade de realização de exames clínicos com alto padrão tecnológico.

Com este objetivo, neste sábado, 23, às 9 horas, a sua equipe e diretores vão receber convidados em suas modernas instalações situada na Avenida Itabuna, 1681, ao lado da Faculdade Madre Thais. A unidade está equipada com estrutura completa, utilizado a mais alta tecnologia e equipe especializada em atendimento de excelência.

O evento será coordenado pela biomédica, professora e mestra, Ana Paula Adry. Ela lembra  que “o Exato foi criado com a intenção de atender as necessidades dos cursos da Faculdade Madre Thaís.

O objetivo é o de prestar os melhores serviços à população, por isso, trouxe assessoria cientifica, tecnologia e a capacidade para atender de forma humaniza e especializada”.

Atualmente o Lidi/Exato atende aos principais convênios, incluindo o SUS.

Saúde: Câmara de Vereadores de Ilhéus vai convocar secretário Geraldo Magela

Notinhas.

Geraldo Magela.

A farra das diárias, as denúncias do ex-diretor de planejamento, Uildson Nascimento, e as duas auditorias feitas pelo Serviço Nacional de Auditorias do SUS motivaram um pedido de explicações, feito pela Câmara Municipal, ao secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela.

A sessão ainda não tem data prevista e vai depender da agenda do secretário.

O governo Mário Alexandre levanta dúvidas perigosas justamente na área em que mais se comprometeu durante a campanha de 2016.

No primeiro ano do governo “cuida de mim, doutor”, por meio de um decreto de estado de emergência mal explicado, a secretaria de saúde comprou insumos a preços bem acima do habitual. O sobrepreço atingiu 161% em alguns itens.

O BG espera que os vereadores não se deem por satisfeitos com explicações vazias, pois o Ministério Público Federal já está no caso.

Auditorias na saúde: Câmara de Vereadores deve apurar responsabilidades, afirma Gusmão

O jornalista Emílio Gusmão pede que a Câmara de Vereadores de Ilhéus abra uma Comissão Especial de Inquérito para apurar o resultado das auditorias na secretaria municipal de saúde (veja aqui e aqui).

Segundo o Sistema Nacional de Auditoria do SUS, em 2017, primeiro ano do governo Marão, houve compra de fraldas, insumos e medicamentos com sobrepreços.

Gusmão pede que os vereadores esqueçam os interesses pessoais e cumpram o dever constitucional.

Exclusivo. Ex-secretária de saúde afirma que não assinou decreto de emergência decidido por Marão

Luciene não assinou decreto criado por Bento e Marão.

Em primeira mão.

Em depoimento ao Ministério Público Federal, a ex-secretária de saúde de Ilhéus, a médica Luciene Moura, disse que não assinou o decreto de emergência instituído pelo prefeito Mário Alexandre no dia 16 de janeiro de 2017, no início do governo. Parte das declarações de Luciene Moura consta no relatório da investigação realizada pelo Sistema Nacional de Auditoria do SUS, a pedido do ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Fred Oliveira.

Quando o decreto foi decidido, Luciene estava no cargo, mas disse não ter concordado com a medida. Posteriormente, em outra auditoria do SUS, constatou-se que o estado de emergência propiciou a compra sem licitação de medicamentos, fraldas e insumos a preços acima da prática do mercado.

Na sede de Ilhéus da Procuradoria da República, Luciene Moura disse que o secretário de administração, Bento Lima, pediu que ela assinasse o decreto no dia 19 de janeiro de 2019. Por não concordar com a medida e por já ter deixado o cargo, a médica se recusou a assinar.

Luciene também afirmou não ter participado das reuniões que discutiram o lançamento do decreto, dando a entender que o mesmo foi definido apenas por Mário Alexandre e Bento Lima.

Trecho do depoimento de Luciene Moura ao MPF.

Contudo, essa justificativa não foi acatada pela auditoria, pois o processo administrativo que desencadeou o estado de emergência traz documentos que demonstram o conhecimento da então secretária. Ela enviou comunicações internas a Mário Alexandre e Bento Lima com a solicitação da medida e não informou sobre a mesma ao Conselho Municipal de Saúde.

Apesar dessa contradição, segundo a auditoria que publicamos na quinta-feira, 14, Luciene Moura não teve qualquer responsabilidade nas compras de fraldas, medicamentos e insumos com indícios de sobrepreços. Esses procedimentos suspeitos ocorreram nos períodos de Oswaldo Dunkel e Elizângela Oliveira à frente da secretaria de saúde.

Baixe o relatório da auditoria.

Exclusivo. Governo Marão pagou valores acima do normal por fraldas e medicamentos

Em primeira mão.

Auditoria realizada na Secretaria de Saúde de Ilhéus pelo Sistema Nacional de Auditoria do SUS encontrou “indícios de sobrepreços” nas compras de fraldas, insumos e medicamentos realizadas em 2017, primeiro ano do governo Marão. A devassa coloca a gestão atual em condição suspeita desde o seu início.

O relatório já é do conhecimento do Ministério Público Federal. O documento aponta irregularidades em contratos firmados com as empresas Okey Med e Carmo Distribuidora Hospitalar no período em que a secretaria se encontrava em estado de emergência, após decreto do prefeito Mário Alexandre publicado no dia 16 de janeiro de 2017, que vigorou até o dia 12 de março do mesmo ano.

Com o decreto foi possível dispensar licitações, porém, a maior parte das compras investigadas foi realizada em datas posteriores, por meio de pregões presenciais.

A auditoria revela que na aquisição de alguns medicamentos houve sobrepreço de 161%, percentual que impôs valor bem acima do que é cobrado pelo mercado.

Os contratos suspeitos foram viabilizados durante os períodos em que Oswaldo Dunkel e Elizângela Oliveira estavam no comando da secretaria de saúde.

Um dos erros cometidos nos procedimentos foi o uso da modalidade “por lote”, contrária à orientação “por item” do Tribunal de Contas da União (TCU), que normalmente gera economia de recursos públicos.

Fontes do governo disseram ao BG que a auditoria ocorreu após denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal pelo ex-procurador geral do município, Fabiano Resende.

Fabiano deixou o governo Marão em março de 2017, após divergências com o secretário de administração Bento Lima. Em sua carta de exoneração, Resende mencionou supostas irregularidades no uso do dinheiro público.

Segundo as fontes, o decreto de emergência assinado pelo prefeito em janeiro de 2017 gerou a saída da então secretária de saúde, a médica Luciene Moura.

Luciene teria percebido que o decreto daria margem a procedimentos suspeitos. Ela só ficou 19 dias no cargo. Publicamente, alegou que deixou o governo por “motivos particulares”.

Leia o relatório.

O Blog do Gusmão tentou ouvir o atual secretário de saúde, Geraldo Magela. Por motivo ignorado, ele não pôde nos atender. Não conseguimos os contatos dos ex-secretários Oswaldo Dunkel e Elizângela Oliveira.