Alisson Mendonça vai fazer a travessia do deserto

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Alisson Mendonça vai ter que encarar. Fotos: Google e Thiago Dias.

Dono de uma ironia fina e educada, o ex-vereador Alisson Mendonça costuma fazer piada das figuras políticas que estão fora do poder. “Está atravessando o deserto. Eita travessia complicada!”, ri quase às gargalhadas.

Parte do desgaste do prefeito Marão muitas pessoas atribuem a Alisson, tido como “raposa da velha politica”. Nesse ponto, o senso comum erra mais uma vez, pois só há um culpado pelo fracasso do governo, o próprio Mário Alexandre.

Porém, não há como negar que Alisson não teve êxito em sua missão principal: a interlocução com a Câmara de Vereadores.  Quando foi nomeado para a secretaria de governo, muitos disseram que a indicação foi corretíssima, pois o ex-vereador por cinco mandatos é capaz de se comunicar em qualquer idioma com os edis, do mandarim ao grego, do português ao russo, passando também pelo esperanto e o latim (língua morta).

Posteriormente, Alisson arriou suas malas na Seplandes sem deixar boas recordações na pasta anterior.

Desprestigiado pelo prefeito, Alisson está com o olhar fixado em sua ampulheta, cuja areia da parte superior está próxima do fim. Desde 1997 no poder, está na iminência de fincar os pés na areia quente e claudicante do deserto, sabe-se lá até quando.

“Eita travessia complicada!”, dura demais para quem ama o poder, somente pelo poder.

Jantar oferecido por Marão ao presidente do TJBA apavora servidores afastados

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Mário Alexandre e Gesivaldo Britto dividiram a mesma mesa em Ilhéus.

Na última quinta-feira, 07, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, ofereceu um jantar para o desembargador Gesivaldo Britto, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia.

A comida, posta numa mesa da zona sul de Ilhéus, não foi servida exclusivamente ao magistrado, uma vez que cerca de 30 pessoas integravam a comitiva.

Servidores da prefeitura de Ilhéus afastados por Marão ficaram apavorados com o fato. Eles temem que o encontro influencie, de alguma forma, o julgamento do recurso formulado pelo respeitado advogado José Aras, em favor dos trabalhadores.

“A desconfiança demonstra como estão abalados emocionalmente, pois a decisão da justiça baiana dependerá exclusivamente da análise criteriosa dos autos. Não há motivos para temer”, disse ao BG um advogado que acompanha o caso.

Mauro Alves vai ser os olhos de Ângela no dia-a-dia do prefeito

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Mauro Alves: o observador indicado por Ângela.

A nomeação de Mauro Alves como chefe de gabinete do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, atende determinação da ex-deputada estadual Ângela Sousa.

Mauro é pessoa da confiança da ex-parlamentar – por dizer apenas o que ela gosta de ouvir – e exerceu cargos no governo estadual indicado por ela. Sem ter qualquer experiência no trato com a imprensa, costuma acompanhá-la nos estúdios de rádio durante as entrevistas e em viagens políticas.

Mauro vai chefiar um gabinete vazio e sem vida (segundo o vice-prefeito Nazal, em determinados horários do dia é possível andar “nu” pelo recinto). Também não terá acesso facilitado ao verdadeiro ambiente de trabalho do chefe, no condomínio Aldeia Atlântida.

A mais importante missão de Mauro será manter a mãe do prefeito bem informada sobre moças bonitas que podem se aproximar de Marão para tirar proveito.

Neopentecostal praticante, ela repudia o poder nos seus aspectos afrodisíacos e os possíveis efeitos no filho.

Jabes Ribeiro, o Orson Welles de Vila Nova

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Vila Nova e Jabes Ribeiro. Imagens: Charles Henri e O Tabuleiro.

Erivaldo Vila Nova é o radialista de maior sucesso no sul da Bahia.

Poucos conseguem influenciar a agenda política de uma cidade como ele.

O único prefeito que ousou peitá-lo foi Newton Lima (setembro de 2007 a 2012), que hoje se arrasta pelos fóruns respondendo centenas de processos, não por culpa do comunicador.

De origem humilde, vendeu sonhos (pães açucarados com goiabada) num tabuleiro durante a infância. Dedicou pouco tempo aos estudos, uma vez que só cursou até a 7ª série do antigo ginásio, mas desenvolveu inteligência notável.

Movido pela amizade ou por lacunas intelectuais, Vila Nova demonstra admiração especial pelo ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro. Admitiu isso no ar repetidas vezes para que todos ouvissem.

Abre o microfone à vontade para o amigo, indo de encontro a vários manuais de produção radiofônica ao permitir longos pronunciamentos, sem uma perguntinha sequer.

Vila nunca indagou o experiente político sobre a operação Citrus, que rendeu prisão e condenação de dois ex-secretários por superfaturamento na compra de frangos (alimento que simboliza o populismo do gestor).

Jabes, no estúdio de Vila Nova, passa incólume diante dos questionamentos, cria verdades paralelas e mundos fantasiosos.

O Rádio mexe com a imaginação dos ouvintes e Vila Nova não precisa de Orson Welles (e sua Guerra dos Mundos). Ele tem Jabes Ribeiro com o microfone inteiramente franqueado.

Governador vetou Bebeto no secretariado. Ligações com ACM Neto pesaram

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Rui Costa e Bebeto Galvão. Foto: Jefferson Peixoto.

Fontes da cúpula estadual do PSB afirmam que o governador Rui Costa vetou o nome do ex-deputado federal Bebeto Galvão no seu secretariado.

Bebeto não tem o perfil técnico exigido por Rui, porém, observadores notaram que o “nível de dificuldade do jogo” foi elevado ao grau máximo apenas no caso do ex-parlamentar.

Nos bastidores da política sabe-se que o governador guarda pequenos ressentimentos na geladeira, para nos momentos certos esquentá-los.

Em 2016, na eleição para prefeito de Ilhéus, Bebeto ostentou o apoio de ACM Neto. Em 2018, lideranças da Força Sindical, ligadas ao mesmo, apoiaram o então vereador Léo Prates para deputado estadual. Prates foi presidente da Câmara Municipal de Salvador, é filiado ao DEM e é da cozinha de Neto.

A volatilidade de Bebeto, capaz de ir do líquido ao gasoso com facilidade, não tem a simpatia de Rui e motivou o veto, afirmam as fontes do PSB.

Valderico Junior quer ser prefeito de Ilhéus, mas não consegue administrar a Gabriela FM

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Valderico Junior na epoca em que se aventurava no pagode. Foto: Google.

Os ventos da política sopram favoráveis ao jovem empresário Valderico Junior, proprietário da Gabriela FM.

Dentro do jogo convencional, Junior tem dado passos bem planejados em direção à prefeitura de Ilhéus. Aliançado a políticos da velha ordem conseguiu projetar seu nome como liderança depois das eleições de 2018.

Após ouvir alguns marqueteiros, decidiu esconder o nome do pai (prefeito cassado em 2007) e adotou o nome “Junior Reis”, sua primeira peça de campanha.

O produto está quase pronto. Jovem, pagodeiro, formado em direito, nascido em berço de ouro e filho de homem rico, atributos bem ao gosto do senso comum e dos eleitores menos exigentes.

O problema é que Valderico Filho não consegue administrar a sua emissora de rádio (e trampolim político). Apesar da audiência enorme, anúncios aos montes e dos respeitados profissionais que nela trabalham, a Gabriela FM não possui gestão eficiente. O dono não sabe quanto entra e quanto sai. Diante da insegurança contábil, bateu na porta da UESC a fim de pedir ajuda.

Dizem as fontes que o pai, mesmo com métodos rudimentares, tem mais jeito para os negócios.

Jabes Ribeiro pode se tornar liderança de Bolsonaro em Ilhéus

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PP de Jabes paquera Bolsonaro. Fotos: Google/reprodução.

O movimento político favorável ao presidente da República, Jair Bolsonaro, não tem lideranças consistentes em Ilhéus, cujo histórico prove densidade eleitoral.

O repúdio ao lançamento do livro do ex-ministro José Dirceu (PT), que provocou fúria em militantes bolsonaristas nas redes sociais, indicou baixa capacidade de mobilização da direita.

Como na política (e na busca pelo poder) não existe vácuo, caso o governo Bolsonaro conquiste grande popularidade, um político convencional pode preencher a brecha.

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, pode no futuro assumir o posto. Nos anos 90, aderiu ao grupo de Antônio Carlos Magalhães, que também tinha inclinações autoritárias e foi um dos incentivadores do golpe militar de 1964. Isaac Albagli,  lugar-tenente de Jabes, já assumiu publicamente a intenção de buscar uma “boquinha” na direção do Porto de Ilhéus, nomeado pelo novo governo. No plano nacional, o PP, partido do ex-prefeito, anunciou apoio à candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados. Dias depois recuou, mas pode voltar. Maia é o candidato de Bolsonaro.

Dessa forma, percebe-se que o jabismo iniciou um movimento ainda tímido para entrar na órbita do novo governo. Caso Jabes assuma esse posto, o fato não será surpreendente, pois já faz muito tempo que o traquejado político abriu mão dos compromissos ideológicos.

Se beijou a mão de ACM, pode também se curvar diante do bolsonarismo.

Bolsonaristas promoveram evento de Zé Dirceu em Ilhéus

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Direita ilheense ajudou o “companheiro” Zé Dirceu. Foto: Whatsaap.

O lançamento do livro do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, na última sexta-feira, 18, em Ilhéus, foi sucesso de mídia e de público.

Vale destacar que os bolsonaristas foram os mais engajados divulgadores do evento. Bateram tambores barulhentos nas redes sociais com direito a manifestos, notas de repúdio e ameaças de derrubar “na marra” a tenda do Teatro Popular de Ilhéus.

Tudo isso transformou o lançamento de um simples livro num grande ato da militância de esquerda, com direito à presença do assessor direto do governador Rui Costa, o petista de longa data Nelson Simões, e policiais civis na plateia cuidadosamente posicionados.

No final, Zé Dirceu saiu da polêmica mais inocente do que nunca foi. Seu maior heroísmo, segundo o imaginário petista, está na resistência às ofertas de delação premiada. E a direita de Ilhéus demonstrou que só sabe fazer barulho, pois tem dificuldade para lotar uma Van, talvez até um velho Chevette, uma vez que difunde discurso ultrapassado, intolerante e contrário à liberdade de expressão.

Secretário da Fazenda do governo Marão é figura decorativa

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Marcio Cunha (de pé na imagem) muitas vezes é o último a saber. Foto: Marcelo Silveira.

O advogado Marcio Cunha, ex-procurador-geral e secretário da Fazenda do município de Ilhéus, não está satisfeito no exercício da função, contam fontes da prefeitura.

Os pagamentos mais volumosos são realizados sem que ele saiba. O Alto Comando de Uruçuca/Itabuna (ACUI)*, que governa Ilhéus, faz determinações diretas ao tesoureiro Antônio Rodrigo. O desrespeito à hierarquia funcional tem motivado Marcio Cunha a deixar o governo.

Antes de assumir a Fazenda, Marcio foi retirado da procuradoria-geral pelo Alto Comando de Uruçuca/Itabuna (ACUI), por discordar dos rumos de algumas licitações.

Sem força e com dificuldades para ser ouvido por Marão, o único caminho que lhe resta é sair de cabeça erguida.

* Alto Comando de Uruçuca/Itabuna (ACUI) não é uma definição carregada de bairrismo, preconceituosa com as cidades irmãs. Remete à presença de alienígenas cujos interesses o Ministério Público e a Câmara de Vereadores não conseguiram identificar. Esses seres extraterrenos desconhecem a realidade do chão ilheense (também não fazem questão). Nunca foram na Central de Abastecimento do Malhado beber o mingau de Dona Creuza, não sabem onde fica Inema, não viram a “Igrejinha” secular do Rio de Engenho, nunca comeram caruru no terreiro de Dona Carmosina e nunca foram acordados pelo sino da Vaquinha Mimosa do saudoso radialista Zé Tiro Seco.

Corra contabilidade, corra

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Foto: Emilio Gusmão.

Depois que o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal (Rede), denunciou que o governo Marão utiliza recursos federais (carimbados e específicos) para pagar despesas proibidas por lei, o Setor de Contabilidade da Prefeitura de Ilhéus iniciou um trabalho árduo para ajustar contas bancárias e demonstrativos.

No sábado, 19, a janela da sala do setor no Palácio Paranaguá ficou aberta durante toda a manhã. O movimento não é normal uma vez que os contabilistas só trabalham de segunda a sexta-feira.

As arriscadas pedaladas fiscais podem gerar problemas ao governo Marão na Câmara de Vereadores e no Ministério Público Federal. Advogados afirmam que pode justificar o início de processos (judiciais ou legislativos) com força para afastar o prefeito.

Cinco secretários podem cair com a reforma administrativa de Marão

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Hermano, Alcides, Alisson, Valmir e Ceo estão na corda na bamba.

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, já definiu os nomes dos secretários que deixarão o governo na próxima reforma administrativa, contam fontes do Centro Administrativo da Conquista.

Valmir Feitas (Agricultura e Pesca), Alisson Mendonça (Seplandes), Ceo Modas (Indústria e Comércio), Alcides Kruschewsky (Turismo) e Hermano Fahning (Serviços Urbanos) provavelmente deixarão o governo municipal.

As exonerações de Valmir, Alisson e Alcides atenderão o pedido dos 11 vereadores que, de maneira subliminar, ameaçam cassar o prefeito. Ceo Modas pode sair por não ter apoiado os candidatos de Marão e Ângela nas últimas eleições, principalmente, o senador eleito Ângelo Coronel (PSD). Hermano Fahning não está satisfeito com a função e alega falta de condições de trabalho. Por ser funcionário concursado do município, continuará atuando como engenheiro civil. Já entregou o cargo ao prefeito.

Marão tem dito que não vai chamar ninguém para conversar. Os cinco tomarão conhecimento das exonerações por meio do Diário Oficial.

O prefeito tem dificuldades para adotar decisões duras. Também não costuma expor suas opiniões frente a frente, prefere fazer triangulações com “disse me disse” e mandar recados.

Zé Dirceu afirma que Ilhéus “não tem prefeito”

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Zé Dirceu e Marão. Fotos: Google e Ilhéus em Resumo/reprodução.

O polêmico e controverso ex-ministro José Dirceu, idolatrado pela esquerda que minimiza a corrupção e odiado pela direita iletrada, preconceituosa e intolerante, criticou o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, durante encontro com a militância petista na última segunda-feira, 14.

Segundo Thiago Dias, repórter do site Galera de Ilhéus, Dirceu foi taxativo ao mencionar a situação de Ilhéus, em caos sem coleta de lixo: “A cidade está completamente abandonada. Não tem prefeito”. Leia a reportagem.

O lixo acumulado foi pauta da edição estadual do noticiário Bahia Meio Dia, transmitido pela TV Santa Cruz, repetidora da Rede Globo, nesta quinta-feira, 16.

A apresentadora Jéssica Senra e a repórter Luisa Couto citaram a má impressão que a sujeira tem causado em turistas e visitantes.

Marão é o único que consegue conciliar a opinião de Zé Dirceu e a linha editorial da Rede Globo.

Com a reforma administrativa de Marão, sua amiga Érica Silva pode ganhar bem mais

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Marão e Érica: reconhecimento merecido.

Faz muito tempo que o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, não esconde o encantamento com a competência da enfermeira Érica Silva, chefe do setor de média e alta complexidade da secretária de saúde.

Muito antes de Mário ser prefeito e de Érica concluir o curso de enfermagem, os dois já eram grandes amigos.

Poucos compreendem o temperamento de Érica, sincera ao extremo. Essa característica, rara nos tempos atuais, quase a deixou isolada na secretaria se não fosse o amigo Marão.

Desentendimentos com a equipe levaram o prefeito a remanejar Érica da coordenação de atenção básica para a chefia de media e alta complexidade.

O clima está melhor na secretaria, por isso, com a reforma administrativa e graças à sua larga competência, Érica pode ser premiada. O prefeito pretende aumentar os proventos da amiga de 2.500 para 4.500 reais.

O prêmio será justo, pois Érica tem muitos serviços prestados à população, de grande interesse do prefeito.

Atualizado às 19h39min., de 14/01/2019.

Em contato com o BG, o secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, negou que a reforma administrativa vai aumentar o salário de Érica Silva para R$ 4.500.

A enfermeira receberá R$ 3.200, valor menor do que é pago às servidoras da mesma profissão que trabalham 40 horas, aprovadas no último concurso público, em 2016.  Magela explicou que o reajuste também será concedido à chefia da atenção básica, ou seja, não será um benefício exclusivo.

AS VIAGENS DE MARÃO A BRASILIA NO APAGAR DO GOVERNO TEMER

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Marão e Brasília. Fotos: Google.

Por Emilio Gusmão.

No apagar das luzes do governo Michel Temer, o prefeito de Ilhéus tem visitado, em Brasília, ministros preocupados em limpar gavetas.

No dia 13 de dezembro, a secretaria municipal de comunicação disparou texto com fotos do “esforçado” gestor nos ministérios da Saúde, Cidades e do Turismo. A redação bem resumida não informa as datas, apenas dá conhecimento que “desde quarta-feira (12)” Marão está na capital federal.

O texto não sai da superfície, não por culpa de quem o redigiu. O próprio fato em si é superficial, uma vez que a descrição vem acompanhada de promessas sem prazo e de medidas já adotadas. Análise mais atenta revela que a viagem a Brasília não foi proveitosa, pois ministros na iminência da exoneração só podem liberar o que foi planejado e aprovado com antecedência. A verdade é que os porta-retratos dos parentes queridos serão guardados nas próximas horas.

A última vez que Mário Alexandre despachou no Centro Administrativo da Conquista foi no dia 07 de dezembro. Às custas do erário municipal suas viagens a Brasília não se justificam, dizem nossas fontes, algumas com grande vivência política no Planalto Central.

O céu de Brasília é mais azul e aparentemente mais próximo do chão que suporta os prédios de Oscar Niemeyer. Essas peculiaridades também não servem como justificativa.

Os motivos são do conhecimento de “Deus Pai”, pois como disse certa vez um velho magistrado, que hoje goza da merecida aposentadoria, “só cabe a ele monitorar consciências”.

Em tempo: Marão esteve no Centro Administrativo na manhã desta sexta-feira, 21. Ficou 14 dias sem usar seu gabinete.

MARÃO, A PESQUISA PARA AVALIAR SECRETÁRIOS E OUTRAS NOTINHAS

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Pesquisa para tirar ele mesmo?

Nos bastidores da cena política de Salvador, onde ficam os poderosos, o prefeito de Ilhéus é motivo de piada, de zombaria.

Marão disse numa entrevista que vai mandar fazer pesquisa para avaliar os secretários do seu governo. A partir do resultado ele vai decidir quem sai, e quem fica.

Provou que não sabe governar. Nunca estabeleceu metas e não tem como cobrar resultados.

A pesquisa vai dizer que ele é o principal incompetente.

Vitamina de “baracat”.

Um prefeito tomava café com vinho, num hotel de Brasília, quando uma acompanhante ofereceu vitamina de “abacate”.

O prefeito, sempre desatento e ébrio, ouviu “baracat” e quase morreu do coração.

A língua portuguesa e seus fonemas parecidos pregam cada peça!

Meu Deus, quanta coincidência!

A empresa RBS, que aluga máquinas pesadas, venceu licitação em Una em 2016.

Em 2017, a mesma empresa venceu licitação em Ilhéus.

A dupla B&B (Bento e Bruna) trabalhou em Una na gestão passada.

O destino os trouxe para Ilhéus, junto com a RBS.

Ilhéus e Una são cidades irmãs e vizinhas. Não há como duvidar. É uma simples coincidência.

Está explicado.

HOMENS SANTOS FIZERAM A CAMPANHA DA MÃE DO PREFEITO

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Homens sem pecados, puros e santificados fizeram a publicidade da campanha eleitoral da deputada Ângela Sousa em 2018.

Esses ingênuos não compreendem que “a política é a maneira civilizada dos homens fazerem a guerra”, por isso, permitiram que o ex-vice-prefeito, Cacá Colchões, desfilasse em Ilhéus se autoproclamando “ficha limpa”, enquanto uma rádio local, comandada por um arquiteto da maldade, inundava a opinião pública com mensagens subliminares.

Cacá não tem condenações no judiciário, mas ficou “caladinho” durante quatro anos, em total acordo com um governo perseguidor, impopular e sem lisura, que se não fosse o promotor Frank Ferrari (MP/BA), alimentaria estudantes com “carne podre”.

Os sem pecados, que passariam virgens pelo “Jardim do Éden”, preferiram dar a outra face, contra os princípios do marketing eleitoral, e fizeram a tal “campanha propositiva”.

Na campanha de 2016, “alguém” peitou esses homens puros ao impor a frase elaborada em grupo “Cacá é Jabes de novo”. Bastou lembrar os inúmeros erros do governo da época para Cacá descer nas pesquisas.

Cacá Colchões desfilou tranquilo em 2018, apesar da operação Citrus.