Prefeito anuncia inauguração de posto de saúde que não está pronto

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O prefeito Mário Alexandre concede entrevistas sobre assuntos que desconhece. Falastrão sem conhecimento de causa, comete vacilos incomuns a um prefeito competente.

No programa de Vila Nova, edição de ontem (quinta-feira, 13), Marão disse que vai inaugurar o Posto de Saúde da Avenida Esperança, no aniversário de Ilhéus, próximo dia 28 de junho.

A nova unidade não está pronta e não há a mínima possibilidade de ser inaugurada na data festiva. A cerimônia foi cancelada, segundo nossas fontes.

Vereador Jerbson Moraes emplaca a esposa na Superintendência de Cultura

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Jerbson Moraes e a esposa Jeniffer de Jesus. Foto: Facebook/reprodução.

No jogo da pequena política, fazer elogios rasgados a um prefeito impopular e incompetente tem preço.

O vereador Jerbson Moraes (PSD), conhecido como Jerbinho, conseguiu a nomeação da esposa, Jeniffer de Jesus Santos, no recém-criado cargo de superintendente de cultura.

O martelo foi batido na manhã desta quarta-feira, 12, durante uma reunião do prefeito Mário Alexandre com vereadores no Centro Administrativo. Alguns parlamentares se opuseram à nomeação, mas no final saíram convencidos. O decreto será publicado nos próximos dias.

Jeniffer exercia o cargo de chefe de divisão no antigo organograma da secretaria de cultura, com o salario de R$ 3.800,00. No exercício da nova função terá o vencimento mensal de R$ 8.000,00.

É muito provável que Jerbson, agora super-secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, passe a elogiar o governo Marão ainda mais.

A profecia de Teori Zavascki sobre Sérgio Moro

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O falecido Teori Zavascki e o parcial Sergio Moro. Foto: internet/reprodução.

No dia 18 de março de 2016, o ministro do STF, Teori Zavascki, recebeu o título de cidadão ribeiro-pretano. A solenidade ocorreu no auditório da justiça federal localizado na cidade que o homenageou.

Na ocasião, Zavascki mandou um recado perspicaz para o então juiz Sérgio Moro.

Com as publicações do site The Intercept no último final de semana, que trouxeram à tona diálogos parciais do juiz Moro com procuradores do MPF, as palavras do experiente magistrado, já falecido, repercutem na memória como profecia confirmada.

 

Paulo Magalhães quer derrubar Marão

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Ângela e Paulo Magalhães junto com Marão numa data em que havia confiança.

Na última sexta-feira, 7, o governador Rui Costa entregou a reforma do trecho Itajuípe-Coaraci da Rodovia BA-262. O evento teve o tradicional palanque onde os políticos ficam sentados ouvindo e tecendo elogios rasgados às obras comezinhas do governo estadual.

Despertou atenção em vários convidados os xingamentos do deputado federal, Paulo Magalhães, ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, ambos do PSD. Fora do microfone e em conversas com políticos do eixo Ilhéus-Itabuna, o parlamentar externou contrariedade e se dispôs a repercutir denúncias contra o ex-aliado. “Farei de tudo para tirar Mário da prefeitura”, disse Paulo Magalhães.

Não eleito deputado federal nas eleições de 2018, Magalhães ficou como 2º suplente e só assumiu uma vaga no dia 14 de março deste ano, após as licenças dos titulares Josias Gomes (PT) e Sergio Britto (PSD) que assumiram secretarias no 2º mandato de Rui Costa.

O suplente atribui o insucesso ao correligionário Marão que lhe prometeu votação satisfatória. Com as urnas apuradas, colheu resultado abaixo do esperado em Ilhéus (2347 votos).

Para se ter uma ideia do fraco resultado de Paulo Magalhães em Ilhéus, em Una, pequena cidade vizinha com pouco mais de 15 mil eleitores, o prefeito Tiago Birschner passou 30,53% dos votos válidos a Mario Negromonte Jr (3.036 votos). O percentual de votos válidos passados por Marão ao seu federal ficou pouco abaixo do 3%. Vale lembrar que Ilhéus tem 115 mil pessoas aptas a votar.

Em Camamu, onde também teve o apoio da então prefeita Ioná Queiroz (PT), Magalhães conquistou 3461 votos, 23,35% dos votos válidos.

Marão não esteve em Coaraci na última sexta-feira. Ele tem evitado encontros com Paulo Magalhães com receio de ouvir desaforos.

Vereador de Ilhéus é acusado de “pegar” mil reais do rapaz do som

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À espera de migalhas.

Na Central de Abastecimento do Malhado (Ilhéus), e em muitas feiras livres pelo Brasil afora, é comum a presença inadequada de “cachorros fateiros” próximos de açougues e barracas que comercializam carnes.

Esses animais famintos, quase sempre “cães sem donos”, se alimentam de vísceras e ossos não aproveitados pelos magarefes.

Essa imagem serve para ilustrar a postura corrupta de alguns vereadores de Ilhéus, com uma diferença, os cães comem pela sobrevivência, os representantes do povo, nestes casos, são movidos pela sanha de dinheiro público.

Após o início da Operação Xavier, desencadeada pelo MP-BA, prestadores de serviços da Câmara de Vereadores de Ilhéus resolveram contar tudo (ou quase tudo) às investigações.

Dentre os esquemas denunciados, consta o relato de um microempresário do ramo de sonorização. Temeroso de ser preso, contou ao MP-BA que um vereador manipulou licitação em seu benefício. Como contrapartida, o “cachorro fateiro” exigiu que o empreendedor repassasse mil reais, por mês, de cada pagamento recebido.

O MP-BA ainda não divulgou o nome do parlamentar, uma vez que o caso está sob apuração e coleta de provas. O BG pode adiantar que o acusado é useiro e vezeiro na indicação de fantasmas.

Marão vai cortar o ponto do agente de trânsito Tarcísio Paixão?

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Marão: o pau que deu em Valmir vai dar em Tarcísio?

Depois que o prefeito Mário Alexandre jogou o ex-secretário Valmir de Inema na cova dos leões, alguns possíveis ou prováveis aderentes ficaram desconfiados.

Receosos com a falta de solidariedade do prefeito, eles perguntam:

a folha de frequência do agente de trânsito Tarcísio Paixão será fiscalizada?

Sabe-se que o servidor municipal está foragido, pode ser preso ou se apresentar à justiça. Marão, severo com Valmir, também será duro com Tarcísio?

Em caso de ausência no trabalho, o ponto de Tarcísio será cortado ou Marão vai aguardar uma sentença condenatória?

Marão será tolerante uma vez que o procurado pela justiça é vereador, aliado e conhece as partes intestinas do governo?

Marão jogou Valmir de Inema na cova dos leões

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Marão entregou Valmir às feras.

Menos de 24 horas depois da prisão preventiva do secretário municipal de agricultura, Valmir de Inema, na Operação Chave E, o prefeito Mário Alexandre decidiu exonerá-lo.

A nota de esclarecimento do governo diz que os atos supostamente irregulares praticados por Valmir dizem respeito à Câmara Municipal. Menciona timidamente a presunção da inocência, mas anuncia o rápido afastamento do secretário.

Políticos e advogados ouvidos pelo BG perceberam oportunismo e deslealdade em Marão.

As provas contra Valmir aparentemente são desabonadoras, mas será que o prefeito as conhece com profundidade? É provável que não, sendo assim, ficou patente o objetivo de se livrar de um problema menor, para evitar um mal pior.

Advogado experiente lembra que Valmir ainda não foi condenado e ressalta que o governo Marão está muito longe de ser exemplar.

Em 2017, quando Jamil Ocké foi preso na operação Citrus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro concedeu entrevista em defesa do amigo.

Jamil foi condenado em primeira instância e Jabes não tem pronunciado o nome do aliado em público, mesmo assim, o ajuda nos bastidores na tentativa de anular a sentença desfavorável da Comarca de Ilhéus.

“Não cabe a uma liderança política fazer julgamentos no calor da opinião pública e com base na imprensa. Marão pode passar pela mesma vergonha. Se acontecer com ele, não terá o direito de cobrar solidariedade de ninguém”, afirma uma conhecida personalidade política de Ilhéus.

Atualizado às 14h19min de 16/05/2019.

A decisão da juíza Emanuele Vita, que determinou as prisões preventivas de 7 acusados, nomeia as investigações do MP-BA como “Operação Chave E”, contudo, segundo o promotor Frank Ferrari, o nome correto é “Operação Xavier”, nome ainda mais cifrado (opinião do BG).

Preso na Operação Chave E, Valmir de Inema chamava propina de “sarapatel”

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Segundo o MP, “sarapatel de carneiro” citado em conversa de Valmir com assessor é codinome de propina.

As investigações da Operação Chave E, realizadas pelo MP-BA, flagraram conversas telefônicas entre o ex-vereador e atual secretário de agricultura do governo Marão, Valmir Freitas (de Inema), e assessores do vereador Lukas Paiva.

Numa determinada conversa ocorrida em agosto de 2018, Valmir dialoga pelo celular com Rodrigo dos Santos, assessor de Lukas Paiva, sobre o pagamento de uma suposta propina.

Valmir pergunta se os dois vão almoçar “sarapatel”.

Rodrigo estranha a definição e Valmir brinca, dizendo que ele não entende “de diagrama”.

Após entender o suposto interesse de Valmir, Rodrigo afirma que o sarapatel servido será o de melhor tipo, o de carneiro.

Na conversa Valmir chama Rodrigo de “o dono do carneiro” e a Câmara de Vereadores de Ilhéus de “restaurante”.

Atualizado às 14h19min de 16/05/2019.

A decisão da juíza Emanuele Vita, que determinou as prisões preventivas de 7 acusados, nomeia as investigações do MP-BA como “Operação Chave E”, contudo, segundo o promotor Frank Ferrari, o nome correto é “Operação Xavier”, nome ainda mais cifrado (opinião do BG).

Vereador Aldemir se arrepende do vídeo: “a grande maioria dos amigos me censurou”

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Aldemir Almeida. Foto: Blog Agravo.

O vereador e médico Aldemir Almeida (PP) mandou mensagens para José Nazal manifestando arrependimento por ter gravado, junto com mais sete vereadores, um vídeo com questionamentos à legitimidade do prefeito de Ilhéus (em exercício), que por meio de um decreto reintegrou 268 servidores ao quadro da Prefeitura de Ilhéus.

Na manhã desta sexta-feira, 10, Aldemir, de maneira humilde, disse que “errar é humano, dar um passo atrás é um sinal de grandeza”.

O vídeo com as mensagens dos oito vereadores, em apoio a Marão, foi duramente criticado nas redes sociais. O próprio Aldemir admitiu que a maioria dos amigos dele censurou a participação.

O vereador autorizou que suas mensagens para Nazal fossem publicadas.

Decisão da desembargadora Sílvia Zarif impede que Marão afaste servidores novamente

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Será que Marão vai desrespeitar mais uma vez a decisão de Sílvia Zarif? Fotos: internet/reprodução.

Nos próximos dias, será debatido intensamente no meio jurídico e na opinião pública, a validade do decreto do prefeito de Ilhéus, em exercício, José Nazal, que nesta quinta-feira, 9, determinou a reintegração imediata dos servidores municipais afastados em janeiro deste ano, pelo titular Mário Alexandre.

Os advogados dos servidores já anexaram o decreto de Nazal no processo que corre no TJ-BA, bem como, incluíram documentos capazes de provar que o titular viajou para os EUA. Outro argumento contrário ao prefeito está fundamentado na decisão de não passar o cargo para o vice, com o objetivo de evitar o retorno dos servidores.

Não convém esquecer que a decisão da desembargadora Sílvia Zarif, divulgada no dia 28 de fevereiro deste ano, impede Marão de publicar mais um decreto afastando novamente os servidores.

Com o ato administrativo de Nazal, e sua consequente validade, caso Marão insista em não reinserir os trabalhadores na folha de pagamento, a possibilidade do TJ-BA mandar prendê-lo será bem maior, afirmam advogados ouvidos pelo BG.

Marão frita Hélio Ricardo e convida Ed Camargo para assumir a Secom

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Hélio Ricardo na frigideira de Marão.

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, está convicto de que o principal problema do seu governo é a secretaria de comunicação social.

Na visão dele, a Engenho Novo, agência que tem a conta da prefeitura, é subaproveitada.

Mário já foi avisado que comunicação e publicidade não geram efeitos positivos duradouros quando o governo tem 74% de conceitos péssimo e ruim junto à população, porém, a ideia fixa permanece, uma vez que tudo é culpa da Secom, a “cabra expiatória” da vez.

O gestor culpa o secretário Hélio Ricardo, e de maneira ingrata, afirma que o amigo, peça importantíssima na campanha vitoriosa de 2016, não tem qualificação para o cargo.

A justificativa não faz sentido, pois se for levada ao pé da letra, o próprio Mário não tem condições intelectuais para administrar o município. Hélio é mais preparado para ser secretário de comunicação, do que Marão prefeito, pois o curso de medicina não gradua em gestão pública.

Disposto a mudar o comando da Secom, o prefeito convidou o jornalista Ed Camargo, atual secretário de comunicação de Itacaré, para assumir o cargo em Ilhéus.

O convite está sendo avaliado.

Kadu Castro fez Marão esperar três meses por um relatório

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Marão e Kadu: quem manda no tempo é o subalterno..

O prefeito Mário Alexandre pediu ao superintendente do Fundo Municipal de Saúde, Kadu Castro, um relatório dos pagamentos realizados a prestadores de serviço e fornecedores.

Kadu Castro, que sonha em ser prefeito de Coaraci e manda no dinheiro da saúde de Ilhéus, foi cobrado várias vezes, mesmo assim, levou três meses para apresentar o levantamento.

Marão, cujo maior atributo de homem público é não se espantar com nada, aceitou a morosidade proposital do prefeiturável de Coaraci.

Isaac Albagli e a suposta divisão do jabismo

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Isaac Albagli e João sem braço.

Nos bastidores da pequena politica de Ilhéus, Isaac Albagli é a figura de maior astúcia.

Cria fatos para depois desmenti-los e sabe se expressar muito bem nas entrelinhas. Nisso ele é craque.

Nesta semana, o lugar tenente do jabismo soltou nota nas redes sociais para negar sua candidatura a prefeito. Não está disposto a disputar a indicação com Cacá Colchões (até agora o nome mais provável do grupo) e justificou o recuo com objetivo de não dividir o grupo de Jabes Ribeiro.

Ora, ora! A dissidência de Isaac não dividiria o jabismo. No máximo significaria a perda de uma pequena fração, pois o suposto protagonista nunca foi bom de urna e sempre foi visto como gerador de desgaste e antipatia.

Isaac sabe que num eventual governo Cacá Colchões o apito dele não faria tanto barulho. Ao dizer que não é candidato e quando menciona um peso político nunca conquistado, ele apenas quer valorizar o próprio nome.

De maneira subliminar e indireta, supõe que pode atrapalhar diante da possibilidade de não ser valorizado.

Bolsonarista aliado de Marão coloca a honestidade do governo Rui Costa em dúvida

João Barros. Foto: Chico Andrade/reprodução.

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O advogado João Barros, bolsonarista convicto e filiado ao PSL, é um dos nomes mais cotados para assumir um cargo importante na área ambiental do governo Marão.

Barros é amigo de infância do prefeito.  A condição privilegiada permite que ele faça críticas ao governador Rui Costa, do PT, sem perder a confiança do futuro chefe e a expectativa de assumir o cargo.

Na última terça-feira, 23, ao comentar proposta do governador sobre uma aliança política entre os governadores das regiões Norte e Nordeste, João Barros foi taxativo. Na visão dele trata-se da “união da corrupção com o atraso. Coitada da nossa Bahia”.

Os bolsonaristas não poupam o PT de críticas às vezes justas e às vezes infundadas. João Barros usa a estratégia dos seus correligionários de partido, e, dentro dessa lógica demonstra coerência. Não há nada de novo.

A contradição está no prefeito Mário Alexandre, que se diz amigo e aliado do governador Rui Costa, e se gaba de tê-lo hospedado em sua casa por alguns dias.

Marão está insatisfeito com o trabalho da Secom

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Hélio Ricardo não faz “milagres” e pode ser trocado.

O prefeito de Ilhéus está insatisfeito com o trabalho da secretaria municipal de comunicação.

Marão é muito sensível às criticas e acha que o secretário Hélio Ricardo deve “conversar” mais com os veículos.

Hélio tem feito a parte dele, mas não foi canonizado pelo Papa Francisco, ou seja, não tem o poder de fazer milagres num cenário em que o prefeito é desaprovado por 73% da população. Além do mais, calar a imprensa não eliminaria o desgaste, pois nas redes sociais sobram críticas e xingamentos ao governo.

Bajuladores insistem em colocar a culpa na Secom e o prefeito concorda, sendo que a culpa pelo desgaste enorme é dele mesmo, pois a gestão não tem metas, planejamento e tem poucas realizações para atenuar a desaprovação. Marão, como personalidade política, não passa confiança e credibilidade.

Amigo pessoal do prefeito, Hélio usufrui da liberdade e discorda de algumas determinações sem sentido. O chefe, incapaz de admitir seus erros, pensa em trocar de secretário por achar que está sendo peitado.

Valderico Junior faz acordo com o governo Marão, se arrepende e devolve o dinheiro

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Marão e Junior: acordo desfeito e dinheiro devolvido.

O prefeito Mário Alexandre e o empresário Valderico Junior firmaram um acordo para veiculação de anúncios da Prefeitura de Ilhéus na Gabriela FM. O objetivo era evitar ou diminuir a intensidade das críticas a atual gestão, que é desaprovada por 73% das pessoas que moram na cidade.

A Gabriela FM tem em sua grade, de segunda a sexta-feira, um noticiário que vai ao ar no horário do almoço. A linha editorial do “Jornal do Meio-Dia” faz jornalismo com independência em relação ao governo municipal e as críticas têm incomodado, dada a grande audiência da rádio.

Não podemos afirmar que Valderico Junior tiraria a liberdade dos seus profissionais, contudo, o objetivo do governo era esse.

O valor do contrato foi estipulado em R$ 15 mil por mês. Junior exigiu pagamento adiantado, por não acreditar que o erário lhe pagaria no primeiro vencimento, devido à fama de mau pagador entre os prestadores de serviço.

A agência Engenho Novo, que tem a conta do governo municipal, fez o pagamento sem ter recebido. Ouviu determinação expressa: “pague para receber depois”.

O dinheiro foi depositado na conta da emissora, mas o empresário Valderico Junior se arrependeu e mandou estorná-lo na conta da agência.