Marão jogou Valmir de Inema na cova dos leões

Notinhas.

Marão entregou Valmir às feras.

Menos de 24 horas depois da prisão preventiva do secretário municipal de agricultura, Valmir de Inema, na Operação Chave E, o prefeito Mário Alexandre decidiu exonerá-lo.

A nota de esclarecimento do governo diz que os atos supostamente irregulares praticados por Valmir dizem respeito à Câmara Municipal. Menciona timidamente a presunção da inocência, mas anuncia o rápido afastamento do secretário.

Políticos e advogados ouvidos pelo BG perceberam oportunismo e deslealdade em Marão.

As provas contra Valmir aparentemente são desabonadoras, mas será que o prefeito as conhece com profundidade? É provável que não, sendo assim, ficou patente o objetivo de se livrar de um problema menor, para evitar um mal pior.

Advogado experiente lembra que Valmir ainda não foi condenado e ressalta que o governo Marão está muito longe de ser exemplar.

Em 2017, quando Jamil Ocké foi preso na operação Citrus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro concedeu entrevista em defesa do amigo.

Jamil foi condenado em primeira instância e Jabes não tem pronunciado o nome do aliado em público, mesmo assim, o ajuda nos bastidores na tentativa de anular a sentença desfavorável da Comarca de Ilhéus.

“Não cabe a uma liderança política fazer julgamentos no calor da opinião pública e com base na imprensa. Marão pode passar pela mesma vergonha. Se acontecer com ele, não terá o direito de cobrar solidariedade de ninguém”, afirma uma conhecida personalidade política de Ilhéus.

Atualizado às 14h19min de 16/05/2019.

A decisão da juíza Emanuele Vita, que determinou as prisões preventivas de 7 acusados, nomeia as investigações do MP-BA como “Operação Chave E”, contudo, segundo o promotor Frank Ferrari, o nome correto é “Operação Xavier”, nome ainda mais cifrado (opinião do BG).

Preso na Operação Chave E, Valmir de Inema chamava propina de “sarapatel”

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Segundo o MP, “sarapatel de carneiro” citado em conversa de Valmir com assessor é codinome de propina.

As investigações da Operação Chave E, realizadas pelo MP-BA, flagraram conversas telefônicas entre o ex-vereador e atual secretário de agricultura do governo Marão, Valmir Freitas (de Inema), e assessores do vereador Lukas Paiva.

Numa determinada conversa ocorrida em agosto de 2018, Valmir dialoga pelo celular com Rodrigo dos Santos, assessor de Lukas Paiva, sobre o pagamento de uma suposta propina.

Valmir pergunta se os dois vão almoçar “sarapatel”.

Rodrigo estranha a definição e Valmir brinca, dizendo que ele não entende “de diagrama”.

Após entender o suposto interesse de Valmir, Rodrigo afirma que o sarapatel servido será o de melhor tipo, o de carneiro.

Na conversa Valmir chama Rodrigo de “o dono do carneiro” e a Câmara de Vereadores de Ilhéus de “restaurante”.

Atualizado às 14h19min de 16/05/2019.

A decisão da juíza Emanuele Vita, que determinou as prisões preventivas de 7 acusados, nomeia as investigações do MP-BA como “Operação Chave E”, contudo, segundo o promotor Frank Ferrari, o nome correto é “Operação Xavier”, nome ainda mais cifrado (opinião do BG).

Vereador Aldemir se arrepende do vídeo: “a grande maioria dos amigos me censurou”

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Aldemir Almeida. Foto: Blog Agravo.

O vereador e médico Aldemir Almeida (PP) mandou mensagens para José Nazal manifestando arrependimento por ter gravado, junto com mais sete vereadores, um vídeo com questionamentos à legitimidade do prefeito de Ilhéus (em exercício), que por meio de um decreto reintegrou 268 servidores ao quadro da Prefeitura de Ilhéus.

Na manhã desta sexta-feira, 10, Aldemir, de maneira humilde, disse que “errar é humano, dar um passo atrás é um sinal de grandeza”.

O vídeo com as mensagens dos oito vereadores, em apoio a Marão, foi duramente criticado nas redes sociais. O próprio Aldemir admitiu que a maioria dos amigos dele censurou a participação.

O vereador autorizou que suas mensagens para Nazal fossem publicadas.

Decisão da desembargadora Sílvia Zarif impede que Marão afaste servidores novamente

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Será que Marão vai desrespeitar mais uma vez a decisão de Sílvia Zarif? Fotos: internet/reprodução.

Nos próximos dias, será debatido intensamente no meio jurídico e na opinião pública, a validade do decreto do prefeito de Ilhéus, em exercício, José Nazal, que nesta quinta-feira, 9, determinou a reintegração imediata dos servidores municipais afastados em janeiro deste ano, pelo titular Mário Alexandre.

Os advogados dos servidores já anexaram o decreto de Nazal no processo que corre no TJ-BA, bem como, incluíram documentos capazes de provar que o titular viajou para os EUA. Outro argumento contrário ao prefeito está fundamentado na decisão de não passar o cargo para o vice, com o objetivo de evitar o retorno dos servidores.

Não convém esquecer que a decisão da desembargadora Sílvia Zarif, divulgada no dia 28 de fevereiro deste ano, impede Marão de publicar mais um decreto afastando novamente os servidores.

Com o ato administrativo de Nazal, e sua consequente validade, caso Marão insista em não reinserir os trabalhadores na folha de pagamento, a possibilidade do TJ-BA mandar prendê-lo será bem maior, afirmam advogados ouvidos pelo BG.

Marão frita Hélio Ricardo e convida Ed Camargo para assumir a Secom

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Hélio Ricardo na frigideira de Marão.

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, está convicto de que o principal problema do seu governo é a secretaria de comunicação social.

Na visão dele, a Engenho Novo, agência que tem a conta da prefeitura, é subaproveitada.

Mário já foi avisado que comunicação e publicidade não geram efeitos positivos duradouros quando o governo tem 74% de conceitos péssimo e ruim junto à população, porém, a ideia fixa permanece, uma vez que tudo é culpa da Secom, a “cabra expiatória” da vez.

O gestor culpa o secretário Hélio Ricardo, e de maneira ingrata, afirma que o amigo, peça importantíssima na campanha vitoriosa de 2016, não tem qualificação para o cargo.

A justificativa não faz sentido, pois se for levada ao pé da letra, o próprio Mário não tem condições intelectuais para administrar o município. Hélio é mais preparado para ser secretário de comunicação, do que Marão prefeito, pois o curso de medicina não gradua em gestão pública.

Disposto a mudar o comando da Secom, o prefeito convidou o jornalista Ed Camargo, atual secretário de comunicação de Itacaré, para assumir o cargo em Ilhéus.

O convite está sendo avaliado.

Kadu Castro fez Marão esperar três meses por um relatório

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Marão e Kadu: quem manda no tempo é o subalterno..

O prefeito Mário Alexandre pediu ao superintendente do Fundo Municipal de Saúde, Kadu Castro, um relatório dos pagamentos realizados a prestadores de serviço e fornecedores.

Kadu Castro, que sonha em ser prefeito de Coaraci e manda no dinheiro da saúde de Ilhéus, foi cobrado várias vezes, mesmo assim, levou três meses para apresentar o levantamento.

Marão, cujo maior atributo de homem público é não se espantar com nada, aceitou a morosidade proposital do prefeiturável de Coaraci.

Isaac Albagli e a suposta divisão do jabismo

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Isaac Albagli e João sem braço.

Nos bastidores da pequena politica de Ilhéus, Isaac Albagli é a figura de maior astúcia.

Cria fatos para depois desmenti-los e sabe se expressar muito bem nas entrelinhas. Nisso ele é craque.

Nesta semana, o lugar tenente do jabismo soltou nota nas redes sociais para negar sua candidatura a prefeito. Não está disposto a disputar a indicação com Cacá Colchões (até agora o nome mais provável do grupo) e justificou o recuo com objetivo de não dividir o grupo de Jabes Ribeiro.

Ora, ora! A dissidência de Isaac não dividiria o jabismo. No máximo significaria a perda de uma pequena fração, pois o suposto protagonista nunca foi bom de urna e sempre foi visto como gerador de desgaste e antipatia.

Isaac sabe que num eventual governo Cacá Colchões o apito dele não faria tanto barulho. Ao dizer que não é candidato e quando menciona um peso político nunca conquistado, ele apenas quer valorizar o próprio nome.

De maneira subliminar e indireta, supõe que pode atrapalhar diante da possibilidade de não ser valorizado.

Bolsonarista aliado de Marão coloca a honestidade do governo Rui Costa em dúvida

João Barros. Foto: Chico Andrade/reprodução.

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O advogado João Barros, bolsonarista convicto e filiado ao PSL, é um dos nomes mais cotados para assumir um cargo importante na área ambiental do governo Marão.

Barros é amigo de infância do prefeito.  A condição privilegiada permite que ele faça críticas ao governador Rui Costa, do PT, sem perder a confiança do futuro chefe e a expectativa de assumir o cargo.

Na última terça-feira, 23, ao comentar proposta do governador sobre uma aliança política entre os governadores das regiões Norte e Nordeste, João Barros foi taxativo. Na visão dele trata-se da “união da corrupção com o atraso. Coitada da nossa Bahia”.

Os bolsonaristas não poupam o PT de críticas às vezes justas e às vezes infundadas. João Barros usa a estratégia dos seus correligionários de partido, e, dentro dessa lógica demonstra coerência. Não há nada de novo.

A contradição está no prefeito Mário Alexandre, que se diz amigo e aliado do governador Rui Costa, e se gaba de tê-lo hospedado em sua casa por alguns dias.

Marão está insatisfeito com o trabalho da Secom

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Hélio Ricardo não faz “milagres” e pode ser trocado.

O prefeito de Ilhéus está insatisfeito com o trabalho da secretaria municipal de comunicação.

Marão é muito sensível às criticas e acha que o secretário Hélio Ricardo deve “conversar” mais com os veículos.

Hélio tem feito a parte dele, mas não foi canonizado pelo Papa Francisco, ou seja, não tem o poder de fazer milagres num cenário em que o prefeito é desaprovado por 73% da população. Além do mais, calar a imprensa não eliminaria o desgaste, pois nas redes sociais sobram críticas e xingamentos ao governo.

Bajuladores insistem em colocar a culpa na Secom e o prefeito concorda, sendo que a culpa pelo desgaste enorme é dele mesmo, pois a gestão não tem metas, planejamento e tem poucas realizações para atenuar a desaprovação. Marão, como personalidade política, não passa confiança e credibilidade.

Amigo pessoal do prefeito, Hélio usufrui da liberdade e discorda de algumas determinações sem sentido. O chefe, incapaz de admitir seus erros, pensa em trocar de secretário por achar que está sendo peitado.

Valderico Junior faz acordo com o governo Marão, se arrepende e devolve o dinheiro

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Marão e Junior: acordo desfeito e dinheiro devolvido.

O prefeito Mário Alexandre e o empresário Valderico Junior firmaram um acordo para veiculação de anúncios da Prefeitura de Ilhéus na Gabriela FM. O objetivo era evitar ou diminuir a intensidade das críticas a atual gestão, que é desaprovada por 73% das pessoas que moram na cidade.

A Gabriela FM tem em sua grade, de segunda a sexta-feira, um noticiário que vai ao ar no horário do almoço. A linha editorial do “Jornal do Meio-Dia” faz jornalismo com independência em relação ao governo municipal e as críticas têm incomodado, dada a grande audiência da rádio.

Não podemos afirmar que Valderico Junior tiraria a liberdade dos seus profissionais, contudo, o objetivo do governo era esse.

O valor do contrato foi estipulado em R$ 15 mil por mês. Junior exigiu pagamento adiantado, por não acreditar que o erário lhe pagaria no primeiro vencimento, devido à fama de mau pagador entre os prestadores de serviço.

A agência Engenho Novo, que tem a conta do governo municipal, fez o pagamento sem ter recebido. Ouviu determinação expressa: “pague para receber depois”.

O dinheiro foi depositado na conta da emissora, mas o empresário Valderico Junior se arrependeu e mandou estorná-lo na conta da agência.

Marão, Valderico Junior e o desafio do requebrado

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Valderico Junior e Marão: rebolar não é problema.

Uma dupla de políticos de Ilhéus desperta nossa atenção por ter característica incomum no meio.

É o caso do prefeito Mário Alexandre e do seu provável oponente, em 2020, Valderico Júnior. Ambos são mais reconhecidos pela forma como requebram os quadris do que pela capacidade administrativa.

Os preconceituosos dizem que não fica bem para um político rebolar em público. Os tolerantes afirmam que a dança é apenas uma latinidade, um traço comum de muitos baianos que apreciam o pagode, e, ninguém é de ferro.

Marão não tem medo do escárnio e costuma “descer até o chão” nos palcos, ao lado de cantores ritmados que o estimulam. A marca do prefeito que dança na “boquinha da garrafa” pegou, mesmo que o recipiente nunca tenha sido visualizado por ninguém.

Valderico Junior, quando mais novo, tentou ser pagodeiro de sucesso. Não sabemos se fracassou por falta de talento ou de insistência. Num carnaval fora de época organizado pelo pai, então prefeito de 2004 a setembro de 2007, tentou desafiar o cantor Xandinho, do Harmonia do Samba, para um duelo. Não foi sequer notado.

No cenário onde o molejo é fundamental, e os interesses coletivos nem tanto, podemos prever que nas eleições municipais de 2020, enfim, Valderico Junior terá pela frente um pagodeiro fácil de ser vencido.

Além de fazer péssimo governo, o rebolado de Marão é o movimento mais ridículo da política ilheense desde o surgimento da Capitania Hereditária em 1534.

Confira.

Cacá Colchões e o fardo do jabismo

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Cacá e o seu fardo político. Imagem de arquivo: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

Se as eleições para prefeito ocorressem em 90 dias, Cacá Colchões teria grande chance de vencê-las, analisam observadores da politica partidária comezinha de Ilhéus.

Em 2020, se Cacá fizer tudo certo, provavelmente irá suceder o desgastado Mário Alexandre, cujo prestígio junto à população não vale uma moeda de 50 centavos de real.

Contudo, o vendedor de colchões (e de sonhos) não poderá abrir mão do equilíbrio e da inteligência, pois o seu mais importante apoiador, o ex-prefeito Jabes Ribeiro, representa um fardo pesadíssimo de impopularidade.

Outro ponto negativo está nos medalhões do jabismo. Figurinhas carimbadas como Isaac Albagli e John Ribeiro, que tiveram muita liberdade nos governos de Jabes, causam desconfiança nos possíveis aliados. Com eles à frente do processo, fica a impressão de que outro triunvirato do mandonismo vai governar Ilhéus, sem ouvir mais ninguém.

Por outro lado, o grupo de Jabes controla o Partido Progressista (legenda de Cacá), reúne apoiadores capazes de fazer diferença num processo eleitoral e sabe captar recursos para campanhas.

Para vencer as eleições, Cacá terá que usufruir do lado bom do jabismo, escondendo-o da maioria do eleitorado que o repele com toda convicção.

Resta saber se o ex-prefeito, vaidoso como é, vai aceitar o jogo.

Alcides pediu para sair, sabendo que seria exonerado

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Alcides Kruschewsky saiu chateado.

No dia 04 de janeiro deste ano, publicamos em primeira mão que 11 vereadores de Ilhéus pediram as exonerações dos secretários Alisson Mendonça, Alcides Kruschewsky e Valmir de Inema.

Alisson Mendonça, que comandava a Seplandes, foi exonerado no dia 19 de fevereiro junto com todos os seus apadrinhados. Alcides Kruschewsky, da secretaria de turismo, pediu para sair na manhã de ontem (terça-feira, 02), sabendo que seria exonerado nos próximos dias. Valmir de Inema terá o seu destino definido, no governo, até o final de abril.

Nos últimos meses, Alcides e Marão conversaram em poucas ocasiões sempre rapidamente. O ex-titular do turismo tentou manter conversas mais demoradas, mas sequer conseguiu entrar no Condomínio Aldeia Atlântida, onde fica a residência do prefeito.

No ambiente da política, Marão tem dificuldade para se relacionar com sinceridade e franqueza. Sem coragem suficiente para externar seus ímpetos de mudança, costuma maltratar os secretários que não lhe agradam com indiferença e isolamento. Por esses motivos, Alcides é mais um que deixa o governo chateado.

Ele também desenvolveu o hábito de criticar o secretário de administração, Bento Lima, internamente. Como todos os outros que fizeram isso antes, saiu derrotado.

Carqueija está preocupado com a Rádio Santa Cruz

Paulo Carqueija.

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A Câmara Municipal de Ilhéus tem ignorado vários problemas relevantes em troca de cargos e influência no governo Mário Alexandre.

Parte da imprensa já percebeu que a maioria dos vereadores é norteada por interesses pessoais, e por isso iniciou uma torrente de críticas.

O vereador Paulo Carqueija (PSD), dado a fazer indicações de funcionários fantasmas, está preocupado com as críticas da Rádio Santa Cruz.

Numa gravação que chegou ao BG com exclusividade, com sua voz rouca Carqueija convoca os colegas para reagir contra a emissora.

O vereador é um dos mais próximos do prefeito Mário Alexandre.

Ouça o áudio.

Magela ganha sobrevida na secretaria de saúde

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Geraldo Magela e seus padrinhos Fabio Vilas-Boas e Cássio Garcia.

O prefeito de Ilhéus não está satisfeito com o desempenho de Geraldo Magela na secretaria de saúde.

Magela não prioriza a atenção básica, instrumento da politica de saúde preventiva. Adota, desde Teixeira de Freitas, preferência mal explicada pela medicina curativa e hospitalar. Não visita postos de saúde, promove reuniões de efeito inócuo, não desperta empatia na equipe que comanda, mas é apadrinhado do secretário estadual de saúde, precisamente de Cássio Garcia, assessor especial de Fabio Vilas-Boas.

Marão, cuja incapacidade administrativa é notória, esperava mais de Magela. Agora, não sabe como se livrar dele.

A continuidade de Magela é condição imposta para viabilizar alguns projetos, até agora vinculados ao universo duvidoso das promessas políticas.