MESSIANISMO A DOENÇA INFANTIL DO ECO-LOGISMO

gerson marques

Por Gerson Marques.

As manifestações de alguns ambientalistas de Ilhéus contrárias à realização aqui de um evento internacional de surf, somente porque este tem o patrocínio da Bahia Mineração, confirma os maiores temores que tenho em relação a esta campanha anti-Porto Sul.

Há bem da verdade, já estava difícil entender uma associação de grupos tão diferentes em torno de um só objetivo: Barrar a construção do Porto Sul em Ilhéus.

Nesta campanha existe uma maquiavélica aliança do movimento ambientalista de Ilhéus com especuladores imobiliários que fatiam e loteiam a Praia do Norte há anos, hoteleiros estrangeiros e seus mega resorts construídos com madeira ilegal retirada da Mata Atlântica e um grupo de origem britânica, que por sinal esta envolvido até o pescoço em crimes internacionais de lavagem de dinheiro e outras mazelas mais, pelas quais inclusive respondiam a processos criminais em seis países, antes de desaparecerem de forma misteriosa em um avião que nunca foi achado, episódio, aliás, sobre o qual pairam diversas dúvidas inclusiv e na polícia.

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EDSON DUARTE VOTA CONTRA PORTO DE ILHÉUS

Do Bahia Notícias.

EdsonDuarteA Câmara Federal aprovou na noite de ontem a Medida Provisória 462/09, que acrescenta o Porto de Ilhéus ao do Plano Nacional de Viação, possibilitando mais investimentos. Da Bahia, só quem votou contra a proposta foi Edson Duarte, do PV, alegando questões ambientais e necessidade de estudos de impacto ecológico. A MP uniu governo e oposição. Encaminharam favoravelmente à votação os deputados José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Júnior (PSDB), Geraldo Simões (PT), Colbert Martins (PMDB) e Lídice da Mata (PSB). O Porto de Ilhéus é importante para o escoamento de toda a produção de soja, tanto do Centro-Oeste quanto do Oeste da Bahia.

CUBATÃO NA BAHIA. O SECULO XX PEDE PASSAGEM

Artigo sobre o porto sul, de Fábio Feldmann para a Terra Magazine.

Tenho insistido muito na idéia de que o mundo hoje está polarizado entre duas visões: a do século XX versus século XXI. O pré-sal, a era do petróleo, estaria claramente no século passado.

Este conflito está claramente refletido no nosso cotidiano, coexistindo as duas visões do mundo, de modo que o setor empresarial cosmopolita assume um papel inovador e responsável diante da sociedade, bem como o conceito de crescimento econômico e do PIB passa por uma reformulação, incorporando novas dimensões. Do ponto de vista político, o Brasil mantém práticas das capitanias hereditárias e sesmarias, que de tão conhecidas e escancaradas dispensam comentários…

Infelizmente temos no Brasil poucas lideranças governamentais com a visão do século XXI, o que se reflete claramente em políticas governamentais atrasadas e perpetuadoras de modelos superados. Na Bahia, estou acompanhando um “projeto governamental”, que me parece reproduzir Cubatão naquele estado, quando este exemplo se revelou completamente superado em termos de uma idéia de desenvolvimento sustentável, ou seja, aquele que incorpora as dimensões econômica, ambiental e social.

O Governo Federal pretende implantar uma ferrovia ligando Ilhéus-BA a Figueirópolis-TO, a denominada Ferrovia Oeste-Leste (FOL), com o objetivo de permitir principalmente o escoamento de ferro de Caetité e outras commodities, associando a implantação daquele modal à implantação de um porto em Ilhéus (na Ponta da Tulha). A ferrovia tem um custo estimado de 6 bilhões de reais, mediante financiamento do orçamento público, ou seja, o contribuinte brasileiro será o grande financiador. O porto seria objeto de eventual concessão de acordo com a legislação portuária. Quer dizer que num país com pouquíssima capacidade de investimentos públicos, estar-se-ia alocando verdadeira fortuna para um conjunto de obras de infra-estrutura com pouquíssima preocupação em otimizar alternativas já existentes, localizadas em regiões que não possuem os ativos ecológicos do sul da Bahia.

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