EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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MAIS UM CASO DE RACISMO

Em pleno século XXI, no Brasil que é um país multirracial, é inadmissível que ainda aconteçam casos de discriminação.

O ocorrido que eu irei relatar aconteceu em Ilhéus dentro de um ônibus da empresa Viametro, na linha Zona Sul – UESC, ontem (07) pela manhã, onde um estudante chamado Wagner Ferreira foi insultado pelo motorista do coletivo, porque se recusou a atravessar a catraca no meio do caminho.

A recusa aconteceu porque o estudante afirmou que o referido ônibus estava cheio e só teria lugar para ele na frente, mas o motorista não aceitou a justificativa do rapaz.

O universitário ainda amostrou para o funcionário que possuía dinheiro para pagar a passagem, mas só iria fazê-la quando chegasse ao ponto da UESC.

No calor da discussão, o motorista – que não foi identificado – proferiu palavras de baixo calão para Wagner e o chamou de “Negão” e “Vagabundo”.

Um fiscal da empresa esclareceu que o motorista obteve essa posição porque confundiu o aluno, que usava cabelo rastafári, com outro que luta por passe livre nos ônibus para estudantes universitários e já havia pulado a catraca outra vez.

Após o episódio, Wagner foi até a delegacia mais próxima e prestou queixa de racismo.

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