Não quero escrever sobre o tagarela convencional (aquele ou aquela que fala muito e não guarda segredos) neste caso, me refiro à espécie rebuscada e embustecida, capaz de enganar muitos.
O novo tagarela adora frases prontas e citações de escritores que não leu. Para ele, o enunciado já basta, não lhe despertando qualquer curiosidade sobre o conjunto da obra.
Geralmente, não consegue discernir informação e conhecimento, para ele, elementos iguais, presentes em qualquer texto. Lugares-comuns fazem parte de sua tônica, posicionados entre termos cuidadosamente “medidos” pelo revisor ortográfico do editor de textos. Sem essa ferramenta, não há fluição, fruição jamais.
Um desavisado pode tê-lo (a) como uma pessoa inteligente, mas, caso tenha redobrada atenção, ao reunir suas “obras” ficará convicto de que são opiniões frugais, quase sempre descortinadas pelo “Tempo Rei”, revelador de contradições.
A sua escrita guarda semelhanças com a prática dos políticos atuais, descompromissada, intimamente ligada à contradição simples e oportunista.
O tagarela se mantém distante da literatura e da filosofia, posição inadequada a qualquer pessoa que escreva suas idéias e pensamentos, sob a perspectiva de submetê-los a apreciação.
A mesma internet que propaga suas conclusões, o coloca em desconforto.
Estas são, para mim, as características mais visíveis na “produção” de um tagarela. É provável que em outro momento, este Blog volte a escrever sobre o assunto.