Por Elias Reis.
Nos últimos dias parte da imprensa regional vem abordando tudo o que acontece no futebol ilheense, analisando e tecendo comentários diversos: Posição complicada do Colo Colo na tabela do Baianão; esquema tático 3x5x2 do técnico Ferreira; da suposta demissão coletiva de alguns diretores e, principalmente da saída do vice-presidente, Paulo Moreira, e suas recentes e infelizes declarações.
Há 40 dias, quando da apresentação do elenco do time à imprensa, Paulo Moreira, que também fazia o papel de mestre de cerimônia do Colo Colo, mostrou-se bastante feliz pelo cargo e dizia que agora era uma nova etapa do clube e, com a capacidade de Zé Maria, teríamos um time competitivo na busca do bi-campeonato. Dizia ainda Paulo Moreira: “Precisamos do apoio de todos. Confiamos no potencial dos nossos atletas, na seriedade dos nossos diretores, como também na postura séria e ética do presidente Zé Maria, que a mais de dez anos vem conduzindo o destino vitorioso deste time, que é nosso, que é do povo ilheense. Estaremos com Zé até o fim!”, afirmava.
Hoje, o time passando por uma crise e, deva ser momentânea, Paulo Moreira desiste da empreitada e vai a imprensa criticar Zé Maria, chamando-o e o chacoteando de “rainha da Inglaterra”, colocando em dúvida sua honestidade e tachando-o de caráter duvidoso. Agora, ao surgir as primeiras dificuldades, Paulo Moreira sai disparando que Zé Maria sempre faz o que quer, não dando satisfação a diretoria e muito menos prestando contas.
Algumas ressalvas: Por que Paulo aceitou o cargo de vice-presidente, se ele mesmo admite não conhecer nada de futebol? O que Paulo Moreira fazia no Conselho Fiscal, se nunca convocou uma assembléia extraordinária? Por que Paulo Moreira não foi forte o suficiente para reunir-se com Zé Maria e demais diretores na busca da solução dos problemas? Por que Paulo Moreira resolveu procurar a imprensa para tentar desmoralizar Zé Maria e o próprio Colo Colo? Por que Paulo aceitou ser indicado vice, se já sabia que seria súdito?
Se utilizar a imprensa para denegrir a imagem do dirigente Zé Maria, da pessoa física José Maria de Almeida soou feio. Zé Maria tem seus defeitos e precisa de fato refletir sobre algumas atitudes, principalmente no tocante a atribuições. Mas, com certeza suas virtudes superam suas limitações. Uma coisa é inconteste: Zé Maria é um abnegado do futebol, um homem público que merece nossas homenagens, um sujeito com altos e baixos, mas um vitorioso. Zé Maria tem história. Paulo Moreira, com certeza, falou o que não queria e deva está arrependido. Aliás, a própria comissão técnica, a imprensa, os torcedores e até amigos de Paulo Moreira acham que o mesmo foi injusto nas declarações.
Paulo Moreira é um homem de bem, um empresário que tem serviços prestados a Ilhéus, porém, foi de uma infelicidade tamanha, ao tentar lavar a roupa suja no meio da rua, sem anil, sem cloro e sem sabão Teiú. Essas declarações de Paulo Moreira só não colocam em jogo os patrocinadores do Colo Colo, devido o histórico de Zé Maria, um dirigente vencedor. Um presidente que há dez anos dedica sua vida ao clube. Neste período Zé Maria já teve sua conta bancária encerrada, cartões de créditos bloqueados, nome no SPC, SERASA, CCF e sua saúde continua debilitada em função do clube. É pouco? Isto se chama dedicação! Vamos esperar Zé Maria morrer parar reconhecer seus méritos?
Zé Maria não precisa provar nada a ninguém. O Colo Colo é um produto da cidade. Zé Maria não pode ser abalizado por apenas cinco, dez ou mesmo um campeonato inteiro de partidas de futebol. Zé Maria, independente de resultados, precisa sim, ser reconhecido por sua luta, por sua garra e por seu coração que apenas não bate, explode pelo Colo Colo. Creio até, que Zé Maria mereça uma placa no estádio Mário Pessoa, como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao esporte.
Por que temos dificuldades de reconhecer o sucesso dos outros? Isto parece ser cultural!
Muitas pessoas criticam, e é até natural. Porém criticar por criticar não vale. Quem acha que Zé Maria não serve mais como presidente deveria se associar ao clube, pagar suas mensalidades rigorosamente em dia e depois se candidatar ao cargo. A coisa é simples. Aliás, o próprio Paulo Moreira seria um bom nome.
O Colo Colo pode até ir parar no quadrangular da morte e ser rebaixado. Futebol é isso mesmo, todavia tentar apagar um legado de vitórias, de desprendimento, de amor ao clube é uma facada que não tem volta. Se o Colo Colo está passando por problemas, aí sim é que se precisa de unidade no grupo. Querer navegar somente na calmaria é fácil.
Continuaremos torcendo por toda diretoria do Colo Colo, por Zé Maria, pelo técnico Ferreira e por Flávio Medrado, supervisor que está completando dez anos de luta lado a lado com o presidente. Continuaremos confiando nos patrocinadores pelo apoio financeiro, na equipe de esporte da Rádio Nova Bahiana e da Rádio Santa Cruz pelas brilhantes coberturas e apoio e, principalmente no maior patrimônio do clube: A torcida.
O valor do conhecimento está no ato de refletir.