EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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E AGORA, JOSÉ?

Por Marcos Pennha.

Enfim, o Colo Colo no quadrangular da morte do Campeonato Baiano de 2010. Não foi por falta do incentivo incansável da torcida, que acreditou e apoiou. O torcedor, aquele da geral, em especial, pagou R$ 10 por partida e ainda levou o sol escaldante na moleira nos jogos aos domingos. Enfrentou fila para comprar o ingresso, levou empurrões, pulou, gritou, agitou, embalou a bandeira, aplaudiu, e o time … NADA. Se ainda fosse o time paulista Santos, todo mundo entenderia, porque peixe nada. Na maioria dos jogos do Colo Colo, o que se viu foi um tigre sem a menor expressão de rugido.

Não demorou para a crise instalar-se no clube. Os membros da diretoria, inclusive conselheiros, abandonaram o barco. Também, pra que conselheiro, quando não se encontra alguém predisposto a ouvir conselho? Lamentável! O que não dá para entender é como e onde o Colo Colo descobriu, e trouxe, jogadores de tão baixa qualidade técnica, com raríssimas exceções, claro.

O patrocínio da Bahia Mineração (BAMIN) parece que foi pago com o produto da empresa. O time só levou ferro. “A BAMIN acredita no tigre ilheense”, conforme consta nas placas instaladas no estádio, bem como em out doors que foram espalhados pela cidade. Mas, aqui pra nós, como acreditar num time desse que vimos? O torcedor acreditou, e continuará acreditando, por uma questão de esforço hercúleo. Creio até que por amor, solidariedade, paixão, honra. A torcida faz a parte dela, notadamente nos momentos de agrura.

Depois, veio o reforço de patrocínio da marca de detergente Teiú. Sabemos que detergente é para limpar sujeira, mas não misturemos as bolas. E também não vale gracinha, dizendo que o patrocínio da indústria de cosméticos Revani foi porque a coisa não cheirava bem.

Trelelê à parte, qual será a cota de patrocínio dessas empresas, que não possibilitou a contratação de jogadores de peso, em lugar daqueles de pés pesados? Parece que o investimento dessas empresas, no time, foi ínfimo em comparação a sua exposição na mídia: nas camisas, nas placas, nas aparições momentâneas na TV; sem contar que essas marcas ganharam a simpatia de milhares de ilheenses e de habitantes de outras regiões, por estar apoiando uma agremiação esportiva. O futebol é o esporte mais popular do país.

A imprensa e, principalmente, a torcida merecem uma explicação a respeito desse e de outros assuntos. Independente da atitude da direção do time, eu e todos os ilheenses queremos muito ver o Colo Colo disputando a primeira divisão do Campeonato Baiano de 2011. O futebol também gera emprego e renda. Estão aí o bilheteiro, a turma da portaria do estádio, os vendedores de bebidas e comidas, que não nos deixam mentir. Portanto, AVANTE, COLO COLO: “Vamos ajudar o TIGRE, sem divisão. Mário Pessoa, seu caldeirãão”.

Contatos com o autor: marcospennha@gmail.com

1 resposta para “E AGORA, JOSÉ?”

  • yulorencio o dos santos disse:

    Marcos gostei muito do seu commentàrio sobre o finado colo-colo, a primeira divisâo esta cada vez se distanciando. Como a cidade que eu nasci e mim criei ILHÉUS, é a cidade do já foi e o já teve, é mas uma lembrança que ficará nas mentes dos ilhenses.Caso colo-colo desça para 2divisâo JÀ FOI CAMPEÂO BAHAIANO DE 2006. UM Abraço desse seu amigo.

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