Por Marcos Pennha.
No dia 26 de fevereiro último, escrevi um artigo afirmando que o Colo Colo já se encontrava no “quadrangular da morte” do campeonato baiano de 2010 (Confira aqui: http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/02/26/e-agora-jose/#more-10731 ). Ainda havia chance de classificação, caso vencesse os jogos contra Ipitanga e Bahia. Não sou pessimista, mas, modéstia à parte, caminho bem nesse campo, conhecendo inclusive um pouco dos meandros dos bastidores. Senti fraqueza da equipe para a disputa da primeira divisão. Assisti ao jogo contra o Ipitanga no Mário Pessoa, o qual resultou num mixuruca empate (1 X 1). Logo na entrada do estádio, três mulheres distribuíam cartelas de camisinhas. Teve gente que ficou alegre, imaginando que haveria bacanal. Mas, enfim, o que houve mesmo foi o de sempre: o Colo Colo fu%#*%@&ndo com a paciência do torcedor.
Mais uma vez, o Tigre com o pescoço na degola. Como eu dissera, não foi por falta do apoio incondicional dos torcedores, que pagaram para incentivar. O que não tem explicação é o número de grandes empresas patrocinadoras, sem a formação de um time competitivo. Só serviu para abrir precedentes para piadas. A Bahia Mineração (BAMIN) contribuiu com a sua matéria prima. Daí a explicação para tanto ferro que o time levou. Enquanto a indústria de cosméticos Revani cuidava de aliviar o ar de algo que, porventura, não cheirasse bem. A marca de detergentes Teiú chegou para remover eventuais sujeiras.
Como não se remove sujeira só com o detergente, o governo do Estado, através da EMBASA, disponibilizou R$ 1,5 milhão em patrocínio a dez clubes da primeira divisão do campeonato baiano (Confira aqui: http://www.embasa.ba.gov.br/novo/noticias/detalhar.asp?cod=764 ). Água para os times baianos, inclusive os que estão na lanterna dos afogados. Ora, minha Nossa Senhora, uma cidade do porte de Ilhéus carece de saneamento básico! Nós, cidadãos baianos, pagadores de impostos, não fomos consultados sobre o destino do nosso suado dinheiro. Se fôssemos, não escolheríamos o investimento em clubes de futebol profissional particulares; e sim no óbvio, essencial, diga-se de passagem.
O Colo Colo de Futebol e Regatas abocanhou a modesta quantia de R$ 150 mil, enquanto que o esporte amador da cidade encontra-se entregue às traças. A seleção de Ilhéus humilha-se para conseguir um ônibus para viajar. A cidade já foi, e continua sendo, um celeiro de craques, masculinos e femininos, de diversas modalidades esportivas: futebol (de campo e de salão), vôlei, handebol, basquete, remo, judô, karatê e tantos outros. Acabaram-se os jogos Abertos, do Cacau, do Interior, … Nenhum governo move uma palha, sequer, para reverter essa situação. Enquanto isso, o governo mete a mão no dinheiro do povo, específico para a realização de serviços essenciais à população, e entrega nas mãos de particulares.
Voltando ao nosso clube ilheense, o bravo Colo Colo, vale ressaltar que os seus patrocinadores ganharam ótima visibilidade, com pouco investimento: placas espalhadas pelo estádio, aparições na TV, marcas estampadas nas camisas dos atletas e em out doors espalhados pela cidade. Foi um ganho de simpatia por parte até de quem não aprecia o futebol. Vale dizer que eu e este site não ganhamos um centavo para citar o nome dos patrocinadores do Colo Colo aqui. E ainda darei uma sugestão. Sugiro que essas empresas patrocinem um lutador de boxe. Não, o pugilista não precisa ser destaque como Acelino Popó, Mike Tyson ou Evander Holyfield. Aliás, que seja, de preferência, um boxeador que só perca por nocaute e logo no primeiro assalto. Detalhe: a marca do patrocinador deve ser estampada no solado do calçado. Sacaram aí a ideia?
costumava chamar o colocolo de time de verão, hj temos sorte se ele reaparecer no proximo verão!
Marcos ,
parabéns pelo seu texto , faltam pessoas que exponham a realidade de Ilheus , não me conformo como a cidade a cada dia que passa vai caminhando a passos fundos para o abismo! Isto reflete a atual situação do Colo COlo.