EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Marcelo Guerra
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Sandro Andrade

13/jun/2010 . 13:55

COMUNICAÇÃO PARA O AVANÇO DEMOCRÁTICO

“O informe também aproxima a liberdade de expressão, em particular a radiodifusão, das políticas sociais essenciais para a inserção dos segmentos indefesos. De acordo com a Relatoria da OEA, a convergência entre a exclusão social e a ausência de canais institucionais ou privados para expressão de suas opiniões ou se informar, produz um efeito similar à censura: o silêncio”.

Esse texto serve para a assessoria de comunicação da prefeitura de Ilhéus. Bate de frente com a metodologia de “O Poderoso Cidão”, que paga publicidade em troca de silêncio e  bajulismo.

Por Pedro Caribé. Encontrado no Observatório da Imprensa.

O informe anual da Relatoria para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) aponta que a desconcentração da propriedade dos meios de radiodifusão é um passo fundamental para os países signatários avançarem na democracia. O documento, que reflete sobre dados coletados em 2009, cita explicitamente a necessidade de existirem mecanismos regulatórios e de fiscalização, além de sanções e restrições, para alcançar estágio em que os meios de comunicação sejam livres, independentes, vigorosos, pluralistas e diversos.

Os pontos detalhados pela OEA legitimam agenda das pautas das organizações em prol do direito à comunicação no Brasil, ratificando a necessidade de alterações na legislação e no papel do Estado para reparar o alto grau de concentração no setor. A OEA baseia todo o documento na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.

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O MESTRE EM SEU RITUAL

Eduardo Anunciação, autor da coluna "Política, Gente, Poder", do jornal Diário.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista.

Seus textos e sua coluna (quase diária) fluem através de um ritual peculiar, propiciado pelo reconhecimento conquistado e por um estilo único.

Ele escreve com o auxílio de uma régua, ele manuscreve mesmo tendo máquina de escrever e computador. Sua métrica é capaz de levar políticos à loucura, sua construção leva vereadores à tribuna do desespero, deputados à plenaria dos lamentos, etc e etc.

Nele, a criticidade está sempre presente, com rigor, respeito e perspicácia, afinal, eis um jornalista, eis um instrumento da liberdade de expressão.

Seus elogios agraciam e enobrecem, seduzem aqueles anteriormente criticados. A corda da liberdade lhe impôs processos judiciais, calúnias e até mesmo infâmias, mas, ele passa longe disso, não demonstra rancor, não suporta mágoas.

Todos os dias, nesta mesa, quase sempre forrada com uma toalha vermelha (tapete vermelho?) ele escreve a história grapiúna, sentado na mesma cadeira, carinhosamente recebido por um grande amigo de “priscas eras”.

Não vou revelar o local, para que não façam romarias, para que não interropam demasiadamente a sua criação.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista. Um homem de erros e virtudes como outro qualquer, porém, um jornalista, um grande jornalista (de estilo e texto) meu amigo e companheiro, conselheiro e mestre.





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