EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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O MESTRE EM SEU RITUAL

Eduardo Anunciação, autor da coluna "Política, Gente, Poder", do jornal Diário.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista.

Seus textos e sua coluna (quase diária) fluem através de um ritual peculiar, propiciado pelo reconhecimento conquistado e por um estilo único.

Ele escreve com o auxílio de uma régua, ele manuscreve mesmo tendo máquina de escrever e computador. Sua métrica é capaz de levar políticos à loucura, sua construção leva vereadores à tribuna do desespero, deputados à plenaria dos lamentos, etc e etc.

Nele, a criticidade está sempre presente, com rigor, respeito e perspicácia, afinal, eis um jornalista, eis um instrumento da liberdade de expressão.

Seus elogios agraciam e enobrecem, seduzem aqueles anteriormente criticados. A corda da liberdade lhe impôs processos judiciais, calúnias e até mesmo infâmias, mas, ele passa longe disso, não demonstra rancor, não suporta mágoas.

Todos os dias, nesta mesa, quase sempre forrada com uma toalha vermelha (tapete vermelho?) ele escreve a história grapiúna, sentado na mesma cadeira, carinhosamente recebido por um grande amigo de “priscas eras”.

Não vou revelar o local, para que não façam romarias, para que não interropam demasiadamente a sua criação.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista. Um homem de erros e virtudes como outro qualquer, porém, um jornalista, um grande jornalista (de estilo e texto) meu amigo e companheiro, conselheiro e mestre.

3 respostas para “O MESTRE EM SEU RITUAL”

  • Editor disse:

    Eduardo Anunciação enviou este comentário.

    EMILIO GUSMÃO, meu mais velho e novo amigo.
    Vou descobrindo com serenidade que a felicidade, a paz não está em ser senhor de fazendas, terras nem numa luxuosa casa, num carro ou ter vacas, ter bois.Está dentro de nós, na amizade, nos amigos, sobretudo, na capacidade de resistir, conversar, debater, aprender.
    Ninguém é nada sem o companheirismo, sem amizades, sem amigos.Isto não é uma filosofia brasileira nem filosofia chinesa. É o meu sentimento, é o que sinto.Não preciso escrever mais: fiquei comovido com o seu depoimento.
    Do amigo atento, Eduardo Anunciação.
    Neste junho de 2010.
    Ilhéus

  • acabei de postar no meu wall do FB (facebook – http://www.facebook.com/olivmarcoa), o que vc escreveu a respeito de Eduardo Anunciação, esclaricidíssimo e antenado, always…..

  • Roberto Corsário disse:

    Eduardo Anunciação, companheiro fiel, amigo, atencioso, amante da profissão,intelecto por natureza, segue abaixo uma escrita que condiz com sua postura e prioridade.

    “Um bom jornalista é completo justamente quando ele tem sempre em mente que nunca está completo. Um bom jornalista tem que estar constantemente em busca de novas informações, novos aprendizados, novas fronteiras. Ou seja, é buscar uma vida inteira e nunca estar completamente satisfeito – Mirian Leitão”, um forte abraço do amigo Corsário/Zona Sul de Ilhéus.

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