EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Sandro Andrade







“COM TIRANOS NÃO COMBINAM BRASILEIROS CORAÇÕES”

Os governos carlistas (comprometidos com o culto aos burgueses) tentaram sepultar a importância do 2 de julho, data em que a Bahia lembra dos seus heróis populares que empunharam armas na luta pela independência brasileira.

A secretaria de educação do estado produziu uma linda gravação do Hino ao 2 de julho, interpretado pelo cantor Tatau e a Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho.

A valorização da nossa história é um excelente exercício de cidadania.

Parabéns aos idealizadores do projeto!

Veja o vídeo e acompanhe a letra.

Hino “Dois de Julho”

Musica: José dos Santos Barreto

Letra: Ladislau dos Santos Tita

Nasce o sol a 2 de julho

Brilha mais que no primeiro

É sinal que neste dia

Até o sol é brasileiro

Nunca mais o despotismo

Regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações

Cresce, oh! Filho de minha alma

Para a pátria defender,

O Brasil já tem jurado

Independência ou morrer.

Nunca mais o despotismo

Regerá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações

Salve, oh! Rei das campinas

De Cabrito a Pirajá

Nossa pátria hoje livre

Dos tiranos não será

3 respostas para ““COM TIRANOS NÃO COMBINAM BRASILEIROS CORAÇÕES””

  • Souza Neto disse:

    Tão, ou mais importante, que a luta pela Independência (da Bahia, e não mais do Brasil), foi a Conjuração Bahiana, na qual o povo – brancos e negros pobres, artesões, escravos – se organizaram com o objetivo de libertar-se do jugo português.

    Pretendiam instalar uma sociedade mais justa,com um governo democrático, conforme os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, baseado no pensamento Iluminista.

    , religiosos, intelectuais, e setores populares.

    No Brasil, os princípios iluministas e a independência dos Estados Unidos, já tinham influenciado a Inconfidência Mineira em 1789. Os ideais de liberdade e igualdade se contrastavam com a precária condição de vida do povo, sendo que, a elevada carga tributária e a escassez de alimentos, tornavam ainda mais grave o quadro sócio-econômico do Brasil.

    Nessa conjuntura de crise, foi fundada em Salvador a “Academia dos Renascidos”, uma associação literária que discutia os ideais do iluminismo e os problemas sociais que afetavam a população. Essa associação tinha sido criada pela loja maçônica “Cavaleiros da Luz”, da qual participavam nomes ilustres da região, como o doutor Cipriano Barata e o professor Francisco Muniz Barreto, entre outros. A conspiração para o movimento, surgiu com as discussões promovidas pela Academia dos Renascidos e contou com a participação de pequenos comerciantes, soldados, artesãos, alfaiates, negros libertos e mulatos, caracterizando-se assim, como um dos primeiros movimentos populares da História do Brasil. A participação popular e o objetivo de emancipar a colônia e abolir a escravidão, marcam uma diferença qualitativa desse movimento em relação à Inconfidência Mineira, que marcada por uma composição social mais elitista, não se posicionou formalmente em relação ao escravismo.

    Entre as lideranças do movimento, destacaram-se os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (este com apenas 18 anos de idade), além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens. As ruas de Salvador foram tomadas pelos revolucionários Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas que iniciaram a panfletagem como forma de obter mais apoio popular e incitar à rebelião. Os panfletos difundiam pequenos textos e palavras de ordem, com base naquilo que as autoridades coloniais chamavam de “abomináveis princípios franceses”. A Revolta dos Alfaiates foi fortemente influenciada pela fase popular da Revolução Francesa.

    Será que alguém lembra? Não! Mas, todos lembram e comemoram a Inconfidência Mineira, também um movimento libertário, mas articulado pelos ricos, insatisfeitos com a cobrança de impostos sobre o ouro pela Coroa portuguesa.

    E por essas e outras, que a História Brasileira precisa ser recontada.

  • onaiab disse:

    Alguém já disse: “só sei que nada sei”, daí depois de ler o texto acima, cabe uma relexão. numa cidade cultura, linda por natureza, por que seus mestres historiadores tem dificuldade em lhe dar com fatos, situações, tão simples e complexa ao mesmo tempo que é a essencia do ser ja que ao discobrirmos quem somos ja comecaremos a resolver muita coisa, pois nos contaram, que nossa origem eh ma, somos o expurgo da sociedade, vieram pra ca ladrões, criminosos e que não tinhamos almas.
    Sabemos que a cidade é formada por uma sociedade e esta cria seus mito, monstros e heroís. Daí se formos e precisamos diga de passagem, recontar,a verdadeira história do Brasil, da Bahia e de Ilhéus para vermos o quanto somos grandes mesmo antes desta história ja contada.

  • irene dantas disse:

    È porisso que leio todos os dias esse blog. È sério, e trata de assuntos que enriquecem as pessoas que o leem. Parabens Gusmão! Continue assim : Sério e destemido.

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