Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
Observação feita por José Trajano da ESPN Brasil. Na entrevista coletiva que deu após a derrota diante da Holanda, o técnico Dunga foi humilde, educado e cordial. Nem de longe lembrava o estúpido e arredio notabilizado nos contatos com os jornalistas.
Apesar de achar Dunga antipático, não considero que essa faceta de seu caráter seja mais repulsiva que a arrogância de determinados setores da imprensa. Se acham com direitos a privilégios e se comportam como se isso fosse uma concessão inegável
Adorei a postura de Dunga contra a Rede Globo, afinal, alguém tem que mostrar pra esses comerciantes manipuladores que eles não são ditadores da audiência, não.
Uma coisa foi bem feita. A vontade de jogar com a seleção foi resgatada. Os jogadores choravam no vestiário, ao contrário de 2006 que poucos se lichavam e foram embora da Alemanha em seus carrões diretos para as baladas (lembram do Adriano caído sobre a mesa numa foto que vazou na net, um dia após a eliminação?) Os jogadores que não foram convocados ficaram frustados por não serem chamados. Em outra época pediam dispensas e faziam chacotas achando que tinham lugar cativo. Dunga pode não ser o poço de elegância e cordialidade, mas ele fez o que muitos queriam à época, resgatar a importância de se jogar pela seleção. Lembro que também em 2006, o Brasil fez uma partida excelente contra o Japão, e Parreira não teve peito para deixar aquela formação, pois todos, todos nós mesmos (principalmente a imprensa) queríamos ver jogando o quadrado mágico com Adriano, Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. E deu no que deu.
Não podemos fazer um caça às bruxas em cima do Dunga como se fosse o único culpado. Daqui a pouco a “emissora oficial” vai fazer campanha para que o novo técnico da seleção seja o Galvão Bueno. É só o que falta acontecer.
Não ao “Dunguismo”, mas também não à falta de respeito para com a seleção.
Apesar de achar Dunga antipático, não considero que essa faceta de seu caráter seja mais repulsiva que a arrogância de determinados setores da imprensa. Se acham com direitos a privilégios e se comportam como se isso fosse uma concessão inegável
Adorei a postura de Dunga contra a Rede Globo, afinal, alguém tem que mostrar pra esses comerciantes manipuladores que eles não são ditadores da audiência, não.
Uma coisa foi bem feita. A vontade de jogar com a seleção foi resgatada. Os jogadores choravam no vestiário, ao contrário de 2006 que poucos se lichavam e foram embora da Alemanha em seus carrões diretos para as baladas (lembram do Adriano caído sobre a mesa numa foto que vazou na net, um dia após a eliminação?) Os jogadores que não foram convocados ficaram frustados por não serem chamados. Em outra época pediam dispensas e faziam chacotas achando que tinham lugar cativo. Dunga pode não ser o poço de elegância e cordialidade, mas ele fez o que muitos queriam à época, resgatar a importância de se jogar pela seleção. Lembro que também em 2006, o Brasil fez uma partida excelente contra o Japão, e Parreira não teve peito para deixar aquela formação, pois todos, todos nós mesmos (principalmente a imprensa) queríamos ver jogando o quadrado mágico com Adriano, Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. E deu no que deu.
Não podemos fazer um caça às bruxas em cima do Dunga como se fosse o único culpado. Daqui a pouco a “emissora oficial” vai fazer campanha para que o novo técnico da seleção seja o Galvão Bueno. É só o que falta acontecer.
Não ao “Dunguismo”, mas também não à falta de respeito para com a seleção.