Por Marcos Pennha.
Acabou. O Brasil tá fora da Copa do Mundo de Futebol 2010, depois de ser mandado embora pela Holanda, ao ser derrotado por dois a um, de virada. O time ficou tonto, em campo, como se tivesse rodado durante horas no carrossel da laranja mecânica de 1974. A seleção brasileira foi a única que não deu trabalho aos editores de imagem, que produzem aquelas em câmera lenta. A lentidão fora a sua marca. Não foi a toa que o ex-craque holandês Cruyff declarou que não pagaria para assistir a seleção de Dunga.
Dunga (nome de um dos sete anões da ficção) confirmou sua pequenez tão camuflada com as vitórias diante de seleções inexpressivas. Sempre com aparência de zangado, parece incomodar-se com o simples atchim de alguém. Um mestre na grosseria contra os profissionais da imprensa, exceto na entrevista coletiva derradeira. Seu novo comportamento quase beirou o estilo dengoso.
Entrevista importante e fundamental publicada no Observatório da Imprensa.
Reproduzida do blog do autor, publicada originalmente em 9/3/2004; realizada em 1/5/1978.
As incríveis cenas dos bastidores de um encontro com Nélson Rodrigues, maior dramaturgo brasileiro, pernambucano exilado no Rio, estilista número um da crônica esportiva
Meu primeiro, único e último encontro com o gênio Nélson Rodrigues (1912-1980) começou com uma dúvida devastadora: por que diabos ele teria marcado nossa entrevista justamente para a hora de um jogo da seleção brasileira? Não é possível, deve ter havido algum engano – eu pensava com meus botões, enquanto caminhava pelas calçadas do Leme, na beira-mar, no Rio de Janeiro, em direção ao apartamento do homem.
Se Nélson Rodrigues escrevia aquelas crônicas geniais sobre futebol no jornal O Globo, é óbvio que ele não iria dar uma entrevista a um forasteiro pernambucano no exato momento em que a seleção brasileira entrava em campo, no Maracanã, com transmissão ao vivo pela TV. Se desse, como é que ele iria escrever sobre o jogo no jornal do dia seguinte? Não, deve ter havido um grande equívoco. É melhor que eu desista. Nélson não iria dar entrevista alguma num momento tão inoportuno. Ou iria?
Mergulhado num poço de constrangimento, aperto a campainha. A entrevista tinha sido marcada por telefone. Uma mulher abre a porta. Ao fundo, vejo a imagem de Nélson Rodrigues esparramado numa poltrona. Os pés estão fora dos sapatos. Não faz frio, mas ele veste um suéter sobre a camisa de mangas curtas. Pende na parede da sala uma foto emoldurada de Nélson Rodrigues em companhia de Sônia Braga e de Neville de Almeida – atriz e diretor da versão cinematográfica de A Dama do Lotação.

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, reuniu amigos e correligionários na noite de ontem (sábado/03), na Associação 19 de Março.
Ele explicou os motivos que o levam a repensar sua candidatura a deputado estadual, já divulgados neste blog (clique aqui).
Sem uma definição concreta, Jabes disse que a confirmação do seu nome para a próxima disputa eleitoral depende de reuniões que ocorrerão nas próximas 48 horas.
A decisão final sairá amanhã (segunda-feira/05).