O brasileiro destaca-se, diante de outros povos, como gente alegre, bem humorada. Eu, como tal, não fujo a regra, apesar de ser incompreendido, às vezes. Aproveito a oportunidade para pedir desculpas se, porventura, em algum momento, eu feri ou venha a ferir suscetibilidades. O reconhecimento do erro e pedido de desculpas são a marca dos humildes. Reconheço que errei quando afirmei que “tão prazeroso quanto o título de campeão do Brasil na Copa do Mundo de Futebol, é assistir a derrota dos argentinos”. No entanto, entendam que eu não sabia que os versados em literatura e arte – que tanto contribuem com a nossa gente brasileira – compuseram a seleção argentina de futebol. A falta de leitura e informação é uma droga! Alerto, porém, que a alegria dos hermanos, em face da derrota, deveu-se ao fato de terem se livrado de ver Maradonna, nu, desfilando em volta do obelisco em Buenos Aires. Ainda assim, respeito a opinião dos que torceram pela realização da referida exótica cena.Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.
Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.
Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.
Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.”