EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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ATENÇÃO DEFENSORES DO MINÉRIO DE FERRO: VAZAMENTO ATINGE RIO DE MINAS GERAIS

O grupo Votorantim já pensa em trazer um mineroduto de 470 km para Ilhéus. Perigo à vista! Para mais detalhes, clique aqui.

Veja o péssimo exemplo de Minas Gerais.

Do jornal O Globo.

BELO HORIZONTE – Um furo em um mineroduto provocou o vazamento de minério de ferro no rio São Sebastião, que abastece a cidade de Espera Feliz, na Zona da Mata mineira neste domingo. Funcionários da Mineradora Samarco e policiais de Meio Ambiente de Minas Gerais estão nesta segunda-feira no município para avaliar a extensão do acidente ambiental. O rio São Sebastião abastece a cidade.

A operação do mineroduto, que transporta o minério das cidades de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais, até o porto de Ubú, em Anchieta, Espírito Santo, foi suspensa pela Samarco. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) interrompeu a captação de água do rio São Sebastião. A Copasa informou também o abastecimento da cidade não foi afetado porque a empresa mantém reserva de água.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Espera Feliz disse que muitos peixes morreram. A assessoria de imprensa da Samarco já afirmou que a substância que vazou não é tóxica, mas que está organizando caminhões-pipa para abastecer asilos e hospitais da cidade.

A Prefeitura de Espera Feliz disse que vai decretar situação de emergência. O município pede que os moradores economizem água e que os produtores rurais não deixem os animais beberem dos rios São Sebastião, São João e Caparaó..

O volume do vazamento ainda não foi calculado.

Os órgãos de defesa civil de Minas Gerais e do Rio de Janeiro estão em alerta. A mancha de polpa de minério de ferro pode atingir 13 cidades dos dois estados. A água do rio São Sebastião está vermelha, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

8 respostas para “ATENÇÃO DEFENSORES DO MINÉRIO DE FERRO: VAZAMENTO ATINGE RIO DE MINAS GERAIS”

  • Álvaro Degas disse:

    Ué…
    Não é contra o Blog do Gusmão especificamente a minha crítica.
    Já que este Blog apenas reproduz a notícia de O Globo.
    Crítica que é jornalística, mais especificamente de um assistente da notícia.
    Ocorreram-me algumas perguntas que ficaram sem resposta.
    a) Quais os danos efetivos que o vazamento causou? Há alguma estimativa? Porque isso não foi divulgado?
    b) Quantos vazamentos iguais a esse já aconteceram antes? Com que freqüência ocorrem? Isso daria uma idéia da probabilidade de isso acontecer.
    c) Qual o impacto do vazamento sobre as populações?
    d) Quais as medidas de contenção e compensação a que a Vale estará sujeita? Como isso ocorrerá?
    A reportagem (de O Globo, repito), deixa tudo isso sem resposta.
    Não dá para a gente fazer uma análise racional e fria.
    Valeu!

    Degas.

  • Maria do socorro Mendonça disse:

    Caro Degas

    As consequências normalmente são causas, assim sendo, infelizmente só saberemos depois de computados sabe-se lá Deus quando. Sem contar que nem sempre as Secretarias de Meio Ambiente são a menina dos olhos de Prefeituras, como é o nosso caso.
    De pronto, você já poderá saber no link: http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,4570,mineroduto+da+samarco+se+rompe+entre+minas+e+es+e+deixa+cidades+sem+agua.aspx
    Peixes mortos já são uma evidência. Além disso, populações sem água sabe-se lá por quanto tempo.
    A empresa não é a VALE e sim a SAMARCO. Utilizar este transporte é para baixar custos, não tenho idéia de quantos acidentes já ocorreram, mas quando ocorrem as consequências não são boas. Serve como alerta. Aliás ao invés de assistir propagandas com pessoas felizes com cachos de banana, seria importante que mostrassem filmes dos processos que pretendem trazer para a nossa cidade. Assim morreríamos mais felizes, pois não estaríamos sendo enganados.
    As notícias estão em vários sites do País. Fica aí com essa notícia um alerta.
    Não esqueçamos que apesar de terem inventado que foi avanço dos ambientalistas a BAMIN pretender transportar em ferrovia ao invés de mineroduto o ferro de Caetité, temos anunciado vindo do Norte de Minas, um mineroduto, anunciado com festa. As consequências desse meio de transporte para Ilhéus, certamente serão tão desastrosas quanto é hoje em Anchieta. Cadê o avanço dos ambientalistas? É tudo falácia.
    Maria do Socorro Mendonça

  • Pedro Alves disse:

    Recentemente ocorreu o vazamento de petroleo de uma plataforma no Atlantico Norte. Se formos fazer a vontade dos ambientalistas, o Brasil viverah eternamente no atraso economico.
    O que deve ser feito eh o governo e iniciativa privada, adotarem medidas de segurança e cuidados ambientais para que tais fatos não sejam rotineiros. Qualquer atividade humana estah sujeita a riscos, inclusive um simples lazer.

  • álvaro Degas disse:

    Deixa eu esclarecer.
    Não estava criticando o Blog do Gusmão, tampouco minimizando o tamanho do problema. Muito menos construindo ou destruindo qualquer possível conexão deste com a Ferrovia Leste-Oeste ou o Porto Sul. Seria leviano de minha parte.
    Apenas estava me queixando, como consumidor de notícias, da má qualidade do produto que me entregaram: notícia incompleta.
    Peixes mortos era fácil de imaginar. Suspensão do abastecimento de água (que é ruim, mas bem diferente de “populações sem água”) estava mencionado na matéria de O Globo.
    Mas tenho certeza que essas são apenas algumas conseqüências, e não são muito graves, nem estão exatamente perto do que se entende ser um desastre ambiental.
    O ponto é que eu realmente não sei mensurar o tamanho do problema. Não sei mensurar as medidas que serão tomadas, tampouco sua eficácia. Não sei mensurar a justeza das punições que serão, ou pelo menos deveriam ser, distribuídas de acordo com a Lei.
    Somando-se a isso tudo as diferenças de tecnologia que se propõem serem usadas no Complexo Intermodal, então vejo menos espaço ainda para conclusões logicamente válidas. prefiro me calar, e humildemente cobrar mais informação.
    Assim, penso que a reportagem é apenas uma matéria superficial, que carece de fundamentos informativos.
    Provavelmente por ser notícia nova, ainda sem as informações mais completas, publicada e repercutida um tanto apressadamente, dadas as circunstâncias.
    Acho que, com o tempo, novas informações e mais detalhes aclararão mais as dúvidas.
    Bom: não vou polemizar mais. Saí um tanto chamuscado da última vez.
    Valeu!

    Degas.

  • Editor disse:

    O que é isso Degas?
    Participe sim!
    Suas contribuições são mais do que válidas.

  • meninos eu vi!! disse:

    Essas consequencias como diria Degas “não são muito graves”, é um absurdo!
    Poluir aguas de rios e mares, matança da fauna e flora não ser muito grave é de uma vergonha para o bicho homem, claro que é grave e importante, sabe se la quanto tempo ficará sem água, sabe se la se terá peixes nesse local? O medo desse progresso no Brasil é a confiança no bicho homem, é muita ingenuidade pensar que será feita e respeitada todo “projeto” da construção do porto.

  • De olho Aberto disse:

    Só tem uma solução.

    Vamos todos morar em outro planeta…vamos procurar no universo
    um planeta perfeito para estes pseudos ambientalistas. Quem sabe eles possam viver de brisas ou até mesmo dividir o espaços com todas as bacterias,virus,fungos e outros seres viventes!
    Recentemente houve um tremendo acidente na Costa dos Estados Unidos e Mexico e não ouvir uma manifestação por mais simples que fosse dos principais “defensores” do meio ambiente, mas basta ter qualquer coisa nos paises em desenvolvimento que ameaçe a econômia das grandes potencias para que os profissionais “ambientais” apareçam.

  • rENATO j. i. mILHIOLO disse:

    Gostaria de me manifestar em nome da Secretaria de Meio Ambiente e da Defesa Civil de Espera Feliz, já que sou o responsável pelas duas área. São dados novos de domingo, 08 de agosto, duas semanas após o acidente…
    Para a retirada do minério de dentro do rio São João, a Empresa Samarco está utilizando bombas de sucção de areia,(uma em cada margem) que exigem muito mais água para sugar o minério, 4 vezes mais pesado do que areia. Estão usando caixas de decantação, ao longo do rio, onde essa água é devolvida decantada ao rio. Estão sendo colocadas barreiras transversais ao fluxo do rio, para conter o minério, que por sua vez também é sugado. Mesmo sob forte sucção, esse revolvimento do fundo, causa turbidez da água, tanto que o rio continua turvo, daí eu ter solicitado à Copasa, que trocasse o ponto de captação, isto é, do rio São João que está turvo, para o rio Caparaó, que é seu afluente e está limpo. Como a Copasa não se manifestou, fiz um ofício ao Ministério Público, relatando o ocorrido e a minha preocupação se acontecer uma chuva forte… vamos voltar ao índice de turbidez quando paralizou-se a captação NÃO TEMOS OS CAMINHÕES DISPONÍVEIS PARA ENCHER O RESERVATÓRIO DA COPASA; NOSSOS RIOS ESTÃO SECANDO E MAIS UM PONTO DE CAPTAÇÃO SERIA MAIS QUE JUSTIFICADO, MESMO PORQUE SÃO MICROBACIAS EM ÁREAS DIFERENTES DENTRO DO MINICÍPIO, ISTO É, QUANDO CHOVE EM UMA DIFICILMENTE CHOVE NA OUTRA, DAI SE CAPTAR DO RIO MAIS LIMPO… concluindo, temos o Código Municipal de Meio Ambiente que nos dá amparo jurídico, e por isso estamos fiscalizando 24 horas já que temos um observador no local o dia todo. A reclamação de algumas Prefeiras rio abaixo de que não foram avisadas não procede, lembrando que o acidente ocorreu Domingo, e elas não funcionam. Independente disso os responsáveis pela Defesa Civil de MG, ES e RJ foram avisados, domingo a partir das 10 horas da manhã. O desastre ambiental é sério, a limpeza do rio vai demorar anos e a quantidade de peixe, nessa faixa do desastre (100 km) vai ficar comprometida, mesmo com repeixamento das espécies nativas.
    Renato Milhiolo e equipe – SEMA/DCIVIL/Espera Feliz-MG.

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