A internet, o crescimento da indústria pornográfica e o marketing que ela promove são, na opinião da socióloga americana Gail Dines, os responsáveis por boa parte dos episódios de violência contra mulheres.
Em seu último livro, “Pornland” (Pornolândia), lançado recentemente nos EUA, Gail afirma que a multiplicação de imagens pornográficas na internet aumentou o poder dessa indústria:
- A indústria pornô tem capacidade de fazer lobby com políticos, de travar batalhas legais e de usar relações públicas para influenciar o debate. (…) Sua sofisticada e bem financiada máquina de marketing busca moldar a imagem dessa indústria como algo positivo.
Na avaliação da feminista e professora de sociologia e de gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, é impossível ver as imagens pornográficas sem ser influenciado, “especialmente imagens com as quais você se masturba”:
- Os garotos veem pornografia pela primeira vez aos 11 anos, eles são introduzidos a esse mundo de brutalidade sexual e crueldade antes que sua sexualidade esteja plenamente desenvolvida.
Ela ainda defende a necessidade de um “contra-ataque erótico à cultura pornô”. “O erotismo, ao contrário do pornô, celebra uma sexualidade igualitária e respeitadora, baseada em conexão e paixão”, diferencia.
Vale também observar que o problema da violencia provogado pela midia, também afeta crianças e adolescentes. muito boa a reportagem.