Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
Marcelo Dantas (ao centro) e à direita, Rosemberg.
Aconteceu neste final de semana, um ato político de inauguração do comitê de campanha de Dilma, Wagner, Lídice e Pinheiro junto com os candidatos a deputado Geraldo Simões e Rosemberg Pinto, em Ibicaraí.
O evento contou também com a presença do empresário Marcelo Dantas, de Uruçuça e o seu irmão gêmeo, o prefeito de Itajuípe, Marcos Dantas. Imaginem a confusão.
Apesar da extrema semelhança física e expressiva, os irmãos são politicamente diferentes. Enquanto Marcelo é da esquerda e apóia Dilma e Wagner, Marcos é um dos poucos prefeitos sul-baianos a apoiar as candidaturas de Serra e Paulo Souto.
A confusão foi desfeita nos discursos, enquanto a diferença política ficou ainda mais expressiva. Na campanha, Marcelo vai apoiar um candidato a deputado estadual da cozinha de Wagner, o assessor licenciado da presidência da Petrobras, Rosemberg Pinto. Já seu irmão vai apoiar Heraldo Rocha, um dos mais ferrenhos críticos da gestão de Wagner.