A produção do projeto Memórias do Rio Cachoeira (MRC) está a todo vapor. Às vésperas dos 101 anos de emancipação de Itabuna, o MRC se prepara para registrar a memória cultural da cidade, especialmente a sua relação com o rio. Para isso, une poesia, música e cinema. O projeto passa por algumas etapas, são elas:
• A gravação de um CD com 12 faixas, que trará poemas de diversos autores itabunenses, musicados pela Banda Manzuá. Os poemas selecionados conferem a essência das memórias dos escritores/poetas relacionadas ao Rio Cachoeira. Sem contar a musicalidade distinta dessa banda sul baiana, que traz em sua proposta um universo sonoro misturado, o que a enquadra e destaca no cenário musical da região.











Respostas de 4
Engraçado o rio cachoeira precisa mesmo de poesia, musica,festa. CD e DVD. Eu pensava que era outro nome que era repassado ao rio cachoeiro.Isso só pode ser brincadeira.Pessoal toma vergonha.De que é mesmo que este Rio esta precisando.Memoria,lembrança já teve e tem é só passar pela ponte do conceição e não poder ver suas aguas,limpas e cristalinas.De que mesmo ele precisa.
Eu não posso querer que algo fique melhor, se eu não conheço os momentos em que já foi bom. Os homens precisam de referência. Ótima iniciativa da banda!
Temos mesmo que lembrar de como era o rio Cachoeira para ver se tomamos vergonha e aprendemos a conviver com ele, sem suja-lo.
A arte deve celebar a memória sem perder a crítica. E a questão da sujeira deve ser cobrada da própria população que é quem mais suja o rio e dos governantes tb.
Leiam o lamento do rio, no texto sobre ele que está no site do projeto.
Realmente o rio em si, não precisa de nada. Ele nasceu limpo, lindo e perfeito por sua natureza. Ele nunca precisou de pontes cortando seu percurso. Ele nunca precisou de aterramento nas suas margens. Quem precisou de tudo isso, fomos nós. Que chegamos e o modificamos sem pedir licença. Ele de fato não precisa de poesia, nem de música. Quem precisa somos nós. Já que olhando para rio e sentindo seu cheiro todos os dias não conseguimos perceber a dura realidade, porque não usar a arte para tentar, mais uma vez, abrir os olhos da população indiferente? Cada um usa a arma que tem para se defender, ou defender quem precisa. Enquanto uns têm dinheiro e poder suficientes para solucionar o problema do Rio Cachoeira, e nem se quer cogitam a possibilidade de usar estas armas em favor dele, nós temos a música, a poesia, o cinema e estamos buscando a melhor forma de utilizá-las para o bem. Quem tem a arte como elemento de comunicação e conscientização, usa. Quem não tem… vai para a beira do rio tirar o lixo e salvar os peixes que estão morrendo por lá. Já viram alguém fazendo isso??? Porque eu, nunca vi.
en la lucha de classes
en la lucha de classes
todas las armas son buernas
piedras,
noches
poemas
Paulo Leminsk