Imagem: FMT/Secom.

Auditório da faculdade sediou palestras nessa quarta-feira. Imagem: FMT/Secom.

As reformas previdenciária e trabalhista do governo Temer foram tema de palestras realizadas na Faculdade Madre Thaís (FMT), em Ilhéus. O auditório Dr. Cid Gesteira sediou as atividades. A iniciativa dessa quarta-feira (17) marcou a comemoração do Dia do Assistente Social (15 de maio).

Na abertura do evento, a professora Andrea Sauer, coordenadora do curso de Serviço Social da FMT, classificou as propostas como “o maior ataque aos direitos da população trabalhadora e à democracia”.

“As reformas propostas por esse governo, se aprovadas, causarão estragos irreversíveis a todos os trabalhadores do nosso país, seja da iniciativa privada, da área rural, autônomos ou do serviço público, especialmente os mais humildes. Por isso, vamos debater e levar ao conhecimento de toda a população o risco que estamos correndo”, frisou a professora e advogada Carla Bracchi.

“A reforma da Previdência prevê, dentre várias mudanças, a obrigatoriedade de os estados criarem fundos de previdência complementar para novos servidores, a exemplo do que fez a União. Com isso, os funcionários terão o benefício limitado ao teto do INSS, podendo receber um complemento se quiserem aderir ao fundo. Já a reforma trabalhista altera a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em vigor desde 1943. Pela proposta, terá alteração na jornada de trabalho, nos modelos de contratação, no FGTS, no parcelamento de férias, entre outras medidas que, mais uma vez, irão prejudicar os trabalhadores,” destacou o representante do Conselho Regional de Serviço Social, Charles Travezani de Jesus

“O modelo de seguridade social adotado no Brasil abrange as políticas públicas sociais de saúde, previdência e assistência social. Tem caráter solidário e distributivista. Isso, inclusive, em consonância com os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, expressos na Constituição Federal, sobretudo para construir uma sociedade livre, justa e solidária; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, reflete a professora da FMT, Fabiana Valéria.

Além de criticar  o conteúdo das propostas, os palestrantes concordaram que o governo federal confunde a opinião pública sobre os impactos negativos das mudanças para a vida dos mais pobres.