Professor George Albuquerque, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UESC.

Professor George Albuquerque.

O destino do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) preocupa pesquisadores de todo o país.

A possibilidade de contingenciamento de recursos é o principal motivo de preocupação. Eventual corte poderia afetar a formação de novos pesquisadores na UESC, onde o CNPq financia 90 graduandos em projetos de iniciação científica.

Na manhã desta segunda-feira (7), em conversa por telefone com este blog, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UESC, professor George Albuquerque, disse que a situação financeira está controlada para os próximos meses, contudo, tende a ser mais “preocupante” em 2018. A Lei Orçamentária Anual prevê diminuição da capacidade de investimento do CNPq.

George citou o esclarecimento do presidente do conselho, Mario Neto Borges, que assegurou a continuidade das bolsas atuais. Além dos recursos de agosto, Borges garantiu que o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) trabalha para recompor o orçamento da agência.

Uma crise de financiamento do conselho, informa o pró-reitor, afetaria aproximadamente 25 mil bolsistas de iniciação científica no país. “A preocupação é grande nesse sentido”.

Para George Albuquerque, a situação financeira da pesquisa “é grave”, e isso é um problema nas esferas nacional e estadual.

Segundo o pró-reitor, em 2016, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) liberou, aproximadamente, 50% dos recursos previstos para o financiamento de pesquisas. Os dados estão disponíveis no portal da transparência da entidade.

O caso interessa mais de perto aos pesquisadores da UESC. A agência estadual mantém 150 bolsas de iniciação científica na universidade e, aproximadamente, outras duzentas de pós-graduação. “O problema na FAPESB nos afeta tanto ou mais do que o problema do CNPq”, avalia George Albuquerque.

BOATO

Segundo Albuquerque, um erro do sistema de informação do CNPq levou pesquisadores a imaginar que os seus projetos tiveram recursos cortados. No entanto, o conselho esclareceu que tudo não passou de uma falha do programa que gerencia esses dados. O equívoco gerou um boato sobre o corte das bolsas de pesquisa, já que as informações erradas estavam num site oficial.