A Soares Lopes num dia de chuva forte. Imagem de arquivo: Danilo Matos/Facebook.

Por Thiago Dias.

Na última terça-feira (10), a prefeitura apresentou o projeto de requalificação da Avenida Soares Lopes. O planejamento dialoga com as obras da nova ponte Ilhéus-Pontal.

A notícia de que o município vai utilizar recursos próprios para complementar o investimento de 90 milhões do Governo da Bahia é animadora. Entretanto, tenho uma opinião óbvia a manifestar sobre o assunto. Para ser completa, a recuperação da Soares Lopes deve enfrentar uma questão subterrânea: a funcionalidade da rede pluvial.

Esse é um problema antigo da avenida, cartão postal de Ilhéus. Em meia hora de chuva forte, a questão subterrânea emerge, e a Soares Lopes ganha poças enormes. A rede pluvial não dá vazão à água, porque as manilhas viraram receptáculos para o lixo jogado nas ruas. Também acumulam areia e folhas.

O trabalho de manutenção do sistema não tem sido suficiente para evitar os alagamentos. Isso significa que é necessário melhorá-lo.

Em algumas partes da avenida, a deficiência do sistema de escoamento gera transtornos para atividades econômicas. Nos dias de chuva forte, a calçada da Pizzaria Avenida e do Cine Santa Clara vira uma “lagoa”. Para entrar nesses estabelecimentos, o público conta com o suporte de “pontes” improvisadas pelos empreendedores.

A prefeitura também vai requalificar vias que ficam no entorno da Soares Lopes, como a Avenida Vereador Marcus Paiva, que também sofre com o entupimento da sua rede pluvial. Na “Avenida” e nos arredores, uma coisa é certa: o trabalho deve começar por baixo.

Thiago Dias é repórter e articulista do Blog do Gusmão desde 2013.