Normalmente tranquila, a casa de shows Mar Aberto passou por momentos de tensão no último sábado.

No último sábado, o noticiário de Ilhéus foi surpreendido por um fato no mínimo inusitado.

Um desentendimento entre oficiais da PM e os agentes da Polícia Civil, Luciano Santos Cardoso e Joseval Santos Cupertino, acabou em tiros na casa de eventos Mar Aberto, na zona sul de Ilhéus. O tenente-coronel Delmo Barbosa de Santana foi atingido na perna e encaminhado para um hospital de Salvador. O quadro dele é estável.

Segundo a versão dos agentes, o tenente-coronel, sem se identificar, deu uma gravata em Joseval Cupertino com o objetivo de desarmá-lo. Como não tinha conhecimento de quem fazia a abordagem, Cupertino sacou uma arma de fogo e quase foi impedido pelos militares. Inadvertidamente, um tiro atingiu a perna do oficial Delmo Santana.

A versão da PM não é tão detalhada e diverge completamente: “Por volta das 2 horas do dia 09/06, em frente ao restaurante “Mar Aberto”, em Ilhéus, o tenente-coronel Delmo Barbosa de Santana, lotado no comando geral, foi vítima de disparo de arma de fogo, atingido na perna. Segundo informações, policiais civis estavam dentro do estabelecimento bebendo e após se desentenderem com um homem não identificado, efetuaram o disparo que atingiu o oficial que passava nas proximidades do restaurante”. Ainda de acordo com a versão dos militares, ao perceber a confusão que envolvia o colega, Luciano Cardoso sacou sua arma e deu tiros para cima.

Após renderem Joseval Cupertino, uma guarnição da PM o conduziu até a 7ª COORPIN.  O delegado plantonista, Luciano Lima de Medeiros, iniciou a investigação e ouviu três testemunhas: Wender Costa Nogueira (auxiliar de portaria  do “Mar Aberto”), Elenilson Santos da Hora (outro auxiliar de portaria) e Josileia da Silva Amaral (gerente da casa de shows).  Conforme registrado em despacho assinado pelo delegado, obtido com exclusividade pelo Blog do Gusmão, as testemunhas reforçaram a versão dos policiais civis e descartaram a possibilidade do agente Luciano ter feitos disparos para cima, uma vez que ” havia, no local, diversos policiais à paisana (oficiais da polícia militar, inclusive de outros estados), os quais também estariam armados e não foram relacionados na ocorrência policial nem se apresentaram para darem a versão deles sobre o fato”.

Para acabar com a dúvida, o delegado determinou que o proprietário do estabelecimento, conhecido como Átila, copiasse num pen drive as imagens das várias câmeras espalhadas pela casa de shows. Segundo a polícia civil, Átila disse que o aparelho (DVR) não fez a gravação. Luciano Medeiros determinou a apreensão do equipamento para perícia.

A Polícia Civil investiga a hipótese do proprietário ter sofrido algum tipo pressão para apagar as imagens.