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Depois de perder a possibilidade de criar mais 67 equipes de saúde da família, Ilhéus aparece mais numa lista preocupante divulgada pelo Ministério da Saúde.

Apenas 29,69% das crianças menores de 1 ano, que vivem em Ilhéus, foram vacinadas contra a poliomielite.

Ao todo, 312 municípios do Brasil apresentaram cobertura vacinal inferior a 50% (veja a lista).

O dado foi divulgado pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), na última quinta-feira (28/06).

Segundo nota oficial, o Ministério da Saúde “reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina.  As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno”, enfatizou Carla Domingues. Uma oportunidade de atualizar caderneta será na próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que acontecerá no período de 6 a 31 de agosto de 2018″.

Em Ilhéus, há queixas sobre falta de vacinas em alguns postos de saúde, contudo, a responsabilidade deve ser compartilhada com os pais. Em todo o Brasil, há evidencias de descuido dos responsáveis, uma vez que a polio foi erradicada no país desde 1990. Esse fato passa a sensação de que as crianças estão fora de perigo.

De acordo com o Ministério da Saúde, “a poliomielite ou ‘paralisia infantil’ é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus”.

Por volta das 15h06min tentamos, em duas vezes, ouvir a secretária municipal de saúde, Elizângela Oliveira. Ligamos para o número ddd 71 de final 8274. As tentativas deram na caixa de mensagens. O espaço está aberto para explicações.